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Domingo, Outubro 31, 2004
Hoje, às seis da tarde, MPB com Jane Acosta e Rita Cássia (Elas em 3x4) no Goiabeiras Shopping.
::: publicado por Pedro Acosta @ 15:48 - Comentários:
Sexta-feira, Outubro 29, 2004
no Goiabeiras Shopping
O Circuito Adeptus de Música entrou em velocidade de cruzeiro. O último evento do projeto aconteceu sem a série de mudanças estruturais que precedeu o Bonança ou a expectativa que antecedeu o Vanguart. Desta forma, quando o Café Pkeno começou a tocar na noite da última segunda-feira, 25 de outubro, no Goiabeiras Shopping, já não tinha a missão de apresentar uma nova idéia - bandas tocando ao vivo num shopping-center. Como se não bastasse esse alívio, o grupo recebeu um público que já havia dado sua pré-aprovação.
Afinal, sempre bem-ensaiado e nunca tão polêmico, o Café tende a ser lembrado por sua constância em boas apresentações e sua competência. Além disso, o fato de ser um conjunto de MPB - o que, numa cena rock, lhe confere respeito diferenciado - o tornava especialmente adequado ao Circuito.
Nesse clima de "já ganhou", até música tocada a título de passagem de som - Boa Noite (Djavan), a primeira a se ouvir do show - foi aplaudida empolgadamente. O show seguiu trafegando entre músicas de ritmo marcado e outras mais lentas, entre composições próprias e versões para canções alheias. O resultado geral apresenta um quadro que, visto de longe, revela uma noite calma, de música aprazível com uns toques de euforia e outros de depressão que agradou ao público.
A idéia original de se fazer algo ao estilo "luau", sem bateria e só com percussão, não foi executada já que, o lugar de fato para o show, o vão central do Goiabeiras Shopping é bem maior que o originalmente proposto, o interior da Livraria Adeptus. Assim, sobrou a Carol oferecer ritmo (que, uma vez, já foi a vedete no CP) a partir de uma bateria normal, adicionada de bongôs e tocada com vassourinhas. Por sua vez, Luciana (a vocalista) ofereceu menos energia que o comum (seria a luz do ambiente? a cadeira? o formato? a garganta?) ainda garantindo interpretação sincera e forte. Rosano (violão) e Diego (baixo) estiveram também afiados a noite toda, mas quem roubou atenções no show, inspirando uns gritos e uivos do público, foi João (violão), o guitarrista recém-chegado ao Café Pkeno, com seus solos de quem tem pé no metal.
Tal formação foi responsável pela coerência do repertório. Este, por si só, apresentar-se-ia esparramado por vários lados. Se a sessão acústica com o Bonança mostrou uma banda que faz transição pacífica entre versões e músicas autorais, definindo-se, a com o Café mostrou mais foi indefinição. Eles já não têm mais uma percussionista e, se antes eram claramente MPB Soul, agora, com menos suingue, se dividem entre essa vertente anterior e uma outra que aponta para caminhos de uma música brasileira mais pop/rock (algo como uma Adriana Calcanhotto no lugar de um Jorge Ben ou um Zeca Baleiro no lugar de um Djavan). As canções que a banda faz mais contribuem para essa segunda vertente, apesar de não se encaixarem perfeitamente em nenhum dos lados. Quantas facetas pode ter uma banda? De qualquer jeito, a faceta negra do Café não se mostrou muito no shopping.
::: publicado por Pedro Acosta @ 00:38 - Comentários:
Terça-feira, Outubro 26, 2004
Shows do fim-de-semana
No último fim-de-semana, a cena cuiabana ganhou um agrado: o SESC Arsenal abriu suas portas para três shows de rock. O herói-da-hora da música em Cuiabá, Maurício Rodrigues (Camilots), foi responsável pelo acontecimento. Parte do departamento de marketing da Livraria Adeptus, ele esteve envolvido na última semana com a Feira do Livro. O evento anual reuniu no SESC Arsenal, entre terça-feira e domingo passado, amantes da literatura interessados em livros, espetáculos, recitais e afins. Dentro desta programação, Donalua, Vanguart e Camilots se apresentaram em situação incomum.
Ao invés de um palco montado no estacionamento, ou até mesmo nos jardins do Arsenal, como seria mais previsível, o lugar das apresentações foi o Salão Social, outrora ocupado por palestras e discussões de senhores sobre Carlos Drummond de Andrade, por exemplo. Assim, os lustres da sala, o clima ameno do condicionador de ar e a clareza do som compuseram uma atmosfera única para as três bandas que se apresentaram.
A primeira delas foi o Donalua, no sábado. Aquilo foi um show? Um ensaio aberto, eu diria. Mais uma noite inspiradíssima de Kaiapy (guitarra) e Ynaiã (bateria). Destaque para "Lampejar", muito bem executada. O clima do SESC é bem bacana, o som estava bem regulado, todos sentados, uma única guitarra e uma certa nostalgia. - disse Pablo Capilé, vocalista da banda.
A própria banda foi avisada do agendamento do show na noite anterior a ele. Desta forma, sobrou muito pouco tempo para qualquer divulgação e o resultado foi um público quase inexistente: um revés. Ou quase. A platéia, extremamente seleta, presenciou uma banda passeando por seu repertório, com grandes performances da dupla de guitarra/bateria. Caio Costa, o guitarrista-base do Donalua, não pôde comparecer e sua ausência deixou exposta a intensa relação musical entre Kaiapy e Ynaiã. Numa sala quase vazia, em silêncio, aquilo foi assustador. (Desde já, tenho medo do Macaco Bongue)
A segunda apresentação do fim-de-semana foi a do Vanguart. Sobre ela, isso é o que Hélio, o vocalista do grupo, diz: Com o tempo, fazemos muitos shows e consigo me lembrar de noites excelentes como a do Grito Rock, ou até mesmo SBPC. Porém, é incrível como cada show acaba tendo sua pecualiaridade - a apresentação de domingo foi ótima para nós. Realmente nos entregamos a entidades quando tocamos. Noite especial. A acústica do local era excelente.
Fechando o domingo, veio o Camilots. A platéia, que desde a banda anterior já comparecia em número bem maior que na noite de sábado, se entregou às batidas básicas de rock, preenchidas com baixo eficaz, guitarra realmente elétrica e muita energia. Em termos simples, o show funcionou. O Salão Social do SESC Arsenal encheu-se de uma atmosfera à moda nascimento do rock, com passinhos de dança, ou ensaios deles, se espalhando pela sala. Nada como uma injeção de vida num dia tradicionalmente morto.
::: publicado por Pedro Acosta @ 01:21 - Comentários:
Domingo, Outubro 24, 2004
Semanal no.3
Alguns problemas de ordem técnica tornaram difíceis de se fazer as atualizações no Cubo de Ensaio. Assim, seja pela letra de Crititica, seja pela apresentação no Shopping Goiabeiras, o Bonança tornou-se o único assunto da semana. E que assunto!
Algumas velhas discussões ressurgiram. O lado bom da coisa foi ver que elas voltaram num tom mais educado e polido. O lado ruim foi ver que retornaram com os mesmos argumentos, como se estivessem ficado congeladas desde a última vez. Bom, certas coisas não mudam.
Já outras... Pela primeira vez, nessa semana que passou, escrevi um texto com opinião sobre uma banda daqui. Este não é um blog de crítica musical e nem é minha função lançar meus achismos aqui. Entretanto, cheguei à conclusão de que, se quero promover uma discussão, tenho que ser o primeiro a dar exemplo. Estou certo?
Mas passemos a esta nova semana. Amanhã, deve aparecer por aqui texto e fotos dos shows deste fim-de-semana no SESC Arsenal. Ontem, quase sem aviso prévio, o Donalua tocou para um público seletíssimo. Hoje, espera-se mais gente para os shows de Vanguart e Camilots, que acontecem daqui a pouco. Ainda na segunda-feira, o Café Pkeno se apresenta acústico no Goiabeiras Shopping, dentro do Circuito Adeptus de Música. Um texto sobre o evento, posso adiantar, será publicado aqui já na terça-feira. Mais para frente na semana, aparecem no Cubo de Ensaio: a banda de meninas Lazy Moon, com seu novo sopro de dedicação e suas novas direções; o Macaco Bongue que, aparentemente, é a soma de um guitarrista f*** com um baterista f*** mais quilos de entusiasmo resultando em tonelada de potência sonora. É esperar e ver.
Boa semana a todos,
Pedro Acosta.
::: publicado por Pedro Acosta @ 04:29 - Comentários:
Quarta-feira, Outubro 20, 2004
Bonança no Goiabeiras Shopping
Na última segunda-feira, dia 18 de outubro, aconteceu o segundo show do projeto Circuito Musical Adeptus. Depois de estrear com extremo sucesso (mais de 300 pessoas foram ver o show do Vanguart no dia 11.10) e de uma série de modificações estruturais (o local das apresentações mudou de dentro da loja da rede no Shopping Três Américas para a praça central do Goiabeiras Shopping), era de se esperar que houvesse certa tensão e expectativa em torno do bis do projeto, o show com o Bonança.
O público que compareceu para vê-lo, com certeza, estava em número menor que no dia onze. Afinal, era uma segunda-feira comum (ao contrário da véspera de feriado quando aconteceu a edição anterior do evento), o Goiabeiras tem, costumeiramente, menos visitantes que o Três Américas, o Vanguart é uma banda com maior tempo de carreira que o Bonança. Com ou sem essas ressalvas, o público presente ainda era em número maior que o esperado: um tanto mais que cem pessoas, o suficiente para cobrir o piso do vão central do Goiabeiras de forma que se constituísse uma platéia e um ambiente adequado para se ouvir música.
Bonança, em foto de arquivo.
E ela estava lá, nos mesmos tons amenos das roupas de Vítor, Jander, Rosano e Luiz (respectivamente: vocal e violão, violão, baixo e bateria). A noite começou com músicas do Los Hermanos, ainda muito sob o signo do Luau MTV gravado por esta banda. O primeiro destaque do show foi O Vencedor (LH), quase um hino indie, tocado de forma mais indie ainda - mínima, em contraponto à versão original, com seus metais. O show, então, caminhou por um andamento médio e mais músicas da banda que inspirou a formação do Bonança até encontrar a primeira composição própria da noite, Dois Barcos. Sua apresentação foi impecável e, na eterna discussão cover ou música autoral, contribuiu para a segunda resposta. Aliás, tendo o grupo se posicionado em discussões em prol de sua liberdade para fazer versões, o desempenho da noite acústica testemunha a favor de uma banda autoral: o grupo crescia para interpretar suas próprias canções.
Outros momentos memoráveis da apresentação, fora as três músicas próprias, foram as versões para Explode Coração, de Gonzaguinha (com violão forte e roqueiro), e Vem Quente Que Eu Estou Fervendo, de Roberto Carlos (que inspirou até passinhos à anos '60 na platéia). Após o fim do show, com o rock transformado em ótimo samba Azedume (LH), ficou a imagem de uma banda que, tendo começado com versões apenas, pela primeira vez, mostrou-se se apropriando mais de um estilo Los Hermanos que de suas canções - é a identidade de uma banda aparecendo bem diante dos olhos.
Luiz Lazzaroto: sua bateria, tocada com vassourinhas, esteve em destaque no acústico.
[espaço] Mal é necessário dizer que o imenso vão de um shopping center não é um ambiente favorável a uma íntima sessão acústica. O resultado, nesse aspecto, foi até melhor que o esperado, já que se criou sim vínculo entre banda e platéia. Mas muito da idéia original se perdeu: o clima cult de se fazer um show dentro de uma livraria, desapareceu por completo; e até mesmo a idéia de promoção da marca Adeptus não estava presente - graças à Feira do Livro, que está acontecendo no SESC Arsenal - nada no lugar indicaria a um passante desavisado que se tratava de um evento promovido pela livraria. Além disso, não havia assentos em número suficiente. Para segunda-feira que vem, espera-se que haja mais cadeiras ou, como o Café Pkeno promete algo no estilo de um luau, haja cadeira nenhuma e todos sejam estimulados definitivamente a sentar-se no chão. Afinal, há coisa mais diferente que sentar no chão de um shopping center? ;=)
::: publicado por Pedro Acosta @ 22:52 - Comentários:
Segunda-feira, Outubro 18, 2004
Cabeça da Letra
Esta seção dedica-se aos compositores. A idéia é que ela traga sempre uma letra de música, acompanhada de um comentário de seu compositor, a cabeça da letra.
Para iniciar tal seção, haveria música mais indicada que Crititica, do Bonança? Se a intenção aqui é comentar uma canção a partir de uma visão única, a de seu compositor, nada mais adequado que uma música que já foi comentada por tantos.
A banda em questão começou sua carreira fazendo versões para canções do Los Hermanos. Aos poucos, numa fase de transição para o grupo, começam a aparecer mais composições próprias. Desta forma, Crititica pode ser vista como uma marca do atual estágio do Bonança. Não apenas é uma criação própria e recente, mas também nasceu justamente da discussão que colocou a banda na berlinda: música própria ou cover?
Assim, depois de mais de centena de comentários em blog e de muitas piadas e discussões a seu respeito, aqui está a canção de nome curioso.
Crititica
Ah, quem é que vai inovar e voar?
Quem é que vai criticar?
Quando um grito ingênuo soar
Quando um grito sonhar
Interpretar o canto do outro
É tão sublime, é teatral
Inspiração é fruto da alma
Inspiração não vem dos narcóticos, caóticos
Sei que julgar é tão vulgar
Mas pra que julgar a arte do meu contorno
Se a arte do meu contorno se forma disforme
Vou te filtrar
Vou te enfiltrar
No meio do meio do anseio
Do teu coração... vai!
Crititica, crititica, diga!
Crititica, crititica, diga!
Crititica, crititica, de galinha!
"O crítico goza em sua criticidade
O mesmo que um tolo goza em sua tolice
O mesmo que um simples em sua simplicidade
O mesmo que o mesmo em sua mesmice"
"A arte salva, mas também ilude"
(Vítor Meireles)
"E se houvesse contundentes sugestões ao invés de condenações críticas? A incompreensão que circundou certos críticos foi o motivo maior da composição. A arte deve ser entendida como um processo que leva ao progresso. E se certo artista não tem potencial para compor, deixa ele tocar "codinome-beija-flor" pro resto da vida nos bares, ué. Ele vai estar ganhando uma grana pra isso e vai estar amaciando os ouvidos dos freqüentadores. Não vai estar alavancando a arte e nem fazendo vanguarda, é claro, mas e se o sujeito não quiser e não tiver explosão criativa pra isso? Deixa estar!
Ou damos subsídios e motivação pra o sujeito criar ou ele vai continuar ouvindo: "toca pais e filhos" e atendendo aos pedidos. Mas esse não é o caso da banda Bonança. O cover é um processo na banda, a paixão por Los Hermanos nos uniu mas, além disso, já temos quatro composições e duas na gaveta.
Não existe excesso de idolatria, como gritaram os papagaios de pirata, apenas uma identificação quanto a pureza e nível orgânico das canções. Já disse muito, interpretem como quiserem, a graça da arte também reside aí, poesia não é código de barras e vocês não são leitores ópticos.Ou são?" - Vítor Meireles
::: publicado por Pedro Acosta @ 22:58 - Comentários:
Domingo, Outubro 17, 2004
Semanal no.2
[adaptações] Comecemos pela imagem acima. Esta é a nova arte, e o novo nome, do projeto da Livraria Adeptus de levar bandas cuiabanas de rock para tocar acusticamente... bem, no início, era na loja da rede livreira no Shopping Três Américas mas, agora, é no vão central do Goiabeiras Shopping.
No começo da semana, esse projeto foi responsável pela diversão dos alternativos cuiabanos, um dia antes do feriado católico de 12 de outubro. A banda escalada para a noite, o Vanguart - do príncipe da cena cuiabana, Hélio Flanders - atraiu (com alguma ajuda da data) mais de 300 espectadores para dentro da livraria, que ficou um tanto apertada. Quem, como eu, foi ver o show, pode, além de ouvir as boas melodias da banda, participar de um certo clima de "festinha", tendo o público ficado por lá até horas depois da apresentação, conversando e vendo os livros. Assim, a idéia na cabeça de todos sobre o evento era "sucesso absoluto". Mas, seguindo a Lei de Murphy, o grande número de espectadores acabou sendo um complicador. Abaixo, está o que o Maurício (da banda Camilots e também da Livraria Adeptus) disse num comentário no blog do Cubo a esse respeito.
Olá... oque foi que aconteceu. Na apresentação do Vanguart a loja ficou realmente muito cheia, me atrevo a dizer que ela nunca teve um publico daquele porte. Ótimo, porém, sem agentes de segurança internos e impossibilidado, por normas do shopping, de contrata-los o dono da livraria Adeptus, embora empolgado com o sucesso do projeto, se viu obrigado a mudar o local das apresentações. Tendei de vários meios continuar aqui no Três Américas, mas o shopping já havia recebido notificação juridica proibindo apresentações musicais nos espaços que aqui existem, como a praça de alimentação e etc... só poderíamos fazer isso no mês que vem, com a abertura da nova ala do shopping. Assim, recebemos um convite do Goiabeiras shopping para fazermos as coisas lá. Após uma "looonga" negociação fechamos com eles as duas próximas apresentações, isto é, Bonança, amanhã e Café Pkeno na segunda seguinte... Bom, entaum é isso. Espero ver todos que vi na segunda passada, amanhã lá no Goiabeiras. Obrigado.
[discussões] Ainda nessa semana que passou, outro assunto aqui no Cubo de Ensaio foi o João "Albuquerque" (em sua homenagem, assinarei hoje Pedro "Acosta"). Não sei ainda quem ele é mas, com certeza, sei que ele já acompanhou muito do trabalho do Cubo e que gosta de comida árabe. Um pouco de suas idéias pode ser visto nos comentários do post anterior a este, sobre o Avec Toi. Ele primeiro começou fazendo uma crítica geral em relação ao Cubo. Depois, com um pouco mais de acidez, respondeu aos comentários de Lenissa Lenza, integrante do Espaço Cubo. Seguiram-se a essas opiniões as de Júlio Cézar, baixista do Vanguart e também integrante do grupo. "Albuquerque" então, prometeu novas respostas para as 10 horas da noite de hoje. Permaneço esperando.
O aspecto positivo nisso tudo foi ver que, até agora, as discussões se concentraram mais sobre idéias que sobre pessoas, prova de maturidade e equilíbrio. Espero que essa seja sempre a linha seguida nessa e em futuras discussões. Essas, se vierem (e devem vir) serão bem-vindas, dentro da idéia deste blog, e do próprio Espaço Cubo, de estimular debates como forma de amadurecimento. Porém, é necessário evitar erros comuns no passado. Da parte daqueles que defendem o projeto, é comum uma certa truculência e uma seleção excessiva das críticas a ser consideradas - qualquer crítica é válida, não podemos contar só com especialistas ou "insiders". Já da parte dos críticos, é necessário que não se use ironia barata e que não se faça ataques pessoais, como tantas vezes já foi feito. Afinal, buscamos um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera.
[inovações] Buscamos, enfim, novos ventos, como os que estão passando pelo Avec Toi que - como me contou na semana passada sua vocalista, Diana Sejas - tem se esforçado muito para melhorar seu som. Ou como os que me contaram a seguinte fofoca: dizem por aí que uma famosa banda de meninas fashion e delicadas vai, sabe Deus por que, se juntar para algumas apresentações a uma outra banda famosa, não menos fashion, só que composta integralmente de homens grandes e maus! Esse povo é de lua... tem cada idéia!
Ventos novos também trazem uma nova semana. E nela, teremos show do Bonança no Goiabeiras, amanhã, Vanguart assinando contrato com a Agência Cubo de Bandas, Macaco Bongue, uma nova banda de velhor conhecidos, fazendo o mesmo e outras novidades. Tem também o Segundo Torneio Carambola, mas este blog não é para sinuqueiros, nem mesmo os modernosos. ;=)
Boa semana a todos,
Pedro "Acosta".
::: publicado por Pedro Acosta @ 23:59 - Comentários:
Sábado, Outubro 16, 2004
Au printemps, Avec Toi*
Na quinta-feira, dia 14 de outubro, a seguinte nota abria o blog do Cubo: A vocalista do Avec Toi, Diana, garante que a banda está com 10 horas de ensaios marcados e que este mês vão pegar pesado na produção de novas músicas. "Não subiremos mais ao palco para brincadeirinhas" garante a polêmica band leader. Agora é esperar e conferir.
Avec Toi no 7º Ato
O Avec Toi é uma banda nova no cenário cuiabano. Sua estréia foi na edição do dia 05 de setembro deste ano do Domingo no Campus, numa noite reservada a bandas lideradas por meninas. Graças, em grande parte, às declarações despreocupadas e , talvez por isso mesmo, polêmicas da vocalista Diana Sejas, o grupo tornou-se rapidamente conhecido e muito comentado. Sua grande apresentação foi no 7º Ato, no dia 18 daquele mesmo mês, quando a polêmica do "Nirvana está morto", iniciada na primeira apresentação da banda, reacendeu. Tanto que o slogan daquela noite - "o primeiro confronto", criado para as duas bandas principais do evento, Hang The Superstars (GO) e Magaivers (PR) - acabou sendo usado por muitos para definir a pequena rusga entre o Avec Toi (que disse "Nirvana está morto") e o Lazy Moon (que abriu seu show com "Smells Like Teen Spirit").
Mas desde o dia 18/09, muita coisa mudou e, pelo que tudo indica, muito ainda vai mudar. Sobre estes meses de primavera e a banda, eu conversei com a vocalista, Diana.
Diana Sejas
Comecemos pelo básico: quem toca no Avec Toi?
Bom, eu, Diana, no vocal, Marcos na guitarra solo, Tiago na guitarra base, Marcela no baixo, Douglas (Godoy, baterista também do Vanguart) na bateria. Mas muita coisa vai acontecer com essa formação ainda. Mas vai ficar no segredo, por enquanto.
As mudanças envolvem trocas de componente ou nem tanto?
Por aí...
Segredinhos! E quando eles serão revelados?
Acho que daqui um mês. Ou menos.
O Avec Toi está mesmo numa época de mudanças, não? Deixe-nos a par: o que vocês têm feito?
Depois do 7º Ato, percebemos que subir ao palco sem ensaios, só pra se divertir, não é tão bom assim. Eu voltei para as aulas de técnica vocal. Comecei a fazer aulas de guitarra também. Estou pondo em papel os passos a serem dados pela banda. O Marcos já até levou o violão daqui de casa para compor músicas e eu tenho me esforçado nas letras.
E as músicas novas já estão aparecendo?
Estão sim. Na realidade, já temos algumas feitas. Mas estamos tentando encontrar um ritmo característico da banda que ainda não está definido. Queremos que, com o tempo, as pessoas escutem e saibam dizer "ah... essa música é do Avec Toi".
Inglês ou português?
Isso é o que me aflige: se adotamos de vez o inglês ou tentamos o bom e velho português. O f*** (este é um blog de família!) é que, em português, às vezes parece o CPM 22 ou algo parecido. E eu não quero ser mais uma banda punk de dor de cotovelo! Com o inglês dá pra brincar mais com as notas e letras. Mas é mais difícil pra compor. Até porque não tem ninguém fluente em inglês na banda. E eu não quero que, ao traduzirem as letras, vejam algo do tipo "um albino, um mosquito, um não sei o q lá mais... dançando na careca de uma árvore!" *risos*
Domingo no Campus com Avec Toi
(Engraçado, essa última resposta me fez pensar no Nirvana) Existe mesmo uma rivalidade entre o Avec Toi e o Lazy Moon ou isso é só intriga que eu estou pretendendo criar? *risos*
*risos* Existe! Há uma rivalidade entre o Avec Toi e o Lazy Moon, mas não entre Diana, Marcos, Douglas, Marcela, Tiago e Sara, Juju, Roberta, Alfa. Mas, na verdade, estamos a fim é de música mesmo, profissionalização.
Falando nisso, como vão os ensaios esse mês? Já começaram?
Deviam ter começado ontem. Mas tivemos dois problemas: instrumentos e transporte. Semana que vem esse último está resolvido, estou tirando carteira. Os instrumentos, só temos guitarra e bateria, dois cubos de pouca potência e meu microfone, que eu comprei. Estamos querendo comprar um baixo e uma guitarra. Aliás, quem estiver vendendo, me mande um e-mail. E tem o problema de sempre: o tempo. Mas vamos driblar o tempo!
Diana, você parece bem animada em dar novos rumos ao Avec Toi. Está todo mundo no mesmo fôlego?
Eu e Marcela, as duas mulheres, é que lutamos mais por novos rumos, por algo mais sério, para fazer bonito na frente de todos e mostrar o potencial da cena. O Douglas tem o Vanguart, né? E faz parte do Cubo também. Não tem muito tempo para a banda,mas tudo q se pede ele faz. *risos* O Tiago... sempre liga pra saber o que ocorre. E o Marcos, ele é interessado, mas só vai no puxão de orelha pra acordar! *risos*
Falemos do Douglas: a idéia é que ele fique mesmo fixo como baterista? O ele é só temporário?
Aí, faz parte do segredo ainda...
A baixista, Marcela, em destaque. Todas as fotos deste post vieram dos links abaixo.
[mais]
______ + Avec Toi - flog
______ + Diana Sejas - flog
*au printemps é francês para 'na primavera', já avec toi é francês para 'com você'.(ô prentâm avéc tuá)
::: publicado por Pedro Acosta @ 07:16 - Comentários:
Quinta-feira, Outubro 14, 2004
Vanguart na Adeptus
A Livraria Adeptus está se tornando rapidamente queridinha do público das bandas alternativas de Cuiabá. Para tanto, bastou que o departamento de marketing da empresa tivesse uma ótima idéia: chamar grupos musicais cuiabanos para tocar dentro da sua loja no Shopping Três Américas. A idéia de organizar eventos dentro de suas lojas não é exatamente nova para a livraria, mas parece ter encontrado sua melhor fórmula no projeto Segunda Musical Adeptus.
Para tal projeto, convidou-se algumas das bandas mais comentadas do cenário alternativo cuiabano a fazer apresentações acústicas dentro da loja. Um sucesso: muitos elogiaram a idéia e vários a divulgaram. Como resultado, a Adeptus do Três Américas estava cheia na última segunda-feira, dia 09 de outubro. O público usual de eventos alternativos em Cuiabá, acrescido de curiosos e recém-interessados, compareceu para a primeira apresentação do projeto, do Vanguart.
A escolha de banda não poderia ter sido melhor. Afinal, o grupo em questão, além de ser muito popular, já tem há tempos experiência com o formato acústico. Assim, o que podia se esperar era um show de qualidade, agradável, e sem grandes surpresas. E foi isso mesmo o que aconteceu. O contrabaixo de Júlio permaneceu elétrico, a bateria de Douglas foi tocada com vassourinhas substituindo as baquetas e Hélio ficou só com seu violão e sua voz para mostrar um repertório já tradicional do Vanguart: músicas do último disco, The Noon Moon, canções novas compostas pela própria banda e versões para Velvet Underground, Neil Young e até para Roberto Carlos, em Por Isso Eu Corro Demais.
A apresentação desta última, certamente, foi um momento especial no show. Afinal, não é sempre que se ouve "vou me dar ao prazerzinho de cantar uma do Robert Charles" e, em seguida, o Vanguart cantando em português. Outro momento destacado da noite foi a execução de uma composição nova, The Secrets of Your Brother, uma canção suave e com um pé na bossa. Aliás, 'Secrets' não foi o único momento do repertório sob o signo do movimento de Tom Jobim e João Gilberto. Hélio nos conta mais um pouco sobre a nova bossa do Vanguart.
"Na verdade, essas músicas, November e The Secrets of Your Brother, têm sim elementos de bossa nova. Eu gosto muito de bossa nova e os garotos também, então, é algo natural. November é uma música um pouco antiga, composta em La Paz há mais de um ano. Nós já a tocamos em um show na UFMT, certa vez, ainda com Reginaldo. The Secrets of Your Brother é relativamente nova. É da época dos shows na SBPC. Não tínhamos um arranjo pra ela, então ela acabou ficando de fora. Foi resgatada agora com o acústico. Acredito que ouço bem mais música brasileira, e não apenas bossa nova, agora. Antes tudo que eu ouvia era country music."
Em resumo, foi uma noite agradável, de intimidade entre banda e público. O lugar reservado para os equipamentos e a platéia, num nível inferior ao do resto da loja, deixou tudo um pouco apertado e confuso, mas nada grave. Após o show, muitos ficaram ainda na Adeptus conversando, num certo clima de festinha. Que venham então as próximas segundas!
Na verdade... terças! Ironicamente, a Segunda Musical Adeptus mudou de dia. Assim, o Bonança se apresentará agora no dia 19 de outubro e o Café Pkeno, no dia 26. Outra novidade é que as bandas Self-Help e Camilots foram adicionadas ao projeto.
::: publicado por Pedro Acosta @ 05:31 - Comentários:
Quarta-feira, Outubro 13, 2004
Shows!
Sexta-feira, dia 8 de outubro: Vanguart na Galeria do Pádua.
Hélio, o próprio homem-Vanguart, é quem nos manda notícias sobre este show.
"Foi ótimo. Não estava cheio, o que faz um show melhor ainda. O público estava doce. Sara (Lazy Moon) cantou uma música conosco.
Abrimos a noite tocando, apenas ao violão, músicas de Jorge Ben. Depois, tocamos coisas de nosso repertório atual, músicas do 'The Noon Moon' (segundo álbum da banda, de 2003), com algumas novas. Fizemos covers que não fazíamos havia algum tempo. Uma garota gritou 'Bob Dylan' de fora do Pádua e eu a atendi, fazendo uma versão acústica de 'Like A Rolling Stone', com violão, voz e gaita."
O show aconteceu dentro do projeto 'Rock na Galeria': iniciativa de Pierre Paolo (Central 357) e Ivan Tormenttor (Blecaute) que vêm promovendo, toda sexta-feira, shows de rock na Galeria no Pádua. No dia oito de outubro, apresentou-se, além do Vanguart, a banda Zagaia.
foto de arquivo. Vanguart no Pádua
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Sábado, dia 9 de outubro: Bonança na Escola Livre Porto.
A Escola Livre Porto Cuiabá sediou, nos dias 9 e 10 de outubro, o Connect Brasil 2004. Tratou-se de um encontro de jovens de vários estados do País. Dentro da programação cultural do evento, constavam apresentações culturais dos jovens participantes, da banda feminina de MPB Bionne e do Bonança.
Conta-nos Rosano (baixista da banda) que, devido à desorganização do evento, o show, que deveria durar mais ou menos uma hora, teve seu tempo reduzido quase que pela metade. Fora esse imprevisto, foi uma boa apresentação. O público, formado em sua maioria por jovens estudantes do Ensino Médio, foi muito receptivo ao repertório feito, em sua maior parte, de composições do Los Hermanos, mas também de música própria e do Gonzaguinha.
Vítor (vocalista do Bonança) nos conta sobre o fim da apresentação: "comicamente, a dona da escola veio falar assim pro Jander (guitarrista): 'olha, toca a última musica, ela tem que ser calma'. Aí, tocamos... 'De Onde Vem A Calma'! (faixa final do último disco do Los Hermanos, 'Ventura')".
Bonança, em foto de arquivo.
::: publicado por Pedro Acosta @ 01:04 - Comentários:
Segunda-feira, Outubro 11, 2004
Semanal no.1
Então chegamos ao fim da primeira semana de Cubo de ensaio. Uma semana interessante, sem dúvida. As pessoas vão lentamente descobrindo este blog e ele, por sua vez, aos poucos se definindo. Tenho falado, por conta do 'Ensaio', com gente nova e discutido idéias igualmente novas. Os efeitos de tais discussões devem aparecer em breve por aqui.
Nesta semana que passou, tivemos a primeira entrevista, a publicação do primeiro texto literário e um comentário sobre o VMB. A premiação da MTV levantou várias questões tocantes à cena independente. A grande vencedora da noite, no prêmio de "melhor videoclipe segundo a escolha da audiência" foi a Pitty, contratada de uma gravadora pequena e muito cara à música alternativa, a Deck Discos. É interessante ver o sucesso no mainstream de alguém que, até pouco tempo, trabalhava no subsolo e que fez a passagem de forma sensata.
Já os vencedores da categoria que tende (ou tendia, pelo menos) a ser a mais obscura do VMB, "melhor videoclipe independente", foi o Ludov. Houve, sem dúvida, uma quebra de paradigma, considerando que, enquanto os vencedores em outros anos eram nobres desconhecidos, a banda paulista subiu ao pódio por um clipe que virou sucesso na MTV, ineditamete, sem apoio de gravadora. Outros marcos alternativos na premiação foram a vitória do Dead Fish como "banda revelação" e a performance dos Replicantes, liderados por Wander Wildner.
Nesta semana que chega, teremos show acústico do Vanguart no interessantíssimo projeto da livraria Adeptus (veja o texto do dia 6/10) e, aqui no blog, a estréia de novas seções fixas.
Tenham todos uma boa semana!
Pedro Acosta.
::: publicado por Pedro Acosta @ 01:39 - Comentários:
Sábado, Outubro 09, 2004
E o prêmio vai para...
A última terça-feira, dia 08/10, foi, provavelmente, o melhor dia do ano para os integrantes da banda paulista Ludov. Nesse dia, aconteceu a entrega dos prêmios da MTV, a festa do VMB - Vídeo Music Brasil (ou seria Brazil?). A premiação, que esse ano aconteceu em sua décima edição, se dedica sobretudo a videoclipes e, em sua maioria, vídeos de artistas de grandes gravadoras.
Não foi assim com o Ludov. A categoria em que eles venceram com o clipe animado de "Princesa" foi justamente a que sempre existiu para preservar e estimular aqueles fora da grande mídia - "melhor videoclipe independente". E a banda era a vencedora óbvia nessa categoria, justamente por ser, de novo, exceção. Enquanto seus concorrentes eram bandas pouco conhecidas do grande público e, em sua maioria, concorriam apenas naquela categoria, o Ludov vinha com indicações também em dois outros campos importantes: "banda revelação" e "melhor videoclipe do ano segundo a escolha da audiência".
Assim, não deu para essas outras bandas:
[Lava] Banda formada em 1996, é essencialmente feminina, canta em inglês e cita como influências L7, Motorhead e Kiss, entre outros. "Igloo", o clipe que concorria no VMB, de animação colorida e viajante, já trouxe triunfos à banda. No começo deste ano, foi escolhido pela MTV Brasil como um dos representantes do nosso país na recém-criada MTV-U, o canal da MTV americana essencialmente para universidades.
[Rock Rocket] Trata-se de uma banda com menos de dois anos de formação e cujo primeiro EP foi lançado há menos de dois meses. Não só eles são novos, como vêm injetando ânimo no cenário. Suas entrevistas são divertidas e sem preocupações, bem no estilo do nome do EP e do clipe (bizarro, cheio de sangue, quebra-quebra e diversão) que concorria nessa categoria: "Por um rock and roll mais alcoólatra e inconseqüente". No seu curto histórico, já consta ter aberto para Wander Wildner e Cachorro Grande.
[Wander Wildner] Falando nele, por vários motivos, esse era o único a poder ameaçar a certeza de vitória do Ludov. Ele é uma lenda do rock brasileiro, tendo liderado o clássico grupo punk Replicantes na década de 80. Fora isso, em carreira solo, virou quase um ídolo no Sul do país com suas canções mais românticas e seu jeito meio Morrissey de ser. Assim, com apoio maciço sulista, tinha boas chances de surpreender (como quando uma banda gaúcha chamada Bidê ou Balde, até então desconhecida, abocanhou o prêmio de revelação no VMB de 2001). Mas "Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro" não levou e Wildner teve que se contentar com uma superperformance de dois clássicos do punk, "Surfista Calhorda" (Replicantes) e "I Wanna Be Sedated" (Ramones), ao lado do Skank. Fora isso, todo o falatório sobre a volta em grande estilo dos Replicantes, com Wander retornando aos vocais.
[Bonsucesso Samba Clube] Esta banda pernambucana tem quatro anos de existência, é filiada ao selo paulista Instituto e tem seus discos distribuídos pela Trama. Sua música traz o samba, ritmos percussivos tradicionais nordestinos misturados com um toque de eletrônica e de rock. Seu clipe concorrente era a animação de cores fortes "Pensei Se Há".
[boa sorte, Ludov] A verdade é que pouco se houve falar nos vencedores na categoria 'independente' de VMB's passados. Alguém se lembra de Feijão Com Arroz (2001)? Radar Tantã (2000)? Ou ainda, Caboclada (99)? Mas é necessário também considerar que, em se observando o cenário nacional ou local, percebe-se um boom da música independente. E, em se olhando a trajetória do grupo, percebe-se sucesso comercial incomum no mundo dos independentes. Entretanto (e esse jogo é cheio de contraposições), até quando durará esse boom? Será o Ludov, banda que demonstra interesse nenhum em liderar um bloco anti-gravadoras, capaz de se manter por muito tempo? Vejamos.
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Falando nisso, houve, algum tempo atrás uma tentativa de se fazer um Prêmio Cubo. Soa como uma boa idéia, não? Qual seria a sua banda idependente favorita para um prêmio da nossa cena? Algo a se pensar...
[mais]
______ + MTV Brasil
______ + Trama Virtual
______ + Ludov
______ + Wander Wildner
______ + Bonsucesso Samba Clube
______ + Lava na Trama Virtual
______ + Rock Rocket na Trama Virtual - recomendado!
::: publicado por Pedro Acosta @ 00:33 - Comentários:
Quarta-feira, Outubro 06, 2004
Há um post com a imagem acima no fotolog do Espaço Cubo. A notícia de tal evento tem sido muito bem recebida. São vários os atrativos: ver bandas às segundas, num espaço novo e num formato novo!
Sobre o assunto, eu conversei com Rosano Mauro, integrante de duas bandas participantes do projeto: baixista no Bonança e violonista no Café Pkeno.
Como surgiu o convite para tocar lá na Adeptus?
Um dia o Maurício chegou com essa proposta. Mas disse que era um projeto ainda... e poderia não rolar. Mas, deu certo e é uma ótima oportunidade para as bandas de Cuiabá de mostrar uma outra cara, uma outra faceta. *rs*
E que tipo de adaptações (adeptações?) vocês farão?
Estamos ensaiando versões. As músicas que sentirmos que vão perder peso sem guitarra e a intenção sem bateria, não vamos tocar. Muitas vozes e violões, eu amo violão. Vamos usar bateria, no caso do Bonança, mas tocada com vassourinha. Já o Café vai proporcionar um clima mais de luau, ou roda de violão mesmo: violões, percussão e baixo.
Falando no Café, a Lú (vocalista) tem sempre um vozerão e gosta de cantar "pra fora". Como você acha que ela vai se adaptar ao novo formato?
A interpretação é dela. A Lú é muito sentimento, ela vai se dar bem.E vamos fazer um repertório diferente, mostraremos um outro lado do Café, vamos dizer assim.
É só impressão minha ou essa idéia realmente mexeu com a cabeça do pessoal?
Sim! Todo mundo está ensaiando para fazer bonito. E ainda estamos na responsabilidade de manter as portas abertas para uma próxima vez. É uma responsa. Mas as bandas dão conta do recado!
E o que você achou do dia?
Isso já rolava lá na Adeptus mas não com essa divulgação. E nem com bandas mas sim com o grupo Novos Chorões. Eu ia de vez em quando. Mas a data é boa e vai ser para um público diferente daquele que freqüenta a Adeptus.
[mais]
______ + fotolog do Bonança e do Café Pkeno
______ + fotolog do Rosano
______ + blog do Rosano
______ + blog do Bonança
______ + site do Vanguart
______ + blog do Vanguart
______ + flog do Vanguart
______ + Vanguart na Trama
::: publicado por Pedro Acosta @ 00:50 - Comentários:
Segunda-feira, Outubro 04, 2004
Teclado Aberto
Então, continuemos nossa festinha. Hoje estréia aqui uma seção que, eu espero, seja fixa. Seu nome é "teclado aberto". Sua intenção é a de publicar neste espaço criações variadas. Textos de qualquer forma, sobre qualquer assunto, quem se voluntariar para essa seção tem carta branca.
A escolhida de hoje é a Carol (ou Krol ou mesmo Ana Carolina), baterista do Café Pkeno. O Café é, para quem não sabe, uma banda de MPB que, em tantas discussões sobre fazer ou não fazer versões, já é referência apresentando músicas de Jorge Ben Jor, Djavan, sempre na alma brasileira. Agora, eles estão cada vez mais fortes em suas composições próprias e a Krol é uma das principais responsáveis por isso, compondo sempre.
O texto abaixo, entretanto, não é uma letra de música ou mesmo um texto publicado no blog que a Carolina tem. Exclusividade é tudo! :=)
Palavrinhas de uma madrugada emotiva
Quando você olha para trás e se dá conta de como hoje é bem mais forte, pode até parecer masoquismo mas dá uma vontade de voltar no tempo e enfrentar o tranco novamente, só para desta vez agir diferente.
De fato os dizeres seriam outros. As atitudes mais fortes ou delicadas...
Sentimentos superados e o passado já não assustaria.
A risada viria em gargalhada para ser brindada com um vinho.
Jazz ao fundo para climatizar a situação de lembrar e reviver o que um dia foi pesadelo, ou sentir doer no peito a lembrança de um momento bom que foi e não volta, mas que fica no fundo, no tempo, para sempre - aquele momento.
E hoje eu me sinto tão mais forte;
E hoje eu me sinto mais vazia;
E hoje, eu não sou ninguém além de alguém que está nascendo e morrendo no clarear do dia, no anoitecer da noite, no silêncio da madrugada das almas alimentadas por suas estórias densas, vagas, interiorizadas, ou simplesmente mal contadas como a minha neste momento.
Ana Carolina Calmon
Mande seu texto para ser publicado aqui! pedro_acosta@hotmail ou pedro-acosta@uol.com.br
[mais]
______blog da Krol
______fotolog do Café Pkeno
______Café Pkeno no Orkut
::: publicado por Pedro Acosta @ 22:40 - Comentários:
Domingo, Outubro 03, 2004
BOM DIA! :=)
São quase seis da manhã do dia 03 de outubro e eu finalmente assumo este blog.
A idéia original do Pablo era a de eu cuidar do espacocubo.blogspot, um blog que ele criou há algum tempo, mais ou menos com os mesmos fins que este, mas que nunca foi regularmente atualizado. Entretanto... "vida nova, casa nova", tivemos a idéia para o Cubo de Ensaio.
Este espaço é reservado para textos variados, opiniões, depoimentos, discussões... ensaios! Enquanto o espacocubo.blogger.com.br se ocupa mais de mostrar os eventos e as ações do Cubo, o 'Ensaio' se preocupa mais em mostrar as criações e as posições das pessoas envolvidas com o projeto, sejam elas voluntários, parte das bandas ou do público. Assim, há um grande ideal de interatividade presente. Portanto, participe: eu receberei vindouros textos para publicação no pedro-acosta@uol.com.br e meu email no MSN Messenger é pedro_acosta@hotmail.com.
[_]Hoje é dia de eleições. A Imprensa de Zine deu a dica que eu repasso: a Folha do Estado fez uma matéria comparando as opiniões dos candidatos a prefeito de Cuiabá sobre cultura e seus planos de política cultural. Para ler a matéria, clique aqui. Movimentações como as que estão sendo feitas para a vindoura coletânea Cerrado mostram como os próximos anos devem ser importantes para Cuiabá no que tange ao cenário cultural. Tudo isso acontecendo e, no última debate na Globo, Totó Parente só enxergava a cultura cuiabana no siriri e no cururu: "a cultura tem que estar sempre ligada ao turismo".
[_]Estamos chegando ao fim do fim-de-semana. Qual foi a boa nesses dias? Meu voto (já que estamos em época de eleições) vai para o show "Elas em 3x4", sexta-feira, no SESC Arsenal. Mais sobre esse show pode ser lido aqui ou no post de hoje, no blog do Cubo.
[_]Amanhã, deve aparecer por aqui já o primeiro texto. Ele foi escrito pela Carol, baterista do Café Pkeno. Se você quiser ver seu texto aqui, mande-me um email.
Abraços,
Pedro "Cubo de Ensaio" Acosta.
Com agradecimentos ao Pablo, à Lenissa, ao Walbernir e ao Douglas pelas "boas-vindas", sobretudo a esse último que me arrumou o template e deixou seu "welcome" gravado aqui.
::: publicado por Pedro Acosta @ 05:02 - Comentários:
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