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Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006
ESPECIAL GRITO ROCK FESTIVAL - 2ª NOITE DE SHOWS
fotos: Vinícius Mania
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Ludovic encerra a noite quebrando tudo
Por Ney Hugo
Da Imprensa EC
Valeu a pena esperar. Quem ficou no Skate Park até a última banda teve a oportunidade de assistir ao show insano do Ludovic. A banda se mostrou completamente enérgica já no começo da apresentação, quando Jair ainda estava munido de camiseta e contrabaixo. O fato é que o Ludovic destrói. Literalmente! Uma banda que contém um batera com uma pegada absurda de tão forte, dois guitarristas performáticos e com execução definidinha e um baixista vocalista completamente ensandecido não poderia deixar de manter as pessoas presentes no local da apresentação, mesmo já sendo bem tarde da noite.
O fato é que Jair, o vocalista baixista não se importa muito com a durabilidade do contrabaixo durante o show. Lá pela quinta ou sexta música, lá estava Jair a enfiar freneticamente o braço do instrumento no interior do bumbo da bateria. Logo logo já teria se desfeito do magnífico mundo das 4 cordas. Mas quando Jair se desfaz do baixo, a apresentação do Ludovic se torna tão ¿do mal¿ e frenética que não há baixista que sinta falta do nobre instrumento desprezado pelo front man da banda. E a galera realmente entra na onda do Ludovic. Em vários momentos, foi formada a rodinha. E, em outros vários momentos era possível encontrar alguém entoando as letras das músicas junto com Jair.
Entre uma ou outra insanidade, Jair fazia pequenos discursos. Em um deles, foi contra o posicionamento de quem ¿paga pau¿ pra cidade de São Paulo, de onde os caras vêm.
¿São Paulo é uma merda. Lá não acontecem festivais como o Calango ou o Grito Rock. Lá a gente não encontra bandas com a qualidade de um Vanguart, Macaco Bong, Fuzzly ou Revoltz. Essa galera toda aí faz música pela música. E não música por dinheiro ou pra comer menininha. E vocês não sabem o quanto eu respeito isso¿.
Mas sabemos sim, Jair. Entendemos e também respeitamos muito isso. Eu me lembro do show do Ludovic no Goiânia Noise Festival. Na ocasião, eu também entrevistei os caras e me lembro perfeitamente de Jair dizendo que o Ludovic não era uma banda técnica, mas sim uma banda que vinha pelo viés de incentivar a molecada nova a montar boas bandas, provando que isso é possível e que o cenário independente é realmente o melhor caminho para tal. E isso ficou ainda mais evidente na noite de sábado - quase manhã de domingo - no Grito Rock Festival. Em um dos discursos, Jair incentivou a galera a sair dali do show, ir pra sua casa, ligar para os amigos no dia seguinte e montar a ¿melhor banda de rock que essa porra desse país já viu¿.
A dinâmica de palco dos caras de Ludovic é tão insana que acaba sobrando até pra imprensa. Vez ou outra Jair ¿atacava¿ Ahmad Jarrah e sua filmadora. No final do show, este que vos fala foi inventar de fazer fotos pelo ângulo por detrás da bateria. Logo me vi atacado também caindo no chão, juntamente com tons e surdo. Motivo: Jair tinha se jogado no sobrepalco da batera sem nem se importar com quem estava por ali.
Massa!
Definitivamente quem ficou no Skate Park pra ver o show do Ludovic não se arrependeu. Jair ainda agradeceu muito a galera pela recepção. Mas também... quem é que não pira com um cidadão que chega a enfiar a cabeça dentro do bumbo da bateria? Isso além de dar tanto de si no show a ponto de termina-lo com um galo imenso na testa, fruto de uma violenta batida em um dos retornos que estavam no chão. Como se diz na gíria cuiabana, os caras do Ludovic ¿passam mal¿. Caramba, parecia que o Skate Park ia cair.
Em nova conversa com Jair, o insandecido ser me disse estar impressionado com o público de Cuiabá. ¿Não é fácil ter que tocar depois do Vanguart. E gastamos grana pra vir, nos cansamos na longa viagem, mas o retorno disso tudo é ótimo¿. O músico me falou ainda sobre o processo de gravação do cd, pelo qual a banda passa. Segundo ele, este cd vem mais com a cara atual do Ludovic, uma vez que as atuais músicas disponíveis já estão meio velhas. E o interessante é que o processo de gravação do cd traz todo um entrosamento entre os membros da banda, que recebeu um batera novo a poucos meses. ¿Nós interrompemos o processo de gravação do CD só pra vir tocar hoje aqui¿, disse Jair.
Que honra a nossa, hein Cuiabá!
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Vanguart
O ¿Nosso orgulho¿ em seu show insano
por Issaaf Karhawi
da Imprensa EC
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A penúltima banda da noite no sábado foi o Vanguart, que como no Sesc, começou seu show com o melhor dançarino de Vallegrand: Júlio Papatheou ao som de Hey, Silver. Subindo ao palco com camiseta do Brasil referência ao carnaval, ao certo. Hélio Flanders mostrou que aquele show seria, como prometido, ao menos insano! Cheio de referências ao consagrado show dos xodós da cena, Macaco Bong (¿Olha que ontem tinha gente até chorando... Isso porque, como dizem nem tem vocalista¿), cheio de histérica nos vocais e presença de palco intensa o show do Vanguart seguiu recebendo aplausos longos e calorosos de uma multidão que antes mesmo dos garotos subirem ao palco, já havia se formado!
Para convidado especial em ¿My Last days of romance¿ nosso Hendrix cuiabano (Bruno Kayapy) foi chamado ao palco, arrancando novamente gritos e aplausos dos fans.
Para a canção em português, Semáforo, mais convidados foram chamados: Finatti (jornalista da revista dynamite), Danislau (vocalista do Porcas Borboletas) e Diogo (vocalista do Los Porongas).
Para surpresa da platéia Humberto Finatti, tomou conta do microfone e se confessou ao público ¿O Vanguart, digo sem medo, é a melhor banda alternativa do Brasil. Vocês devem se orgulhar deles!¿. Depois dessa, cantar que ¿todos meus amigos voam¿ caiu bem.
Chegando perto do fim da apresentação, Vanguart convida Danislau a subir novamente ao palco, dessa vez, para proclamar um poema ¿Tem Gente¿. Finalizando-o com elogios aos Vangs!
Depois de (só) meia hora em cima do palco os garotos nos convidam a pegar o último trem, e dão tchau ao Grito Rock ao som de aplausos eufóricos (de novo).
Para quem não sabe, ano passado o Grito Rock foi responsável pelo pontapé na carreira dos garotos, e, para eles tocar novamente no Grito é sempre bom. ¿A adrenalina vai a mil sempre, o Grito é um puta festival todo, mundo quer tocar aqui. Ficamos sempre felizes¿, me contou Douglas Godoy pouco depois de sua apresentação.
É, como prometido semana passada no Sesc, teríamos um show mais pesado, mais barulhento e mais insano no Grito. Quem pagou pra ver, confirmou e aplaudiu.
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Los Porongas
O dia em que o cerrado virou floresta
Por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC
O show dos Los Porongas foi um dos mais emocionantes da segunda noite do Grito Rock Festival. O show dos caras foi um daqueles que levantam a galera e chamam todo mundo pra dentro da piscina, a curtir o som emanado pelos sujeitos logo ali no palco. E não é pra menos, o som do Los Porongas é sempre muito ¿no clima¿. No clima amazônico.
Uma temática bem aparente na proposta da banda é justamente essa retratação do cotidiano amazônico. E o interessante é que isso não fica exposto apenas nas letras, mas também na musicalidade. Nas dinâmicas mais calmas, quem fechava o olho se via dentro da selva. Dava até pra ouvir os grilos e sapinhos. Nas dinâmicas mais powers, o que se podia visualizar com o som dos Los Porongas era o cotidiano mais urbano. Rolou até um reggae, botando todo mundo pra dançar.
Em dado momento também rolava riffs dos mais pesados e envolventes. Uma mistura de notas, sons e sentimentos. Uma salada selva. Uma viagem à região norte. Ao Acre. Ao Varadouro.
Pra quem não sabe, a galera dos Los Porongas faz parte da organização do Festival Varadouro, que acontece no Acre. Na edição no ano passado, o referido festival teve em seu casting duas bandas atuantes no cenário independente nacional atual: os rrrockers autoramas e os folkers do Vanguart.
Contando ainda com bandas de Rondônia e do Rio de Janeiro, o Festival Varadouro foi um marco na história da cena independente do Acre. Bom, após essa pequena explanação, voltemos ao show.
Vanguart: Em certa parte da apresentação, o Los Porongas se lembrou da visitinha que seus amigos do Vanguart fizeram quando na ocasião do Festival Varadouro. A próxima música seria dedicada ¿aos vangs¿. A banda tocou então ¿come together¿, em versão Los Porongas estyle. Cover assim dá gosto de se ver. Tem identidade. Não é apenas um cover cover.
Outro fator interessante do show da banda é o vocal dinâmico de Diogo Soares, que, cantando, dialoga com a galera. E os demais instrumentos também falam por si só. O show dos Los Porongas é uma gostosa conversa, daquelas que se pede pra não terminar.
Processo criativo: Ao final do show, em conversa com a banda, pude apurar como funciona o processo de criação; esse mesmo com a preocupação estética de retratação do cotidiano amazônico. Segundo o guitarrista João Eduardo, as composições são feitas coletivamente, como se cada um compusesse 25% da música. ¿Ninguém compõe sozinho¿, contou João. Quanto ao som soar ¿amazônico¿, João disse que esse é um processo extremamente natural. ¿Não rola ficarmos pensando que o nosso som tem que ser assim. Por vivermos essa realidade, as coisas acabam saindo naturalmente dessa forma¿, contou o guitarrista.
Informações sobre a banda: Quem quiser conferir o som dos Los Porongas pode acessar a página deles no site da Tramavirtual. Lá está disponível algumas músicas do CD ¿Enquanto uns Dormem¿, lançado no ano passado.
Cd novo? Bom, o Los Porongas já está com 5 faixas gravadas. ¿Falta só gravar mais umas cinco músicas e aí o CD estará pronto¿, contou João Eduardo.
Festival Varadouro: O guitarrista adiantou ainda algumas informações a respeito do Festival Varadouro de 2006. Segundo ele, essa nova edição deverá ser dividada em três dias que abrigarão mais bandas. ¿Eu voto pra que uma delas seja o Macaco Bong, já virei fã¿, disse João, entusiasmado. Com o mesmo entusiasmo eu devolvo que a recíproca é verdadeira. Falo por mim e pelos meus macacos companheiros de banda: Los Porongas é foda!
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entrevista
Camundogs em Foco
História da banda, cena independente do Acre, Vanguart, política. Camundogs abre o jogo durante entrevista antes e após o show realizada no sábado, à Imprensa EC
Por Ariane Laura
Imprensa EC
Batiam cerca de 23h quando a quarta banda da noite Camundogs (AC) adentrou o palco de shows do Cuiabá Skate Park, na segunda noite de Grito Rock Festival. Logo de cara já chamou a atenção o conjunto formado por três guitarristas.
Fundada em 1997 e há sete anos na estrada com a atual formação, Aarão no vocal, Neto Cera na batera, Marxson no teclado, Chico Mouse no baixo, Gilberto Lucas, Saulo e João Paulo nas guitarras, Camundogs mostrou que não viajou 36 horas de ônibus à toa.
+mais Leia na íntegra no blog Imprensa de Zine
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Bella Utopia embalou o público
Por Issaaf Karhawi
Da Imprensa EC
A segunda banda da noite de sábado foi Bella Utopia. O show conseguiu despertar a atenção do público ainda tímido nos primórdios da maratona de shows. Um dos motivos foi performática vocalista Isabela, que além de dançar e pular no palco tinha os retornos, caixas de som e espaço da bateria como a extensão de seu palco.
O som da banda tem levada de New metal e letras em Português, o que ¿dá um ar¿. O arranjo das duas guitas é muito bem trabalhado, podemos facilmente notar a influência do guitarrista Tom Morello, atual audioslave (ex rage against the machine). O guitarrista solo explorar vários efeitos que embalam as canções de forma pesada e harmoniosa.
Isabela, por sua vez, tem uma voz forte e marcada, que para o estilo deveria ser gritada sempre, ou mais grave ao invés das oscilações durante as músicas.
Goiânia nos trouxe uma banda feminina de New Metal, algo difícil de se encontrar aqui na Hell City. Agradou o público com seu quê Creed, Guns and Roses e Audioslave, que por sinal pra quem não tinha notado na meia hora de show pode confirmar com ¿Cochise¿ (audioslave) na saideira!
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Embromation abre shows da noite
da Imprensa EC
A banda Embromation abriu ontem no sábado, dia 25/02, a segunda noite da quarta edição do Grito Rock Festival. Nascida na cidade de Caldas Novas (GO), a banda surgiu há quatro meses, graças à mudança dos pais do vocalista Leonardo. Com um ¿hard core californiano¿ que lembra um pouco o do Blink 182.
Foi o segundo show na trajetória da banda. Quanto ao nome da banda, a resposta dos caras é ¿curta e grossa¿ : ¿Agente no começo cantava em inglês e a primeira música que tocamos foi completamente embromada , pois não sabíamos, assim como ainda não sabemos falar inglês. Além do mais, nós estamos no Brasil e o que importa é que quem nos ouve possa entender o que dizemos¿, diz o vocalista, que hoje em dia aderiu às letras em português.
O EMBROMATION subiu no palco sem Júnior (o baixista), que por ser novo na banda ainda não estava apto a fazer o show. Tal incidente fez com que a banda pensasse em desistir da apresentação no GRITO ROCK, o que só não aconteceu por insistência do guitarrista da banda MACACO BONG, Bruno Kayapy.
De fato, a defasagem não trouxe grande prejuízo à performance dos caras, devido ao timbre grave da guitarra de Leonardo, que cobriu a ausência de um contrabaixista.
O show foi constituído unicamente de músicas autorais no clássico estilo hard core, às vezes um pouco punk a la Ramones-Sex Pistols, e outras vezes com um toque ¿emo¿, marcado por letras despreocupadas e irreverentes por um lado, como no caso de ¿Fantoche Gay¿ e ¿Garota Parmesão¿ . Por outro lado, há também as contestadoras, como ¿caminhão de Merda¿, na qual dão uma demonstração de sua insatisfação com o mundo atual de forma um tanto generalizada...
O Embromation demonstra ser mais uma réplica fiel, à imagem e semelhança do já conhecido padrão punk-rock-hard-core, sem menção a grandes variações do original, oferecendo ao público fã do estilo boas doses de agressividade e atitude o que faz com que a grande maioria se dê por satisfeita, além de cativada.
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posted by Espaço Cubo at 03:54
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Sábado, Fevereiro 25, 2006
cobertura Imprensa EC
GRITO ROCK FESTIVAL - PRIMEIRO DIA
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Zefirina Bomba encerra o primeiro dia de shows em grande estilo
por Jaqueline Rosa
Especial à Imprensa EC
fotos: Vinícius Mania
O último show da noite, da banda Zefirina Bomba, não trouxe menos do que o esperado com a mesma força e loucura de sempre.A banda, que foi a última da noite não deixou ninguém esfriar após a maratona de bandas que já vinham se apresentando desde as 8h30, garantindo energia de sobra e naturalidade. Os rapazes foram extremamente comunicativos com a platéia, aproveitando cada brecha entre músicas para falar com o pessoal, comentar as músicas, declarar seu amor por Cuiabá e abrir espaço para os fãs mais empolgados que resolviam subir no palco.
O show foi quase inteiramente integrado de músicas próprias, a não ser por três covers que por sinal agradaram muito a todos: Territorial Pissings, do Nirvana, que é grande influência e está entre as preferidas de Ilson (viola); Going On, da banda Pin Ups, (outra grande influência). Vale ressaltar que nesse número, Martim (baixo) se arriscou pela primeira vez nos vocais, uma vez que Ilsom não decorou a letra da música...
A última das homenagens foi um dos momentos altos do show: No fun, de Iggy Pop, contou com a participação dos fãs que atendendo ao convite de Ilsom subiram no palco e cantaram junto. Após o show, a banda nos concedeu uma entrevista, que rolou em um clima amigável e descontraído em que responderam a questões que interessam a todos:
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Macaco Bong - A banda que levou todos ao orgasmo sonoro
por Luciano Régis
Especial à Imprensa EC
fotos: Vinícius Mania
Com 30 segundos de show não teve como conter o arrepio. Ynaiã, a locomotiva humana, parecia que iria desmontar a bateria com a sua pegada fortíssima, com batidas precisas e uma velocidade fenomenal. Ney mostrou uma evolução inacreditável, dando vida ao baixo do Macaco, além da sua movimentação em palco que foi um importante fator para o super show. E se existiam dúvidas que Bruno Kayapy é endiabrado, a partir dessa noite elas se sanaram. O cara arregaçou!!
O Caldeirão da Hell City borbulhou com o show do Macaco Bong. O calor era tanto que antes do término das musicas o público aplaudia a performance genial de todos. Até mesmo dois ex-integrantes da banda ficaram impressionados com o que viram. Maikon (ex-guitarrista) só se mexia para bater palmas e Pink (ex-baixista) se empolgou como se fosse uma criança que houvera acabado de ganhar um presente que tanto sonhou.
Ao término do show todos se perguntaram: "será que isso é real?". Posso garantir que dentro daquele recinto não havia uma pessoa que não tenha ido ao delírio com o Show do Macaco Bong.
Os integrantes do Macaco Bong atuam nas frentes do Instituto Espaço Cubo. Isso me faz pensar: Ralando o dia inteiro eles fazem esse som. Quando esses caras estiverem descansados o que eles vão fazer?
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Charme Chulo
A banda paranaense reservou um show quente!
por Issaaf Karhawi
da Imprensa EC
Foto: Imprensa EC
Tudo o que conhecia do Charme Chulo antes do Grito eram suas músicas no Trama. De cara me encantei com o som da banda, cheia de letras poéticas, vozes bem casadas e, claro, a viola!
Conversando com Leandro (o guitarrista e dono da Viola!) pouco antes de seu show na sexta feira, as expectativas eram só as melhores. Primeira vez do Charme Chulo na Hell City, a não ser pelo vocalista Igor, que já esteve aqui (não para tocar!).
Depois de uma viagem de 2000 km dentro de um carro, problema com a polícia federal (para a qual a banda até dedicou uma canção de seu repertório, "não deixe a vida te levar") os rapazes queriam ver como Cuiabá recebia um som rock'n roll com uma viola sendo um de seus instrumentos principais.
Quando Charme Chulo subiu ao palco já notamos o som que nos esperava. O baterista usava um chapéu de cowboy e o guitarrista um traje à la caipira, mesmo. A primeira canção do setlist foi "Piada Cruel",
"Suspira baixinho, me mata meu amor. Nessa cama eu te amo com o meu pequenino coração". Poesia e mais poesia era regada por uma bateria marcada, vocais oscilando entre o agudo e caipira.
O Charme Chulo é irreverente no palco, ou melhor, seu vocalista (e tocador de apito e meia lua) que todo o tempo assistia ao corre-corre do primeiro dia de Grito sentado e quieto, se mostrou performático no palco, dono de dancinhas frenéticas que contagiavam. Além dele, o senhor das seis (ou dez) cordas também segurava as pontas junto de seus instrumentos, que ora era a guitarra elétrica ora a viola. O baterista, Rony, tocava e tremia o palco de sua bateria. O baixista acompanhava todo o show batendo os pés, pouco perto de seus companheiros da cozinha mas cuidava da sonoridade de seu baixo muito bem. Ouvimos um grave melódico bonito.
A banda conversava com o público que, talvez por cansaço depois da atração grunge do The Melt, assistia ao show sentado aclamando apenas com aplausos os paranaenses. Contando casos no palco, trocando versos onde citavam Paraná por Cuiabá, Charme Chulo mostrou que sabem como fazer um show bonito, bem entrosado, rock e caipira (por que não!?).
Já no final do show um público timidamente foi se formando e dançando ao embalo do Folk Paranaense. Tarde demais, a saideira foi chamada e Charme Chulo encerrava um show cheio de músicas inéditas, bem ensaiadas e cantadas.
Conversando depois com o Igor, vocalista, perguntei sobre o público e o evento. Ele me disse que achou a idéia de um festival de rock'n Carnaval, muito bacana e o público era bem mesclado, povão e cools deixando o ambiente bem mesclado, o que era essencial. Sobre o Fora do Eixo me confessou que vê em dez anos esse underground não sendo mais underground se tornando algo grande e notável! Esperamos por isso também. Leandro, o guitarrista, agradeceu a organização do evento na entrevista corrida "Fomos tratados muito bem, desde a chegada até agora! Coisa assim é difícil encontrar".
Pelo menos os garotos saíram contentes com nossa Hell City! Mesmo assim acho que fariam um show inesquecível se tocassem, quem sabe, hoje, sábado, antes ou depois de Vanguart, um dia de Folk com um público mais familiarizado! Teríamos aplausos muito mais calorosos e danças tão frenéticas quanto as vindas do palco.
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The Melt
O Grunge não morreu
por Luciano Régis
Especial à Imprensa EC
fotos: Vinícius Mania
A The Melt começou em 2003 e essa é a terceira vez que ela toca no Grito Rock (incluindo a fase Headache da banda). A proposta da The Melt é fazer um rock dos anos 90 com um pouco de punk.
A banda começou o seu show com uma introdução instrumental, e desde o começo mostrou que seriam 30 minutos de porrada sonora. Já nos primeiros acordes, o público, em sua maioria, já estava posicionado à frente do abrindo a primeira rodinha da noite, após a apresentação de seis bandas. A The Mellt contou ainda sem seu show com a participação de George Belasco. Pra quem não sabe, o convidado especial do The Melt é um dissidente da banda Belasco que atuava na cena paulistana. Hoje residente em Fortaleza, o músico atua na banda George Belasco & O Cão Andaluz. Na sucinta definição de Fornalha, "Belasco é um cara foda".
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Sinestesia mostra o som de Tocantis
por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC
foto: Vinícius Mania
O show que se seguiu ao do Sedna foi o de outra banda de um estado da região norte. O Sinestesia, do Tocantins, faz jus ao nome. Pra quem não sabe, sinestesia é aquela figura de linguagem pela qual os cinco sentidos são todos misturados e confundidos. Exemplo? O cheiro e gosto que as músicas do Sinestesia deixavam no ar. As partes finais das músicas eram sempre bem no clima! Além das autorais, o Sinestesia mandou ainda dois covers. Um de Mutantes (ok, massa) e um de Mamonas Assassinas (aí é problema). Sim, Mamonas Assassinas. Banda extinta realmente boa, mas que não tem nadinha a ver com o Sinestesia. Foi um sexto sentido procurando o que sinestesiar. E não achou.
Na comunidade dos caras no orkut, lá estão os Mamonas Assassinas entre as comunidades relacionadas. Segundo a galera da banda, "o rock é isso, é pra entreter. Gostamos bastante dessa coisa do anti-herói", disse o vocalista Rafael. Uma outra coisa legal dos shows dos caras do Sinestesia foi a preocupação com as cores do show, mais voltadas para o violeta e cores adjacentes. Tem algo também a ver com a psylocibina, princípio ativo dos...hã... bom, melhor deixar esse assunto para uma outra hora.
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Show de Ebinho Cardoso trio foi cancelado
por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC
Pena! Não rolou o show de Ebinho Cardoso. Recentemente apontado por votação popular como o melhor baixista da cena cuiabana, Ebinho Cardoso foi uma ausência muito sentida no dia de ontem no Grito Rock Festival. O músico, que se apresentaria com seu trio logo após o show do Sedna, sofreu um acidente de carro, o que o impossibilitou de nos dar o ar (e as ondas sonoras que perfuram o mesmo) da graça no Cuiabá Skate Park. Apenas informando: o músico atualmente repousa em casa, não tendo se machucado gravemente. Esperamos que esse susto passe logo para que possamos ver nosso baixista preferido quebrando tudo novamente nos palcos cuiabanos. Grande abraço, Ebinho!
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Sedna, o nervoso pop rock de Rondônia
por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC
foto: Imprensa EC
O Sedna veio com uma proposta já bem familiar. O pop rock. Mas tinha peso e pegada. Então prefiro chamar de pop rock distorção. Desses com direito a balada que explode no refrão. Pois então, o pop rock distorção do Sedna tentava trazer a galera ä beira do palco. "É um privilégio ter um festival de rock no Carnaval, vamos aproveitar", disse o vocalista Tibério.
Eles têm uma relação estreita com o site FanRock. , também rondoniano. Na verdade, a banda sempre veio com um interesse maior no trabalho próprio, ou seja, na música autoral. Depois da galera sair mandando material gravado às "autoridades competentes" (festivais e produtores), o FanRock foi quem se demonstrou mais interessado. Firmada a parceria, hoje o trabalho da Sedna é mais expandido e melhor divulgado. Além de ajudar o Sedna a viajar pelo Brasil, o site também entrará na produção do EP da banda.
Segundo a galera da banda, o produtor Vinícius Lemos (responsável pelo FanRock) acompanha o Sedna aonde a banda for. É o Fan Rock entrando definitivamente no circuito Fora do Eixo. A previsão é que o CD deva sair ainda nesse primeiro semestre, pela FanRock Discos. Só falta mixar. O trabalho de produção está sendo realizado por Stênio Castiel, um dos que escrevem para o FanRock.
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Subdivision.
A trilogia da banda Punk Rock Chiclete.
por Luciano Régis
Especial à Imprensa EC
fotos: Vinícius Mania
Fazendo uma profunda analise numerológica da banda cheguei a conclusão que eles são regidos pelo numero 03. Tudo começa pelo número de integrantes: Rodrigo (vocal e baixo), Andrey (guitarra) e Diego Figueredo (bateria). O número de acordes também são 03, e eles fazem questão de deixar isso bem claro em uma de suas músicas "Rou, Rou, Rou Rou Punk Rock chicleeetchiii! São três acordes e nada mais"
O mais incrível é que o 3 se faz presente até no número de personagens existentes nas letras, todas regidas por "eu", "você" e "cerveja".
Mas para o bem dos garotos mais de 03 pessoas foram para frente do palco. A meninada presente no Cuiabá Skate Park dançou e muito com o som do Subdivision. A receptividade do público foi muito boa, até mesmo por que Cuiabá adora Carbona.
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Chilli Mostarda
Entra um e saem dois!
por Luciano Régis
Especial à Imprensa EC
foto: Vinícius Mania
O show do Chilli Mostarda marca dois fatos que mudarão a história da banda. Um é a entrada do gutarrista Capileh Charbel, que desde 1982 já fazia um som, e o outro é a saída de dois integrantes: Walbenir (Batera) e Walber (guitarra). O motivo alegado para a saída dos dois irmãos é que eles vão se dedicar à vida acadêmica. Mas Walber prometeu que volta: "É só questão de tempo dentro de 3 a 4 anos nós voltaremos para a banda" (pouquinho, né?!). Os novos integrantes serão apresentados no lançamento do site Over Mundo que ocorre no dia 10/03. Até essa data os nomes serão mantidos em segredo.
Falemos do show: A Chilli Mostarda começou a tocar mais ou menos as 21:30h. Os integrantes da banda vêm evoluindo no requisito performance, mas ainda falta um caminho ser percorrido. Capileh entrou com uma peruca estilo Valderrama. O vocalista Fabrício Chabô subiu com uma língua de sogra e passou o show inteiro balançado a pélvis, segundo algumas meninas isso era sexy. Chabô ainda usou algumas perucas e uma espécie de crista de galo.
Os dois que estão saindo da banda estavam em noite inspirada. Walbernir, com toda a sua agressividade na batera ditou o pulso do show e Walber, com sua guitarra, em perfeita sintonia com a do Capileh, foi o grande destaque da banda, tocando com muito gás e levantando o público.
Chilli Mostarda é uma banda de apenas 06 meses e que demonstra ser detentora de um grande potencial. As letras são em português e, segundo o vocalista, as músicas da banda são um misto de Poesia Protesto com Pimenta.
Os caras tem planos de tocar para fora do estado o mais rápido possível e Capileh afirma que por intermédio de festivais como o Grito Rock, as bandas de Cuiabá passam ter uma maior chance para se projetar. Alem de estrear os seus novos integrantes, o próximo passo da banda é entrar em estúdio para gravar o seu 1º E.P.
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Rhox é a primeira da noite
por Ariane Laura
Especial à Imprensa EC
foto: Imprensa EC
Finalmente o grande dia havia chegado! Na noite de ontem, 24, aconteceu a abertura da 4ª edição do Grito Rock, no Cuiabá Skate Park. Até mesmo a chuva que caia durante o dia resolveu dar uma trégua, conspirando a favor do Grito. Com toda a estrutura preparada, o palco a ponto de bala, o público começando a chegar, tudo indicava que iria ser uma noite e tanto. E realmente foi. Exceto pela ausência de Ebinho Cardoso que não pôde comparecer porque sofrera um acidente de carro, mas isso é outra história...
A banda cuiabana Rhox, que não tem nem um ano de existência e foi a responsável pela abertura deste tão esperado festival. Era 20h50 quando os meninos subiram ao palco e mostraram para que vieram. No início eles estavam um pouco perdidos, como revelou Didier, o baixista da banda. Mas ao longo do show foram se soltando e conseguiram transmitir uma imagem de entrosamento em uma surpreendente apresentação.
Fazendo um som despreocupado com rótulos e que procura mesclar as influências dos membros da banda, como metal, rap, hip hop, entre outros, as canções do Rhox despertaram a atenção do pequeno público presente até aquele momento. A dupla Rodrigo e Jackson manda muito bem nas guitarras que até recebem elogios do público... Muitos pararam para ouvir a banda. E já na segunda música tinha gente cantando junto com eles, tirando fotos, enfim. Prova de que os meninos têm futuro.
Na quarta música, "Não vou aceitar", os meninos já haviam se encontrado e começaram a interagir com o público. E assim foi melhorando até o final da apresentação. Quando eles estavam totalmente soltos, pulando, interagindo ainda mais com a galera, chamando-a para levantar a mão, conforme o refrão da música "Derruba Batalhão", a apresentação havia chegado ao fim...
Após o final da apresentação os meninos do Rhox declaram que foi um prazer abrir o festival. Conforme o vocalista André, "Foi do caralho! Uma surpresa quando a gente soube que iria participar do Grito. Foi uma emoção única abrir o festival". Lázaro,o baterista diz que foi muito importante participar do festival pois essa foi a primeira vez que a banda se apresenta de fato para o público independente de Cuiabá com a atual formação. Além disso, confessa que o melhor momento do show foi no final, quando rolava a última música...
O baixista Didier só lamenta por não ter tocado a última música que estava na programação: "Acho que por começar atrasado não deu tempo para tocar a última música. É lamentável, justamente essa que ficou muito boa resolvemos deixá-la pro final..." Lázaro complementa: "Não tem problema, outras oportunidades virão. Assim também deixamos o público com vontade de ver a banda novamente".
Fertilize essa idéia!
Pode ser aqui, na comunidade do orkut!
ou aqui, no fotolog!
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posted by Espaço Cubo at 14:58
Comments:
Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
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coluna
Pé na Cozinha
Jihaad uma guerra (santa) contra o sistema!!!
por Luciano Régis
Especial à Imprensa EC
Jihaad no Festival Calango
O Rock marcou época devido ao seu espírito contestador e politizado, mas a cada dia que passa esses espíritos se perdem em meio a bandas que preferem falar de relacionamentos pessoais e que fazem questão de demonstrar para o publico o seu sofrimento sentimental. Não que eu tenha algo contra...rs!
Mas graças ao bom Deus, existem bandas que não abandonam esse espírito contestador/ politizado. Um bom exemplo, na Hell City, de uma banda que tem esse espírito é a novata, porém experiente, Jihaad, que com as suas letras em português propõem uma "guerra santa contra o sistema". A banda surgiu em março de 2005, e logo no primeiro show chamou a atenção de todos os presentes na praça onde rolou a estréia. Dois meses depois da estréia da banda, pela via mais democrática e legítima de participar do Festival Calango, as prévias, a Jihaad garantiu o primeiro lugar no certame de sua região e conseqüentemente carimbou a credencial pra o Festival.
No Calango a banda sentiu que o publico cuiabano é muito simpático à proposta do som, porém, mais que o público, a imprensa especializada e os produtores gostaram muito do som engajado e sincero dos guris. Mas toda essa boa impressão ocasionada no primeiro, e no começo do segundo semestre, meio que se "ofuscou", pois a banda entrou em um profundo processo de reformulação em sua formação. No final de 2005 eles fizeram alguns shows em Cuiabá, e da primeira formação só restaram dois integrantes, Maikon, o guitarrista e Bruno, o vocalista. Porém a banda não perdeu muita coisa, pois os músicos que foram convocados para assumir provisoriamente as vagas existentes foram nada mais nada menos do que o power trio do Macaco Bong: Bruno Kayapy (guitarra), Ynayã (bateria) e Ney Hugo (baixo).
Bruno, em manifestação da CLTP
E com este time a Jihaad volta à ativa com as suas letras politizadas, que não são apenas simples protestos, mas fazem as pessoas pensarem na conjuntura política/social global. O vocalista Bruno não gosta de "rótulos", pois na visão dele, a arte vai além de qualquer coisa. "Nas músicas da Jihaad, nós falamos o que nós temos vontade, é o nosso sentimento. Se amanhã nós decidirmos falar de outras coisas não quero cobrança de ninguém. A arte é maior que as vontades pessoais". O engajamento da Jihaad vai além dos palcos. É muito comum ver o vocalista Bruno em manifestações da CLTP (Comitê de Luta pelo Transporte Público). A banda chegou até a tocar em manifestações do comitê.
Neste ano de 2006 a Jihaad é uma das bandas cuiabanas que mais causa expectativa no público. Não é pra menos... Os garotos já estão em estúdio gravando a sua primeira DEMO, cujo titulo será "Bombas e Flores" e contará com 5 faixas. As gravações dessa Demo marca o fim da participação dos músicos do Macaco Bong. Ao término das gravações a Jihaad passa a "entrar em campo" com time próprio, ou seja entrarão os músicos definitivos da banda. Bruno disse que já tem em mente quem serão os novos integrantes, mas isso será anunciado em um momento mais propício. Mas segundo Bruno, uma pessoa é praticamente certa para assumir o contra-baixo: ninguém menos que Caio Matoso, ex-Donalua. "A entrada de Matoso é quase que certa, e se ele não tocar na Jihaad nós tocaremos juntos em algum outro projeto", afirmou Bruno.
Seguindo a tendência da cena cuiabana Bruno "promete" que a banda será bem mais profissional em 2006. "A principio nós tocávamos por tocar, mas agora nós vamos levar mais a sério o nosso trampo".
Se brincando eles causaram uma ótima impressão, eu quero ver agora que eles estão levando a sério.
A ultima chance de vermos a Jihaad se apresentando com a participação dos caras da Macaco Bong é no dia 25/02 no Grito Rock. Esse show vai entrar para historia do Grito Rock, vale a pena conferir.!
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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
Expresso Cubo de Bandas!
Com a palavra hoje: Ludovic!
por Jaqueline Gentilin
Especial à Imprensa EC
Uma das bandas que mais vem arrasando no cenário independente do país, aterrisa pela primeira vez aqui na terrinha de Hell City já com muitos fãs em polvorosa, esperando ansiosamente ver de perto um dos shows que mais prometem nesta quarta edição do Festival Grito Rock.
A banda, que surgiu há cinco anos, nasceu da forma mais despretensiosa possível, e muito já tem rolado de lá pra cá. Começaram lançando uma demo que chamou a atenção imediata de muita gente, já tocaram em todos os buracos de São Paulo que você possa imaginar, viajaram para outros estados, trocaram de formação algumas vezes e apresentaram-se em incontáveis cidades do interior paulista, entre outros feitos quase impublicáveis (segundo eles mesmos). Em abril de 2004,após muito esforço, Ludovic estréia com "Servil", lançado pela Teenager in a Box, gravadora independente que conta em seu cast com nomes como Dominatrix, Dance of Days e Armagedom. O disco entrou em diversas listas de melhores daquele ano, e foi elogiado tanto por conceituados jornais de grande circulação quanto por fanzines xerocados distribuídos de mão em mão. É esse trabalho que eles vêm mostrar pra gente neste fim de semana. Agora em 2006, entram em estúdio pra gravare o segundo disco e enquanto isso, dizem um pouquinho mais pra gente dessa história toda.
ECC: Me fala da escolha do nome "Ludovic"( Ludovic é um garotinho incrível, do filme Ma vie en rose, e pra quem quiser, assista, é muito bom), e como é o processo criativo das letras, até onde vai essa relação, se existe essa relação. Porque as letras são bem fortes e impactantes, visceral mesmo....
Jair:Engraçado, eu nunca tinha percebido nenhuma relação consciente entre o nome da banda e as letras das músicas. Acho que isso é mais nítido para quem está de fora, esse negócio da percepção de um conceito todo envolvendo o que a gente faz, sabe? Porque para nós quatro as coisas realmente acontecem de um jeito muito natural, praticamente nada é intencional ou feito com algum objetivo pré-determinado. As músicas, letras e todo o resto simplesmente aparecem, às vezes de forma sutil, às vezes de forma assustadora, como violentas manifestações do inconsciente... eu acho que é uma coisa sobre a qual a gente não tem tanto controle assim, para falar a verdade.
Sobre o nome da banda em si, desde que eu assisti ¿Ma Vie Em Rose¿ pela primeira vez eu sabia que, se um dia eu conseguisse montar a banda com que eu tanto sonhava, esse seria o nome dela. Sempre achei que Ludovic soa muito bem, e acho muito irônico e significativo uma banda como a nossa ter sido batizada por causa do protagonista de um filme como aquele. Se você parar pra pensar, é algo que diz muito a respeito da natureza dessa banda.
ECC: Agora, com todos esses rótulos quanto à sonoridade de vocês, como vocês definem, se definem ,claro, isso no processo de criação da própria banda?
Jair: Como eu estava dizendo, quem ouve uma música está em condições muito melhores de analisá-la do que quem a toca. Isso tá ficando muito claro agora que a gente começou a gravar, às vezes eu ouço uma música em que nós estamos trabalhando e fico totalmente surpreso, pensando: "nossa, eu não sabia que isso soava desse jeito" (risos). Além do mais, mesmo que não fosse assim eu acharia difícil aparecer com um rótulo que enquadrasse perfeitamente as músicas que a gente toca. A nossa sonoridade está bem longe de ser óbvia comum e facilmente digerível. Dá pra perceber isso pelas críticas que escreveram sobre o nosso primeiro disco, porque teve gente que disse que nós somos uma banda "pós-punk", outros falaram "post-rock", tem aqueles que classificaram de "indie rock"... não faz muita diferença pra mim, para dizer a verdade. No fim das contas só importa se a música é boa ou não, se é honesta ou não, se transmite alguma coisa ou não.
ECC: Com 5 anos de banda, o que mudou na cena independente, aí em sampa e no resto do Brasil?
Jair: Ah, mudou muita coisa. Para o bem e para o mal. Obviamente, a internet foi um fator de peso tremendo, que deu aos músicos iniciantes ferramentas de divulgação até então inimagináveis. Quando a gente começou, a história toda do MP3 ainda estava nos seus primeiros dias, então deu para acompanhar de perto toda a evolução dos sistemas de trocas de arquivos pela rede e o quanto isso solidificou a cena como um todo. Aliás, acho que a internet foi uma mídia revolucionária, quase toda essa evolução do cenário independente que ocorreu de alguns anos para cá foi decorrência disso. Se não fosse pela internet, por exemplo, não sei se um grupo do porte do Ludovic tocaria um dia em Cuiabá, porque nós estamos separados por milhares de quilômetros e dificilmente vocês teriam acesso a uma banda desconhecida como a nossa.
Não posso falar da situação no resto do país, mas pelo menos aqui em São Paulo agora existem mais lugares para tocar, mais bandas em atividade e muito mais gente envolvida com a coisa toda. Talvez pelo fato de bandas como o Hateen, o Dead Fish e o CPM22 terem conseguido bom espaço no mainstream depois de anos de ralação no circuito underground, uma parcela do grande público parece ter aberto os olhos para a existência de artistas que estão à margem da grande mídia, o que é ótimo para todo mundo.
No geral, todas as mudanças foram extremamente positivas, eu acho. O fato de agora existirem músicos independentes que conseguem viver de disso, assim como a consagração de festivais independentes como o Grito Rock, o Goiânia Noise, o Demo Sul e tantos outros, é um sinal evidente do quanto a situação está melhor hoje em dia.
ECC: E quais os planos pra 2006, tem lançamento de cd ...
Jair: A prioridade é o disco novo, nós estamos inteiramente concentrados nisso e até deixamos de marcar shows por um tempo para nos dedicarmos somente às gravações. Para falar a verdade, a única apresentação que nós faremos nesse período será o do Grito Rock,
que nós consideramos uma oportunidade única e verdadeiramente imperdível. De resto, só depois de abril, quando imagino que já teremos o disco pronto.
ECC: O Grito Rock será uma parte de uma etapa importantíssima no projeto "Fora do Eixo", qual a importância disso pra vocês, já que vivem no eixo mais consagrado da cena independente?
Jair: Chega a ser difícil descrever o quanto essa oportunidade significa pra gente. Por mais batido que seja dizer que é uma honra, uma alegria gigantesca e a improvável realização de um sonho, eu realmente não consigo pensar em outras palavras que demonstrem o que a gente sente com relação a isso. E o fato de nós vivermos em São Paulo, onde quase sempre o espírito de competição fala mais alto e muita gente lida com música apenas para tentar lucrar em cima disso, faz com que a gente valorize muito uma organização como o Espaço Cubo, que organiza um festival dessas proporções apenas por amor à causa, e não visando retorno financeiro ou algo do tipo. Para nós é um orgulho enorme poder tocar em Cuiabá pela primeira vez, ainda mais em condições tão especiais.
ECC: Já tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho de alguma banda cuiabana?
Jair: Particulamente, eu adoro o Revoltz, acho que eles são uma banda muito criativa, corajosa, com personalidade própria. A mesma coisa vale para o Macaco Bong, que me deixou boquiaberto com o show deles no Goiânia Noise. O Eduardo e o Zeek (guitarristas do Ludovic) também gostam muito do Vanguart e do Fuzzly, mas eu ainda não tive a oportunidade de ouvir direito nenhuma das duas.
ECC: Existe alguma banda dessa cena atual que influencie vocês?
Jair: Embora existam centenas de excelentes bandas novas, o La Carne, aqui de São Paulo, continua sendo a minha preferida. Não sei se dá para considerar uma influência direta, mas eu admiro muito eles.
ECC: O que vocês, têm ouvido ultimamente, e que recomendariam?
Jair: Tentando falar por todo mundo na banda, Patti Smith, Queens of the Stone Age, Vzyadoq Moe, Division of Laura Lee, Bowie na fase Berlim e Morphine.
ECC: Nós, cuiabanos, esperamos ansiosamente pelo show alucinante de vocês (segundo todos que estiveram no Noise,(hshhsshshs). Quais são as expectativas pra esse evento, já que é a primeira vez que vêm pra cá? O quê os fãs podem esperar do show dia 25?
Jair: Acho que nós estamos tão ansiosos ou ainda mais do que vocês (risos). Sério, a gente está contando os dias para esse show, até porque tivemos que ficar um tempinho afastado dos palcos por causa das gravações. É sempre muito desafiador tocar em uma cidade pela primeira vez, especialmente em um festival com tantas bandas boas, então vocês podem estar certos de que nós nos esforçaremos muito para justificar o convite e retribuir todo o carinho com que os cuiabanos estão nos tratando.
Ludovic é: Jair Naves, voz e baixo; Ezekiel Underwood (Zeek),guitarra;Eduardo Praça, guitarra eJúlio Santos, bateria.
Até o fechamento dessa entrevista, os garotos ainda não sabiam que iriam tocar uma de suas principais influências ( isso entre, Patti Smith, Bob Dylan, The Mekons, The Smiths, Black Flag e Fellini), os Mission of Burma, que juntamente com Supergrass, tocam no Festival Independente Campari Rock, dia oito de abril, em Atibaia, São Paulo. Sobre o isso, Jair relata no flog da banda:
"Um amigo bem próximo me perguntou por que eu não falei nada antes. A resposta é bem simples: não contei para ninguém porque parecia bom demais para ser verdade. Para ser sincero, só depois de ler essa matéria publicada ontem pela Folha de São Paulo eu me dei conta de que é isso mesmo. Por mais inacreditável, surreal e fantasioso que pareça, nós vamos tocar com o Mission of Burma. Dá para acreditar? Caralho, a gente vai tocar com o Mission of Burma! Um negócio que eu nunca sequer puderia imaginar que poderia acontecer. Afinal de contas, quem diria que um dia a nossa humilde bandinha teria a oportunidade de tocar com uma das minhas cinco bandas de rock preferidas de todos os tempos? Para você ter uma idéia do quanto isso significa para a gente, basta dizer que, quando eu chamei o Eduardo para tocar no Ludovic, eu sugeri que ele tirasse "That's how I escaped from my certain fate" para que a gente tocasse no ensaio. E agora, poucos anos depois, nós teremos a oportunidade de dividir um palco com eles. Aliás, não só com o Mission of Burma, mas também com uma das bandas que o Edu mais gosta, o Supergrass. Na boa, não cabe aqui outra palavra além de "inacreditável". E quer saber de outra coisa? Não pára por aí. Quer você queira, quer não, isso é só o começo. Outras boas notícias vão aparecer na hora certa. Pode esperar."
Bem, ta na cara que 2006 está só começando mesmo pros garotos. E a gente aproveita tudo isso no próximo sábado.
Pra ficar por dentro, www.fotolog.net/lludovic e a comunidade da banda no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=71481
Bem, com o Gritoaê, neste fim de semana, muita coisa vai rolar. Pra quem ainda ta marcando e ainda não comprou os ingressos, corra até a CVC, por quê vamos pular o Carnaval da melhor maneira possível, com muito Rock' N' Roll na sola dos pés, hahahaahha.
Até a próxima!
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Terça-feira, Fevereiro 21, 2006
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MERGULHO DAS INFLUÊNCIAS
Nossa banda politicamente correta em mudança de estilo (e, quem sabe até, de influências)!
por Issaaf Karhawi
Especial à Imprensa EC
foto: Vinícius Mania
O vocalista Mikhail durante show no Festival Calango 2005
Antes de ouvir Asthenia você já pode deduzir que linha de som os garotos fazem. Pra quem não sabe Asthenia é o nome de uma canção da banda punk-new-generation Blink 182. Mas segundo fontes, hoje em dia a influência Blink já nem ao menos existe e Asthenia continuou por ter uma bonita sonoridade: Assthéniaa!
A primeira vez que vi um show dos meninos foi no Festival Calango e passei boa parte da noite gritando Correria, Correria! O som deles é um hardcore bem corrido que gruda na cabeça, que já foi notado pelo Senhor F, e ainda promete muito aos nossos críticos musicais.
Os meninos classificam, agora, seu hardcore como sendo melódico, porém a princípio Cuiabá ouviu e conheceu um Asthenia de distorções de fliperama totalmente Nitrominds, bateria no maior estilo 1 2 3 4, cheia de viradas pesadas e corridas, punk rock, puro! Segundo o vocalista, Mikhail, o que estamos ouvindo na página da Trama e tudo o que já os vimos tocando é hoje obsoleto. "Passamos daquela fase crua e sem arranjos. Com ajuda do Bruno Kayapy começamos a dar outra cara no nosso som que está mais trabalhado. Criamos então, uma sonoridade que pode soar algumas vezes até estranha, mas que ficou muito legal mesmo!".
Os meninos durante um ensaio para o Grito Rock Festival deste ano
As letras do Asthenia tem uma visão crítica bastante vista nas bandas de hardcore brasileiras, abordando desde assuntos como modismo underground "Ele era um boy puro paga pau... Comprou um allstar e camisa de banda... Mudou o seu visual, seu cabelo e o escambal mas sua cabeça era sempre a mesma: Mente fútil!", até matança de animais "Vamos comprar casacos de pele,e matar animais inocentes".
Para a nova fase o vocalista diz que as letras terão novas influências. "Ultimamente tenho usado um tanto de leitura comunista e política em geral para me inspirar nas composições". Na verdade, os meninos estão preparando um novo Asthenia para o Grito Rock Festival. Novos integrantes e novo estilo musical. Se antes a banda já recebia notas do Senhor F, agora podemos esperar apenas pelo melhor. "Nosso novo estilo não é fácil de explicar, o lance é ir no Grito Rock e conferir ao vivo, não irão se arrepender!"
Todos inclusive eu, estamos convidados para o show Nova Fase do Asthenia e claro para balançar o corpo no dia 27 de fevereiro, no Cuiabá sk8 park!
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Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006
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GONZO
A musicalidade iluminada de Marcela Mangabeira
por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC
Fotos: Ney Hugo
Um pouco antes do final de semana rolou em Cuiabá (MT) dois shows da cantora Marcela Mangabeira. Eu tive a oportunidade de conferir um dos shows. Pra minha plena satisfação. Já esperando um som bom, devido à banda da qual a garota dispunha (Alex Teixeira, Ebinho Cardoso e Sidnei Duarte) ficava em mim apenas a expectativa quanto às melodias vocais de Marcela. Na verdade, já a tinha ouvido cantar em ocasiões passadas. Mas ainda não com esse trio. E não após as turnês européias da cantora.
Quando na entrada da platéia, minutos antes daquela voz cômica mandar desligar todos os aparelhos sonoros ("em especial, os telefones celulares") o que rolou nas caixas de som do teatro do Sesc foi uma espécie de recital a uma só voz. Voz essa que entoava vários poemas de Carlos Drummond de Andrade.
Começado o show, já se percebia que Marcela e trio iriam apresentar um repertório belíssimo da nata da Música Popular Brasileira. Desde as mais antigas às mais contemporâneas. As primeiras músicas interpretada pela cantora foram "não me deixe só", atual sucesso de Vanessa da Mata e "Prazer e Luz", de Luciana Mello.
Luz! Foi o que não faltou no show de Marcela, em ambos os sentidos da palavra. No sentido concreto, na iluminação feita por Eduardo Espíndola, do Teatro Fúria. Os tons escolhidos pela intérprete davam um climão às músicas. No sentido abstrato, toda essa luz estava exposta na contagiante performance de Marcela.
Uma outra música interpretada foi "olhozinho", de Zeca Baleiro. O começo baixinho, a explosão rítmica, o swing, a dinâmica da melodia, a apoteose, a queda da respiração e o final baixinho de novo... Foi de arrepiar!
Além da versatilidade de Marcela, vale ressaltar também a versatilidade da banda. A precisão de Sidnei, a riqueza harmônico-rítmica de Ebinho e firmeza de Alex Teixeira, que vez ou outra abandonava a batera pra executar suaves notas no vibrafone, acompanhando a melodia da voz de Marcela. E tudo isso executado de uma forma muito alegre. Quem tava lá não viu o tempo passar. A própria Marcela reclamou ao final do show que aquilo tinha passado muito rápido. "Pô, não deu nem pra tirar onda!", dizia Marcela, talvez se esquecendo do tanto que se divertiu da dificuldade de Ebinho em virar as páginas do caderno de partitura.
E após a última música, a platéia se une num pedido de biz, como já era de se esperar. O palco responde. Não com uma, mas duas músicas. Uma delas foi "vida!".
"Vida ficou capenga né?! Quem quiser ir embora pode ir, porque eu vou fazer vida decentemente", disse a sempre bem humorada cantora, divertindo a platéia. E aí, aplaudido de pé, o show de Marcela Mangabeira se deu por encerrado.
Lá fora, em conversa com Ebinho, Sidnei e Alex, tive a oportunidade de ouvi-los comentando sobre os erros no palco. Marcela também disse que tinha errado algumas coisinhas, dizendo que "amanhã vai sair melhor". No dia seguinte, qual não foi minha decepção com ocupações que não me permitiram comparecer ao show novamente.
Pena! Queria conferir como seria possível um show melhor que aquele, esse "melhor que hoje" proposto por Marcela.
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Sábado, Fevereiro 18, 2006
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PITACO
Tudo o que sua banda sempre quis falar sobre as alheias, mas não tinham perguntado
por Talyta Singer
Especial à Imprensa EC
Na PITACO dessa semana, três bandas metem a colher e falam do som da Porcas Borboletas, que se apresentará na segunda noite do Grito Rock Festival.
A primeira a falar foi a banda Ecos Falsos - os Los Hermanos de São Paulo, isso por causa das barbas que estão na cara de quase todo mundo, coisa planejada segundo eles, já que os fãs de Los Hermanos gostam de Ecos, e de Good Charlotte também... Mas isso é outra história.
Hoje, Ecos Falsos fala de Porcas Borboletas, a banda dos moços de Uberlândia que é coqueluche em sua cidade Natal.
Mais PITACOS vêm de Goiânia, da galera, do Hang The Superstars. Eles tocaram no Festival Calango do ano passado com seu punk rock sem passagem de som,sim, porque Eline, uma das vocalistas, já disse que o som deles é tosco mesmo!
Um último palpite é de Daniel Belleza, vocalista dos Corações em Fúria, banda que causou furor por aqui e volta na metade do ano com o cd novo. Enquanto a gente espera vamos aos Pitacos.
Ah! Tem um detalhe, as três bandas conheceram o Porcas Borboleta no Jambolada, festival de Uberlândia, justo onde a galera faz o maior sucesso. Será que isso fez diferença na opinião dos nosso caros convidados?
Ecos Falsos, aqui representados por Gustavo (vocal e guitarra), Felipe (guitarra e vocal) e Davi (bateria)
O som, as letras, o show, o CD? o que é melhor (ou pior)?
Felipe - Insano, o Danislau (vocal) e o Enzo Banzo (guitarra, vocal)são fodas e escrevem pra caralho.
Gustavo - Eu gosto bastante das letras. Algumas faixas eu não entendi direito, mas aquela "Lembrancinha" é um hit total. (Dá pra ouvir na página do Porcas na Trama Virtual)
Davi - Eles arriscam muito... e eu sou fã de quem consegue arriscar soando bem. Eles não vão atrás de um rock comum, nem de uma vanguarda paulista e só. Eles tem uma parada de criar climas e viajar dentro desses climas - tanto em cena como na música. E é um puta dum risco.
Gustavo: a presença é bem importante. Eles atuam em cena, isso é uma coisa que eu acho que está em falta atualmente. É legal você ver um show que é show mesmo, não só uns goiabas tocando guitarra.
O melhor do show é a performance,então? Mas e se a galera não entrar no clima?
Davi: Não! É juntar tudo numa coisa legal de se ver.
Felipe: É, musicalmente é foda também. O percussionista deles, o Ricardim manda bem demais, inventa pra caramba.
Gustavo: Pois é, os arranjos são bons também, bons instrumentistas. Acho difícil não se divertir vendo o show. Existe a chance de não se entrar no clima, mas só se a pessoa estiver de má vontade.
Davi: Eles conseguem tocar uma música experimental e mastigável ao mesmo tempo, além de explorar uns baratos teatrais que fazem o show ficar um negócio bem legal de se ver. E de se ouvir Uma experiência audiovisual completa! Com fritas
Como foi o show deles em Uberlândia?
Gustavo: Confesso que não entendi direito quando vi, estava bêbado. Eu lembro que pensei "o que é esse monte de gente no palco? (No show do Jambolada, o Porcas Borboletas tocou com um grupo de backing vocals de lá.)
Felipe - Lembro que todo mundo falava deles. Era meio coqueluche e todo mundo cantava junto fiquei impressionado.
E aqui? A galera não conhece a banda, vocês acham que o som deles pega?
Gustavo: Eu acho que quem gosta de se surpreender num show vai se divertir muito, se o cara for muito emo não vai entender nada. Mas o que importa a opinião dos emos?
E as letras?
Gustavo: Boas. Ás vezes chegam até os limiares da poesia concreta, que eu acho meio difícil, mas ao mesmo tempo tem uns achados muito bons, tipo o da cerveja e do amor.
Felipe: Danislau (vocalista do Porcas) lançou um livro de poesia insano passado que me falaram que é muito bom.
Mas com a poesia concreta vocês não acham que cada um pode interpretar como quiser? (nesse momento, Felipe, se revela um fã do Porcas!)
Felipe Eu acredito que não, as letras são muito claras, as ideias sao bem expostas. Eu acho que entendo pelo menos. Ah, tem uma letra do Arnaldo Antunes no cd também, faixa 4 se não me engano. Ta vendo? Eu conheço mesmo!
Gustavo: Bom, mas taátodo mundo sujeito a isso, até nossas letras boçais! A obra de arte se completa na cabeça do público, né!?
O show do Porcas Borboletas no Grito Rock, é antes do show do Vanguart, o que vocês acham disso?
Gustavo: Bom, acho que são dois públicos que vão dialogar bem. Tipo, quem gosta de uma banda vai gostar da outra, apesar das propostas serem bem diferentes.
Felipe - Acho que o Vanguart vai ter que fazer um puta show. Porque os porcas representam. É que nem quando a gente toca antesdo Zefirina Bomba! Subir depois deles é mó responsa. O Vanguart vai ficar com esta.
Recado pra ele?
Pode deixar um abraço pra todos, e avisar pra eles levarem um estoque extra de cachaça pra Hell City, que nós vamos estar com sede!
POR E-MAIL COM A PALAVRA, MAURÍCIO DO HANG THE SUPERSTARS
Vocês tocaram juntos no Jambolada do ano passado. Vocês já conheciam o Porcas Borboletas antes?
Eles haviam tocado aqui em Goiânia (quando ainda chamavam Pau de Bosta) , mas acabei perdendo o show por conta de uma puta briga que rolou antes e tive que sair correndo.
Se foi a primeira vez: qual foi a primeira impressão de vocês, quando os guris entraram no palco?
No Jambolada era tanta gente no palco que pensei que era uma ONG (hahaha)
O que o Hang the Superstars acha do som do Porcas Borboletas, que é mais trabalhado e tem várias influências?
Hummm, o primeiro contato que tive com o som deles foi através do Ricardim e do Guará (que foram os gentis rapazes que nos hospedaram lá em Uberlândia), eu particularmente acho bem legal e vai de encontro com algumas coisas que andava escutando uns tempos atrás tipo Quinteto Armorial, Egberto Gismont e alguma coisa dos Paulistanos do Patife Band (com quem havíamos tocado no DemoSul, em Londrina); mas não é minha praia. Saco a onda, respeito mas mantenho certa distância. Tem muita mistura e pesquisa no som dos caras e nós morremos de preguiça de estudar hehehehe.
Aliás, vocês acham o som de vocês muito diferentes?
Qual nada, o rock que nós fazemos é básico, simples e de fácil digestão. Algumas pessoas tentam rotular nossa banda mas patinam no quiabo. Nossas músicas são a expressão do que estamos passando. Se estamos bem fazemos músicas alegres, se estamos zoados a coisa vira heavymetal. Não tem muita regra. Mas fazemos das tripas coração pra manter tudo dentro de um padrão de qualidade Hang The Superstars; Sujo, alto, direto e eficaz. O negócio é que cada vez mais as bandas seguem padrões ao invés de criar suas próprias estradas.
Eles têm uma parceria com Arnaldo Antunes, fazem poesia concreta e transformam isso em letra de música. O que vocês pensam disso?
Muito bonito.
O Porcas Borboletas tem uma performance teatral no palco, o que vocês acham dela? Levanta o público?
Claro! É muita burrice pensar que quem vai num show de rock queira apenas ficar assistindo. Isso é de ficar paradinho degustando é coisa de música clássica. Lembre-se, quem gosta de rock tem instintos animais mais aguçados. Quem vai num show de rock quer participar, dançar, gritar, pular do palco, ficar louco.
Qual música do Porcas Borboletas vocês mais gostam (ou desgostam)?
Putz, nem lembro direito das músicas, mas tem uma que o refrão é Cerveja, eu acho, que é muito engraçada e no show fica melhor ainda!
Recado pra eles?
Um abração, principalmente pro Ricardim que foi uma mãe pra gente lá em Uberlândia
Recebendo a gente e promovendo as melhores festas da cidade!! Só não sei porque cargas d´água ele não quis mostrar seus discos do Slayer hehehehe¿
RAPIDAMENTE, DANIEL BELEZA DOS CORAÇÕES EM FÚRIA FALA DA PORCAS BORBOLETAS
Conhecê-los em Uberlândia foi uma ótima surpresa. Eles são engraçados, irreverentes, mas fazem um trabalho sério, são bem competentes.
E as letras?
Você sabe, eles usam um pouco da poesia concreta, tem uma letra de Arnaldo Antunes..
Mas além dessa ¿pretensão poética¿ eles têm a preocupação de fazer música de qualidade, e fazem. As letras são ótimas.
E os show?
Ah, o show é muito legal. Acho que eles, assim como eu, tem uma preocupação com o "espetáculo", com a performance, com a interpretação. Eles sabem o que fazer quando estão no palco. Muito bom.
qual a melhor parte do show deles? E o que não é tão legal assim?
A melhor parte é quando começa e a pior é quando termina.
A banda tem seis pessoas, não é muita gente no palco?
No palco tudo bem, problema deve ser na hora de dividir o cachê, rsrsrss.
Vocês que já tocaram aqui em Cbá duas vezes.. acham que a galera vai curtir o som do Porcas?
Olha, não sei bem como o povo daí reagirá ao tipo de som deles, mas com certeza se divertirão muito com o show isso é certeza.
Rcado pra eles?
Que a força esteja com vocês! E fala pra eles me avisarem quando tocarem em SP!
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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006
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ENTREVISTA
Ousadia e muito profissionalismo na cena rock independente marcam a proposta do Rock Independente Tour
O produtor da Marginal Produções, Bruno Montalvão, fala de seu mais novo e idealizado projeto "Rock Independente Tour", que agora em março estará acontecendo. Além de estar respondendo questões como: "a cena cuiabana no cenário nacional", "Circuito Fora do Eixo" e a escolha pela banda mato-grossense "Vanguart" para fazer parte deste Tour.
EC - Quando começa a tour? Quais são as bandas que farão parte dele?
A Rock Independente Tour já começou, desde que tivemos os primeiros contatos com as bandas e com os contratantes. Mas oficialmente, ela começa dia 21/03 que é a data marcada para nossa saída de São Paulo rumo ao nordeste. As bandas confirmadas são Daniel Belleza e Os Corações em Fúria/SP, Rock Rocket/SP, Faichecleres/PR, Zefirina Bomba/PB, Vanguart/MT e Ecos Falsos/SP.
EC - Por onde e quando vocês irão começar?
A tour começa dia 23/03 em Vitória da Conquista/BA, essa é uma cidade especial no interior baiano e detentora do principal festival independente da Bahia, o Conquista Rock Festival, a passagem da tour por lá servirá como aquecimento desse festival. Depois passaremos por Salvador, Aracajú (onde haverá o festival ROCK-SE, que volta a acontecer depois de um hiato de 06 anos), Fortaleza e Belém. Ainda estamos fechando alguma cidade antes de Fortaleza, mas estamos encontrando dificuldades em Recife e Natal, por exemplo, que esperávamos que entrassem na tour, mas estão com restrições.
Daniel Beleza e os Corações em Fúria
EC- A idéia de juntar bandas e sair com elas pelo Brasil fazendo shows, partiu de quem?
A idéia partiu da minha cabeça, da Marginal Produções, mas na verdade é uma união de diversas idéias antigas e de projetos engavetados. Agora, parece que chegou a hora de tirar a poeira do baú e botar o "bloco na rua". As bandas toparam de cara, pela oportunidade de divulgação e promoção futura e a MTV entrou na jogada por se tratar de algo novo para o mercado independente.
EC- Este projeto irá se estender para outras regiões do Brasil?
A idéia é essa!!! Queremos, se Deus ajudar ter sucesso na primeira empreitada, que é totalmente independente, para poder chamar a atenção das empresas e patrocinadores para novas ações no futuro. Pretendo estender a turnê em julho para as regiões Sul/Sudeste e em novembro/dezembro para as regiões Centro-Oeste e Norte e assim percorrer todo o Brasil em 2006.
EC- A grana que está bancando a viagem saiu do bolso da marginal e das bandas?
De nenhum dos dois, mesmo porque no mercado independente, todos sabem não há como você fazer caixa para um evento desses. A grana sai dos contratantes. Cada cidade que entra na tour paga uma parte e o montante geral paga a tour. É um negócio arriscado, mas o rock é assim mesmo. Não temos apoio, então temos que inventar algo pra movimentar a cena.
EC- Você é produtor da marginal e agora está produzindo este tour, o que você espera dele?
Espero que possamos continuar amigos, as 32 pessoas que vão viajar depois de quinze dias na estrada e percorrendo cerca de cinco estados. Vai ser uma loucura, mas todo mundo que está dentro sabe o que pode acontecer e abraçou a idéia sem medo. Então espero que seja um SUCESSO para todos nós.
EC- Quem está na produção do tour além de você?
Deus.
EC- Qual será a última cidade que vocês farão show?
A primeira será Vitória da Conquista, interior da Bahia e a última Belém, capital do Pará.
EC- Há bandas que não são da marginal e estão fazendo parte do tour. Qual a razão da diversidade?
Faichecleres, Ecos Falsos, Rock Rocket e Vanguart. A razão da diversidade e dar uma mostra do novo rock brasileiro, seja cantado em português ou em bom inglês como é o caso da maravilhosa Vanguart.
Vanguart
EC- Quando será o próximo tour?
Ainda não sabemos ao certo, mas se essa der certo, devemos voltar a fazer algo ainda esse ano, em julho e depois em novembro/dezembro. Ou podemos corrigir as falhas que houver e fazer ano que vem com bastante calma.
EC- Haverá outras bandas, sem ser estas, no próximo? Ou a idéia do tour será só para estas?
Acho que a idéia de colocarmos outras bandas é bem saudável, para não ficar com cara de panelinha. Aliás, coisa que odeio. Quero mostrar o que há de novo sendo feito no rock independente brasileiro, independente de qual banda vá. O importante é ser diverso e ter um ótimo show.
EC- Quais meios de comunicação estarão acompanhando o tour?
A MTV entrou de cabeça na jogada, eles vão enviar dentro do ônibus duas equipes de filmagem e mais uma repórter da Revista, um fotógrafo e um repórter do site da
MTV (que é o Gustavo Martins, vocal/guitarra da Ecos Falsos). Mas estamos abertos a todos os veículos de comunicação, precisamos espalhar essa idéia pelo Brasil.
EC- O q você acha desse crescimento e integração da cena independente cuiabana no contexto nacional?
Acho que tanto Cuiabá, quanto todo o Brasil precisam se conectar, se unir e fazer a cena independente crescer cada vez mais e tomar formas grandiosas, porque acho que tem muita gente cansada de engolir "enlatados" e "invenções de gravadoras". Com tanta música boa sendo feita pelo Brasil, é impossível que as gravadoras só tenham olhos para bandas pré-fabricadas, de gosto duvidoso e profundidade rasa. No nordeste, por exemplo, há música de qualidade sendo feita muito além de Recife e Salvador. No Centro-Oeste a cena tem crescido assustadoramente, começou com a Monstro Discos e agora com a Cubo que fez a cena de Cuiabá aparecer para todo o Brasil. Um viva a Cuiabá e ao pessoal da Cubo planejamento e suas produções.
EC- E a respeito do circuito fora do eixo? O que você tem a dizer?
O circuito Fora-do-Eixo se apresenta como a salvação do rock independente, porque todos os produtores, bandas e artistas têm que se conectar e fazer a produção independente crescer cada vez mais. O Brasil inteiro precisa sair do eixo, para que possamos encontrar um novo rumo, um novo horizonte, um novo prisma.
EC- O "Banda Antes", da MTV, fará algumas matérias deste tour. Como e quando serão apresentadas? Quanto tempo vai durar estes episódios? Por quanto tempo será exibido?
Ainda não sabemos quando será exibida, mas provavelmente em maio. Serão apresentadas em programas especiais na MTV, que deverão ser chamados BANDA ANTES MTV ou algo similar, eles ainda não decidiram. Serão seis episódios especiais que mostrarão o que há de novo na cena independente do rock brasileiro. Ainda não sabemos quanto tempo os programas terão, mas provavelmente no mínimo 30 minutos.
EC- Além da MTV, quem mais cobrirá este tour?
Bom, por enquanto só a MTV e as tvs e imprensa locais. Mas diversos órgãos de imprensa estão ligando interessados, o problema é que por a tour ser independente, não temos como bancar a Imprensa no ônibus. Acho que devemos gravar tudo em dv-cam e depois repassar para imprensa.
EC- Para se ter estas bandas apresentando em alguma cidade, o que é necessário ser feito?
Cada contratante tem que entrar em contato com a Marginal Produções e negociar a cota, que está estipulada em 15 mil por cidade. Esse valor corresponde ao aluguel do ônibus, hospedagem e alimentação da MTV, gastos de produção e custos com as bandas (cachet, alimentação na estrada, gastos extras etc.).
EC- Quem escolheu as bandas?
Primeiro de tudo por conta da performance ao vivo, isso é o mais importante, porque queremos causar impacto em todas as cidades por onde a tour passar. Depois por questões de afinidade entre as bandas, pois pra segurar 15 dias juntos na estrada, só sendo amigo. Por último escolhemos bandas que se destacaram em 2005.
EC- Neste tour haverá uma banda mato-grossense "Vanguart". Porque a escolha por "Vanguart"?
Por se tratar de uma banda maravilhosa, com uma performance de palco muito boa e com um show altamente emocional. Quando os vi tocando em São Paulo, fiquei com o coração tocado e fã de última hora. Sabe, depois do show em Sampa e das conversas no camarim com os caras da Vanguart, pensei até em "seqüestra-los" pro cast da marginal. Por isso a escolha foi unânime, apesar dos caras cantarem em inglês, aliás, são os únicos da tour que não cantam a língua pátria, o som é maravilhoso, tocante e profundo. E no nordeste há uma cultura indie que será abastada com a presença dos Vanguart.
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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
PÉ NA COZINHA
As princesinhas da Hell City
por Luciano Regis
Especial à Imprensa EC
fotos: Alisson Sant
"A Lazy Moon já foi muito criticada, mas agora chegou a hora dos elogios" - Mariana, nova vocalista.
A banda mais bem quista (todos querem) pelo público masculino de Cuiabá, Lazy Moon, sofreu (no melhor sentido) uma alteração na sua formação. A vocalista Sarah, conhecida pela sua personalidade forte, e após embates com público, jornalistas e até mesmo com pseudônimos, que comentavam sobre ela nos blogs e flogs da cena cuiabana, deixou o posto que ocupava na banda.
Mesmo com um gênio forte, alguns fãs da banda protestaram na comunidade da Lazy no Orkut, porém tem gente que gostou e acredita que agora a banda engrena de vez.
As remanescentes na banda, Ariana, Issaaf, Juliana e Priscila, agiram rapidamente e convocaram a produtora, outrora convidada pela própria Sarah, Mariana para assumir o lugar vago. A estréia da belíssima Mariana acontece no Grito Rock Festival no dia 25/02.
Mariana faz questão de ressaltar que não puxou o tapete de ninguém. "O que aconteceu foi coisas de banda, as meninas sabem o que elas passavam, e isso ninguém vai saber, é coisa interna de uma banda", e aponta o "ego de artista" como motivo da saída da Sara. "Por causa do ego de artista da Sara as meninas queriam acabar com a banda, mas a Sarah virou o jogo e saiu antes". Ela sabe da responsabilidade que assumiu e afirma: "Entrar na Lazy Moon é muita responsa. Tenho que fazer igual, ou melhor, que a Sarah. Eu entro para somar". Ainda acrescenta: "Tenho personalidade forte. Não tenho medo de fazer feio, sou muito segura. E tenho que ser!". E alfineta a postura da ex-lazy: "Vamos ser profissionais. A Lazy Moon já foi muito criticada, mas agora chegou a hora dos elogios". A expectativa do publico é muito grande para ver a nova formação.
Mariana não é uma garota nova na cena Rock da Hell City, ela foi a primeira tecladista da banda Revoltz ela diz que saiu da banda por falta de entusiasmo, já que "não sentia tesão em tocar teclado", mas mesmo assim rasgou elogios para sua ex-banda.
A Lazy Moon existe há 2 anos e já provocou um ótimo impacto no cenário independente do Brasil. As garotas já tocaram nos três estados da região centro oeste (MT, MS, GO), mas foi no cuiabaníssimo Festival Calango que elas passaram a ter uma maior projeção nacional, devido à magnitude do evento e as pessoas envolvidas.
A banda tem um cuidado especial com a questão da estética visual, até mesmo por ser um grupo de garotas. Elas sempre procuram tirar ótimas fotos para divulgação, trabalham a questão do figurino dos shows e outros aspectos fundamentais para causar uma impressão no publico, na imprensa especializada e principalmente nos produtores.
As gurias já têm um material gravado trata-se do E.P Freakshow Dancer que contem 7 faixas e foi lançado em julho de 2005, neste EP se destacam 03 faixas You love, I Don't Believe You e a faixa titulo do quase CD. As mídias especializadas teceram ótimas críticas em relação ao EP da banda, mas sempre tinha a ressalva quanto a inexperiência das gurias.
Na questão técnica pode se destacar o sincronismo das guitarras da Ariana e da Priscila, que chega até rolar uns riffs que ressalta a harmonia, o baixo da Issaaf explora os timbres mais graves, na visão da baixista, "parece que ele molda e segura as músicas".
Mas o grande destaque na parte instrumental é da Batera Juliana, a garota tem uma pegada que causa "inveja em muitos caras". As viradas são perfeitas, a Juliana conduz a levada da Lazy Moon com maestria e genialidade. Uma missão difícil é dar um rótulo estilístico para banda, que segundo a Issaaf , faz um som à la Indie Pop e dançante, "algo pra cima".
A banda busca em 2006 a sua consolidação e já está em fase de composição para um novo CD. Este novo trabalho contará com músicas em português e segundo Mariana, a parte musical será bem mais trabalhada. "As meninas estão com mais vontade, vamos mudar o que tiver que mudar, sem medo", ressalta.
A alteração do vocal na banda fez com que o público criasse muita expectativa em relação ao show das meninas e essas expectativas chegarão ao fim no dia 25/02 no GRITO ROCK FESTIVAL.!
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+ mais Acesse www.fotolog.com/lazymoon ou a comunidade das belas no Orkut
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Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006
coluna
Expresso Cubo de Bandas!
Sob os holofotes: Zeferina Bomba
Por Jaqueline Gentilin
Especial à Imprensa EC
Salve o Grito!
Já no começo do bate-papo, Ilsom (viola elétrica/vocal), deixa bem clara a paixão que os paraibanos da Zefirina Bomba tem pela Hell City. Ouve-se por aí que ele até já afirmou querer morar em Cuiabá um dia! Lindo,não?! O trio avassalador de viola acústica, bateria e baixo conta pra gente o que a banda tem feito desde que tocaram aqui no Festival Calango, em Julho do ano passado.
A primeira novidade é a mudança de baterista, as baquetas que eram comandadas por Guga, ficam agora nas mãos de Rodrigo, que segundo Ilsom "toca muito e se encaixou muito fácil" na banda. Por isso, já estão preparados pra fazerem o que classificam como a loucura "normal" típica de seus shows.
Os paraibanos, que vivem em São Paulo há uns dois anos, dizem a mudança foi uma opção logística já que fica mais fácil tocar em lugares como Cuiabá e Rio, por exemplo. No nordeste, explica ele, apesar de existir uma cena independente forte, as tvs,gravadoras e jornais de grande circulação ainda continuam voltados para o eixo sudeste. Porém, pontua ele: "Isso é pequeno em relação ao que pode acontecer fora do eixo, porque o público está em todos os lugares e isso e bem mais legal. Acho que não se deve acreditar que vir pra cá vai resolver todos os problemas de acesso e divulgação. Aqui começa um novo trabalho e do zero!!!"
Quando pergunto sobre o Circuito Fora do Eixo ele exclama: Isso é muito foda!!! "Tenho certeza que estão fazendo a coisa certa criando um novo grande circuito de bandas. Devemos abraçar essa empreitada e fazer de tudo para que seja levada adiante, porque não é fácil promover eventos de qualidade. É como vimos no Calango, da produção ao técnico de palco tudo já anda maravilhosamente bem"
Quanto aos planos para 2006, os garotos só querem saber de tocar e tocar, como no Rio de Janeiro nos dias 15 e 17 de fevereiro, no dia 24 no Grito Rock Festival!, e na turnê Independente pelo Nordeste, juntamente com Vanguart, Ecos Falsos, DBCF e outros mais."Isso será muito bom pra todos, além de praia, muito som e diversão..shhshhs".
Com vários singles gravados que podem ser ouvidos no site www.tramavirtual.com.br , eles planejam lançar um cd ainda esse ano.
Agora, o quê esperar do show aqui no primeiro dia da quarta edição do Grito Rock? "Quebradeira total!!! Esperamos que tudo corra bem e que a gente possa fazer tudo o que a gente gosta! Isso a gente também espera, porque "Isso sim é Rock!!!".
Salve, salve, quem quiser saber mais sobre a banda é só acessar o site já citado lá em cima e também na comunidade Zefirina Bomba, no Orkut, ou no site da Trama.
Até a próxima!
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Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
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MERGULHO NAS INFLUÊNCIAS
Os representantes da Favela do Quiabo!
por Issaf Karhawi
Especial à Imprensa EC
Num final de tarde dominical conversando com o Lord Crossroad os pergunto o que influenciava o som da banda, sem pensar muito me respondem Led Zeppelin. Já havia escutado sobre essa queda da banda pelo Led tanto no som como na performance em palco, no entanto, não conhecia o trabalho deles e estava mesmo interessada em saber se todos os boatos eram verdade.
O clima era de expectativa e orgulho quando fomos conferir a primeira música finalizada em estúdio. Ao ouvir "Favela do Quiabo" tudo se confirmou. Não tem como ouvir Lord Crossroad e não sentir Led Zeppelin, não sentir rock sessenta.
A música vem por partes, bateria, baixo, guitarra e voz. Você vai sentindo e se deliciando aos poucos. Dá pra perceber que o baixo bem arranjado do Nicolas abraça toda a música, abraça mesmo, une as partes, molda.
A única guitarra, a princípio, parece não ter nada além dos powers acordes. Engano meu. Como o próprio Caio me disse "Além de tocar eu estudo muita guitarra. Iniciei minha carreira em igreja, ouvia muita música gospel mas depois passei a ouvir muito Jimi Hendrix e clássicos da guitarra!". Como todo bom aluno o solo em "favela do quiabo" é de arrepiar. Bem trabalhado e longo à la "Black Dog".
A bateria comandada pelo Ynaiã é pesada e bem marcada. Passando pelo metal, jazz, blues como influências... Ynaiã usa de um fusion muito bem bolado pra compor no Lord Crossroad. Ao terminar de ouvir a gravação ele ainda se orgulhou "Sentiram como o chimbal ficou doce? Parece que tem chocolate derretido em cima dele".
Já as letras do Lord tratam de coisas do cotidiano dos integrantes da banda, tudo muito pessoal. "As letras falam da nossa vida noturna e boêmia, nossas loucuras pela cidade. Somos soul survivers", aos risos me contaram Charles e Nicolas.
Fiquei curiosa em relação à Favela do Quiabo. A letra é irreverente e trata mesmo de uma Favela formada nos arredores do bairro Parque Cuiabá, por sinal local onde Nicolas e Charles se conheceram. Na segunda parte da letra o encontro na favela é deixado de lado e começa a narração da morte do cachorro de Charles "Sabe como ele morreu? Pulou de cabeça na piscina sem água...", a banda aos risos me conta. Roixe é chamado diversas vezes nos versos de Favela do Quiabo.
Na segunda música levada ao estúdio: "Colapso", a abordagem da letra é outra. "Benflogim... Sanatório... Estrelinhas pra lá e pra cá! O que foi que aconteceu com você?". Não tem como não ser fisgado pelas letras da banda.
Além das letras inovadoras e abertas como, quem sabe, Raul. O Lord ainda tem em sua bagagem o vocalista Charles. Sua voz arranhada, arrastando cada palavra intimida. E os comentários sobre sua performance no palco também são só os melhores.
Pra confirmar tudo isso só no Grito Rock, dia 27 de Fevereiro.
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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
Destination: Hell City
por Pablo Raphael
Especial à Imprensa EC
Destino: Café Cancun
Era uma noite de quarta-feira, uma chuva rala caia sobre a cidade, e eu me dirigia a um destino insólito para os acostumados aos ambientes undergrounds cuiabanos: assistir o show dos Autoramas no Café Cancun.
Chegando lá, não vejo a costumeira fila de pessoas na entrada, embora o volume de carros estacionados fosse grande. Será que não ia dar ninguém lá? Bem, só tinha um jeito de saber... entrando.
O recinto não estava realmente lotado, abarrotado de gente como é comum nessas boates e barzinhos da moda de Cuiabá - alias eu sou da opinião que para o cuiabano, se o bar não está hiper-lotado e impossível de se andar, não deve ser bom - e antes dos shows começarem, aproveitei pra circular, fazer um social. Havia muita gente da cena rocker lá, desde as garotinhas com suas camisetas de banda até alguns dinossauros... entre eles logo sou cumprimentado por Jungle Junckie, legitimo Jim Morrison da Hell City, com seus cabelos encaracolados e óculos de intelectual. Ele chama a atenção para um fato importante naquele público: lado a lado com o pessoal alternativo, havia muita gente que era público do Café Cancun. Ou seja, um colírio para os olhos.
Depois de circularmos um pouco pela casa, curtindo a decoração que mistura um visual mexicano com um clima de "saloon", com esqueletos por todos os lados, começaram os shows.
A primeira banda a se apresentar, abrindo a noite, foi a Dope Dick. Totalmente desconhecida, estava em sua primeira apresentação... começaram bem, tocando num lugar bacana e abrindo para uma das principais bandas indie do Brasil. Eu nem esperava muita coisa dessa banda, mas eles abriram com Foo Fighters, seguiram com Nirvana. Covers bem escolhidas, saindo do lugar comum, e bem executadas, deram espaço para as músicas próprias. Os garotos em pouco tempo conquistaram a atenção de quem assistia. Demonstraram segurança no palco e que tem talento para fazer bonito no futuro.. Dope Dick pra mim foi a melhor banda local nessa noite.
Em seguida, veio a Heróis de Brinquedo. Assim como a Dope, era uma banda da qual eu nunca ouvira falar. Ou assim eu pensava. Aqueles garotos com visual entre o grunge anos 90 e o skatista de hoje não me eram estranhos. E ao começar o show com "Garota Fácil", minhas suspeitas se comprovaram. A "Causa Nova" estava de volta. Assisti mais algumas músicas, mas quando o cantor foi para a bateria, achei que era hora de parar. Fui ver Jungle Junckie brincar com bebidas flambantes no bar. Desde a apresentação do Causa Nova no show da Pitty, eu não via uma banda tão ruim com tantas pretensões.
E então, a Strauss sobe ao palco. Estou no mesanino, olhando o público e quando a banda começa a tocar seus clássicos, vejo muitos dos habitues do Café Cancun empolgados, cantando juntos e agitando os braços. Jungle Junckie comenta: "Estamos todos numa viagem no tempo. De volta ao Ópera Light". O show da Strauss é difícil de criticar. É bem feito, as musicas são boas e bem executadas, rola até um Jumping Jack Flash pra galera entrar no clima dos Stones... mas depois de um tempo, você consegue adivinhar qual é a próxima musica que vai tocar. E é claro que vai ser bem tocada, os caras tiveram quase dez anos pra ensaiar as mesmas músicas... Jungle Junckie me diz, pouco antes do show da Strauss terminar: "Eu não agüentaria chegar num show da Strauss e os caras dizerem 'Agora a gente vai tocar uma música nova...' - Seria euforia demais pra uma única noite".
E então, os Autoramas. Olho ao redor, enquanto me dirijo para perto do palco, e percebo que tem pouca gente na casa. Não tem aquele público que se espera em um show nacional, ainda que alternativo. O palco também é pequeno, o que afeta a performance da banda. O show dos Autoramas ganha um ar intimista, "para os amigos".
Mas a banda não pega mais leve por causa disso, pelo contrário. Sabem usar muito bem a proximidade com o publico para envolver a platéia com carisma e seu punk rock dançante. O público responde cantando junto todos os hits da banda carioca. Até mesmo uma balada inédita é apresentada durante o show. Tem gosto de água com açúcar e certamente vai render vários VMBs para os Autoramas, mas é muito bem feita, como são alias todas as musicas da banda. A preocupação com o som de qualidade e o profissionalismo são diferenciais que contam muito para o sucesso da banda. Alem das musicas próprias, interpretam canções da Legião Urbana e Elvis Presley, vindas das coletâneas das quais os Autoramas estão participando esse ano. Quando terminam o show, Jungle Junckie não consegue se conter, urrando para Selma Vieira, a baixista de minisaia e camiseta de Elvis... vou embora do Café mas continuo ouvindo seus brados de "Pélvis! Pélvis!"
Na rua, pegando as ultimas gotas de chuva, olho pra trás e penso na falta de bons lugares para shows na Hell City... e o quanto todos tem a ganhar se mais casas noturnas "tradicionais" abrirem espaço para a cena alternativa.
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Sábado, Fevereiro 11, 2006
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novidade
O GRITO DO INIMIGO
Benchmarking sertanejo e Festa Punk, tudo pelo público
por Eduardo, O Inimigo do Rei
Especial à Imprensa EC/ de Goiânia City
"Doente de amor
Procurei remédio na vida noturna"
Não exatamente "doente" de amor, mas certamente por causa do amor, no dia 04 de fevereiro, sábado, fui ao show "Viola de Ouro ¿ Encontro Sertanejo" aqui em GoiâniaTown assistir Rick & Renner, Edson & Hudson e Matogrosso e Mathias. Para quem não conhece, as duas primeiras são duplas sertanejas da moda, com muito sucesso atualmente, e a última é uma dupla clássica com quase quarenta anos de tradição e serviços prestados. Falei que fui por causa do amor, porque minha mulher gosta de música sertaneja, e para acompanhá-la lá fui eu. E mesmo conhecendo poucas músicas, existem algumas clássicas canções sertanejas que são imbatíveis quando se está numa fazenda, enchendo a cara de pinga de engenho e fartos pedaços de porco. Se somado a isso ainda existir uma mesa de truco, então pode acabar o mundo, porque é diversão na certa, e não se pode jogar truco tomando pinga e comendo porco numa fazenda escutando Dead Kennedys. Quer dizer, até pode, mas eu acho que fica estraño.
E lá fui eu querendo me divertir, sem preconceito e preocupado em beijar na boca. Mas ao chegar ao local do show, observei algumas coisas que me fizeram questionar vários comportamentos e atitudes que vemos no cenário rock independente cotidianamente. Comecei a fazer um benchmarking não autorizado.
Para quem não é da área da administração, benchmarking pode soar como um estrangeirismo sem sentido, mas tem todo o sentido. O benchmarking é uma atividade empresarial comum, e se trata simplesmente de observar uma empresa e aprender com o que ela tem de melhor. Se, por exemplo, eu quiser ver como realizar um atendimento rápido eu vou ao McDonald´s. Posso dizer que os sanduíches de lá são sem graça e insossos (porque eu realmente acho isso. Blargh!), posso dizer que é uma megacorporação americana demonizada por anos e anos de estratégia imperialista, posso criticar o que quiser, mas não posso negar que o atendimento dos caras é muito rápido. E isso é o benchmarking, coisa que fazemos (nós que temos banda) quando vamos ao show de outra banda, observando a presença de palco, os comentários, a ordem do set list, para aprender e incorporar as "melhores práticas".
"Em uma boate aqui na zona sul"
Pois bem, lá estava eu chegando ao local do "Viola de Ouro", um clube da cidade e percebi uma coisa interessante: a quantidade de flanelinhas. Todos os flanelinhas desse lado do planeta estavam por lá, e fiquei pensando como sempre temos problemas com carros arrebentados, arranhados, equipamentos roubados e quetais nos eventos de rock. Claro que aprender é também adaptar, porque nos shows de rock independente não temos ainda tanto público quanto um "Viola de Ouro" (aproximadamente 10.000 pessoas) e os flanelinhas não tem tanto interesse, mas os que usualmente freqüentam os nossos shows não poderiam ser cadastrados e treinados para prestarem um serviço melhor ao nosso público? Trata-se de uma situação que sempre gera conflitos, e são sempre os mesmos caras que estão perto dos shows de rock, porque não transformá-los em profissionais melhores e mais incorporados à cadeia produtiva? Se sabemos que a segurança dos carros do público é um problema recorrente, porque não atuar para resolver isso de forma eficaz?
"Vim curar a dor desse mal de amor na boate azul"
Pensem num show para dez mil pessoas com open bar. Isso mesmo, cerveja "di grátis"! Eu tinha certeza que não ia conseguir chegar perto de um balcão para pegar meu copo de cerveja morna entregue com muita má vontade por algum brucutu descontrolado, e eis que ao entrar no clube me surpreendi novamente. Aproximadamente uns dois kilômetros (sem nenhum exagero típico meu) de balcão, com centenas, muitas centenas de freezers e pessoas servindo cerveja geladíssima. Impressionante não? Não havia fila em lugar nenhum e nunca demorava mais que alguns segundos para reabastecer os nossos copos e voltar ao ponto de onde assistíamos o show. Organização.
Quanta falta isso faz para o nosso sofrido público do rock em eventos que não se lembram que tudo que está sendo feito ali é para o público pagante. Olha que palavra forte: pagante. Quantas vezes somos espremidos em tumultos descontrolados, empurrados por seguranças trogloditas, esperamos em filas kilométricas para comprar um ficha de cerveja, cerveja essa acima do preço justo, acima da temperatura ideal e tudo isso porque pagamos para entrar naquele recinto.
"E quando a noite vai se agonizando no clarão da aurora
Os integrantes da vida noturna se foram dormir
E a dama da noite, que estava comigo, também foi embora
Fecharam-se as portas, sozinho de novo, tive que sair"
Outra coisa usual são os seguranças expulsando o público ao final dos festivais e shows, como se não pudessem mais ficar no ambiente em que foi feito o show curtindo a madruga com os amigos, as bebidas, as lembranças, os beijos e abraços, putz, tanta coisa. Isso porque se formos nos lembrar, as pessoas que acabaram de assistir suas bandas preferidas tocando e semeando adrenalina querem ficar mais um pouco naquele lugar, porque do outro lado da grade ou do portão está o mundo real, com as lembranças de contas, provas, simulados, pais & mães, além de ladrões, punguistas, estupradores, toda uma comunidade unida para rapinar a molecada que vai aos shows. E que normalmente gastou todo o pouco dinheiro da mesada com a catuaba e o acarajé, mas que ainda assim tem o tênis legal para ser roubado. Dureza.
Nem quero me colocar no papel dos organizadores agora, porque estou pensando como público que fui no "Viola de Ouro", e como público eu muitas vezes quis ficar no lugar um pouco mais, ou um muito mais, e os seguranças não deixaram, me jogando de volta ao mundo real sem câmara de descompressão que me preparasse de novo.
"Você mentiu quando jurava pra mim fidelidade
Fui apenas um escravo da maldade
Você quis, lutou e conseguiu"
Outro detalhe que muito me chamou a atenção no "Viola de Ouro" foi a pontualidade, artigo raro e valioso. Divulgaram que às 22 horas o show começaria com uma banda que nem me preocupei em decorar o nome, alguma espécie de "boi de piranha" pra aquecer a molecada. Pois exatamente às 22 horas os famosos desconhecidos abriram o espetáculo, mesmo com ninguém prestando atenção neles.
É muito comum ouvir gente organizando shows falando "Marca pras duas, pra começar as quatro porque o povo não chega mesmo", e quando chega muitas vezes fica parado na porta e não entra para o show. Quantas reclamações já ouvi de organizadores de eventos sobre esse comportamento esquizóide do público, sem se aperceberem que atrasando seus eventos reforçam esse tipo de atitude, porque o público também pensa "Se marcaram para as duas, é porque vai começar às quatro". Ou seja, finge que me ama e eu finjo que acredito, é mão dupla.
O que deveria ser observado e entendido é porque é tão mais divertido ficar do lado de fora nos começos de shows, e muitas vezes durante os shows inteiros. No caso do "Viola de Ouro", mesmo com alguns milhares de pessoas ainda do lado de fora, driblando cambistas e vendedores ambulantes de whisky com energético (na bandeja! Pira! É um mundo diferente.), o show começou. A famosa banda desconhecida da abertura não ficou com chiliques de estrela de "Não vamos começar, tá vazio" que já vi acontecendo em show de rock. Porque se a banda foi colocada para abrir o evento, isso significa que ela não é o centro das atenções naquela noite. É banda de abertura, então abre. Mas existem aqueles que nesse momento, de abrir um show, são picados por alguma mosca azul e se sentem as estrelas em um espetáculo onde são convidados. Coisa estraña, né?
No "Viola de Ouro" havia um atrativo poderoso do lado de dentro: cerveja grátis! Além do mais não havia quase nada do lado de fora para se fazer, todas as mulheres com seus tops minúsculos e decotados e suas calças justas no limite da gangrena já estavam do lado de dentro, então quem quer ficar do lado de fora? Outra coisa para pensarmos.
"Você brincou com a minha sensibilidade
É o fim do nosso caso na verdade
Só nos restam recordações
Não toque em mim
Hoje descobri que você não é nada
Não podemos seguir juntos nessa estrada
É o fim do amor sincero que eu senti"
E quantas vezes esse público pagante, sendo desrespeitado, descobre finalmente que se dedicou a alguém que não merece essa dedicação. Pessoas que brincam de organizar eventos, mas que ainda confundem simplicidade com tosqueira, talvez por crer que investir em qualidade seja "se vender ao sistema" ou qualquer outra utopia bolivariana semelhante.
Reclamar de preço alto em festival está no contrato, todo mundo faz isso, mas reconhecem quando esse preço alto é justo. E aí surge outro toque do "Viola de Ouro", porque quando vi a divulgação achei que Rick & Rildo e Edson & Hondson seriam as atrações da noite, e que a dupla clássica e tradicional ia abrir os shows. Fiquei indignado; mas me precipitei na indignação porque na hora do show Rick e Rélges e Edson e Ildes (ou coisa parecida, quem se importa?) abriram o espetáculo para Matogrosso e Mathias, com clássicos sertanejos aos montes para embriagar uma platéia que a essas alturas já tinha litros de cerveja entre as orelhas.
Então o público rock quando vê o preço de festivais ¿ principalmente ¿ reclama porque a maioria são estudantes, grana curta e que não juntam dinheiro ao longo do ano para poder ir aos festivais (duro, mas é verdade), mas quando vêem atrações de alta qualidade, bandas com shows bem feitos, poderosos, que mostram o suor do trabalho cotidiano de se preparar para subir num palco, aí o público reconhece o valor investido. Se, além disso, ainda existirem grandes medalhões do rock na lista, aí então o valor se torna algo mais aceitável ainda.
Ontem, dia 10 de fevereiro, o SANGUE SECO (para quem não sabe é a banda em que sou vocalista/letrista) abriu o show para Resistentes, Albert Fish (de Portugal) e Garotos Podres. Muita gente tinha reclamado do preço, pedido para entrar "na faixa" (isso é muito comum, não é verdade?), dar um jeito e coisa e tal, mas os que efetivamente foram viram que o preço foi justíssimo. Nem vou falar do nosso show ou do Resistentes (do meu amigo homônimo Eduardo Mesquita), mas quando Albert Fish tocou e destruiu tudo, com direito a cover de Sham 69, ali a platéia percebeu ¿ se ainda havia alguém em dúvida ¿ que a Festa Punk era pra tocar fogo em tudo. Qualquer coisa depois disso seriam cinzas.
E então entra o Garotos Podres. Pausa.
Pausa porque para mim foi o primeiro show dos caras que eu vi, e o "Mais podres que nunca" foi o primeiro LP punk que comprei com o meu primeiro salário de professor (saudosos tempos de cátedra), então não era um show, era uma viagem no tempo. Eu e muitos outros dinossauros que estávamos ali tivemos aquele momento de epifania que só acontece quando se encontra um pedaço seu que havia ficado pra trás, em alguma prateleira poeirenta da memória. Ouvir "Vou fazer cocô" urrando com ódio de todos os mensalões do mundo fez valer a grana de quem estava ali; emocionar-se arrepiado ouvindo "Subúrbio operário" mostrou que a Festa Punk estava sendo concluída em altíssima qualidade.
Essa mesma sensação que tive ontem eu havia visto no "Viola de Ouro" quando Matogrosso e Mathias desfiaram seu rosário de romance e saudade, com músicas lendárias (como as duas que enfeitam o texto) e aquele tanto de experiência, tarimba e malandragem de palco, tantas vezes pisado. Boas escolhas é mais da metade do sucesso de um festival, de satisfazer o público pagante e de tornar o evento uma lembrança duradoura pra todo mundo, presentes, pagantes, tocantes, cantantes e organizantes.
"Mas aprendi
Fazer amor pra te ferir sem sentir nada
Enquanto eu amava, você me enganava
De igual pra igual
Quem sabe a gente pode ser feliz "
Resumindo a ópera, mesmo com as diferenças abissais entre o "Viola de Ouro" e a Festa Punk, ainda assim vemos que o trabalho bem planejado e bem realizado consegue atingir aquilo que deve ser o principal objetivo dos organizadores: agradar e satisfazer o público pagante. Agradado e satisfeito, esse público volta, se fideliza e garante a longevidade dos eventos.
Sem preconceitos, de cabeça aberta, podemos aprender com qualquer situação, se vamos colocar na prática é uma outra opção.
Tomara que cada vez mais, optem por isso.
Para quem quiser saber, as músicas que enfeitam o texto são "Boate Azul" e "De igual pra igual". Serve uma cachacinha dourada, põe uns torresmos na mesa e deixa a madrugada virar.
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Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006
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reportagem EC
Novo show, novo disco, novo clipe e mais turnê. 2006 promete para os Vangs
Por Talyta Singer
Especial à Imprensa EC
fotos: Jaque Rosa
Novidades estão vindo por aí. Pra esse início de ano, o Vanguart vem cheio de projetos, idéias, músicas, casa nova e tudo mais.
Para começar, na próxima semana, dias 18 e 19, algumas delas já podem ser acompanhadas pela bagatela de R$5,00 estudantes ou R$ 10,00 inteira, no teatro do Sesc Arsenal, em Cuiabá (MT). Os Vangs vêm com tudo novo: cenário de palco, músicas e participações especiais como a do guitarrista Bruno Kayapy, do Macaco Bong e de Júlio Custódio, ex-baixista da banda. Sem adiantar muito do que eles mesmos classificaram como "segredinhos", contam apenas que as músicas do primeiro EP, The Noon Moon, e do último, Before Vallegrand, serão rememoradas.
Hélio, vocalista e compositor do Vanguart
Aliás, vale lembrar que o nome do show é "Vanguart in Vallegrand", fase da banda que começou depois desse último EP. "Os shows não são iguais, então vale assistir os dois, que vão apresentar um Vanguart mais calmo, pra combinar com esse público", antecipou Hélio Flanders, vocalista e compositor, sublinhando que pretendem fazer uma apresentação que combine com o local do show. Preocupação importante para uma banda só em 2005 tocou em cidades como Natal, Brasília, Rio Branco, Uberlândia e São Paulo, entre outras.
o batera Douglas Godoy
Quanto às turnês, este ano a previsão é que se intensifiquem, já que depois do Grito Rock Festival (em Cuiabá-MT), marcado para os dias 24, 25, 27 de fevereiro (além do Enterro dos Ossos, no dia 4 de março), eles, acompanhados de Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, Rock Rocket, Ecos Falsos, Plástico Lunar entre outros, vão rodar um mês o país com a Tour Independente 2006 com cobertura total da MTV. Depois desse mês em turnê, voltam a realizar shows em São Paulo, Minas e Rio.
Só não dá pra saber quando sobrará tempo pra a gravação do novo CD. O que é certo é que serão eles os responsáveis pela inauguração do Estúdio da Cubo Discos, e que o novo trabalho será distribuído pelo Circuito Fora do Eixo, que vai integrar a distribuição de discos das gravadoras independentes em 10 estados do País.
Reginaldo Lincoln e David Dafré
Reginaldo, baixista, revelou que está difícil definir o que fazer com as 30 músicas que estão sendo estudadas para formarem o novo disco. No entanto, garantiu a qualidade do trabalho com previsão de lançamento para junho deste ano.
Entre as já confirmadas no playlist, estão o novo hit Semáforo, que logo ganhará um vídeo clipe, e outras músicas na língua pátria, pedido tão acalentado por parte dos fãs do grupo. "Toquem em português!", brincam eles parafraseando o público, e explicando na seqüência, que as músicas em português, tão esperadas, surgiram no momento em que a banda se encontrou "madura e preparada!".
Àqueles quem não quiserem esperar o lançamento do novo CD, na próxima semana no site Senhor F, estréia o single virtual dos garotos. Serão três músicas, incluindo Semáforo, My Last Days of Romance e My Spanish Woman à disposição dos ouvidos gerais.
O ano de 2006 sem sombra de dúvidas promete aos Vangs!
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Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006
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reportagem EC
Show Autoramas em Cuiabá
por Pablo Raphael e Jaqueline Rosa
Especial à Imprensa EC
Veja abaixo a sinopse sobre a noite de shows ocorrido no Café Cancun, em Cuiabá.
Dope Dick
A banda formada por Clohenderson (bateria), Marcelo (baixo) e Wellington (vocal e guitarra) existe apenas há dois meses e já começou bem o ano de 2006, abrindo o show dos Autoramas logo na sua 1ª apresentação. Com apenas 3 músicas próprias ensaiadas, a banda mostrou que veio para ficar e tocar. Influenciados pelo rock de Seattle, os meninos do Cristo Rei, em Várzea Grande (cidade vizinha à Cuiabá) sabiam muito bem o que estavam fazendo ao tocarem Foo Fighters e Nirvana. Com o estilo totalmente definido e coeso, os meninos agitaram a galera, tanto com as covers bem escolhidas, quanto com as autorais.
Heróis de Brinquedo
A antiga Causa Nova retorna agora como Heróis de Brinquedo, trazendo músicas novas e antigas. Criada há seis meses, já gravou um CD (heróis de brinquedo) pela produtora Mosh, contendo seis músicas e já pensa no próximo, que tem previsão para sair no final do ano. O vocalista Marden denominou sua banda como "rock anos 80", porém o que se percebeu foi uma influência mais "anos 90", uma tentativa de ser grunge, mas com ares de pop rock, uma indecisão que só prejudica a banda e que novamente, não agrada o público da Hell City.
Strauss
A Strauss, composta por Ricardo Sardinha (guitarra), Leonardo Epaminondas (vocal), Alexandre Fachini (bateria) e Marcos Sereia (baixo), fez uma boa apresentação, tocando suas músicas de sempre e também alguns covers interessantes. A banda que nos anos 90 foi um dos principais grupos de rock de Cuiabá mostrou mais uma vez seu pop rock bem feito, com a pegada firme do baterista Fachini. Desde o álbum "Pra Que Lado Corre o Rio", de 2003, a Strauss não apresenta músicas novas, sendo esse talvez o principal ponto fraco da banda.
Autoramas
Com a gravação do 4º CD em andamento, os Autoramas mostraram que este vai demorar mais um pouco para sair, devido a grande demanda de shows e turnês. O lançamento está previsto para maio ou junho, apresentando músicas românticas, dançantes e pesadas.
O show que começou já quase 2:00 da manhã, durando quase uma hora e meia, levou a quem ainda estava presente, muita energia e música boa. O trio carioca em nenhum momento deixa a peteca cair e segue à risca o profissionalismo e a paixão pela música.
A banda está sempre aberta a tudo que é novo e diferente, explorando novos públicos e mercado. Tocando em diversas cidades (fora do eixo Rio-São Paulo) sem ter noção do que iam encontrar (foi a primeira banda independente de projeção nacional a tocar em Cuiabá) o Autoramas "inaugurou" a cena alternativa de diversos estados brasileiros, abrindo caminho para outras bandas e o intercâmbio com as bandas locais.
E agora voltam para mais um desafio: tocar em um espaço onde a cultura pop predomina e é desejada. Missão não tão impossível para um grupo que vem abrindo caminho para a cena alternativa nos meios de comunicação tradicionais.
No Café Cancun demonstraram como sabem lidar com situações diversas por meio do entusiasmo, da energia e de uma grande competência profissional. A desenvoltura do Autoramas em levar seu rock'n'roll para um público diversificado, misto de fãs da banda e habitues da casa, apenas comprova a qualidade musical do trio carioca.
Com letras simples e inteligentes, baladas bem executadas e seu punk rock dançante, com influências da Jovem Guarda e da surf music, aliadas a experiência e a presença de palco, os Autoramas passaram por Cuiabá com mais uma excelente apresentação.
Bate-Papo
Selma, há 1 ano e 3 meses na banda, conta que já era fã do som dos caras e que foi convidada por Gabriel a fazer parte do Autoramas, após a saída de Simone, que aprovou a escolha de seus ex-colegas de trabalho dando apoio e boa sorte para a nova integrante.
Quando questionada a respeito do lugar e do público, onde acabaram de tocar, Selma, muito otimista e realizada com o show, afirmas que adorou. Importante essa diferenciação pois ajuda a levar as músicas da banda para um público que poderá futuramente procurar saber mais sobre o Autoramas.
Gabriel está sendo o último a entrar no processo de gravação já que tem mais coisas a fazer na banda (vocal e guitarra). Muitas novidades rodeiam o Autoramas, como a participação de uma coletânea em homenagem a Renato Russo, onde eles tocam a música Tédio (aquela do T bem grande pra você). Além disso, a banda ainda se ocupa com a sua própria coletânea e shows e mais shows.
Por fim, Bacalhau diz que "o único jeito de evoluir é gostar do que faz, fazer com amor e não pensar no dinheiro. De banda de rock independente até banda pop devem estar atentas com a qualidade do som e do show, fazendo boa música. Quando você faz um som que cai no gosto do público, que o pessoal pede mesmo, você ganha espaço em todo tipo de mídia, é uma consequencia natural... se vão rotular de musica pop, então é pop.. mas música pop tem qualidade, pode ser muito boa. Você ouve uma Britney Spears e pode não gostar, porque você é do rock, mas não da pra dizer que não é bem feito. Isso que é importante, fazer o som que você gosta, mas com qualidade, o resto acontece sozinho".
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Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
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novidade
Expresso Cubo de Bandas
por por Jaqueline Gentilin
da Imprensa EC
Pela terceira vez em Hell City - a primeira vez foi no Oitavo Ato e a segunda no Calango - a banda paulistana Ecos Falsos já é bem conhecida do público cuiabano. Sempre deixando fãs ardorosos quando passam por aqui. Pudera, com um trio de guitarras fazendo um rock barulhento e inflamado, com letras bem humoradas e sarcásticas, mas claro, decentes e divertidas, fazem a galera ir a loucura com a performance de botar pra quebrar no palco. Conforme a própria descrição na comunidade deles, "Ecos Falsos é uma banda indie-metal cabeção".
Em conversa descontraída com alguns dos garotos da banda, eles nos deixam por dentro de tudo o quê tem rolado nestes últimos meses, e o quê vem por aí!.
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ECC: Pra começar, quero saber o que a Ecos tem feito, desde que tocaram aqui no Calango, os projetos que realizaram aí no último semestre de 2005:
Ecos Falsos: Bom, depois do Calango em 2005 aconteceu muita coisa legal, eu tô até atrasado em colocar a retrospectiva no site, mas posso mencionar de cabeça nossos shows em Uberlândia, Goiânia, Brasília e Curitiba, todos muito frutíferos e divertidos
A gente firmou contato com muitas bandas legais nesse ano, tipo o Daniel Belleza e o Zefirina, e posso dizer que o Calango foi um marco nesse sentido, muitos contatos ótimos.
Ecos Falsos durante show no Festival Calango (2005)
ECC: E pra esse começo de ano,até o Grito e depois, quais são as novidades?
Ecos Falsos: Esse ano tem sido ótimo, tá com cara que vai superar 2005 sem muito esforço. Só nesses nem 40 dias já rolaram vários shows, saímos na Capricho e na Bizz, acabei de dar uma entrevista pra Dynamite, e agora pro Espaço Cubo... hahaha.. Sim, porque isso significa muita coisa, estamos com planos audaciosos pra 2006.
ECC: E a produção do cd, como está indo?
Ecos Falsos: Hoje mesmo vamos começar a gravar uma das músicas, que vai virar clipe
aliás, nós vamos fazer uns 500 clipes...
ECC: Uau! hshshshshs
Ecos Falsos: hahhahaaha. Tem uns 4 aí no forno..... Fashion, Sem Rumo, Sentimental e Inibié.
ECC: Agora,pra vocês que são da cena mais consagrada e já frequentam as cenas de Bsb, Goiânia e Cuiabá, qual a importância do Projeto Fora do Eixo, que está dando um passo importantíssimo com a reunião de seus idealizadores no Grito Rock, e quais as expectativas em relação ao Grito?
Ecos Falsos: O projeto Fora do Eixo, ao nosso ver, é uma das coisas mais bacanas que aconteceu nesse "revivamento" da cena independente que vem acontecendo nos anos 2000, mais ou menos contemporâneo à nossa história. Porque é uma iniciativa totalmente anti-colônia, contra a concentração de cultura, tem todo um lado político de integrar o país.
Somos muito sortudos de ter conseguido se misturar nessa história, a gente, que às vezes pode até ser "parte do problema" por ter vindo de São Paulo, faz questão de fazer tudo a nosso alcance para ir tocar em outros lugares e tentar arranjar oportunidades pra que gente de fora toque aqui.e claro que somos muito gratos à Internet.... hahaha
ECC: E como ainda é fazer rock independente aí em sp, dá pra viver disso? pras bandas que sonham em ir pra um circuito mais consagrado....
Ecos Falsos: Nem dá, viu..SP, por incrível que pareça, é um dos piores lugares pra rock nesse país. Não queremos soar reclamão nem nada, mas agora que estamos viajando um pouco mais, a gente percebe como a estrutura daqui, o público, o dinheiro que circula é ridículo em comparação com o tamanho da cidade. Em sao paulo, é foda... a gente vê o contrario de quem está fora e quer fazer show aqui... tem muita coisa ao mesmo tempo, acontecendo ao mesmo tempo e dispersa o pouco público.
Tem vantagens, como estar perto da mídia, estúdios bacanas, por isso muita gente vem pra cá. Mas fazer um público em São Paulo é bem mais difícil do que em qualquer outro lugar, eu acho. Mesmo o cara do Rappa me falou uma vez, "se você está bem em São Paulo, é porque está bem no país inteiro". E isso é verdade... as bandas querem vir pra cá porque tem os contatos, a mídia e tal... mas show grande em SP, só mainstream..
E achamos que, pra quem pensa em ir pra gravadora grande, talvez seja até melhor ir pro Rio porque é lá que ainda estão as gravadoras, e tal. O foda de lá é que o circuito é o mais ridículo de todos, mal tem lugar pra tocar.
ECC: Bom.mas me falem da grande turnê anunciada no flog,como vai ser tudo isso?
Ecos Falsos: Bom, ainda tem alguns pontos pra serem acertados, mas o que se sabe é que serão sete bandas (nós, zefirina, Belleza, Vanguart, Plástico Lunar, Rock Rocket e Faichecleres) num ônibus subindo o litoral, fazendo Nordeste e tocando até em Belém. A MTV curtiu muito o projeto, e quer participar.
Durante uma entrevista, acompanhados dos amigos da Daniel Beleza e Os Corações em Fúria
ECC: Agora me dizem da novidade de troca de baixista, já vai rolar no Grito?
Ecos Falsos:ainda não.... vamos aos poucos... vai rolar um processo de transição...achamos que devíamos prepará-lo melhor... tivemos um ensaio só e tem gente empolgada, achando que dá, e tem gente mais cautelosa. Digamos que vai ser surpresa......hshshshs. A certeza é que vamos tocar aí com a melhor formação possível
ECC:E pros fãs ansiosos de Cbá (MT), o que eles podem esperar de vocês aqui de volta, fora a surpresa no baixo?
Ecos Falsos: O nosso show está rolando com uma energia muito densa no palco desde o final do ano passada, estamos num clima de união muito forte que se reflete claramente na apresentação. Quem for ao Grito no dia 27 não vai se arrepender.
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+ mais Salve pessoal, quem quiser saber mais a respeito deles, acesse o site: www.ecosfalsos.com.br; E a comunidade Ecos Falsos, no Orkut. E há mais novidades vindo aí, como a gravação do piloto do Banda Antes MTV. Com certeza, 2006 promete pros garotos! Até a próxima!
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posted by Espaço Cubo at 19:14
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