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Quinta-feira, Março 30, 2006

coluna
Expresso Cubo de Bandas: The Bonnie Situation

por Jaqueline Gentilin
Imprensa EC




"Tente se esquecer da atual falta de alma que estamos presenciando. O fato é que somos novos e essa coisa toda não nos preocupa, pelo contrário, ela incentiva uma tal pretensão que todos querem e não assumem: produzir bons discos, viajar com seus melhores amigos, deixar um legado."

Isso é The Bonnie Situation, que surgiu com meninos de 11 anos de idade brincando de fazer música num piano velho. História bonitinha, não? Mas esses meninos hoje são garotos já bem crescidinhos e continuam aí, mas agora realmente fazendo música. Todos têm em média 19 e 20 anos mas sabem muito bem o que querem.

A banda de garage rock de São Paulo é Eduardo ( guitarra e voz), Fábio ( baixo e voz), Barosa ( guitarra) e Farah (bateria). Já passou por algumas influências e nomes até chegarem á essa formação atual, que tem 4 anos, foi sedimentada em 2001 e segundo Edu "nunca mais vai mudar". Diz isso porque estão passando por um ajuste, que ele mesmo explica, "O outro guitarrista da banda ( Barosa) foi pra Argentina estudar mas o posto será sempre dele e enquanto isso a gente segue como trio". Sim, os garotos mostram mesmo como funciona a cumplicidade de uma banda fortalecida por velhos e sólidos laços de amizade.

E que história é essa de piano velho?
"Eu e o Fábio, diz Edu, quando tínhamos 11 anos, passávamos o fim de semana na casa do pai dele e lá tinha um piano velho todo empoeirado. A gente ficava tentando tocar algumas músicas do Paul Mcartney nele, obviamente não conseguíamos....só saiu uma melodia mal tocada do James Bond....mas, tivemos a idéia de um dia conseguir reproduzir algo musical ali. Daí quando decidimos que tocaríamos em uma banda, cada um resolveu se dedicar a seu próprio instrumento e o piano foi deixado de lado em ensaios, chegamos a gravar pianos na demo do disco, mas ao vivo não é uma coisa viável, a formula da banda se resume a baixo bateria e guitarra mesmo, mas é uma coisa que gostamos, colocamos na gravação do EP e, com certeza, vamos botar no disco a ser gravado esse ano."

Tá, velha história explicada. Depois disso Farah e Barosa entraram na banda e eles realmente começaram a mostrar serviço. Em 2004 gravaram o EP "Do you have a picture of when I'm 64?" e vêm participando de vários festivais, entre ele o Tschumistock, em Rio do Sul (SC) que se trata "de um festival em um sítio, onde as pessoas vão com barracas e ficam por 4 dias ouvindo bandas e interagindo entre elas". Tocaram também em eventos em Florianópolis, no Grozelha Fuzz em Ribeirão Preto e em muitos outros eventos em São Paulo. Agora em Abril, se apresentam em São José dos Campos no aniversário do Zine Gramophone, onde já participaram de um evento chamado Vortex.

Para o primeiro semestre de 2006 gravam um disco, que terá 10 músicas e será lançado pelo selo paulista Dual Discos e que pretendem divulgar em todos os lugares possíveis e "Principalmente fazer novos contatos com boas propostas acima de tudo,"diz Edu.



E quais são as maiores influências, o que vocês mais ouvem?
"As atuais maiores influências da banda são duas bandas bem desconhecidas. Uma da Suécia,chamada Division of Laura Lee, que é uma banda de rock quase industrial, com um ar melancólico, que eu sou viciado em todas as melodias. Outra banda é uma dos EUA, chamada Black Keys, a banda é uma dupla que toca blues, bem de raiz mesmo, sujo e dinâmico. Das bandas daqui, as bandas que temos influência são Shed e Forgotten Boys. São duas bandas experientes, engajadas em rock honesto, com influências semelhantes, sempre lançaram bons discos, alem do que, antes de qualquer comentário imbecil de alguém que leia isso, damos valor a boa musica em si, e não a nenhum tipo orgulho underground, indie ou coisa que valha", já adianta Edu.

Edu (que também é guitarrista da banda Ludovic, recentemente em Cuiabá) ainda acrescenta, "Somos fãs do Vanguart, fomos conquistados, isso é o que posso falar por todos da banda. Como só eu estive em Cuiabá recentemente, posso dizer que existem diversas bandas sensacionais, como o Macaco Bong".

Enquanto isso, a gente aqui só pode esperar a chance de vê-los de perto, porque como eles mesmo enfatizam, "Esqueça toda essa velha história que você sempre ouve sobre as panelinhas do rock e forme uma banda, produza demos, entre em roubadas, faça arte".
Isso mesmo, acho que iríamos adorar The Bonnie Situation em Hell City (risos).

Você pode ouvi-los na www.tramavirtual.com.br/bonniesituation e visitá-los no www.fotolog.com/bonniesituation

::: posted by Espaço Cubo at 15:13

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Quarta-feira, Março 29, 2006

Um giro por João Pessoa

por Gabriel Nunes de João Pessoa
especial à Imprensa EC




Como todos já devem saber (ou não), João Pessoa, a capital da Paraíba, tem aproximadamente 700 mil habitantes e é uma das cinco cidades mais antigas do Brasil. Cidade histórica, onde a cena musical se renova ano após ano.

A capital paraibana tem uma ralação muito grande com a cultura. Nos últimos anos a cena musical pessoense vem crescendo com grande orgulho e vêm surgindo bandas com admiráveis qualidades.

Mas o problema para os músicos, produtores culturais e o público é a falta de incentivo. Salvo para alguns nobres guerreiros que batalham, batalham e batalham (independentemente, diga-se de passagem) para que aconteça um show aqui, outro ali e que a nossa cena não pare de produzir.

Com essa falta de incentivo, bandas como: Sala de Reboco, Azeite Sinhora Vó, Tocaia da Paraíba, The Silvias: 20h Domingo, Star 61, Escurinho, entre outras, não conseguem um pouco de destaque para que possam sair da Paraíba para divulgar seus trabalhos lá fora.

Um dia perceberão o quanto essa cena ferve e com isso, vão começar a fazer algo a respeito para que a cena musical de João Pessoa possa se destacar no circuito nacional.

::: posted by Espaço Cubo at 15:38

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Terça-feira, Março 28, 2006

coluna
Mergulho nos Fatos
Fuzzly sem muitas palavras


por Issaaf Karhawi
Imprensa EC



Fuzzly, ainda com Típico, na Out's em São Paulo

Semana passada no Drops do Espaço Cubo e no fotolog da banda Fuzzly, recebemos a notícia de que Daniel Típico não estava mais entre os stoners rockers cuiabanos. Motivos? Segundo o próprio baixista, ele deixava a banda por conta própria para se dedicar mais ao estudo de seu instrumento. No entanto, não se dando por satisfeita, a equipe Cubo Comunicação buscou pela versão Fuzzly da saída de Daniel da banda.

Voltando de uma turnê, os garotos trouxeram na mala seu novo cd "Like a Flame of Vulcaine" pronto da Argentina. São onze faixas, dentre elas duas; Black Flame e Lost Control, já podem ser ouvidas na internet. O cd conta também com uma música da banda argentina Buffalo, cantada em ótimo bom gosto: em português.

Quanto ao futuro da banda, mesmo sem Daniel Típico os meninos tocam seus projetos. Para os três próximos meses o Fuzzly já tem shows marcados: Nessa Sexta rola show no bar do Cachorrão, 08 de Abril na Amostra Grátis no Silva Freire e dia 03 de Junho em Goiânia com MQN e NATAS da Argentina. " Também vamos lançar nosso cd em Junho e sair pra tocar. Calango também pode rolar". Quanto às viagens para fora da Hell City, Dark não se estende: "Melhor não falar muito. Já pensou não dá certo? Tem olho gordo demais por aí mas vamos avisar assim que estivermos com tudo acertado".

Falando sobre estrutura e som da banda, o dono da voz me conta que eles voltam com um estilo um pouco mais psicodélico. Agora sobre a tão comentada notícia "Saída de Típico da Banda", Dark (e também, o baterista Rafael Fodinha) não deram posicionamentos. "A gente não quer falar sobre esse assunto".
Fica, então, como justificativa para os fans e curiosos, tudo o que o baixista já havia dito. Mas pra quem quer saber, ao menos, quem tomará pose do lugar do ex-baixista, Dark alerta: "Sexta Feira lá no Cachorrão". É... Surpresa!

O jeito é ver como está o Fuzzly nova-cara por conta própria, afinal de contas, por experiência própria digo: quando o assunto é troca de integrantes quanto menos se fala mais o povo entende!
Sorte na nova empreitada dos garotos!
E para ouvir e saber mais: www.fotolog.com/fuzzly

::: posted by Espaço Cubo at 14:18

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Segunda-feira, Março 27, 2006

coluna
Sexo Nada Frágil
Paola Dorileo e sua Fábrika

por Ariane Laura
da Imprensa EC




A Fábrika é uma agência de comunicação e cultura. Estando apta para atuar igualmente nas duas áreas, esta desenvolve uma série de trabalhos relacionados à Comunicação e Marketing, Design Gráfico, Design para Web, Projetos Culturais, Assessoria de Imprensa, entre outros. Atualmente ela está desenvolvendo um trabalho com o grupo Caximir (música), Ricardo Guilherme Dicke (literatura.), Ana Amélia Marimon (teatro), Orquestra de Câmara do Depto de Artes da UFMT, Bienal da Música (evento).

A empresa busca dar apoio a vários segmentos sociais e culturais, dando suporte a artistas e projetos nas áreas de música, literatura, e outras, ora auxiliando-os na elaboração, ora auxiliando-os na produção, captação de recursos, enfim. O objetivo dessa agência, segundo Paola Dorileo, responsável pelo Design Gráfico desde a fundação da agência, é fomentar a área cultural, produzir resultados e fortalecer esse mercado latente.

A idéia, que surgiu em outubro de 2004, era de montar uma empresa de comunicação que fosse completa, suprindo assim as várias necessidades da área. Cada um dos sócios já traz uma bagagem de trabalhos na área cultural, cada qual com sua experiência desde a elaboração à produção, nas áreas de cinema, literatura, música, teatro, etc. A Fábrika surgiu somente no início de 2005.

Inicialmente se pensava em fazer uma revista, mas levando em conta que estamos em uma era digital, acabaram decidindo-se pelo site. Este contará com mais informações a cerca da instituição, uma cyber galeria de fotos, contatos e até algumas alterações no layout a partir da próxima segunda-feira, 27.

De acordo com Paola, "A Fábrika é um site livre de produção de conteúdo cultural que ainda está em fase de experimento e que estão abertos para receber críticas e sugestões..."

Paola Dorileo, que anteriormente trabalhou a Trup-soluções integradas em design, onde começou como estagiária e passou a gerente em 2003, atualmente além de trabalhar na Fábrika e fazer pós-graduação em gestão e planejamento cultural, participa também do Projeto SoftWare Livre de Mato Grosso (PSL-MT) que é um grupo de fomento e disseminação do software livre. Este grupo que já existente em vários estados e países é formado por voluntários que acreditam na idéia de um mundo mais livre.

Mais informações sobre A Fábrika acesse: www.afabrika.com.br
Mais informações sobre o PSL-MT acesse: www.mt.softwarelivre.org

::: posted by Espaço Cubo at 17:01

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Sexta-feira, Março 24, 2006

coluna
Expresso Cubo de Bandas: Wry
Por Jaqueline Gentilin
Da Imprensa EC



Conheci a Wry no maior dos acasos. Quinta-feira em São Paulo, claro, ir pra Funhouse. Chegando lá, ia ter show de uma banda "gringa", uns carinhas muito bem vestidos.... podiam passar por gringos mesmo. Mas então, conversa vai, conversa vem, fico sabendo que os caras são na verdade de Sorocaba, interior de SP, mas que vivem em Londres por um tempo já. Interessante não? Mais interessante ainda quando vi o show. Casa lotada, som muito bom, moderninho e performance de arrasar. Pena que não conhecia nada da banda até então, mas já deu pra adorar de primeira. Além do que, são todos muito gentis e adoram posar pra fotos engraçadas.



O nome WRY, em português, significa torto, distorcido, estranho e irônico. Talvez seja aí que mora a essência e trajetória do grupo, que antes de ser uma banda de rock era um time de basquete no País do Futebol. Estranho? Pra continuar a ironia, ao invés de levar influências aqui da terrinha, como bossa nova, samba e afins e cantar em português, como todos estavam fazendo, a WRY resolveu cantar em inglês e colocar numa sinfonia pop distorcida todas as suas inspirações que vinham de bandas como The Jesus And Mary Chain, Sonic Youth, Jane's Addiction, U2 e Blur.

Ainda no Brasil, lançaram três outros trabalhos intitulados "Morangoland" (1995), "Direct" (1998) e "Heart-Experience" (2001), recebendo destaques em todos os meios de comunicações. Como a revista Veja e Bizz e os jornais Folha e Estadão. Produziram os videos clips das musicas Reshoes e de Jesus Beggar. Estão contados em história nos livros "Rock Brasil Volume 2" e "Goiania Noise Festival". Organizaram o Festival Circadélica para mais de 4 mil pessoas em 2001, arrecadando 4 toneladas de alimentos para os mais pobres. Foram cotados diversas vezes como a Melhor Banda Indie Do Brasil. Nada mais justo.

Bem, 10 anos se passaram desde que começaram a aprender a fazer tudo errado. E desde o final de 2001 a banda mora em Londres, Inglaterra, o que era um sonho antigo de todos na banda. . Gravaram o quarto álbum "Flames In The Head" em estúdios londrinos com produtores de nome como Tim Wheeler (vocalista da banda irlandesa ASH) e com Gordon Raphael (que produziu os dois primeiros dos STROKES). Tocam em diversas cidades além de Londres, como Manchester, Liverpool, Cambridge e Brighton. As rádios XFM (equivalente a 89FM do Brasil), Vertigo (Shoegaze Radio) e outras mais alternativas já tocaram sons da banda. Foram destaque em resenhas de revistas como The Fly, RockFeedback, Playlouder, Disorder, Logo Magazine e Drowned In Sound. Tocaram em festivais legais de verão como Willow Festival e In The City Manchester. Ja dividiram o mesmo palco com bandas como The Rakes, The Subways, The Cribs, Fleeing New York, Houston500 e The Parkinsons.

Lançaram o single Come And Fall/Where I Stand no começo de 2005. Pra 2006, estão preparando o lançamento de "Airport Girl/In The Hell Of My Head" pela Reckless Records/GooMusic, seguido de uma turnê pela Inglaterra. Wry também foi convidada a participar da coletânea "Never Lose That Feeling" de bandas novas fazendo covers de clássicos indie e shoegaze "nacionais" dos anos 90. Wry vai fazer "Some Candy Talking" do Jesus and Mary Chain. Sai também a coletânea "Sound Issues2" junto com bandas como The Magic Numbers e The Rakes. Wry tambem foi convidado a fazer parte da compilação em pró da Anistia Internacional, onde diversas bandas fazem uma musica de 1 minuto cada. Wry entra coma inédita When I Go, gravada em Londres.

A história não para por aí, houve turnês intermináveis pelo Brasil e Inglaterra, como Goo Goo Meginee Tour 2000/01, I LOVE&HATE YOU BRAZIL tour 2002 e a última WRY EM CHAMAS NO BRAZIL 2005/2006 ( quando tive o prazer de conhecê-los, um dia antes de tocarem em Goiânia, no Noise Festival). As turnês duram em média de um a dois meses, tocando entre 13 e 16 cidades.

Rodaram no final de 2005 o clipe da música "In The Hell Of My Head" nas ruas e casas de Londres, produzido pelo vídeo maker amador Rigoni, pela Gree House Effects.

Hoje Wry escuta bandas como Razorlight, The Strokes, U2, Legiao Urbana, Walkmen, NIN, Bloc Party, Test Icicles, Sonic Youth e My Bloody Valentine.

Além disso tudo, o vocalista, Mário Bross, promove duas noites Londrinas chamadas Goonite Club e Club Take Me To The Other Side, em lugares consagrados do rock britânico: Buffalo Bar e The Garage.

Em conversa com Mário, ele me deixou por dentro do que rola mesmo nessas duas noites: "Bem, a Goonite é semanal, toda quarta no Buffalo Bar. Semana passada quem estava lá pra ver a banda Children, de Manchester, era Paul Weller, clássico, ícone do pop rock e mod da Inglaterra, vocalista do The Jam. Eu escolho as bandas pra tocar toda quarta, tem bandas mais conhecidas e as que abrem menos. Já teve The Rakes, The Subways, Tom Vek, The Spinto Band, Whirlwind Heat, entre outras... indie rock da melhor qualidade. "A outra, Take Me To The Other Side, já vai mais pro lado shoegaze, apenas bandas que fazem ou tem forte influencia desse estilo".

Aproveitei e perguntei, como foi mesmo que surgiu essa idéia de ir morar na gringa? "Surgiu quando conseguimos o dinheiro pra vir e passar um tempo. Voltamos em turnê ao Brazil em 2002 e depois decidimos ficar pra cá mesmo. Era mais legal. Desde de muito tempo, ainda quando jogávamos basquete já queríamos vir.....(risos)"

E como será que é a vida por lá? Todos vivem só de música?
"O guitarrista Lou, faz colégio de engenharia de som e trabalha num café, o Chokito baixista estuda inglês, se aperfeiçoando e trabalho num hospital, no café do hospital. São trabalhos de meio período, tipo em torno de 20 horas semanais." Pois é, vida regular, em meio a gravações e a cena indie londrina!
E o que vocês, com grande experiência no assunto, diriam pra bandas que tem vontade de tentar uma carreira internacional assim? Quais são as dificuldades e tal....."Primeiro, tem que ter certeza de que é isso que quer fazer... que sua banda são seus amigos... é difícil pra caramba viver em uma outra cultura, querendo fazer a banda acontecer. Tem que ter certeza de seus planos, como nós tivemos. Você tem que trabalhar (ou ter dinheiro), você tem que se ajustar à vida diferente do Brasil. É muito bom tudo isso, mas você tem que ser equilibrado, pelo menos um pouquinho, não é sair do Brasil e OBA! Vamos dividir um apê em Londres como banda...banda já é difícil, imagine em outro mundo....."
"Mas morar fora é essencial...independente de seus planos. É como Alice nos País das Maravilhas, cada momento uma coisa nova e um bicho novo pra te comover"
E quanto aos planos de retornar ao Brasil, alguma turnê pra esse ano ou depois?
"Sim, estamos já fazendo contatos pra uma turnê em outubro....e não param de surgir convites....."

Agora é só esperar a confirmação da próxima vinda dos "gringos tupiniquins" que arrasam na terra do futebol e na cinzenta Londres.

Você pode saber mais sobre eles nos sites:
www.wrymusic.com
www.download.com/wry
www.thewry.blogspot.com
www.tramavirtual.com.br/wry
www.myspace.com/wrymusic



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Quarta-feira, Março 22, 2006

Especial
Independente - Contexto atual
por Guilherme Souto
da Imprensa EC




O movimento independente, hoje, já consegue reunir bons artistas e boas condições de produção, sendo realmente um mercado alternativo àquele imposto pelas "majors". Porém, essa homogeneização das condições, tanto de produção como de divulgação da arte, acarreta necessariamente no nivelamento da mesma, até um certo ponto, já que, alguns aspectos ficam menos evidentes enquanto outros quase se anulam. Tais novidades se estendem ao próprio mercado, cuja democratização já começou a se operar.

Daí surgem algumas aparentes discrepâncias em relação à realidade da cena à qual estamos acostumados, com a aparição de artistas de grande expressividade comercial. Isso mostra que o artista independente não mais cabe nas caracterizações reducionistas que derivam de observações distanciadas e limitam o artista aos rótulos de: alternativo, underground, amador e etc...

Assim, o artista que caberia no formato de uma produtora ou gravadora já firmada, acaba optando, por vezes, pela inclusão na cena independente que une uma série de evoluções nos meios aos fatores que definem o princípio independente: autonomia, da liberdade de criação e obviamente, autogestão por parte da banda.

Em meio a isso, surge em dado momento o trabalho dos agenciadores, que vêm trabalhar em prol do desenvolvimento da cadeia produtiva através da criação de ambientes e contextos apropriados e sólidos e que possibilitem a perpetuação constante desses trabalhos. Exemplo disso, é a iniciativa dos festivais, através dos quais o artista tem a oportunidade de submeter seus trabalhos à apreciação do grande publico, além de reunir produtores, agenciadores de diversas localidades e os próprios artistas, o que pode figurar uma oportunidade única. Pode-se atribuir a eles o grande mérito de terem buscado a atenção tanto da iniciativa privada como dos órgãos públicos, atraídos por seu potencial de geração de empregos e de consumo, situação que em pouco tempo resultou na liberação de subsídios para a organização de alguns deles.

Na opinião de muitos (que vão desde fãs até produtores), a presença do subsídio não é condizente com a proposta da cena autoral por ferir diretamente o princípio do "faça você mesmo", além de associarem a atitude à das próprias majors.
Mas, as premissas essenciais que cunham o movimento (desvinculação da influência dos monopolizadores da arte e democratização da mesma), não só permanecem intactas, como dão um grande passo em direção a sua concretização. Isso vem com a elevação do nível de competitividade da cena, o que também significa uma aproximação da autonomia e da igualdade de condições entre as grandes corporações e o movimento.

Tal crescimento só pode ser alcançado de fato com a passagem por essa etapa, que consiste essencialmente na apropriação e utilização das armas dos grandes monopolizadores (o capital). Não se pode esquecer que a cena existe dentro da realidade capitalista a qual necessariamente determina e requer ações coerentes com sua dinâmica, exigindo atuação não apenas político-ideológica (virtual), mas também prática.

É providencial, que nesse contexto não nos esqueçamos da obrigatoriedade do Estado em relação à provisão das necessidades do povo, tendo única e exclusivamente essa razão de ser. Quando nos referimos ao subsídio governamental também devemos ter em mente que tratamos de verba proveniente do contribuinte e não de um presente, portanto, requeremos o que é nosso.

Circuito Fora do Eixo - As cenas locais de diversas partes do país viram a possibilidade de expansão de seus estados para o território nacional, numa união de esforços entre todos eles, uma forma de dar continuidade ao processo de crescimento coletivo e individual nascendo assim, o Circuito Fora do Eixo.

Assim, organizou-se uma forma de articulação entre as cenas de estados excluídos do eixo Rio-São Paulo, as quais naturalmente são desprovidas das benesses da produção artística lá desenvolvida e de todos os facilitadores que essa presença acarreta, além da inclusão de áreas específicas de estados que apenas teoricamente são pertencentes ao eixo.

Originou-se, assim, uma rede de integração de produção que visa a criação de um mercado alternativo cada vez mais forte e duradouro, o "Fora do Eixo", uma entidade não institucionalizada, decorrente de uma pré-disposição coletiva que visa o auxílio mútuo.

Para a ação do Circuito Fora do Eixo, foram definidas linhas de trabalho que definem e regulamentam necessidades básicas para o alcance do desenvolvimento almejado, além de redefinir o padrão vigente de concepção do conteúdo programático da cena autoral. São elas:

Produção de conteúdo: aproximação entre representantes de cenas de cada estado visando a democratização das informações concernentes a ele e pondo essas ao alcance de todos os envolvidos em uma distribuição mais eficaz delas. A qualificação de profissionais, desde já participantes do processo desde sua base também é um resultado pretendido, para que no futuro seja possível desenvolver ações consistentes ligadas ao jornalismo cultural.

Circulação: objetiva conseguir com que em cada reunião sejam discutidas tanto as problemáticas nacionais, enfrentadas por todos, como também as problemáticas relativas às cenas individuais enfrentadas, sendo importante a divulgação de um orçamento relativo aos festivais com esse mesmo intuito.

Distribuição: busca a integração dos festivais e selos gerando o intercâmbio de bandas pelas outras cenas, fazendo com que o item festival seja a verdadeira voz de todo o grupo ligado à questão independente, por ser o máximo de participação do artista e do público.

Mapeamento da cadeia produtiva: Ocorrerá através da própria troca de informações, através do blog e do fórum Fora do Eixo criados no primeiro momento, e com o auxílio dado pela própria divulgação das cenas em si.


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Terça-feira, Março 21, 2006

Mergulho nos Fatos
Cadê aquela banda? (Especial Calango)

por Issaaf Karhawi
Imprensa EC



Faltando apenas 86 dias para o Festival Calango, decidimos re-acordar bandas até então adormecidas. Aquelas que tocaram nas Prévias, tocaram no próprio festival e depois, sumiram! Ou, até mesmo, aquelas que com as prévias (somente as prévias) conseguiram dar início a uma carreira musical na nossa cena.
Bandas de hoje? Skarros, Gripe do Frango e Hamazy.


Felipe, ex Hamasy, hoje na Asthenia

Hamazy, você pode não lembrar dessa banda, mas a banda que ela deu origem você conhece (Asthenia)! Formada por 4 jovens integrantes, os meninos, até a Prévia do Calango, na pista de skate do CPA, tocavam apenas covers. "A banda já existia desde antes das Prévias mas ela foi um pretexto para começarmos com letras autorais". Palavras de Felipe, ex vocalista/guitarrista do Hamazy, atual Asthenia (guitarrista/back vocal).

Sendo escolhidos como um dos melhores na prévia do CPA, se apresentando então na UFMT, os meninos não seguiram com a idéia. "Logo depois das Prévias eu e Mikhail (até então baixista) passamos a tocar no Asthenia". Quanto ao Hamazy: a banda não toca mais, os outros rapazes seguem com novo projeto com diferente nome e estilo! Se vamos vê-los logo? "Acredito que se eles fizerem algumas músicas próprias, podem até arriscar tocar em alguma prévia! Mas, particularmente, acho isso pouco provável".

Hamazy deu origem à outra duas bandas. Uma delas, figurinha carimbada: Asthenia, a outra ainda "garageira". Além dela, teve mais gente que gerou nova banda.

Gripe do Frango. Quem viu os meninos na pista de Skate do CPA se assustou um pouco com o som. Os "defeitos" técnicos foram explicados pelo ex-baixista Maxwell, "Nós montamos a banda no impulso. Não ensaiávamos nunca mas mesmo assim, resolvemos tocar na Prévia" Além da escassez de ensaio a banda levava como presença de palco a zuação. "Era mais bagunça que som!". Antes da pista de skate receber os garotos, eles haviam se apresentado no Rock Básico (no mesmo local) e na praça do Coophema, onde, na verdade, o que aconteceu foi muita embromação.

Hoje, Gripe do Frango também não seguem. O baixista pediu um tempo na bagunça, a banda até tentou seguir, mas parou! "Até pensamos em voltar, quem sabe daqui um mês ou mais. Mesmo que pra isso tenhamos que ensaiar um ano!".

Com eles não podemos contar novamente, porém Maxwell me confessou que organiza agora uma nova banda um tanto quanto original: "São só duas pessoas, baixo e guitarra, a bateria vai ser eletrônica mesmo". A idéia é gravar o compasso da bateria em cd e deixar rolando nos shows. "No palco a gente só acompanha!". Bem, tocar na prévia desse ano é uma idéia de Maxwell, pra conferir o jeito é esperar!


Skarros, na prévia do Festival Calango

Para fechar o "Cadê aquela Banda?" da semana: Skarros. Banda de Punk Rock puxando pro HC. Segundo o próprio guitarrista Emerson, os meninos subiram em um palco pela primeira vez no segundo dia de Prévias. Dentre as dez bandas ficaram em nono lugar, o que poderia ter sido um desestímulo deu garra a banda continuar seguindo e tocando.

Depois do reconhecimento do público Skarros deixou de lado as festinhas de amigos, e eventos próprios para tocarem na cena! Eventos como Amostra Grátis e Shows no Bar do Cachorrão tem sido, agora, seus motivos de ensaio.

Para o calango, os meninos prometem tentar novamente pelas prévias. Mesmo com a demo saindo do forno - "Iremos terminar de gravar a demo com 8 faixas, e tudo dando certo vamos buscar um espaço em outros estados, ou continuar em nossa velha Hell City mesmo!"

Skarros conseguiu juntar reconhecimento do público que conquistou nas prévias com vontade de seguir tocando, com eles temos tantos outros exemplos: Lord Crossroad, The Melt, Jihaad... Logo logo vem mais prévia por aí.

Quem mais se arrisca?
( E semana que vem tem mais dos que se arriscaram!)


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Segunda-feira, Março 20, 2006

especial
O que é independente?

por Guilherme Souto
da Imprensa EC




È notável a recente conquista de espaço do cenário independente dentro da mídia.
O que até bem pouco tempo atrás se confinava ao restrito espaço das conversas entre os fãs de música alternativa, músicos e produtores (musicais, de cinema e etc...), vem conquistando um espaço cada vez maior dentro de um contexto não só musical, mas de produção artística em geral por todo o país, firmando-se como o grande canal de divulgação e apoio ao trabalho de artistas de estilo alternativo e de iniciantes , para quem é praticamente impossível firmar contrato com gravadoras, por vezes, mesmo as pequenas.

Em meio a esse contexto surge a necessidade de definir os conceitos que recheiam as conversas sobre temas como, alternativo, fora do eixo e até mesmo o mesmo sobre o que é independente. Para isso, nada melhor do que acompanhar a própria cronologia dos fatos, que resultaram no que estamos vendo hoje...

Cronologia - A fagulha inicial partiu dos grupos de artistas que produziam material de cunho pouco comercial e que iam contra os padrões artísticos aceitos e fomentados pelas grandes gravadoras de discos e das produtoras culturais, que como toda grande empresa primavam (e ainda primam), pelo lucro comercial, alcançado, na maioria das vezes, em expropriação da inventividade do artista e do cerceamento da liberdade de criação, vindo daí a produção artística enlatada e sem originalidade, servida de bandeja (ou empurrada?) para o grande público, que nada pode fazer senão consumir e assumi-la como sendo sua identidade.

Em meio a esse jogo de interesses surgiu a necessidade, por parte daqueles artistas de encontrarem um novo espaço, uma "alternativa", através da qual pudessem veicular seus trabalhos "independentemente" das exigências do grande capital.
Assim, começaram a financiar suas próprias produções : "alternativas" aos moldes pré-estabelecidos e "independentes" do apoio financeiro e estrutural das grandes produtoras e gravadoras.

A produção independente, por conta das dificuldades financeiras, acabou por ficar com o rótulo do amadorismo ("bandas de garagem" e "produções de fundo de quintal"), por conta da precária qualidade técnica das produções.
A saída para o artista independente sempre foi a produção do material caseiro de baixo custo, que em hipótese alguma teria condições de competir com os dos "contratados" das grandes empresas, que além do aparato técnico necessário, não tinham que se preocupar com o próprio marketing.

O gravador de fitas cassete, por muito tempo foi o único recurso ao alcance da maioria das muitas bandas "garageiras", que afinal eram formadas por artistas dependentes de suas atividades laborativas paralelas (já que não recebiam ajuda de custo), dispondo apenas da quantia que lhe sobrava no fim do mês e do tempo livre das obrigações cotidianas.Tal realidade já não mais se aplica ao contexto atual.

Avanços - Com a revolução tecnológica, as bandas saíram de suas "garagens-estúdios" e passaram a gravar seu material no quarto, sentados confortavelmente em suas camas, com os instrumentos plugados em um computador.
Softwares de produção de som e com qualidade profissional são amplamente difundidos a baixo custo (Pro Tools, Cakewalk, Sonar...). Os mesmos podem ser operados com computadores razoavelmente equipados, sendo capazes de eliminar ruídos e corrigir quaisquer imperfeições além de por à disposição do músico gigantescos bancos de dados musicais programáveis, de forma a suprir a carência até mesmo de certos instrumentos (e também técnica musical apurada, em certos casos).

Câmeras digitais com excelente qualidade de imagem a preços também acessíveis, quando aliadas a programas de computação gráfica, são igualmente capazes de dar à luz filmes de qualidade e com recursos inimagináveis há 10 anos atrás.
Aliado à tecnologia de produção, há o advento da internet, redefiniu a organização hierárquica da comunicação, permitindo assim que o produto, logo que pronto, fosse posto à disposição do planeta em uma questão de segundos.

João Lucas, integrante da banda independente Johnny Suxxx'n The Fuckink Boys afirma: "Estamos em um tempo bom, em que a qualquer momento o artista independente pode estar na grande mídia facilmente. O nível da produção independente hoje é muito alto, além da liberdade de traçar seus próprios caminhos sem depender de mídia ou de tendências.".

O independente, que no começo era o "único jeito", agora é uma escolha à altura das grandes gravadoras, que além de democratizar espaços permite um aumento no leque de opções.
É claro que o artista independente também necessita de recursos, como os que o não-independente possui. A diferença é que agora, ele pode conseguir sozinho mantendo-se o único dono de seu trabalho.

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Sexta-feira, Março 17, 2006

coluna
Sexo Nada Frágil

por Ariane Laura
Imprensa EC




Com inúmeros festivais independentes em todo o país surge a necessidade de se criar uma associação para promover uma maior integração destes, que até então caminhavam de forma isolada. A partir daí, surge a Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN).

Confira o que está rolando na ABRAFIN, desde sua fundação, seus objetivos, suas ações, e muito mais na entrevista com Lenissa Lenza, organizadora administrativa e financeira do Espaço Cubo.

Em pleno festival Goiânia Noise, dezembro de 2005, surge a Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN). De acordo com Lenissa Lenza, ... do cubo, os festivais almejavam uma maior integração entre si e a busca por objetivos em comum já há algum tempo. Para isso, representantes de alguns festivais se adiantaram levantando uma discussão no segmento musical, lançando a idéia de criação de uma entidade. "Um exemplo disso foi o Festival Calango, que promoveu o Calango na mesa, onde foi abordada essa discussão", contou Lenissa. Dentre os presentes, Fabrício Nobre (Goiânia Noise e Bananada) disse que vinha amadurecendo essa idéia há algum tempo com Paulo André (Abril pro Rock e Porto Musical) e pediu que essa fundação fosse encaminhada ao Goiânia Noise Festival. Uma vez encaminhada, eis que ocorre o nascimento da Abrafin.



Sobre o objetivo dessa associação, Lenissa afirma: "Queremos alcançar uma melhor distribuição de renda cultural para os festivais, além de uma melhor distribuição política. A ABRAFIN deve defender os direitos destes festivais, regular as suas atividades, construir um sistema de informação que facilite a construção, a fomentação e a consolidação de Festivais em todas as regiões do país".

Após a fundação da entidade, foi criada uma plataforma virtual de discussão, através do grupo yahoo, e já se reuniram no festival Porto Musical, em Recife, onde ficou definido o estatuto e a diretoria da mesma. Esta é composta por Fabrício Nobre (Goiânia Noise e Bananada) na presidência, Paulo André (Abril pro Rock) na vice-presidência, Gustavo Sá (Porão do Rock) é o tesoureiro e Márcio Jr. (Goiânia Noise) é o secretário-geral. Também foram indicados para a diretoria representantes dos Festivais Calango e Grito Rock (Cuiabá), DemoSul (Londrina) e Primeiro Campeonato Mineiro de Surf (Belo Horizonte).

Sobre os princípios do estatuto ficou definido que os Festivais Independentes devem ter ao menos 3 anos de realização para se tornar efetivo; Festivais que são geridos e administrados por grandes empresas e corporações ou pelo governo não são independentes e portanto, não cabem para a ABRAFIN; cada Festival deve no mínimo 75% de atrações que não estão vinculadas à grandes gravadoras e desses 75%, 30% devem ser de bandas que contemplem o seu estado.

Também nesta reunião foi apresentado o projeto Economia Solidária que inclusive citou o Espaço Cubo como um bom exemplo do que vem a ser uma entidade nos moldes da Economia Solidária. Teve ainda uma banca de distribuição no Porto, de todos os festivais da ABRAFIN. E a próxima já está marcada para o encontro da Economia Solidária que acontecerá em São Paulo, entre os dias 03 e 09 de abril.

Após a fundação da ABRAFIN, agora se pretende marcar uma audiência no Ministério da Cultura para mostrar para as autoridades culturais que a cena independente está organizada. "Devemos mostrar que temos força e representatividade considerável na cadeia produtiva cultural do país, entre outras coisas. Isso já está sendo articulado pela diretoria..." informa Lenissa.
Ela relata também que a associação tem muitas intenções, como rádios, tv, casas de show, sites, entre outros. Mas pondera e diz saber que isso não acontece rápido, de uma hora para outra. Porém, algumas medidas já estão sendo executadas por parte de todos os festivais, como por exemplo, o selo da ABRAFIN em todos os materiais de divulgação dos festivais.

E ainda nos adianta que o Festival Calango estará debatendo várias questões relativas a ABRAFIN no Calango na Mesa. Esta é uma oportunidade importante para que bandas, produtores, jornalistas, público e envolvidos em geral com a cultura, possam trocar idéias. Participem!

O próximo encontro está confirmado para o Porão do Rock, em Brasília nos dias 02, 03 e 04 de junho.


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Quinta-feira, Março 16, 2006


coluna
Pé na Cozinha

por Luciano Régis
Imprensa EC



O Hip-Hop Cuiabano



O Hip Hop cuiabano, em seus 04 elementos (Break, DJ, Graffiti e MC), sempre foi referência no cenário nacional. os grupos de RAP de Cuiabá já tiveram participação em diversos festivais de projeção nacional. Como exemplo podemos citar o Abril pro RAP que é realizado em Brasília e tem um caráter competitivo. Mato Grosso já teve 02 vencedores, o primeiro foi o extinto grupo C4 e, no ano posterior, o grupo Artigo II ganhou a disputa e o direito à gravação de um CD e a distribuição do material. Outros dois momentos especiais para o Hip-Hop da Hell City foram as participações no maior festival de Hip Hop da América Latina, o Hutus Festival. Primeiramente Linha Dura e no ano seguinte o grupo Adeptos. O Festival Hutus conta com a participação dos grandes "senhores do Rap brasileiro" e com alguns rappers gringos.

Devido a forte expressão do Hip-Hop em Cuiabá, a coluna "Pé na Cozinha", dessa semana apresenta para todo o Brasil o projeto Teste que une os 04 elementos do Hip Hop e mais um mega Clã de MCs de alguns estados do país, cujo grande mentor é um cara que domina os 04 elementos da cultura Hip-Hop. Trata-se do cuiabano e polêmico Espinha, que é um dos pioneiros do Hip Hop em Mato Grosso. No final dos anos 80 o cara já militava no movimento, e ficou conhecido por levar a black music para noite cuiabana, como DJ.

O Projeto Teste surgiu no final de 2004 e visava uma integração dos rappers cuiabanos, pois a principio eles iriam apenas subir no palco todos juntos e cada um iria "mandar" o seu som de forma "isolada". Mas, com o decorrer dos ensaios começaram a surgir composições e idéias coletivas e as participações nas musicas foram inevitáveis, e o clã a cada dia que passa está cada vez mais com cara de grupo e os trabalhos mais profissionais. A idéia é tão boa que ela se expandiu para o interior de Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo e Brasília, e um projeto que era apenas para integração de shows culminou em uma gravação de uma MIX-TAPE (uma espécie de coletânea onde rola participações de todos nas musicas).

A produção desse material esta sendo executada pelo Espinha, Apolo (do grupo pentágono de SP) e o Duck Jay do DF e o lançamento está previsto para julho de 2006, no campeonato estadual break. Os MCs que estão participando do Teste são: Cezão (MT), PG1 (MT), Raí Rap (SP), Garcia (ES), Rael da Rima (SP), Apolo (SP), Duck Jay (DF), Doctor Zumba (DF), Mano Cabeça (MT), Espinha (MT) e os DJs Marcio e Radar, ambos de MT, dentre outras pessoas. O Projeto Teste conta com a participação de Grffiteiros e B-boys de todo o país. "Os 04 elementos estarão em cima do palco enquanto os caras mandam o som o grafiteiro e o B-boy vão executando as suas artes", disse o rapper Espinha.

A necessidade de integração chegou na cena Hip-Hop, segundo Espinha o Projeto teste surge como uma espécie de Fora do Eixo do Hip-Hop. "Cada estado vai ser responsável para fazer circular o material produzido em outro" e completa, "a integração e a circulação de bandas é fundamental para o fortalecimento do Hip-Hop".



Conheço essa historia! Essa integração é importante mas ela não tem valor se não trabalhar as cenas locais, apesar de Cuiabá ter "tradição" no Rap, o dia-a-dia do movimento na capital mato-grossense tem que ser melhor trabalhado, precisamos "criar" público e mercado. Atento a essas necessidades, Espinha e sua trupe vão começar a desenvolver trabalhos de oficinas dos elementos do hip-hop nas escolas das periferias e nos núcleos comunitários e darão seqüência aos trabalhos desenvolvidos nas rádios comunitárias da baixada cuiabana. Os integrantes do Projeto Teste, atuam em todas as rádios comunitárias de Cuiabá e dessa forma propagam a "cultura do gueto".

A primeira oportunidade do público prestigiar todo esse aparato de rappers em cima do palco vai ser em Cuiabá, no lançamento da Mix-Tape que ocorrerá em junho, juntamente com o campeonato de break. O Hip-Hop por si só é forte, pois tem identidade com as classes menos abastadas. Prova dessa força são as 500 mil cópias vendidas pelos Racionais MCs de forma independente. Pensando em formas mais eficazes de organização, o Hip-Hop promete uma maior difusão dos trabalhos e conseqüentemente um avanço social, pois o rap educa, politiza e tira do crime. A garra dos militantes do movimento Hip-Hop serve como modelo para qual quer segmento da sociedade, pois, se existe um segmento cultural realmente forte no Brasil, ele chama-se Hip-Hop.

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Quarta-feira, Março 15, 2006

coluna

Expresso Cubo de Bandas Especial: Forgotten Boys!

por Jaqueline Gentilin
Imprensa EC




A banda que já teve várias formações até a atual, com Gustavo Riviera (guitarra e voz), Zé Mazzei (baixo) e Flávio Cavichioli (bateria), além de Chuck Hipolitho, que também canta , surgiu em 1997 e de lá pra cá tomaram conta da cena com seu Rock'n'Roll sujo e garageiro à la Ramones e Iggy Pop.Tocaram e fizeram shows com grandes bandas do cenário nacional e internacional, como MC5, Marky Ramone e Motosiera. Já gravaram vários cds e coletâneas, mas é ao vivo que a banda se supera mesmo, com um som que é uma porrada em qualquer um. Com duas passagens pela Hell City, no Oitavo Ato e no último Calango, eu não podia perder mais um show estando de passagem por São Paulo.

Show dos Forgotten na Outs, estavam em casa e não poderia estar mais lotado. Muita, muita gente e fãs enlouquecidos e eufóricos se jogando no palco, caindo por cima da galera. Quase derrubam o Chuck e ele se prepara pra se defender com a guitarra numa nova investida insana. Até que o Flávio sai da batera e pede, por favor, que tomassem mais cuidado com as garotas da primeira fila. A esta altura, meu pezinho já tinha sido esmagado. Mas, isso mostra o quanto o pessoal adora os caras, e pudera, show muito bom, som fodaço, perfeito. Performance de arrasar, muita energia no palco, muito bem mantidas pelo batera que arrebenta .



Quase mais de uma hora, com direito a dois bis, mas só uma música em português, a nova de trabalho, que tem clipe na Mtv. Não vou ficar, e quase no finalzinho do show . Tudo bem, não tem muita diferença mesmo, o português ou inglês. Segundo eles, escrever em português é mais difícil, pois não se consideram grandes letristas, o lance é mais a energia mesmo e não tem como negar a fortíssima influência norte-americana (pelo menos o passado louvável) no som e letras. E como estão numa fase muito boa, por sugestão do produtor resolveram experimentar e está sendo legal, muito bem recebido pelos fãs e é sempre bom experimentar coisas novas. Mas fica claro que não vão compor só em português, como mostrado no último cd, Stand by the D.A.N.C.E, lançado pela gravadora ST2 Records, produzido por Daniel Ganjaman, que já trabalhou com eles algumas vezes mas que se dedicou inteiramente nesse último e fez um trabalho muito profissional.



Quanto ao lançamento do disco por uma gravadora e não mais pelo processo independente, explicam que valeu muito a pena, pois não estavam satisfeitos com a situação anterior, não por causa da gravadora antiga, mas estavam estagnados num patamar e precisavam dar alguns passos a mais. A gravadora foi crucial nisso, dando suprimento para a gravação do disco, um tratamento profissional em relação a ele, e a distribuição é mais bacana. O disco acabou saindo na capa da Ilustrada (caderno cultural da Folha de São Paulo) sendo muito elogiado. Isso é um fruto colhido. Mas querem mesmo é que, com a gravadora, tenham condições de chegar a muito mais pessoas. Com qualidade, vontade,amor,independência e solidez, porque é isso que importa. Se é isso que queriam, já conseguiram, e há tempos.

Vamos esperar que essas mudanças só tragam coisas boas mesmo, porque são muito bons e garantem sempre um show de arrasar e discos ótimos pra se roquear por aí. E pelo que vi do show, ninguém se importa nem em ser esmagado pra vê-los. Sendo assim, vida longa aos Forgotten Boys.


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Terça-feira, Março 14, 2006

Mergulho nos fatos
Cadê aquela banda?
por Issaaf Karhawi
Imprensa EC




Festival Calango

Ano passado realizou-se no estacionamento da UFMT a terceira edição do Festival Calango, que contou com o show de 45 bandas (20 cuiabanas, 02 do interior de MT e 23 bandas de fora do Estado). Dentre todas essas bandas, oito vieram de quatro prévias do Calango. A primeira realizada na Pista de skate do CPA teve como vitoriosa a Banda Lorde Prole, a segunda na Praça do Coophema teve três bandas vencedoras: Asthenia, Jihaad e Lord Crossroad. Parece até que os jurados adivinharam o futuro que essas bandas seguiriam depois das portas abertas no Calango. A terceira Prévia ocorreu no Museu do Rio e consagrou o 47 Cromossomos. A última, no Centro Cultural da UFMT, teve como campeãs Dragsters e Gnat.

As prévias foram para as bandas cuiabanas a grande chance de integração musical na cidade e, claro, ter uma oportunidade de aperfeiçoar seu trabalho e mostra-lo ao país num Festival. No entanto, algumas bandas que chamaram a atenção dos júris nas prévias não dão mais as caras à cena. Onde foram parar?

Arma-zen. A banda se apresentou na Prévia do CPA ficando em quarto lugar. Os garotos do CPA fizeram um show em casa e foram (claro!) muito bem recebidos pelo público presente, que aclamou a banda e ficou indignado com a sua reprovação na prévia. Devida à recepção calorosa do público e o bom show, a banda foi convocada para a última prévia decisiva na UFMT. Ficando dessa vez em quinto lugar, Arma-Zen não foi, novamente, classificada.

A banda prometia, pois fazia um som peculiar misturando o Heavy Metal com Rap fazendo uso de dois vocais diferentes. Conversando com Luciano Régis, ex vocalista Rap da banda: os meninos tocam a vida e ensaiam três vezes por semana (sem ele). O que falta é um articulador que arranje shows e eventos para a banda se apresentar. No entanto, o estilo diferente foi deixado de lado para no lugar ser colocado o Heavy Metal, um pé no underground. Com cara e nome novos esperamos os garotos esse ano na Prévia e, quem sabe, dessa vez no Calango!

Outra banda que chamou a atenção dos júris foram os garotos do Starfolkers. Banda de teenagers entre seus 15 e 16 anos, os meninos fizeram seu som HardCore pela primeira vez no CPA, levando o público até mesmo a invadir o palco e abrir rodas. Os garotos não se classificaram e foram pro Agora ou Nunca na UFMT. Dessa vez conseguiram uma quarta colocação que, mesmo assim, não garantiu sua entrada no Festival! Para esse ano, Diogo, guitarrista, me conta que estão em fase de readaptação, não sabem se continuam ou não com a banda que há um mês está sem ensaios e sem vocalista!

Quem assumiu os vocais do Starfolkers nas Prévias foi Lauro, também baterista dos Dragsters, banda que se apresentou no Calango ano passado vinda de uma prévia! Os garotos chegaram a levar seu som para eventos como o Chicletour, Matanza, eventos no Cuiabá Sk8 Park e tantos outros. No entanto, há cinco meses os meninos não se apresentam. Falta de espaço? Não, pausa mesmo!


Dragsters, no Festival Calango

Nesse tempo todo o que rolou nos ensaios dos Dragsters foi total reformulação! Mudança de som, dessa vez melhor trabalhado, o vocalista assumiu a segunda guitarra, abrindo espaço para Vinicius brincar mais com suas seis cordas e até mesmo cantar, o que faz também o baixista Ícaro em uma canção. Com seu som mais leve, menos gritado e mais trabalhado os meninos se preparam para entrar em estúdio,

"Estamos atrás de um lugar pra gravar umas músicas antes do Calango, que assim podemos mandar material. Se não rolar, a Prévia é a saída!" conta o Vocalista Bruno. A banda pretende voltar à ativa nesse mês, ou no próximo.

Três estilos diferentes, três bandas que se deram um pontapé graças ao Calango, que por sinal começa em XX dias. Você que tem banda comece os ensaios ou a gravação e vamos que vamos, e se prepara que querendo, tem chão!


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Segunda-feira, Março 13, 2006

Fim de Semana movimentado na cena cuiabana
Confira o que de melhor aconteceu nos úlimos dias na capital matogrossense
por:
Talyta Singer
Jaq Rosa
Gilherme Souto
Ney Hugo
Imprensa EC



_
sexta
Festa de lançamento do site Overmundo


www.overmundo.com.br

Na sexta, o que rolou foi a festa de lançamento do site Overmundo, no Cuiabá Skate Park, com a presença das bandas Caximir, Lord Crossroad, Fuzzly, Strauss, Zagaia e Chilli Mostarda. A festa teve início com uma apresentação muito bacana do Teatro Fúria. Os Atores Rodrigo Toledo e Eduardo Espíndola apresentaram um trecho de "Toma lá dá cá". Interagindo com uma cadeira de rodas dentro da piscina, os atores arrancaram sinceros aplausos do pouco público que já se fazia presente.

Após a breve apresentação do Fúria, mais teatro. Dessa vez com a banda Caximir e seu núcleo teatral. A banda, que lançou seu cd na noite em questão, veio com um som bem mais limpo e definidinho do que de costume. A apresentação das atrizes também foi algo bem legal de se ver. Ora perto da banda, ora dentro da piscina, ora interagindo com o público... Muito boa a apresentação dos músicos/atores/poetas.

O mesmo não pode dizer da Lord Crossroad. A eleita melhor cuiabana do Grito Rock fez um show um tanto quanto morno, tendo em vista as sempre muito quentes apresentações da banda. Outro agravante foi a posição em que foi colocada o palco, possibilitando a subida de muita gente, o que prejudicava a visão do show por praticamente todos os ângulos que se tentasse ver.

A banda seguinte, Fuzzly, fez um show que chamou a atenção do pessoal pela qualidade e pela pegada, principalmente a do baterista Rafael Fodinha. Mas, mais uma vez, lá estava a multidão a cegar quem quer que tentasse assistir o show por outro ângulo que não fosse a beira do palco.

O show da Strauss foi o oposto do Caximir. Até a sempre energética apresentação de "Bulls on parade", cover da extinta banda americana Rage Against the Machine foi executada de uma forma mais, digamos, branda. Pra sorte do Strauss, Chabô, vocalista do Chilli Mostarda, subiu, ao palco, dividindo os microfones com Leonardo (vocalista do Strauss) e salvando a honra de Zach de La Rocha. A impressão que dava era que todo mundo ali ta meio enferrujado pela magra rotina(?) de shows. À exceção do baterista Alexandre Facchini, que vem se apresentando regularmente com o Zagaia.

E por falar em Zagaia, a banda fez um show "improvisado", como diria o próprio Drailler, vocalista e guitarrista. A surpresa foi o reaparecimento de Joe, empunhando o contrabaixo da banda de crossover mais conhecida da cidade. Nessa hora, muita gente já tinha ido embora. Muita gente mesmo.

Cerca de 15 testemunhas assistiram à estréia do baterista Marquinhos Facchini. O músico, irmão de Alexandre Facchini (Strauss e Zagaia) fez uma excelente apresentação na Chilli Mostarda, mostrando competência, afinal, segundo o vocalista Chabô, a banda está naquela formação há apenas uma semana. Quem também estreou na Chilli foi o guitarrista Ricardo Sardinha, da banda Strauss. Ofuscado por Marquinhos, claro.

Overmundo, o site.
O overmundo é um site de notícias que recebe colaboração de gente de todo o Brasil. O principal representante matogrossente é Eduardo Ferreira, da Fábrika. Para ler os textos de Eduardo (e outros), basta acesssar o site overmundo, na seção "MT" na caixinha "colaboradores por região". O site também fornece conteúdos ricos dos mais variados. Vale a pena conferir: www.overmundo.com.br


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sábado

Amostra Grátis 5 - uma pequena amostra do que Cuiabá (nem sempre) vê


Fuzzly, um dos destaques da 5º edição da Amostra Grátis
www.fotolog.net/fuzzly


Rolou ontem (12/03) o Amostra Grátis 5, no Espaço Silva Freire (bairo do Coxipó), evento esse que contou com a presença de bandas locais como Cuca Zureta, The Melt, Fuzzly e Skarros, além da cerimônia de entrega do Prêmio Gogó de Ema, em homenageia a mulheres que militam da cena cultural cuiabana.

O evento que teve início com uma hora de atraso começou com a entrega dos prêmios às homenageadas, entre elas Dona Bega (sambista da velha-guarda da Mangueira), Kely Cristina Formaghieri (Subsecretária de cultura) e a primeira-dama do município, que foram agraciadas os com troféus produzidos e idealizados por Pádua Nobre, conhecido artista local, com o tema ¿mulheres que lutam pelo crescimento e valorização da cultura mato-grossense¿.

As apresentações foram conduzidas por Fernanda Marimon e André Zan, atores que neste dia participariam da peça teatral: Visitando Silva Freire - (referência ao poeta, não ao espaço) ¿ a qual se realizaria no anfiteatro do local na mesma data,porém por conta de problemas técnicos com o ar condicionado, foi adiada para a ocasião do próximo festival.

Abrindo os festejos da noite e merecendo destaque, a banda Kuka Zureta trouxe seu funk-soul music com direito a grandes seções instrumentais e releituras de grandes nomes da MPB como, Chico Buarque, Raul Seixas e até mesmo uma versão mais pauleira do clássico do funk-jazz-fusion ¿Teen Town¿, um dos carros-chefe do há muito instinto Weather Report (primeira banda de Jaco Pastorius). A banda surpreende também pela qualidade técnica dos instrumentistas e pela sofisticação dos arranjos complexos e bem executados. Nota 10 para o baixista! Alisson Sant, o vocalista, também não fica atrás. A performance no palco aliada a sua voz poderosa (que é o que importa, né?), completa o show. A banda é recente, mas já tem músicas próprias que estão sendo gravadas, além disso, existe a possibilidade de vermos mais músicos na banda, já que, o seu som pede a presença de um jogo de metais, como disse Alisson.

The Melt foi a segunda banda da noite, soltando seu já conhecido garage rock. O público, a essa altura já era um pouco maior e graças ao incentivo dado pelo vocalista para a formação de uma rodinha, um pouco mais animado (apesar de problemas com o som.)

Na seqüência, recém-chegada de uma turnê internacional, Fuzzly fez uma boa apresentação, que só não foi melhor por conta de dificuldades com o retorno e algum desentendimento com o engenheiro de som.

A última banda da noite foi uma boa surpresa. Zenfim levantou o público, que chegou a pedir bis. Vale destacar que, entre uma banda e outra, ocupavam os microfones da arena Fernanda Marimon, Antônio Sodré (que recentemente lançou o livro Empório Literário), Vítor (Rude Poema) e quem mais quisesse subir para recitar poemas, virando assim um sarau livre.

O principal objetivo do Amostra Grátis é revitalizar o Espaço Silva Freire e abrir espaço para as bandas, ou outras manifestações culturais que existam nos bairros, em especial, na comunidade do Coxipó, onde está localizado o espaço. O evento é realizado mensalmente pela ACCIMT (Associação da Comunidade Cultural Independente), sendo a próxima edição no dia 08 de abril, ocasião em que homenagearão o aniversário de Cuiabá e promete surpresas, segundo Anselmo Parabá, um dos organizadores. Combinado?



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Sábado, Março 11, 2006

PITACO
Sinestesia em foco


por Talyta Singer
da Imprensa EC



No Pitaco desta semana você confere Pablo Capilé, nosso grande homem e Johnny Suxxx'n The Fucking Boys com o reforço de Pedro da Beacid falando sobre Sinestesia, a banda de Tocantins que se apresentou aqui em Hell City no primeiro dia do Grito Rock (confira a resenha sobre show, neste blog mesmo!).

Pablo Capilé, é produtor cultural, organiza os festivais Calango e Grito Rock e faz muito mais. Hoje, por exemplo, ele fala da Sinestesia, banda de Tocantins que se apresentou no último dia 24 último na capital mato-grossense.




Sinestesia é a banda de Tocantins que se apresentou no Grito Rock, no último dia 24. Por que a escolha desta banda? Eles vieram com intuito de representar o estado deles?

Pablo Capilé - Sim, o Sinestesia foi a banda indicada pelo estado do Tocantins e pelos produtores do PWM Festival de Palmas. Uma galera que vem fazendo acontecer lá na região, e que vem colaborando bastante para o crescimento do Circuito Fora do Eixo.

O show deles aqui recebeu algumas críticas, principalmente, em relação ao cover do Mamomas Assassinas que eles fizeram. O que você acha disso? Qual sua opinião geral sobre o show?

Pablo Capilé - Eu gostei bastante do Show, achei ousado e com bastante personalidade. Não curto muito a idéia de covers em festivais autorais, acho que as bandas devem entender que o palco dos festivais é autoral e é nesse palco que ela tem que aproveitar para mostrar a nova cara da musica brasileira.

O que mais chama a sua atenção na banda? O som, as letras, a postura dos caras?
Pablo Capilé - O som, as letras e a postura. Como já disse antes, gostei da personalidade e da ousadia. A banda tem futuro e começou o circuito com o pé direito.

O que ainda precisa melhorar na banda?
Pablo Capilé Eles precisam assimilar melhor as críticas e montar um repertório mais condizente com um festival autoral.

Existe a possibilidade do Sinestesia lançar um ep produzido por Gustavo Rockefeller, o mesmo produtor de Johnny Suxxx'n The Fucking Boys, The Ugly.. O que podemos esperar dessa parceria?
Pablo Capilé - Opa, o Gustavo é um produtor de primeira, e o Sinestesia só tem a ganhar com isso. Essas parcerias Fora do Eixo vem se multiplicando ultimamente, é bom pra todos, pois o crescimento da demanda conseqüentemente gera o crescimento do mercado, e taí o x da questão, um mercado alternativo ao mercadão.

Você quer deixar um recado pra banda?
Pablo Capilé - Continuem na luta, se movimentando, ensaiando, articulando, tocando, e principalmente proliferando os ideais fora do eixo.


_
Pitaco também tem participações goianas pra falar do Sinestesia: Eles são João Lucas ou Johnny Suxxx, como le gusta, Douglas Ramirez, e Pedro, o Xuxu,da produtora BeAcid, falando das impressões que têm da banda tocantinense, a partir, dos shows que assistiram e dos projetos da banda. Olha só:



Pra começar, João Lucas dispara "eu acho os meninos super simpáticos. De início, eles parecem hippies mas são ótimos!" Já, Douglas atira pro outro lado: "A música é boa, registrando suas influências".



Eles tocaram aqui, no Grito e ai em Goiânia no Hard Amp (um evento que rola por lá todas as quintas-feiras). Vocês viram os dois shows?
Douglas Ramirez - Não,vi só Cuiabá.
João Lucas - Eu vi os dois shows e, sinceramente, preferi o de Goiânia. Os meninos estavam mais livres, mais tranqüilos. Em Goiânia eles demonstraram muito mais o potencial da banda. O show de Cuiabá também foi muito bom, mas aqui, deu pra ter uma idéia bem mais concreta sobre a banda.

E o que vocês acham do som dos caras?
João Lucas - o guitarrista e vocalista é mmuuuuuuuuuuuuuuuuito talentoso! Ele é especial, tem pessoa que transpira talento, ele é um desses. Achei-o muito importante para a banda.
Douglas Ramirez - O som dos caras tem cara boa, com influências de Silverchair e Nirvana bem concentras. Um show com uma energia boa, com cara de grungehippe. (risos) Guitarra massa, pesada. Bons arranjos, Boas melodias...
João Lucas - O Douglas é metaleiro, quando ele fala que é bem arranjado é porque é! Eu não sei nada disso, mas, se o Douglas disse, eu concordo. O Douglas é meu guitar hero favorito!

Isso vale pras letras?
João Lucas - As letras são inteligentes, eu não costumo ouvir bandas que tem letras assim, mas, eles são bons, fazem letras com conteúdo, o que eu não sei fazer. Admiro isso, fazer letra bonita deve ser difícil, né!? Mas, a gente não é uma boa banda pra avaliar a letra dos outros, as nossas são um lixo! A poesia deles maravilhosa.
Douglas Ramirez - É verdade...
Douglas Ramirez- O que me chamou atenção no Sinestesia sabe o que foi? A honestidade. O som deles é muito honesto! Dá vontade neles de tocar Mamonas Assassinas eles tocam!
Douglas Ramirez- É, o esquema do Mamonas em Cuiabá foi engraçado!

Vale tocar Mamonas Assassinas, então?
João Lucas - Achei ótimo eles tocarem. O povo falou mal, mas o show é deles, e eles tiveram muita personalidade. Em Goiânia, eles tocaram MQN. Ele (o vocalista) não sabia a letra da música, mas cantou muuuuuuuuuuuuuito melhor q o Nobre (o que não é muito difícil). Ficou ótimo.

O que vocês menos gostam no Sinestesia?
João Lucas - Acho que o show deles tá do jeito que tem que ser. A banda tem a proposta de ser livre e então eles podem fazer o que quiserem no palco, tá valendo tudo.

Sinestesia foi a primeira banda de Tocantins (autoral pelo menos) a tocar aqui em Hell City, acredito que aí em Goiânia também, o que vocês pensam disso?
João Lucas - Nossa uma enorme vitória. Acho importantíssimo esse intercâmbio que o Pablo (Capilé) fez nesse Grito rock (trazendo), bandas de todos os cantos. Fiquei surpreendido com o rock que tá gritando por todos os cantos do Brasil. Que frase mais brega! Mas, é isso que eu acho.
Douglas Ramirez - Tem que rolar sempre, isso é importante pra divulgação das bandas e fortalecer a cena muito mesmo.

Tem alguma musica deles que vocês destacariam?
Douglas Ramirez - Gosto de "Alfazema".
João Lucas - O Douglas tá olhando no Trama Virtual, não vale! Mas, eu gosto de Alfazema também! Essa música é muito boa.
Douglas Ramirez - Essa música concentra boas influências e é pesada também.

Existe a possibilidade de o Gustavo da Rockefellers (banda de Goiânia) produzir um EP para o Sinestesia. O que vocês acham disso?
João Lucas - Eu tô por dentro dessas conversas (eu mesmo eu indiquei o Gustavo pra eles) e acho que é bem provável q o Gustavo faça o trampo.
Douglas Ramirez - Iria ser perfeito!
João Lucas - O Gustavo entende de som pesado, é o Mestre, né!? Ele fez as bandas daqui que eu mais gosto e tá sendo muito importante pra Goiânia, e agora as outras cidades também podem usufruir do trabalho dele.
Douglas Ramirez - O cara é foda!

Nesse momento, Pedro, o Xuxu, entra na conversa.

E esse intercâmbio entre os estados, vocês acham positivo ou acham que padroniza alguns estilos?
Pedro - Muito importante! Assim rola uma integração maior, já que, pontos de vistas diferentes ajudam na criação de uma concepção de trabalho com qualidade.

Quais as expectativas pra essa parceria Sinestesia e Gustavo Rockefeller então?
João Lucas - O Sinestesia já tem um ótimo material e o Gustavo vai lapidar isso, timbrar legal. Acho que quanto aos arranjos já ta super definido. O Gustavo vai ser importante na parte de finalização. Vai resultar em um Cd de alto nível.
Douglas Ramirez - Todas as possíveis! Vai debulhar tudo!
Pedro - Fora que o cd vai vir com selo de qualidade de produção goiana!

Recados para os moços?
Pedro - Quais moços? Da banda? Ah, que a força esteja com eles!
João Lucas - Esperamos vocês em Goiânia! Vamos tomar todas por aqui!
Douglas Ramirez diz: Vamos ficar mucho locos! Beber! Beber! Beber!
João Lucas - Afinal de contas, rock sem diversão não é rock! Então, a gente quer se divertir muito quando a gente encontrar os sinestésicos! Tomara que eles venham logo pra cá, gravar esse cd tão esperado!

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Sexta-feira, Março 10, 2006

Exclusiva Espaço Cubo
por Talyta Singer
Imprensa EC



Assim, mesmo. O Blog Espaço Cubo conseguiu uma matéria exclusiva com a banda Zefirina Bomba que é, inicialmente, da Paraíba. Os moços, hoje, moram em São Paulo e foi lá mesmo que a gravadora Trama assinou um contrato com eles!



A notícia só recebeu confirmação no dia 05 de março, domingo. Mas, no dia 03 de março, sexta-feira, nós já havíamos colocado uma nota no blog, que previa isso.


O que nós já sabíamos, é que a banda fazia parte da Monstro Discos, mas recebeu uma proposta mais interessante da Trama. Segundo o próprio Ilsom (voz/viola), ainda na quinta-feira dia 02, a Trama ofereceu duas opções. Na primeira eles assinariam um contrato de 5 anos e na segunda, sugestão da banda, eles seriam contratados por um ano para lançar um disco, sendo que, caso as duas partes ficassem satisfeitas esse contrato seria prorrogado por mais dois. O que seria uma garantia maior para eles. E parece ser esta a proposta final do acordo.

Essa semana, Ilsom (voz/viola) enviou-nos um e-mail muito simpático confirmando a novidade, na verdade, um comunicado extra-oficial, já que nos próximos dias a Trama anunciará oficialmente.
Eis o e-mail:

Aos Amigos!
É com muita alegria que comunicamos a todos que estamos assinados contrato com a Trama, para lançar nosso primeiro disco. Logo, logo divulgaremos informações referentes a produção e lançamento.

Gostaríamos de agradecer a todos que sempre nos deram oportunidade e que sempre apoiaram nossas investidas!! Á Monstro, (nossa casa sempre) a Miranda (esse é o cara!), ao Calango e todo o Cubo(!!!), Ao Mada, A Obra - BH, Out's - SP, 92° - Curitiba, Funhouse - SP, Senhor F (grande Fernando!!), Milo Garage - SP, Escárnio e Osso, Sinfonia de Cães, Sílvio Osias, Lauriston, Jornal da Paraíba, O Norte, Correio da Paraíba, Joven Pan, Transamérica, Urquiza, Lau Siqueira, Ricardo Coutinho, Edu, Guilian Cabral, Promix, Rotten Flies (pela força de sempre!!), Edy, Olga, Anderson Foca, 2Fuzz, Viviane Menezes, George Belasco, Jesuíno, Bergson, Astronautas - PE, Retrofoguetes, Estrume'ntal, Sensorial Discos, Galeria Olido - SP, Autoramas, Recife Rock, Daniel Belleza, Rangel, Johnny e Jeff, Fanrock, Urbanaque, BeAcid, Pastor Tsapa - AL, Mutação (pela guitarra em Fortaleza!!! foi foda!!), Felipe, Daniel, Davi Tomaz e Gustavo (Ecos Falsos!! sempre na parceria!!), Zé Antônio, a MTV, Cannibal, Bruno Montalvão, Irmãos Rocha!, Mantra Yard, Dynamite, Wilson Farina, Café Camaleon - SP, Praia Sport Bar - Santos, a nossas famílias e a todos que esqueci mas que sem eles não estariamos aqui!!!

Abração
Ilsom




Ilson (viola e vocal) e Martin (baixo), no Grito Rock Festival

A outra novidade da banda, é que Guga, volta às baquetas. O baterista "original", que se apresentou no Calango havia saído do Zefirina (por problemas de relacionamento, que ao que parece, estão superados), abrindo espaço pra Rodrigo, baterista que tocou aqui no Grito Rock 4. Ontem ainda, consegui uma entrevista rápida com Ilsom, que comentou alguns detalhes do contrato com a Trama e a volta de Guga. Confira!

Então está confirmado: Zefirina Bomba faz parte do casting com a Trama! Como foi a negociação? É alguma coisa de muito tempo?
Não sei te dizer bem como começou essa história, mas, podemos dizer que a Trama nos ofereceu a melhor proposta de trabalho, com muita autonomia (pra gente fazer como bem entender!!) e um suporte de divulgação com vídeo clipe e tudo mais.



Esses projetos já têm alguma data definida?
Ainda estamos programando nossas datas, porque nossa idéia é parar por duas semanas pra se dedicar integralmente ao disco, que deve ser gravado nos próximos meses (abril/maio ou junho) nos estúdios da Trama.



E o que a gente pode esperar para este cd?
Perguntinha difícil! Mas a gente, agora, tem uma expectativa de lançamento e de trabalho, o que é melhor!! Acredito que o disco deve vir bem barulhento e cru. E deverá ter entre 12 e 16 faixas.



Serão gravadas as músicas que vocês já tem, ou músicas completamente novas?
Com certeza, "Teus Olhos" vai ser gravada. Estamos com muitas músicas prontas e precisamos gravá-las.



Falando do Guga, como foi a saída dele da banda, a entrada do Rodrigo e agora a troca?
Foi foda. Rodrigo tava bem e não temos absolutamente nada contra ele. Mas, esse barco era do Guga, viemos pra Sampa e não era justo (pelo menos na minha visão) que ele ficasse fora desse novo momento. Aliás, falei com Rodrigo na sexta (tipo seis horas) e confirmei com Guga as sete, e nós tínhamos um show às onze. Acho que cê devia perguntar pra quem viu, tipo o Felipe (Ecos Falsos). Estávamos a mais de seis meses sem tocar juntos, e subimos no palco sem ensaiar, e foi muito ducaralho! Não tem como, a gente se entende muito bem!



E isso não rolava com Rodrigo?
Rolava. Mas é questão de amizade mesmo! Conheço Guga há muito tempo e nada podia ser mais importante do que isso pra gente! Agora que temos uma oportunidade de trabalhar com o que gostamos, temos que estar juntos, eumartimeguga como siameses! Acho que sou muito fiel a questão da amizade, isso é muito importante pra mim.



Outra coisa, o refrão "Parece uísque, mas é cachaça!" que ficou famoso por aqui no Grito Rock, vira slogan oficial da banda pra celebrar a nova fase?
Sim! E vamos pro Rio amanhã, com uma Jamel. Estamos com uma idéia pra camisa: ZEFIRINA BOMBA parece whisk, mas é cachaça! (risos) Brincadeira.



Vocês vão pro Rio amanhã, então? E depois, quais são os próximos passos do Zefirina Bomba?
Pois é, vamos ver se se confirmam as paradas com Vinícius (a href="http://www.fanrock.com.br">www.fanrock.com.br) de Porto Velho. Tocamos no Rio dia 7 (teatro Odisséia), no Festival Ruído dia 10, tem alguma coisa dia 15, mas não sei onde, dia 20 no Vegas (aqui em Sampa) e dia 21 na estrada com o MTV Banda Antes na estrada.






Vocês têm planos de voltar a Cuiabá?
Sim. E Logo! Quem sabe, até mesmo para lançar o disco! A gente quer lançar onde tiver espaço e Cuiabá é nossa casa.



Pra quem quer saber mais da banda, tem site, fotolog, música pra baixar?
Tem no www.tramavirtual.com.br/zefirina_bomba.



Vocês nunca montaram uma página pra Zefirina Bomba?
Pra quê? Tem tudo lá. (risos) Não sei, mas acho que a Trama vai acabar montando.



Recados do Zefirina:

Ilsom
: Queria agradecer a todo mundo que sempre nos ajudou, inclusive a vocês do Espaço Cubo que sempre nos deram a maior força! Cuiabá é nossa casa!

Martim: Brigadão. Cara, na verdade, isso é uma vitória de todos nós, assim, eu fico muito feliz com todo mundo que já deu uma força pra gente, vocês do Cubo e Cuiabá, em geral, foram sensacionais para isso!


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Quinta-feira, Março 09, 2006

_
coluna
Pé na Cozinha

por Luciano Régis
Imprensa EC



High School hoje !


www.fotolog.net/high_school

Cuiabá tem uma das cenas independente mais fortes do Brasil e o que nos proporciona isso é a diversidade dos estilos das bandas da Hell City. Podemos encontrar aqui diversos estilos, o Stoner Rock da Fuzzly, o Indie Pop da Lazy Moon, o Folk da Vanguart, o Crossover da Zagaia e ainda podemos encontrar o HC melódico da High School, na busca por rótulos esses se encaixam melhor. O mais fantástico dessa diversidade é que cada banda e estilo têm público e espaço na cena, diferentemente do que acontece em outros lugares do país, onde o pré-conceito é "vivíssimo".

A coluna Pé na Cozinha desta semana vai falar da High School que faz um Hard Core com as letras um pouco mais "sentimentais".


HISTÓRICO: High School se formou em fevereiro de 2005 e depois do Festival Calango a banda passou por algumas alterações. Com o fim da, até então, conceituada banda Self-Help que também fazia uma linha HC emotivo, a High-School "ganhou" dois novos integrantes, remanescentes da self-help, são eles: Juliano Bolinho - Vocalista e Névio McTasty - Guitarra, o time da High é completado por Marcos Kaqui - Guitarra e voz, Bruno Coringa - Baixo e Gustavo Chambinho - Batera.

Outra peculiaridade da cena cuiabana é que se a banda tem qualidade, ela já entra jogando em um clássico. Depois de ser revelada em uma cena setorial a High-School tocou no Festival Calango, e a partir do clássico, a banda se consolidou como referência na cena local. Até o final de 2005 seguiu tocando em Cuiabá.


TURNÊ: No começo de 2006 a banda começou a alçar vôos mais altos, um pouco mais pelo sudeste passando por Mato Grosso do sul e tendo o fechamento no Grito Rock Festival, aqui na Hell City. Eles Relataram como foi essa mine turnê:

1ª Show nosso foi em Ribeirão, no Porão do Rock, onde a recepção foi tão boa que rendeu mais um show extra, com direito a casa cheia nos 2 dias. Seguimos pra São Bernardo no bar Volkana, no show de lançamento do cd do Cuieio Limão, com mais 9 bandas e público frenético, em Campo Grande, tinha apenas um show marcado, no café moinho, show de casa cheia e novamente junto com Cueio Limão +4 bandas, rendendo mais uma noite de show no Bar Fly no dia seguinte, com direito a casa cheia, com bandas do "nype" Dimitri e outras, com uma galera diferenciada. Seguindo pra Cuiabá, onde fechamos nossa turnê na segunda-feira, sendo pra gente um show decepcionante, pois em nossa própria casa, não tivemos a mesma recepção de todas as outras cidades que passamos, sem falar da sonorização que ficou a desejar, além do nosso cansaço das viagens, algo que já esperávamos. Recompensamos o público com o show no enterro dos ossos, onde levamos nosso produtor musical Tchucka, para podermos mostrar realmente o som da High School, podendo sentir em casa e com nosso público que parece estar cada vez mais fiel, aqui de Cuiabá.



High School no 4º Grito Rock Festival


GRITO ROCK FESTIVAL: Na opinião da banda o Grito Rock Festival é importante para pegar contatos e para quem não curte carnaval.

CD: A High School está prestes a entrar em estúdio para gravar um CD cheio que será "bancado" pela Lei de Incentivo a Cultura do Estado.

"Fizemos o projeto desde o 1ª mês de formação da banda, quando, no final de 2005 obtivemos a resposta que nosso projeto de CD fora aprovado". E a mini tour em SP rendeu algumas possibilidades para que a High School efetive uma boa distribuição deste material.

"Durante a turnê, fizemos contatos com vários selos de hardcore do Brasil afora, que ainda não podem ser citados" afirmaram os garotos.

A High School é uma banda que já tem o seu Público em Cuiabá, e está buscando o seu espaço no contexto nacional. A qualidade técnica é inquestionável, basta os caras manterem os Pés no chão, que logo logo eles cairão na graça dos roqueiros mais emotivos do Brasil.


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Quarta-feira, Março 08, 2006

Expresso Cubo de Bandas especial:
Recepção Mi casa tu casa cuiabana!

por Jaqueline Gentilin
Imprensa EC



Bem....quebrando a cabeça pra ter alguma coisa pra escrever esta semana, devido a correria no Grito com bandas, resolvi falar disso mesmo, do meu trampo oficial com eventos há um tempo já, recepção de bandas que nos visitam. Isso começou há um tempão, com a ida da primeira banda cuiabana pro Bananada, saudades, e ainda me chamavam de "babá de banda". Pode? Tudo bem, gosto mesmo de agilizar coisas, e os garotos de bandas, vocês hão de concordar comigo, são um pouco, digamos...desligados. Depois disso vieram os Atos, geralmente uma banda de fora de cada vez, sussa, deu pra ir passear ao zoológico, assistir Hulk....e também muita correria pra pegar o vôo depois de shows com dia de chuva. Já quase perdemos vôos e o pessoal do aeroporto deve odiar bandas e seus instrumentos..(risos). Aí então me chamavam de "cicerone". Nome chique, vistoso, aprovei na hora.

Daí veio o Grito, o terceiro. Mais bandas de uma vez só, correria maior mas o trampo compensa. Translado da galera, almoços, gente interessante, fofocas e estórias impublicáveis, convenhamos, temos que ser profissionais. Explicações da posição geográfica da cidade, explicando a alta temperatura de Hell City, sotaques e coisinhas da terra. Peixe e banana frita, indispensáveis.

Julho passado, Festival Calango, terceira edição, mas a minha primeira. Me arrumaram compainha e ajuda, Talyta e Jaque Rosa, o que deu numas confusõezinhas por causa do nome mas tudo bem. Éramos as "calanguetes" e literalmente, nos desdobrávamos em três pra receber todos muito bem. Todas as bandas num hotel só, o famoso Abudi e produtores em outros. Bom, reunir o pessoal, todo mundo acaba se conhecendo, fazendo contatos e isso gera intercâmbios das bandas, que é pra isso que os festivais servem também.

Rolou muita festa no saguão, pessoal de Goiânia, sempre animadíssimos e a recepção do hotel até curtiu a animação de presenças ilustres (risos). Não posso deixar de mencionar o fato histórico, quando alguns meninos inquietos (são todos meninos pra mim) arranjaram um bola e queriam um lugar pra jogar. Consegui convencer o gerente a deixá-los jogar no estacionamento, nascendo assim o Pobre Gol, com algumas bandas de São Paulo, que até hoje se reúnem pelo menos uma vez por semana pra bater uma bolinha. Lindo, não?

Agora, a quarta edição do Grito Rock. Festival dessa vez. Muitas bandas de fora. Foi montada uma Equipe de recepção, com Bárbara Rosa na coordenação e eu e Talyta Singer na recepção, como de costume. Tudo correndo muito bem mesmo, sem contar os vôos atrasados e perdidos e até os que nunca chegaram, esperas intermináveis na rodô....a minha vã zicada já no primeiro dia, primeiro a parte elétrica e depois uma chave quebrada! aiaiai!

Mas tudo consertado em três tempos, ainda bem, e ainda dava tempo pra uma cervejinha no boteco mais próximo. Sem contar o rasqueado, adorado por uns e odiados por outros, que um dos motoristas tinha no toca cds, com direito a dançar e tudo (risos). Foram dias chuvosos neste Carnaval, nem estava a autêntica Hell City...sorte dos paulistas e sulistas. Outra coisa foda da integração hoteleira é o café da manhã. Podia não ter ninguém à vista, mas as seis da matina em ponto, a maioria da galera se reunia no restaurante. Daí sim, dormir feliz e descansar pra mais um dia de Grito.

E é fato. A organização está cada vez mais profi mesmo e até hoje ninguém saiu insatisfeito. Uns até dizem que querem morar aqui! Ou, no mínimo, saem daqui adorando a cidade, apesar do calor e tudo (mas que rende uma boa desculpa pra muita cerveja). E sempre, sempre querem voltar na próxima.
Que voltem, são sempre muito bem vindos!!

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Terça-feira, Março 07, 2006

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coluna
Mergulho nos Fatos

por Issaaf Karhawi

Charme Chulo.
Festival e Disco Novo em foco.




Bichinho do Paraná. Tonico e Tinoco como influência musical. Um violeiro na foto principal do Trama Virtual. Falo de Charme Chulo, banda paranaense que trouxe o seu som, original, ao Grito Rock Festival na sexta feira (24 de Fevereiro).
Como os próprios garotos descrevem, o som da banda é uma mistura de pós-punk, rock inglês, música caipira, sulista e letras poéticas. Tudo isso você pode ouvir e notar no Ep da banda "Você sabe muito bem onde eu estou" que, por sinal, ganhou como uns dos melhores na sessão Melhor Demo/EP/CD-R segundo a crítica no Prêmio London Burning de Música Independente 2005.

Levando sua originalidade aos quatro cantos do Brasil, e até às telinhas da MTV (com o videoclip de "Polaca Azeda"), Charme Chulo se prepara para o Ruído Festival que acontece no Rio de Janeiro nos dias 10, 11 e 12 de Março (final de semana agora!). Os garotos tocam na primeira noite juntamente com Zefirina Bomba (também presente no último Grito Rock), Irmãos Rocha! (sulistas que quebraram tudo no Calango de 2005), Jumbo Elektro dentre outras... Na segunda noite de Festival também temos os nossos conterrâneos do Vanguart que no seu segundo dia de turnê desembarcam no Rio e se encontram com outros músicos como Sapatos Bicolores (ganhador de seis prêmios no London Burning), Graforréia Xilarmônica e claro, outros mais. No último dia de bagunça na cidade do Cristo, a goiana MQN também leva seu barulho. Enquanto rola o Ruído Festival Charme Chulo toca, também no Rio de Janeiro, no Empório, presenciando também o show de Hereges e Pic-Nic, no palco onde tudo começou para os Los Hermanos.

Para Maio desse ano, os Bichinhos do Paraná Igor, Rony, Peterson e Leandro também prometem seu primeiro Disco com possíveis doze faixas sendo duas regravações (que estão entre "A beleza e a dor de sua alma", "Piada Cruel" e "Polaca Azeda" todas de seu Ep) e todas outras inéditas. O disco já está em processo de produção e foi feito de coração, dizem..
Esperamos pelo novo trabalho, desejamos sorte nas novas empreitadas e aguardamos os Piás pro nosso Calango!

Conheça: www.charmechulo.com.br
E saiba o que aconteceu na vinda do CC ao Grito aqui mesmo no Cubo de Ensaio!


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Sábado, Março 04, 2006

pitaco
Enquanto isso na lanchonete...

pot Talyta Singer
Especial à Imprensa EC



foto: Vinícius Mania



Não, não é música do Vanguart!
É o Macaco Bong falando do The Rockefellers entre uma coca-cola e um x-salada. (Ah, e entre a Kátia, dona do baguncinha, que é fã de Daniel Belleza & Os Corações em Fúria!).

The Rockefellers é a banda de Goiânia dos carros importados, Uísques importados, cigarros, mulheres, e muita boêmia. O cd deles chama-se King Size e três faixas estão disponíveis pra download. A banda é formada por Beto Rockefeller (guitarra/voz), Leo Rockefeller (bateria) e Gustavo Rockefeller (baixo) e tem muito mais. Mas aqui, o que interessa é o que Macaco Bong pensa deles.


A banda cuiabana Macaco Bong, foi aqui representada por Ynayã (bateria) e Bruno Kayapy (guitarra), Ney (baixo) ficou de fora porque "eu fiquei entrevistando o Ludovic no Noise, não vi o show dos caras.."revela o baixista-correspondente do Espaço Cubo. As duas bandas tocaram juntas no Goiânia Noise Festival de 2005 (http://www.goianianoisefestival.com.br) no mesmo dia, no mesmo palco. Lá, os shows aconteciam em dois palcos, intercaladamente, e essas duas bandas acabaram dividindo o camarim, também. Ambas também se apresentaram no Grito Rock Festival deste ano.

Quando perguntei das primeiras impressões sobre os caras, Kayapy e Ynayã lembram que confundiram os moços do The Rockefellers com os do Wry.

"Ah, os caras são bonitões, cabeludos, a gente achou que fossem os gringos do Wry!"
O figurino da banda no Noise, "tipo uns macacões", e a postura deles também passaram a idéia de banda headline. Mas, Ynayã ressaltou que qualquer contato antes do show é complicado, por causa da concentração.


E quando a banda começou a tocar? As impressões de vocês mudaram?

"Totalmente", disseram eles. "Dá a impressão que você o muda o canal. É o mesmo programa, mas ganha outro timbre", explicou Kayapy. Ynayã completou afirmando que "nós assistimos o show com uma amiga deles, a Rayana, que falou que os caras eram bons mesmo". Segundo eles, o The Rockefellers tem imagem e som, presença de palco e um som "bem rockefllers, é tipo um Bon Jovi mais porrada". Como assim? "É, eles tem uma iamgem Bon Jovi, pelas roupas e cabelões, mas o som é definido e tem um lace original". Kayapy já abre o jogo: "É o Rockefellers! Vocês vão fazer um dos melhores shows do Brasil!".

Pra quem ainda não sabe, o Macaco Bong faz música instrumental, e o The Rockefellers compõem em inglês. Sobre isso, Ynayã disse: "Não piro em letra" e Kayapy explica: "Eu gosto das letras do Vanguart,´por exemplo, mas não existe letra se a melodia não for bonita¿. Eles concordam em dizer que as pessoas prestam mais atenção às letras e ocultam a melodia, mas ao mesmo tempo eles só recordam a letra por causa da melodia.

Se a melodia é boa, você pode colocar qualquer palavra nela que encaixa, parece que esse é o caso da banda de Goiânia. Eles destacam a música Midnight Express, como uma das melhores..


O que dá pra esperar da apresentação do The Rockefellers, então?

"Um show com pegada firme, um show forte, só vendo!", concordam os dois Macaco Bong. "Não tem nada capengo no show", afirma Kayapy, que é acompanhado de Ynayã: "Mas os caras não alisam instrumento, não". "É verdade, eles não alisam ouvido de ninguém, eles somam!"

Os rapazes de Goiânia apesar da pose "Bom Jovi, só que mais porrada", falam que são uma família e usam Rockefeller como sobrenome. Quando esse assunto começou o primeiro a se manifestar foi Ynayã: "É! Que nem aquela família de ursinhos! Aqueles ursinho, que usavam macacão!".

"Não é Gremlin o nome deles?",perguntou Kayapy.
Enfim, depois de alguns minutos discutindo desenho animado e bichinhos fofos: "É, não dá pra chamar de Gremlin aqueles caras puta gigantes!" O que eles quiseram dizer é que, com o figurino do show do Goiânia (os tão falados macacões) eles ficaram caricatos como uma família, roupa parecida, biótipo parecidos... Mas já que o assunto é família, eles disseram que toda banda é uma família, pelo tempo que eles passam juntos tem que ser assim "um lance de casamento", rolam alguma brigas, rola cobrança. E a família Macaco? "É família de louco!"


É isso, fim do x-salada.

Essa entrevista foi feita na semana passada e é anterior ao Grito Rock. Por isso, voltei a falar com os Macacos, só pra confirmar os pitacos.
Hoje, conversei com o Ney (baixo) que tinha ficado quietinho, já que ele não tinha visto o show dos moços em Goiânia, no Noise. Depois da apresentação do The Rockefellers no Grito no dia 28, segunda-feira, ele registrou as impressões, aqui:

Ney concorda com os outros Macacos Bong, eles têm peso! Um show quente, com uma galera entrando na pira do show! O instrumental é bom, mas "eu não compraria o cd, pra ouvir em casa" diz, Ney.


Letras em inglês?
Letras em português são preferíveis, o idioma é mais rico. Além do mais, é fácil compor em inglês, né!?
Ney ainda fala do "cara do pandeiro", ele parecia um convidado especial, um amigo que estava no palco, que não fazia diferença no som, apesar de fazer da banda mais interessante visualmente.


Melhor música?
Nenhuma em especial. Curti aquelas em que o baixista solava mais!
Quando perguntei se o show era o que ele esperava, Ney disse que mesmo o show tinha visual, uma pegada sinistra, muito forte mesmo. Mas não chega a ser cavalo, que é o que pressupõe quando vê o tamanho dos caras.

Recado do Ney (baixo) pro The Rockefellers:
Volta pro Calango! A galera pirou no show de vocês!

::: posted by Espaço Cubo at 14:59

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Quinta-feira, Março 02, 2006

Fechando as resenhas dos shows do Grito Rock Festival (sem contaro Enterro dos Ossos que rola nesse sábado) confira o show da banda mineira Porcas Borboletas, sob o olhar da Imprensa EC:


Adoráveis Porcas...
por Talyta Singer
da Imprensa EC




Antes do show, encontramos os moços pra saber o que estava por vir. Eles falaram do cd gravado em 2004 e distribuído ano passado, Um Carinho Com Os Dentes é o primeiro cd da banda, mesmo eles tendo começado em 1999.
Nessa época eles ainda eram a Pau de Bosta, banda dos guris da faculdade, que tinham a idéia de chocar, então valia qualquer performance, qualquer som, qualquer coisa que não deixasse ninguém indiferente: "Não tinha como não lembrar do show da gente, ou você odiava ou você achava do caralho. Iindiferença não rolava."
A banda mudou de formação (entraram baixista e baterista) e de nome (nenhum veículo de imprensa publicava o Bosta do nome da banda) e começaram a fazer mais.
Com um projeto aprovado pela Lei de Incentivo a Cultura eles gravaram o cd em São Paulo. "Mas sabe como é, era o primeiro ano da lei, demoraram pra repassar o dinheiro, e a gente acabou gravando o cd antes de a grana chegar.." contou Enzo, (voz e violão) ajudado por Rafa Rays (baixo): "Todo mundo perguntava se a grana tinha saído, e a gente sempre falando bem da prefeitura..."
Início curioso para uma banda. Fomos ao show pra saber mais.
Mas, o que você pode esperar de um show que começa com três pessoas apresentando a banda ao mesmo tempo?
Ninguém sabia, até o Porcas Borboletas dançar, interpretar, fazer beicinho e claro, tocar Vernissage. A primeira das 10 músicas dos moços de Uberlândia deixou os cuiabanos meio "de cara". Talvez pelo fato de Enzo Banzo(voz e violão) estar usando uma jaqueta vermelha dentro daquele adorável calorão, ou mesmo, pela pose e escracho do som e das letras.
O público ainda sem saber o que esperar, aplaude e ouve Santa Manca. É neste momento a piscina começa a se encher.
A banda agradece e explica que eles gostaram de Cuiabá, mas que eles gostam mesmo é de Cerveja! Esse é o nome da 3ª música, Danislau Também (voz e percussão) aproveita para beber a sua. Alguma microfonia durante essa música, mas nada que seja maior que a criatividade mostrada no palco: Enzo com suas caras e bocas, Danislau e Ricardim (percussão e efeitos) com todos aqueles "barulhinhos" no meio da música enquanto Moita Mattos (voz e guitarra), Rafa Rays (baixo) e Vi Vicios (bateria) seguravam o som que tem várias tendências, nenhum rótulo e direito a sambinha no meio de algumas músicas. Difícil de digerir,mas não que isso seja sempre ruim.
Fazendo graça, Danislau afirma que, no camarim, eles foram procurados por Camilo, um rapaz que escreveu uma cartinha. "Se eu pudesse escolher, eu preferia um Nike". Essa é Lembracinha, refrão fácil, pra você cantar até depois da apresentação do Ludovic

Quase sem pausas entre as músicas, dessa vez Enzo e Danislau fazem uma performance meio dança, meio sexual, meio.. alguém sabe meio o quê foi aquilo? Enfim, atenção presa ao show, rolou "Estrela Decadente", quem ouviu lembra: o sílvio é feito de plástico, o sílvio morreu em 1984. No final da música deu pra ver melhor, eles simulavam uma revista policial.
Em um intervalo no show, eles falaram do cd (jogaram um à galera), falaram do livro de poesia do Danislau (sim, poeta!), que também lançaram a platéia.

Na música seguinte, "Sinto muito mas não sinto nada" , Ricardim usou corneta de Carnaval, além de vários outro efeitos sonoros não comuns.
Talvez a parte mais caricata do show, e também a única com ´participação mais efetiva da gelera foi a que começou depois que Enzo cutucou a galera: "Vocês roqueiros, cresceram que nem a gente, comendo churrasco e ouvindo música sertaneja!" E engatou "Ainda Ontem Chorei de Saudade" do João Mineiro e Marciano. Pasmou? O público também. Ainda tocaram C'antiga, também pela mesma inspiração caipira e aqui, sim um pouco mais de entusiasmo dos cuiabanos, que pelo jeito cresceram comendo Maria Izabel e ouvindo rasqueado.
As duas últimas músicas pareceram uma. E os meninos saíram do palco, com um público que aplaudiu muito, mas com cara de que entendeu pouco.
Se foi bom? Nós perguntamos: O quê você ta achando do show? Ouvimos uma ótima resposta: Do grande e enorme caralho! (Régis - Unknow Projetc/SP).


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Quarta-feira, Março 01, 2006

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ESPECIAL GRITO ROCK FESTIVAL
Cobertura sob o olhar da Imprensa EC


fotos: Vinícius Mania


Macaco Bong fecha a terceira noite de shows
(De novo) "levaram o público ao orgasmo sonoro"


Ecos Falsos não pode se apresentar no grito Rock por problemas com passagens, solução? Macaco Bong, nada mais óbvio, afinal foi o Macaco a banda que deixou o público absorto por meia hora, que hipnotizou o Sk8 Park na noite de sexta feira.

Depois dos shows do Lord Crossroad e Madame Saatan o pouco gás que restou do público do último dia de Grito se converteu em atenção (silenciosa e redobrada) no power trio Kayapy, Ney e Ynaiã.

O show seria o mesmo, nenhuma canção extra, ou convidados, ou qualquer coisa a mais. No entanto, teve quem ficou até o último segundo da apresentação. Macaco Bong é sempre novidade, sempre tem algo mais pra se notar naqueles três.



Madame Saatan:
Como ser underground sem estar abaixo do chão



Por Luciano Regis
Especial à Imprensa EC






Quando falamos do Pará logo vem em nosso mente, pequena, três coisas: açaí, castanha e Calypso. Mas surpresa é um sentimento que toma conta de todos quando sobe o palco uma banda de Metal desse longínquo estado e simplesmente faz um show memorável. A referida banda é a Madame Saatan, que já tem três anos e faz um som poderoso. Os caras misturaram o metal com algumas músicas regionais e até mesmo com o samba E o melhor de tudo é que tudo isso é em português.

A banda tem um guitarrista, Ivan Vanzar, que é muito bom, tem uns riffs perfeitos, solos precisos e arrepiantes, porém curtos. O baixista Ícaro Suzuki é um caso a parte, tem uma técnica de três dedos e uma pegada muito forte, lembrando Robert Trujillo, atual baixista do Metallica. Além de tocar muito, ìcaro tem uma presença de palco muito marcante. Algo que sem duvida é consenso, é que o cara foi o melhor baixista do grito rock. O batera também é muito veloz e tem ótima pegada.

O grande destaque da banda é o vocal, nós ultimamente estamos carente de boas vocalistas mulheres, mas a vocalista Sammliz, é um ótimo exemplo de como ser sensual (sensualidade que se encaixa na proposta da banda) sem ser vulgar de como dançar, pular e cantar sem a voz sofrer qualquer oscilação e muito menos desafinar. Ela tem uma presença de palco muito marcante. Mas estas qualidades não são adquiridas da noite para o dia. Sammliz tem 13 anos de carreira e tocava em uma banda só de garotas que se chamava Morganas, que fazia um som parecido com o da Madame. Quando eu perguntei para ela o que ela acha das bandas de minas ela respondeu: "Bandas de mina sempre existiu, mas só agora as pessoas estão dando valor. As mulheres têm que brigar pelos seus espaços e ser melhor do que os homens. Em relação à cena de Cuiabá, ela disse ser muito parecida com a de Belém e que gostou muito das bandas cuiabanas, em especial, a Lord Crossrod. "Meu Deus que banda é essa", disse ela.

A banda Madame Saatan fez um show ímpar na história do grito rock. O público espera que essa banda volte o mais rápido possível. Mas caso isso demore basta enfrentar 46 horas de busão, ver o show e descobrir o que o Pará tem, além de Açaí, Castanha, Calypso e MADAME SAATAN.


Lord Crossroad:
Show insano do começo ao fim


Por Ariane Laura
Especial à Imprensa EC



o performático Charlinho, vocalista da Lord Crossroad

Desde o começo já foi diferente. A cuiabana Lord Crossroad sobe ao palco sendo anunciada por um menino da platéia. O que falar de um show que levou a galera ao delírio do início fim? Assim foi o show da antepenúltima banda a se apresentar e sem dúvidas uma das melhores daquela noite.

Foi impossível ficar parado ao som da banda de amigos que surgiu no ano passado para disputar (e ganhar) a prévia do Festival Calango. Com a visível influência principalmente de Led Zeppelin e suas letras que tratam do dia a dia de seus membros, os meninos da Lord enlouqueceram juntamente com a galera, que por várias vezes tentou subir no palco.

Em meio a sua performática apresentação, o endiabrado vocalista Charlinho interagiu com o público, dialogou com a galera ao final de cada música. "Não precisa Lord tocar, pois vocês já dão um show do caralho!", empolgou-se o vocalista, fazendo a galera pirar ainda mais.

E não terminou por aí, ele ainda disse que o show é em homenagem a eles que estavam ali presentes e ainda perguntou que música a galera queria ouvir. Em coro, o público respondeu: "Carioca".

Com a pegada inconfundível da batera de Ynaiã e os solos instigantes do guitarrista Caio, o público não parou de dançar nem por um minuto. Assim como os membros da banda, todos que estavam ali pareciam estar possuídos... Ao final de todas as músicas, os meninos do Lord arrancaram fortes aplausos da galera.

O vocalista dedica a música "Kilômetro Zero" ao coordenador de planejamento do Espaço Cubo, Pablo Capilé, a Caximir e aos organizadores do Grito pela oportunidade. O público que acompanhou Charlinho nas canções, desta vez não fez diferente... "Se Cuiabá é a cidade Hell, o P.C [Parque Cuiabá] é a chácara do capeta", declarou o insano Charles antes da música "Favela do Quiabo".

Para enlouquecer ainda mais o público, eles finalizam seu show tirando um cover improvisado de Paranoid, do Black Sabbath. Como se isso fosse pouco Charles improvisou uma letra em português que fez a galera viajar. No final da apresentação, um casal de fãs ensandecido sobe ao palco para abraçar Charles e terminam todos caídos no chão.

Logo após o show, pergunto o que acharam da apresentação e do público. Charles respondeu: "Não tenho palavras..." Porém, uma roda de pessoas ouvindo sua resposta definiu: "Foi muito foda!".

Já no segundo semestre a Lord pretende gravar o seu primeiro cd e sair pra outras cidades pra fazer shows. Já estão recebendo várias propostas...
Boa sorte Lord Crossroad!



Valentina anuncia lançamento de novo CD em maio

por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC






Uma outra boa atração da noite da segundona de carnaval no Grito Rock Festival foi a dos goianos do Valentina. Com um vocalista estilosíssimo, a banda foi mais uma das que conquistaram o público. No palco, Rodrigo Feoli toma conta da festa. Muito performático e com um timbre de voz meio alienígena style, Rodrigo canta com a soberania de quem está sozinho no chuveiro. Em algumas músicas, a linha e o timbre do baixo simulam levadas eletrônicas. Enfim, o show do Valentina é uma verdadeira festa. Com um anfitrião e uma banda produzindo volúpia com notas dançantes.

O cd da banda, que está sendo gravado desde maio do ano passado, deve estar saindo em maio desse ano. O motivo da demora no processo de concepção do álbum é o fato de o produtor do mesmo residir em Porto Alegre, nunca ficando mais de uma semana em Goiânia. A arte do cd vai ser produzida pela "Bicicleta Sem Freio", uma organização de jovens designers que estão investindo nesse mercado da cena independente. Os garotos do Bicicleta Sem Freio foram quem produziram a arte do Goiânia Noise Festival de 2005.



High School:
Tentativa de Peso!

por Luciano Regis
Especial à Imprensa EC



High School


No que se refere a Emo-Core, sem dúvida alguma, a High School é a melhor banda de Cuiabá, tanto é que em pouco tempo de formação eles já fizeram shows pelo interior de São Paulo, um em São Bernardo dos Campos e três em Ribeirão Preto, além de shows em Campo Grande MS.

Apesar da trajetória, a performance deles no Grito Rock não foi muito feliz. As guitarras não estavam se entendendo, por muitos momentos os guitarristas faziam exatamente a mesma coisa. Juliano, vocalista, reclamava muito de cansaço, mas isso era óbvio e notório.

Outra coisa que chamou a atenção foi a tentativa deles colocarem mais peso nas músicas. Isso não ficou legal, pois as letras são muito românticas e acabou ficando um abismo muito grande entre as letras e o peso que eles tentaram colocar. Conversando com pessoas do público, todos foram unânimes nestas observações.
Acertando esses detalhes a banda ficará muito boa. Bom seria se asses acertos ocorressen antes da gravação do CD, que está marcada para abril e será financiado pela Lei estadual de incentivo a cultura Hermes de Abreu.



The Rockfellers embala o público com seu som cafajeste


Ariana Laura
Especial à Imprensa EC



The Rockfellers

Sendo a quarta banda a se apresentar na noite de segunda, a The Rockeffellers que faz um som hard rock setentista na velocidade da luz, acabou de completar um ano de existência em janeiro e mostra porque em pouco tempo de estrada já recebeu boas críticas da imprensa especializada.

Os integrantes da banda, que tem como influência o hard rock, passando pelo blues e southern rock, não deixaram ninguém parado e admitiram: "Procuramos fazer um som meio cafajeste..." O som acabou contagiando a galera que se entregou ao ritmo dançante marcado principalmente pela forte batera de Leo Rockfeller e pelos riffs da guitarra de Lukão Rockfeller.

A cada música que passava, o público parecia se envolver ainda mais. Porém o ápice do show foi no meio da apresentação, ao som de uma música parcialmente instrumental intitulada "Funck`n`punk Kid", que levou a galera a loucura...

Logo após o show, perguntei-lhes o que acharam da apresentação. Sem pensar muito todos respondem: "Foi ótimo, muito bom!" Questionei também quais são os planos pra este ano e Beto contou que o lançamento do primeiro cd da banda "King Size" será no mês de março. Ainda revelou que em abril lançarão um vinil no Goiania Noise juntamente com MQN e que ainda no final deste ano pretendem lançar mais um cd para sacramentar a formação da banda. Será que é preciso sacramentar ainda mais?

Pra quem não sabe, em apenas um ano de estrada a The Rockfellers já dividiu o palco com bandas consagradas no cenário independente como Pata de Elefante, MQN, Daniel Belleza, entre outros.

Além disso, participaram também d 11ª edição do Festival Goiânia Noise, o maior festival de música independente da América Latina, ao lado de Forgoteten Boys, Zumbi do Mato, etc. Como foi essa experiência? Beto responde: "Foi maravilhoso. Gostamos muito dessas bandas. Foi muito bom poder mostrar o nosso trabalho de pouco tempo para um número grande de pessoas". E ainda completou: "O show nunca é só o show. O legal é que depois a galera conversa, troca idéias e é assim que se fomenta coisas novas".


Johnny Sux and the Fuckin Boys: "Foi uma putaria"

por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC







O show do Johnny Sux, como diria o próprio "foi uma putaria". Durante um bom tempo de começo do show o que mais se ouvia era "aumenta a guitaaaarra!". O Johnny Sux veio com um som alto, pesado e muito performático. Foi a banda que mais se empurrou no Grito. Um dos garotos das cordas, o baixista, era performático ao ponto de erotizar, jogar no chão, esmurrar e chutar seu instrumento ao término os shows.

E, ao término desse show especificamente, João Lucas, o Johnny Sux me contou sobre a fundação da Beacid. "Cara, eu sempre tive banda. Na falta de espaço pra tocar eu vi que tinha que criar uma produtora".

Outra coisa interessante de Johnny Sux and the Fucking Boys é o fato de a banda ter sido formada há apenas um mês. Palavras de João Lucas; ou Johnny Sux, como queiram: "Ah, cara. Eu tinha uma banda. Só que era muito ruim". Aí eu decidi que tinha que ter uma banda boa e convidei essa galera aí. Acabei com cerca de umas cinco bandas, roubando seus integrantes, divertiu-se o vocalista. Critério? "Ah, escolhi os que eram mais bonitos..."

O show de estréia do Johnny Sux and the Fuckin Boys foi realizado com uma participação super-especial. Sob o nome de Daniel Belleza e os Fuckin Boys, a banda fez um show com o grande nome do quesito "performance" na atual cena independente nacional. Metade desse show foi de músicas dos Fuckin Boys. A outra metade contou com os mesmos Fuckin Boys tocando músicas de Daniel Belleza, com direito a Daniel Belleza e Johnny Sux dividindo o microfone.


Curiosidade: Johnny Suxxx and the Fuckin Boys é glam?

"não não, a gente gosta muito de Pantera. Mas seguindo o princípio de que glam não é som e sim, atitude, pode-se dizer que nós temos sim isso. Mas é só um tempero. Um tempero glam."


Pequena história sobre a beacid

A Beacid, produtora e selo de Goiânia, foi fundada pelo João Lucas, o Johnny Sux dos Fucking Boys. O interessante dessa história toda é que antes disso tudo começar, Rodrigo Feoli, vocalista do Valentina e João Lucas, dos Fuckin Boys faziam parte da Saci Produções, que organizava eventos no Martim Cererê, o mesmo espaço onde é realizado o Goiânia Noise Festival. Mais ou menos na mesma época, Pedro Cambaleado já coordenava a Beacid apenas como uma loja de camisetas online. Com o fim da Saci, eis que João Lucas, a fim de abrir espaço para as bandas, se junta com Pedro Cambalerado ¿ melhor administrador ¿ para que a Beacid, além de um site camisetas fosse também uma produtora de eventos e um selo. Hoje a Beacid distribui várias bandas de Goiânia, além de ser também uma das principais produtoras de eventos na cidade.



Unknown Project: A viagem ao centro da psicodelia

Por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC






O Unknown Project, banda de Mogi das Cruzes (SP) veio com uma proposta de som bipolar, ou, como diria o release da banda: agressivo e suave ao mesmo tempo, barulhento e ao mesmo tempo silencioso, intenso e ao mesmo tempo doce, e por aí vai.

A banda é formada por três instrumentistas (baixista, guitarrista e baterista). O massa de tudo isso é que todos os três são vocalistas da banda. As letras também chamam a atenção de quem ouve. Não necessariamente pelo conteúdo, mas principalmente pelo fato de serem compostas em três idiomas. Essa junção toda faz do som do Unknown Project uma verdadeira viagem, fazendo-se escalas nos momentos calmos, com suas dissonâncias performáticas. No som dos caras rola também muita mudança de naipes. Ta certo que às vezes eles acabam sendo bruscos demais... mas ainda assim, o Unknown Project foi uma banda que conquistou a galera com a viagem de seu som.

Em conversa com os caras da banda, pude apurar de onde nasceu essa bipolaridade que constrói as "viagens" do Unknown Project. "A gente põe pra fora o que dá na telha. Tem muitas influências pesadas e muita psicodelia", contou o guitarrista e vocalista Alexandre Lima. A Unknown Project, assim como seus conterrâneos do GAT, também canaliza o cinema, o teatro e a literatura pro interior de sua música. Segundo os caras da banda, isso se dá devido ao fato de os integrantes lerem muito e verem muitos filmes. "Cara, as composições nunca são algo planejado. Ocorre em insights", contaram.

A galera falou um pouco mais sobre a relação com o GAT e com a produtora Poranduba, ambas de Mogi das Cruzes (SP), mesma cidade do Unknown Project. Ainda segundo Alexandre Lima, o Unknown Project e o GAT são as bandas um pouco mais diferentes ali da cena, uma vez que a imensa maioria de todas as outras é composta por bandas de emocore. Daí às bandas de Mogi escolhidas para vir ao grito terem sido justamente essas duas.



Asthenia:
O punk rock juvenil.

por Issaaf Karhawi
especial à Imprensa EC






A segunda banda da noite de segunda-feira (27/02) foi o Asthenia. A casa ainda estava vazia, no entanto, os garotos tinham um fiel público de amigos, que vibrava antes mesmo do início do show.

Logo de cara, a banda que tanto promete a nossa cena se vê em problemas. Mikhail, vocalista e guitarrista, perde retorno pra sua voz e o baixista Danilo, que está temporariamente (ou não) como substituto na banda também pede um pouco mais de volume pro seu baixo. O que gera transtorno no palco e leva os meninos a pararem a primeira música com menos de 30 segundos de execução. Mais duas canções e lá vem problema de novo, é palheta de baixista que cai, são guitarras desconexas e pára tudo de novo! Vocalista nervoso e público sem entender o porquê de tamanha falta de profissionalismo no palco, afinal, Asthenia foi a banda revelação do ano passado no Calango e, enfim...

O show seguiu empolgante e nos conformes depois de toda a onda de nervosismo, segundo o vocalista "De tanta raiva pelo início, fizemos com que o show ficasse bom depois". E fizeram mesmo! Meia hora de punk rock muito bem marcado pelo novo baterista, presença de palco ótima de todos os rapazes e canções novas muito bem trabalhadas, com arranjos que foram além do punk rock cru. Ponto de destaque também foi o figurino dos rapazes, todos em uniforme Vermelho, que de entrevistas passadas pude concluir ser uma referência ao comunismo, agora inspiração para as letras da banda.

Depois de um mosh final do vocalista, Asthenia deixa o palco contando que tem novidades para, quem sabe, mês que vem. "Queremos gravar um spleet com uma banda de Rondônia, só não podemos contar, ainda, que banda é!". O jeito é esperar pra ouvir.


G.A.T
Geração do Amor Transgênico, Banalização do Sentimento e da Cena


por Ney Hugo
Especial à Imprensa EC






A primeira banda da última noite de Grito Rock foi o Geração do Amor Transgênico, de Mogi das Cruzes. Ou GAT. O som da banda vem numa linha pop art bem composta, mas com uns timbres ainda estranhos.

O interessante do GAT é que a linguagem musical vai além do comum, mesclando artes como a pintura e a literatura. Mas isso tudo no universo musical, obviamente, não chega a ser um movimento de artes integradas. Segundo a galera da banda, isso acontece porque a galera toda ali vê muito filme e lê muito. O GAT tem uma música chamada "o outro lado do domingo", que, longa, conta a história de um personagem de um filme. Pena essa não ter rolado no palco do Grito.

Outra preocupação do GAT é quanto à temática das letras dizerem respeito à banalização do sentimento. A banda parte do princípio que o mercado hoje transformou tudo em produto. E colocam também que os sonhos que são "vendidos" às pessoas não são realizáveis. É tudo muito artificial e consumista.

Entre outras coisas, a banda falou ainda sobre a cena de Mogi das Cruzes, a qual, na visão geral ainda é muito restrita a determinada estilo, estando os trabalhos autorais autênticos começando a engatinhar, por iniciativas como a Poranduba, uma produtora da região. Isso talvez faça com que Mogi e região deixem de ser o quintal da capital paulista, que acaba indiretamente ditando o que acontece no interior.


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Continuação de sábado - 2ª noite de shows

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Jihaad
A guerra santa! Em março a banda estreará nova formação


por Luciano Régis
Imprensa EC




Chegando ao Cuiabá SK8 park tomei um susto, pois estava tocando Jihaad e pensei que estava atrasado para cobrir o show dos caras, mas foi um mero engano, pois o que estava tocando era a gravação da música Senhor da Guerra que faz parte do E.P Bombas e Flores, que em breve será lançado.

Finalmente chegou a hora do show. Logo no anúncio da banda o público vibrou e foi para frente do palco. Os integrantes da banda estavam todos vestindo roupas militares. Bruno (vocalista) começou o show propondo uma guerra contra a hipocrisia e com muita empolgação, que até atrapalhou no desempenho do decorrer do show.

A postura do vocalista estava diferente do comum, agitou a galera rolou no palco e de uma maneira muito bacana interagiu-se com o público. O guitarrista Maikon esteve muito bem, mas outro guitarrista era ninguém menos que Bruno Kayapy que continuava endiabrado e fez um ótimo show. O último tiro dessa guerra foi a música aquário e aí como destaque entra a locomotiva humana, Ynaiã, que debulhou na batera.

Bruno ao sair do palco disse que estava muito satisfeito com o show e que espera voltar no sábado, pois é aniversario de 01 ano da Jihaad e nada seria melhor do que tocar no aniversario da banda.

Caso a Jihaad não volte para enterro dos ossos, dia 04/03, essa foi a última chance do público ver a banda com essa formação, pois o trio do Macaco Bong só estavam fazendo uma participação na banda e em março estréiam os integrantes "definitivos".



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Lazy Moon
Estréia de nova vocal e promessa de novo CD em português


por Luciano Régis
Imprensa EC




Na primeira noite de grito rock parecia que as meninas, principalmente a Mariana, estavam ensaiando o rebolado para o show do dia seguinte. Mariana dançou freneticamente ao som de todas as bandas.

Noite do show 25/02: Boa parte do público foi para o Grito Rock Festival com um único intuito, conhecer a nova vocalista da banda Lazy Moon, Mariana. Momentos antes do show ela prometeu que a banda teria mais interação entre si e também com o público. O clima prévio era muito bom entre as meninas, muitos abraços e beijos e desejos de boa sorte.

Logo na primeira música o pessoal que estava presente se mostrou receptivo com a nova vocalista, na segunda música Mariana tirou os saltos para dançar melhor, e conseguiu!!!

A cozinha da banda esteve mais consistente. A baixista Issaaf fez muito bem o seu dever de casa e se destacou no backing-vocal. Na opinião de muita gente ela deveria cantar um pouco mais na banda. A guitarrista Priscila fazendo uso de um slide arrancou sonoridades melancólicas de sua guitarra, a Ariane obteve uma boa performance em sua guitarra e manteve a harmonia com a sua parceira Priscila. A baterista Juliana mostrou que o processo de evolução dela com as baquetas prossegue, Juliana tem a pegada firme e precisa.

Um show é muito cedo para podermos falar da Mariana nos vocais, mas tirando por esta noite, uma coisa é fato: a garota tem um bom rebolado, porém tem que tomar cuidado com os gritos no microfone.

Após o show a baixista Issaaf disse que se sentiu mais solta e anunciou que o próximo CD da Lazy Moon contara só com musicas em português.


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Revoltz
Rock sulista, produzido bem no centro oeste.


por Luciano Régis
Imprensa EC




Depois de sete meses sem a banda Revoltz tocar no Xingu (definição de Cuiabá para o vocalista Ricardo), eles fizeram um ótimo show com as suas composições gauchescas. Podemos constatar que do Festival Calango (em julho passado) pra cá a banda evoluiu muito. Principalmente a tecladista Marcella que está cantando mais e com um bom entrosamento com Ricardo, além de muito mais descontraída no palco. A descontração da garota só foi abalada quando Ricardo quase deu um beijo na boca dela. O público dançou e se divertiu com o som da banda, que faz a cabeça dos adolescentes de Hell City.

O motivo que fez a Revoltz ficar sete meses sem tocar em Cuiabá é que eles estavam fazendo alguns shows para fora do estado. Perguntei para Marcella como foram os shows de SP e ela respondeu: "A galera de SP foi muito receptiva, graças ao nosso publicitário Daniel Beleza, tinha muita gente cantando as nossas musicas", e completa "em São Paulo quando aprece coisa nova o público vai a loucura, pois lá só tem EMO e Hard Core".

Revoltz está hoje entre as melhores bandas do país e eles foram revelados aqui mesmo na terra de "Xingu".


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::: posted by Espaço Cubo at 15:02

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