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Quinta-feira, Abril 20, 2006

entrevista
Revoltz dá notícias

por Talyta Singer e Issaaf Karhawi

Entre chopes no shopping center à uma da tarde, Ricardo Kudla, vocal e baixo da Revoltz, e Astronauta Pingüim, produtor musical, deliciam a equipe do Espaço Cubo com boas novas! Como o papo foi longo e envolveu vários assuntos, separamos as informações em blocos. Enjoy!



Polêmica: Cuiabá - São Paulo
Ricardo veio para Cuiabá em função de sua empresa de design, a Studiorama. E suas idas e vindas de São Paulo são contatos desta empresa e não da banda, que é verdadeiramente cuiabana e por isso não tem planos de mudar-se para lá. Ele ainda disse que Cuiabá é o lugar do novo rock no Centro Oeste, e que junto com Lazy Moon, Macaco Bong e Vanguart, a Revoltz está saindo desta placenta que parecia só gerar bandas em Goiânia.

Quanto a classificação de banda gaúcha, Ricardo deixa o produtor de novo disco da Revoltz, Astronauta Pingüim falar. Na opinião de Pingüim a classificação rock gaúcho é geográfica, não sendo referência a uma sonoridade específica. Como ele mesmo diz, a banda faz "índio rock" um trocadilho não pejorativo com indie rock, afinal de contas, eles fazem rock brazuca.

Ricardo ainda afirmou que tocar em outros lugares faz a banda "sair do bairro", conhecer "pessoas como você" que pensam da mesma maneira. Kudla também compara São Paulo com Brasília, que faz lobby para as bandas, cria oportunidades de vários shows, estabelece contatos. Ele cita Vanguart, que foi "muito pé quente" na sua estadia por lá, além de terem mais tempo de estrada e disponibilidade que a Revoltz, que é uma banda que tem pais de família e estudantes. Ricardo ainda diz que Vanguart estava na hora de acontecer e ressalta que a mídia sempre precisa de alguém, e que eles não são os próximos, mas quem sabe até sejam.

Festival Calango e Espaço Cubo
Ricardo declarou que Revoltz precisa do Espaço Cubo, enquanto organizador do festival, e mídia local, mas que, a banda nunca assinou com a Agência Cubo de Bandas por não querer comprar uma briga alheia, deixando no ar que o Espaço Cubo limita as bandas e eles querem amar todo mundo, tocarem em todos os lugares e manterem contato com todas as pessoas. O Espaço Cubo limita as bandas então? Não, claro que não, disse nosso contraditório e político Ricardo Kudla, que, na seqüência, justifica-se falando das "facções" da cena local, que por ser tão pequena e deveria se unir...

Grito Rock e Enterro dos Ossos
Revoltz se apresentou no segundo dia do festival realizado durante o Enterro dos Ossos, no carnaval, fazendo um show foda, que levantou a galera e colheu elogios das bandas amigas, segundo Ricardo. A mídia local, porém, pareceu discordar da opinião do vocalista, e ignorou a apresentação deles no evento.



Durante o Enterro dos Ossos, dia de show que fecha o festival no sábado pós-carnaval, Revoltz mesmo estando entre as 8 bandas mais votadas pelo público, não compareceu. E este blog foi o único a fazer cobertura do dia de show, enquanto todo o evento recebeu atenção da mídia na semana anterior, o que na opinião de Ricardo limitou o público aos apreciadores das bandas vencedoras. Mas, isso talvez explique melhor a ausência da banda, já que Ricardo também afirmou que toca em Cuiabá pela mídia gerada e quando isso não acontece é bem frustrante. Mesmo com todas essas declarações, a justificativa oficial pelo não comparecimento da banda, foi uma viagem que Ricardo já tinha programado.

Projetos e pensamentos da banda
"Toda banda independente quer ser dependente" Pingüim, produtor musical.
"Toda banda independente quer ter grana pra comprar cerveja, ver show do Radiohead na Europa" Ricardo Kudla, vocalista e baixista da Revoltz.

Ricardo fala sobre o mercado independente com certa desilusão, apesar de a banda estar gravando aqui em Hell City mesmo por contra própria e no Estúdio Riffde Rodrigo Lopez. Segundo Pinguin e Kudla, a aparelhagem desse estúdio é comparável até ao Estúdio Nas Nuvens, onde Daniel Belleza e os Corações em Fúria, outro parceiro da banda, está finalizando seu cd, assinado também por Pingüim.

Revoltz, segundo Kudla, é power pop, sim, e descobriram isso tocando num desfile no Centro de Eventos do Pantanal, e viram as pessoas curtindo o show da banda enquanto estavam com a família e comiam mandioca frita. Isso sem contar o senhor que tocava um baixo imaginário com sua muleta. Eles não se importam com isso e querem vender 1, 2, 3, 4 ou 5 milhões de cópias, viajar de jato, ser o disco do verão, fazer propaganda de celular e tocar no Faustão e no Gugu. Mas, quando estiverem do Top of the Pops prometeram não esquecer que o berço de tudo foi o festival Calango e os shows em Cuiabá.


CD novo
Depois de meses de ensaio a Revoltz se concentra agora em seu novo cd. Nomeado "Beijo no Escuro", o novo trabalho da banda conta com 12 a 14 faixas que segundo Kudla estão à la Chico Buarque, à la Santana...

A segunda gravação da banda promete ser visceral, dançante, feita pra pista, pra deixar as pessoas felizes, colocá-las pra cima. "Já foi a época emo", ironiza Ricardo comentando a nova fase dos Revoltzs.

A mixagem do disco será feita por aqui também, mas não por um cuiabano, quem assume esse papel é Astronauta Pingüim dono da selo sulista Apple Pine Music. O produtor que atualmente também trabalha no novo cd do Daniel Belleza e os Corações em Fúria, já passou por diversas bandas e hoje encabeça seu cd solo, "Petiscos: Sabor Churrasco", com regravações instrumentais de bandas como Bidê ou Balde, Júpiter Maça e Wander Wildner.

O cd da Revoltz além de tudo conta com participações especiais do já amigo da banda Daniel Belleza, e que além de tudo, conta com uns berros de Ricardo Kudla, como o mesmo definiu sua participação no novo cd dos paulistanos. A previsão de lançamento é para o próximo semestre e aguarda propostas para a distribuição.

Videoclipe
Encerrando as novidades da Revoltz, nada melhor do que falar sobre o projeto mais próximo dos garotos(?). Nessa Segunda-Feira (24 de Abril), primeiro dia do Festival de Cinema que rola durante a próxima semana, poderemos ver o rostinho dos nossos sulistas-mato-grossenses-paulistas na telona.



A música "Ritalina" virou clipe! Editado por Alê Ramos (paulistana, que trabalha hoje no primeiro curta de ficção científica do Brasil) e dirigido Joel Sagardia (videomaker cuiabano) o videoclipe se passa numa farmácia 24hrs mostrando o seu dia-a-dia maluco, entre putas, mendigos, travestis e evangélicos (encenados pela própria banda). Uma rotina cômica é anunciada. Como não poderia deixar de ser, há cenas da banda tocando no antigo restaurante Mustafá! Para conferir e tirar suas próprias conclusões só segunda-feira no Shopping Pantanal a partir das 18 horas.

No palco
Pra quem está com saudades nesse sábado (22 de Abril) e no próximo (29 de Abril) tem show do Revoltz no Bar do Neuro (Rua 01, número 402 no bairro Boa Esperança) a partir das 22:00. O frontman confessou que no dia além das participações de Daniel Belleza e Astronauta Pingüim os presentes vão ouvir covers e músicas novas! Para deixar teu nome já alistado acesse www.revoltz.com.br e vá ouvir!

::: posted by Espaço Cubo at 18:58

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Sábado, Abril 15, 2006

_
especial
Um olhar sob o Festival Campari!


Por Jaqueline Gentilin
da Imprensa EC



arte: fabrício chabô / www.fotolog.com/espacocubo

A segunda edição do Festival Campari Rock aconteceu neste sábado passado, dia 08 de Abril, num Hotel Fazenda Hípica em Atibaia, á 60 km de São Paulo. Diferentemente da edição anterior que foi dividida em dois dias com bandas como The Kills, Jumbo Electro, CSS, DBFC, Autoramas, Forgotten Boys, As Mercenárias, MC5, entre outras.

Esse Campari foi mais ao clima de festivais de verão europeus e americano e apenas um dia de apresentações. Segundo estive pesquisando, as duas edições tiveram a mesma média de público, quatro a cinco mil pessoas e a mesma peculiaridade: Shows estrondosos das bandas mainstream e gringas e pouca evidência pras bandas independentes.

Pelo menos esse ano, isso ficou claro pela falta de estrutura técnica de som e palco destinada às bandas que abriam o festival. Isso é muito triste pra um evento de tal dimensão e repercussão, onde as indies poderiam ter a oportunidade de mostrar seu som de igual pra igual com as outras, mas acabaram tendo seus shows prejudicados pela má qualidade de equipamentos e som, parecendo que era pra deixar evidente o lugar de cada um no evento.

Será que os organizadores tinham medo que as bandinhas nacionais soassem tão bem quanto as de maior destaque e as gringas? Ou é por que nem sequer passou pela cabeça deles, que defendem o evento como "o festival com sabor Independente?"

Fora esses probleminhas, o Festival tem muito destaque por juntar o roque com a música eletrônica, o quê funciona muito bem e é ótimo pra bandas que circulam nessa área.

Vamos aos shows

A banda electro&punk cearense Montage abriu o festival pontualmente às 15 horas, mesmo que pra quase ninguém, e fez um show arrasador com destaque pro vocal Daniel Peixoto. Não se intimadaram com a falta de público que, ainda bem, foi aumentando até o fim do show e o trio Dj, vocais e guitarra, debaixo de um show ardido, começaram muito bem já colocando quem estava lá pra dançar.

Então foi a vez de Digitaria, banda mineira electro também, com guitarras Dj's e percussão, e já com grande projeção na cena internacional, fazendo um show bem agitado. O público já aumentava e muita gente já dançava e circulava pelos gramados e tendas do lugar.

Terceira banda a se apresentar, a gaúcha Walwerdes veio com tudo, deixando tudo com um clima mais roqueiro, e dos bons. Sonzaço áspero e incrivelmente barulhento para um trio, porém não muito agraciados pelo som já citado, mas fizeram um show animadíssimo e o pessoal já aumentava progressivamente.

Quarta e última banda independente, a paulista Ludovic subiu ao palco no finalzinho da tarde. Apesar da, mais uma vez citada, precariedade técnica de aparelhagem e som pra suas duas guitarras estridentes e uma guitarra que desligava o tempo todo, a banda fez um show com muita energia, principalmente dos três front men, sem contar a já costumeira insanidade performática do vocalista Jair que, claro, reforçou o apoio à cena independente, cutucou os posers de plantão e também fazendo piadinha com o já desgastado trocadilho LudovX Ludovic.

Depois disso, vieram os headliners: Cachorro Grande, que fez um show animadíssimo e não perderam a pose quando o som sumiu por um tempo numa das últimas músicas. Mission of Burma, banda americana indie e ainda obscura dos anos oitenta que influenciaram muitas bandas, como R.E.M. Show empolgante pros poucos fãs conhecedores da banda mas que com certeza contagiou e conquistou muita gente ao fim.

Nação Zumbi, o show mais forte e agitado da noite, com o velho e bom manguebeat do precursor Chico Science. Veio então Ira, que incrivelmente animavam mais com as baladas antigas e ainda tive que agüentar "...envelheço na cidade..." fechando o show. Finalmente, com pouco mais de uma hora de atraso, subia ao palco a banda inglesa e dona da noite Supergrass, show perfeito e muitíssimo bem produzido, com hits antigos, exceto "Alright", e muitas do último cd lançado em 2005 "Road to Rouen", que mostra a atual fase mais madura e experimental da banda que continua agradando.

Pra fechar a noite, o duo eletrônico Fixmer/McCarthy, que eu e a grande maioria do público não teve a oportunidade de ver devido ao cansaço.

Considerando a intenção do festival, esperemos que nas edições seguintes eles consigam fazer jus ao tagline do festival e valorizar mais a cena independente.

Até a próxima!

::: posted by Espaço Cubo at 16:27

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Quinta-feira, Abril 13, 2006

agenda
Semana Nada Santa - Programação Rock do Feriado


por Issaaf Karhawi e Talyta Singer
da Imprensa Ec



MQN em primeiro show do ano em Gyn



Exatamente isso. Nessa quinta-feira, véspera de feriado é claro a banda MQN faz seu primeiro show em sua terrinha às 22h no Caverna Bar, os ingressos são vendidos a R$ 10,00. Ao lado dos garotos do rock goiano sobe ao palco Rollin' Chamas + The Rockefellers, que já passaram também em palcos cuiabanos.
Hoje é dia da casa cair de tanto Rock And Roll!
www.mqn.com.br


Hang The Superstars no Gordo Freakshow



E hoje, quem está garimpando seu espaço na terra da garoa é a banda dos goianos Hang The Superstars. Nessa quinta-feira a banda grava sua participação no programa Gordo Freak Show da MTV do João Gordo (data de exibição ainda não confirmada). Hoje, também, véspera de feriado e 12 anos da morte do vocalista do Nirvana, eles se apresentam na Outs no "Tributo a Kurt Cobain" ao lado de Hater Sonics, Wasted Nation, Monaural, Capim Maluco, Similar e Ecos Falsos. Além de tocarem dia 14 de Abril, sexta-feira no Juke Joint com The Boom Boom Chicks de SP.
Informações: www.fotolog.com/dual_discos


Faichecleres fica lá pelo sul mesmo



A banda Faichecleres fica lá por sua terrinha nesse feriado. Eles estão fazendo a turnê de seu cd "Indecente, Imoral & Sem-Vergonha" lançado no início de 2005. São dois shows:
14.04 (Quinta) - Faichecleres em Londrina no Vitória Café. O show comença as 20h com as bandas Nacrofania e Vertix. Ingressos a R$10,00.
15.04 (sexta) - Faichecleres em Maringá no Asterisco Bar . O show começa com Stoned Sensations e os ingressos podem ser adquiridos na loja MT3 do Shopping Avenida.
Acesse: www.faichecleres.com.br

Lançamento do selo Anti Records


capa do novo EP de Os Fronhas

É dia 15, sábado, que no Martim Cererê em Goiânia, rola a festa de lançamento do selo Anti Records. As bandas Os Fronhas, Hey!, Duup e Tcholas estão lançando seus eps, as bandas do casting da Anti Records vão tocar acompanhados dos convidados Johnny Suxxx'n The Fucking Boys (GO), Pulso (DF) e Cueio Limão (MS). Confira a programação completa:
18:00 Fondue
18:30 Gloom
19:00 Bucetildz
19:30 No Dolls
20:00 Engravatados
20:30 Os Fronhas
21:00 Duup
21:30 Tcholas
22:00 Johnny Suxx'n The Fucking Boys (GO)
22:30 Pulso(DF)
23:15 Cueio Limão(MS)
(de última

Movimento das Tribos é o aquecimento para o PMW Festival



Todos os domingos rola em Palmas/TO, o Movimento das Tribos, que funciona como um aquecimento pro PMW Festival. A cada domingo três bandas fazem um som no Bar Natureza Natural do Parque Cesamar. Isso funciona como uma curadoria aberta do festival, além aceitar bandas de vários estilos, a fim de realmente divulgar a cena local. O barulho que começa por voltas das 17h fica por conta de The Russtoff, Baddah Diciro e Ignição.
Para maiores informações ou inscrições: babadecalango-to.zip.net
(63) 8402-7850/ 9203-1113


Hablan Por La Espalda toca em Mogi



Neste domingo de Páscoa, os uruguaios Hablan Por La Espalda estarão fazendo um show em Mogi das Cruzes. Essa banda ficou famosa pelas apresentações explosivas e problemas com a polícia(!).
Ainda no dia 16, tocam The Boom Boom Chiks, G.A.T., Selenitas e Projeto Hostil.
O evento é uma parceria entre o selo Incomum, Coletivo Poranduba e o Campus 6, onde será realizado o evento a partir das 17h. Ingressos a módicos R$ 5,00.
Mais informações: www.fotolog.com/poranduba

Ecos Falsos na Bahia



Desbravando o Brasil aos poucos o próximo destino de viagem da pós-boyband Ecos Falsos é a Bahia. Com três shows já marcados, dois na capital e um em Vitória da Conquista os meninos antes de se esquentarem na Bahia tocam em Sampa na mesma noite do Hang The Superstar no "Tributo ao Kurt Cobain" na Outs, mesma casa por onde, fim de semana passado, passou a cuiabanada Macaco Bong, Lazy Moon e Vanguart.
Na Bahia é esse o cronograma dos garotos:
20/04 (Quinta): Ecos Falsos e Theatro de Sèraphin no aquecimento do festival Boom Bahia
Miss Modular - Salvador/BA
21/04 (Sexta): Ecos Falsos, Mambanegra e Pessoas Invisíveis
Calypso Bar - Rio Vermelho - Salvador/BA
22/04 (Sábado): Ecos Falsos no palco Point do Rock
Praça pública - Vitória da Conquista/BA
E pra quem está longe demais e vai perder pode conferir vídeos, fotos e músicas no site da banda: www.ecosfalsos.com.br

::: posted by Espaço Cubo at 10:15

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Quarta-feira, Abril 12, 2006

novidade
Lançamento do selo Anti Records


por Talyta Singer
da Imprensa EC



mais uma oportunidade para as bandas independentes

Anti Records não é nenhum movimento contra as gravadoras, bom, mais ou menos. Esse nome contraditório é o mais novo selo independente goiano, que, aliás, começa bem, lançando 4 eps esse final de semana na Rock City.(logo divulgaremos mais informaçãoes sobre o evento)

Richard Augusto, o multi-homem por trás da logomarca. Além de produzir os eps e gerenciar o selo, toca em três bandas, a Hey!, Fronhas e Skavoka. Se ele criou um selo pras bandas deles, Richard diz que não, apesar de ter montado a Hey! E colocado-a no selo, ele assumiu o baixo da Fronhas depois da banda já estar na parada. Tocar na Skavoka também é recente, mas esta banda pertence ao casting da Beacid Music.

Alem do Richard, a Anti Records tem Rafael e Renato na parte gráfica, João Bosco na administração financeira e Éder nas vendas.
A idéia de criar a Anti Records, surgiu ano passado quando Richard ainda produzia o Acústico Cererê, um evento semanal no Martim Cererê (reduto de eventos rockers em Goiânia) com as bandas do cenário alternativo (ou independente?) da cidade. O que ele percebeu foi que muitas dessas bandas precisavam de um apoio profissional.

Dessa iniciativa surgiram os eps que serão lançados no próximo dia 15, a saber, Engravatados, Os Fronhas, Duup e Tcholas. Sendo que, para Os Fronhas e Tcholas a produção foi mais intensa que para Duup e Engravatados, que já tinham um som mais maduro, segundo Richard, e só receberam apoio pra gravar. Ele também contou que as bandas têm total liberdade, até mesmo, "porque eu to começado no ramo agora e não me sinto muito a vontade pra dar muitos palpites nas bandas".

Os eps não são prensados, mas são de boa qualidade, palavras do gerente, e foram gravados numa parceria com o Estúdio Loop, de porte profissional, responsável por gravinas do Hang The Superstars e Trissônicos, por exemplo.
"Os próximos passos são lançar mais cinco eps, com umas bandas que já tô de olho faz um tempo (...) e fazer em media um festival por mês pra botar essas bandas pra tocar." diz Richard que também pretende produzir cds prensados nos próximos dois anos.
É, boa sorte!
Conheça mais sobre a Anti Records, aqui.

::: posted by Espaço Cubo at 18:13

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Terça-feira, Abril 11, 2006

destaque
Relespública é independente sim!

por Talyta Singer
da Imprensa EC




A banda dos guris de Curitiba que tocam juntos desde guri, mostrou seu rock no MTV Apresenta Relespública , no último domingo, dia 09. Hoje, Fábio Elias, vocalista e guitarrista da banda, conversa com a Imprensa EC e fala sobre a aproximação da MTV, o mercado independente, as grandes gravadores, o show no Festival Calango 2005, e muito mais.
Confira:

EC - Como foi o contato com a MTV para a gravação do MTV Apresenta Relespública? De quem partiu a iniciativa?
Fábio Elias - Já faz algum tempo que a gente sempre cruza com o pessoal da MTV na estrada, dando entrevistas naqueles programas deles de bandas novas.
Com o lançamento do disco "As Histórias São Iguais", em 2003, a gente resolveu apostar na produção de um clipe (Garoa e Solidão), que contava a história do disco e o resultado foi surpreendente.
Lá por outubro de 2004, nosso selo de Curitiba, a Villa Biguá, nos falou que a MTV estava interessada em produzir um MTV Apresenta. Até aquele momento só tinham sido lançados o Seu Jorge e o Dead Fish, e ficamos super empolgados.
Acho que o que definiu tudo foram nossos shows por todo o Brasil e a repercussão que causavam no público em cada cidade.

EC - A proximidade da banda com Nasi do Ira! facilitou a negociação?
Fábio Elias - O Nasi foi uma das primeiras pessoas a saber, pois no dia em que rolou a primeira reunião na MTV nós estávamos fazendo um show com a participação dele em Curitiba. Nosso produtor ligou e falou que tava quase tudo certo e o Nasi já anunciou no microfone.
A participação dele era natural, pois o repertório de "As histórias são iguais" era a base do show que seria gravado e ele não podia faltar em "A fumaça é melhor que o ar", a música pede a voz dele do início ao fim. Piramos no arranjo dela, e ficou um dos pontos altos do MTV Apresenta.

EC - Serão lançados CD e DVD do MTV Apresenta? Existem datas confirmadas?
Fábio Elias - Pelo que a gente sabe deve chegar nas lojas lá pelo dia 17, depois de passarem todas as reprises. Mas aí tem que ver se as lojas vão comprar e colocar a disposição do público. É muito difícil para uma banda nova, conseguir um espaço. A MTV vai ser fundamental para isso.

EC - A produção sai em parceria com alguma gravadora?
Fábio Elias - Sim, a Villa Biguá Artes aqui de Curitiba, que é nossa parceira nesse projeto, com distribuição nacional da Works de São Paulo.

EC - Quais são as expectativas da banda para este lançamento?
Fábio Elias - Nossa expectativa era mais para a gravação e o resultado final. Quando vimos o que todos nós fizemos ficamos muito tranqüilos. O DVD é o que somos, nosso som, nossas músicas, do jeito que pensamos. Quem gostar vai procurar mais informações sobre a banda, ouvir e prestar atenção nas músicas, viajar nas letras. Agora é com o público.
Sabemos que estourar em um país do tamanho do Brasil exige uma equipe de profissionais trabalhando o marketing todo o dia, e isso só uma grande gravadora pode oferecer. Continuamos independentes, vamos atingir o público que se interessa em buscar música nova, e a partir daí vamos ver o que acontece, fazendo e vivendo nossas músicas. Ainda tem muita música nossa por gravar e não queremos perder tempo.



EC - Como segue a Relespública agora, independente ou existem planos de
entrar para o casting de alguma gravadora?

Fábio Elias - A gente ta super feliz na Villa Biguá. Independência é rock!!!

EC - Vocês acreditam que o mercado independente é auto-suficiente a ponto de
manter as bandas mesmo quando elas 'estouram'?

Fábio Elias - Essa pergunta depende muito da região ou da cidade de onde é a banda independente. Não dá para generalizar. Alguns estados e cidades, como Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, oferecem caminhos para as bandas que permitem tocar em vários bares na cidade e na região, produzir seu disco, e ir sobrevivendo. A grande barreira ainda são as rádios, que estão viciadas no sistema que as gravadoras criaram e que, hoje, as está destruindo, e não buscam soluções alternativas para sua programação. Praticamente não existem mais dj's que escolhem o que tocam na programação. É tudo playlist, pré-aprovado, pré-determinado. As rádios perderam o 'feeling' do público, e as gravadoras financiaram isso, mas a internet está contrabalançando isso. Chegando no público e agradando fica tudo resolvido.

EC - O que ainda falta, então, a ser implementado para a autogestão do mercado
independente?

Fábio Elias - Só o público, mais e mais público. Divulgação em rádios, festivais, sites, revistas, programas de TV. Se ninguém desistir, e não vamos, o mercado independente vai cada vez mais ganhar espaço. É histórico o que esta acontecendo no Brasil nesse início do século 21. Vários grupos de pessoas, de várias cidades, organizando a música que gostam e se divertindo com isso. Existe um movimento acontecendo em todas as cidades, todo mundo está ligado numa rede de música independente. O rock brasileiro desses últimos 3 a 4 anos vem de todo lugar, de uma vez só. É muito bom estar vivendo isso, participar dos festivais, viajar o Brasil inteiro, conhecer umas figuras...

EC - O que vocês acreditam que leva bandas como Leela, Moptop e
Cachorro Grande a assinarem com 'majors'?

Fábio Elias - A gente já esteve numa major e é tudo muito bom. É o sonho de qualquer artista poder gravar em um grande estúdio, com profissionais consagrados, com toda a estrutura. O problema nas gravadoras não é artístico, é de marketing. Muitos trabalhos excelentes artisticamente não são divulgados e se perdem do público. Nessa hora é que vale a personalidade do artista, de não se render ao que o marketing está precisando para o momento e esquecer a sua verdade. O Los Hermanos é um exemplo disso. Se a sua música estiver madura o suficiente, não existe meio de alguém influir no seu trabalho artístico.

EC - Quais são os novos projetos da Relespública agora?
Fábio Elias - Tocar, tocar, tocar e gravar mais discos.

EC - Vocês se apresentaram em Cuiabá durante o Festival Calango 2005, qual
foi a importância do evento para banda?

Fábio Elias - Cuiabá é um exemplo perfeito do que está acontecendo no País. Pode parecer que é uma cidade distante, e que está por fora do que rola, mas o que vimos é uma cidade como a nossa, com gente que gosta de música boa, querendo curtir os shows, e ligada no rock´n roll. É impressionante como o público assume o espírito do festival. A estrutura do Calango oferece o que de melhor uma banda independente pode ter para mostrar sua música.
Nosso show foi muito legal, o público dançou o tempo inteiro. Estávamos meio apreensivos, pois para nós, do frio, chegar aí nesse calorão com nossos terninhos poderia soar meio estranho, né...mas tudo rolou numa boa. As bandas que tocaram foram muito bem escolhidas e o principal, que é o intercâmbio entre os artistas, foi super legal! Valeu Cuiabá e até breve!

::: posted by Espaço Cubo at 20:13

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Segunda-feira, Abril 10, 2006

_
destaque
Festival MADA confirma a programação


por Talita Singer
da Imprensa EC





Serão seis headliners e mais 24 bandas indies no Festival MADA ¿ Música alimento da alma, a ser realizado entre os dias 4 e 6 de maio Arena do Imirá Plaza em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Macaco Bong é a única banda do Centro Oeste, muito bem representado, por sinal.

Esta é a oitava edição do festival famoso por revelar talentos da música brasileira, e fomentar a cena local, desde 1999. Jomardo Jomas, produtor do MADA diz:¿Sinto que há uma efervescência de artistas aqui agora, todo mundo ensaiando, produzindo, movimentando a cultura local. Estou muito feliz com isso.¿.

Os ingressos começam a ser vendidos na próxima terça-feira, dia 11, a preços promocionais. Nesta primeira fase, são disponibilizados 500 ingressos pacotes, que saem por R$ 40, mas podem ser R$ 30, se você for cliente da TIM, patrocinadora do evento. Os ingressos individuais (por noite) custam, neste primeiro lote R$ 30,00 ou R$ 15,00 para estudantes e clientes da TIM.



Vale lembrar que o evento só é possível, graças a Lei de Incentivo a Cultura do governo potiguar. Mas, se o que interessa são as bandas, é preciso lembrar que elas são de 10 estados diferentes e além dos dj¿s da tenda eletrônica, fazem dos três dias de festival um a festa única. Aí vai:

Quinta-feira 04/05/06
O RAPPA
PAVILHÃO 9 (SP)
AGREGADOS FAMÍLIA DO RAP (RN)
DUSOUTO (RN)
VOLVER (PE)
NEGEDMUNDO (RN)
MACACO BONG (MT)
MONTGOMERY (RN)
ZEROOITOQUATRO (RN)

Sexta-feira 05/05/2006
PITTY
CACHORRO GRANDE (RS)
OS BONNIES (RN)
DANIEL BELLEZA E OS CORAÇÕES EM FÚRIA (SP)
Banda a ser definida nas eliminatórias do Laboratório Pop
REAÇÃO EM CADEIA (RS)
ZEFERINA BOMBA (PB)
THE AUTOMATICS (RN)
LOS PORONGAS (AC)
REVOLVER (RN)

Sábado 06/05/2006
BIQUINI CAVADÃO
NANDO REIS
BANZÉ (SP)
SEU ZÉ (RN)
MOPTOP (RJ)
CANSEI DE SER SEXY (SP)
RELESPÚBLICA (PR)
IMPAR (MG)
TANTRA (RJ)


Mais alguma coisa? Acesse: www.festivalmada.com.br

::: posted by Espaço Cubo at 15:32

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Sábado, Abril 08, 2006


coluna
Movimento Hip Hop dá vazão ao novo

por Luciano Regis
da Imprensa EC





Segundo o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), Cuiabá é uma das poucas capitais brasileiras que não possuem favelas. Porém, o critério utilizado pelo IBGE é no mínimo questionável, pois nessa avaliação não se leva em conta fatores sócio-econômicos ou culturais, e sim aspectos estruturais do bairro.

Não se pode concluir que não exista favela em Cuiabá, pois há várias comunidades em condições sub-humanas de existência. Mas mesmo sob essa perspectiva, essas comunidades produzem cultura.

A diversidade cultural é algo presente em nossa capital. Existem espaços para a cultura raiz e folclórica, tal como o Cururu, Siriri e o Rasqueado. Mas como a tendência de "globalização cultural" se alastra pelo mundo, Cuiabá não está de fora dessa tendência.

Entre os aspectos culturais "importados", podemos destacar o movimento HIP-HOP que já possui um super destaque no cenário nacional e já mandou representantes para os dois maiores eventos desse seguimento, o Abril pro Rap, em Brasília e o Hutus festival, no Rio de Janeiro, além de abrigar shows de grupos de "níveis" nacionais, como o SNJ, MV Bill, Apocalipse XVI, Facção Central e o maior de todos os racionais MC's que levou um publico de mais 10 mil pessoas no estádio Dutrinha.

Um dos braços fortes da mobilização do movimento HIP-HOP é a Central Única das Favelas - CUFA- (se os pesquisadores do IBGE conhece-se o trabalho da CUFA-Cuiabá...) que visa fazer um trabalho de resgate e integração dos jovens oriundos das periferias.

A instituição desenvolve programas educacionais nas escolas com oficinas de Graffit, Mc, Breack, DJ, Teatro, etc. Mas o maior projeto que a CUFA Cuiabá realiza é a escolinha de Basquete que atende mais 200 crianças do Praeirinho (um dos mais pobres de Cuiabá). Outra ação grandiosa é o festival "Consciência HIP-HOP" que conta com uma grande estrutura, grupos do interior do estado e do resto do país. São dois dias de muito Rap e oficinas, tudo isso com entrada franca.


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atividades

Agenda de aniversário

por Ariane Laura
da Imprensa EC


+ 1 Na Praça das Bandeiras está em exposição fotografias em preto e branco da cidade de Cuiabá na década de 70. A mostra fotográfica intitulada "Revivendo Cuiabá" termina amanhã, 09. Maiores informações: (65) 9951-4320.

+ 2 Museu da imagem e do som de Cuiabá, localizado na Rua Voluntários da Pátria esquina com 7 de Setembro, localizado na Rua Voluntários da Pátria esquina com 7 de Setembroé mais um local que foi lançado recentemente como presente de aniversário de Cuiabá. Lá podemos conferir um rico acervo sobre a história da capital, com milhares de fotos, inúmeros discos em vinil, imagens em fitas de vídeos, áudios em fitas-cassete, entre muitos outros.

+ 3 No Espaço Cultural Silva Freire, localizado próximo a policlínica do Coxipó, acontecerá a 6ª Amostra Grátis. Além de shows com as bandas Zagaia, Corcel, Kuka Zureta, Mandala Soul, Fuzzly, The Melt, Caximir e Lopes, terá também oficinas de baixo, bateria e guitarra, vídeo, exposição de fotos e sarau literário. A entrada como sempre é gratuita, vale a pena conferir.

::: posted by Espaço Cubo at 19:14

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Sexta-feira, Abril 07, 2006

especial
Festa cuiabana no aniversário da Zap'n'Roll


por Talyta Singer
da Imprensa EC




A coluna Zap'n'Roll da revista rocker Dynamite - assinada por Humberto Finatti, conhecidíssimo na cena indie - completa hoje três aninhos com festa na Out's, em São Paulo. O bom disso, é que a comemoração vai ser embalada por ritmos bem conhecidos nesta cidade quente, e nem estou falando de rasqueado ou coisa que o valha, mas sim das bandas: Vanguart, Macaco Bong e Lazy Moon que tocam junto com Gram.

Conversamos com os cuiabanos, todos dizem estar ansiosos pros shows, dá uma olhada:

Hélio, frontman dos Vangs, contou que é uma experiência ótima para as bandas, já que, até então, só eles e Revoltz haviam passado por lá, mas que, mesmo assim, eles não se consideram um espelho para as bandas cuiabanas, apesar de dizer: "Monte sua banda, ensaie bem e saia para o mundo", como eles fizeram. Eles abrem a noite, tocam suas nove músicas e passam o palco pro Macaco Bong.

Macaco Bong é aquela banda de instrumental. Kayapy, nosso guitar hero, diz que não tem como saber como será a reação do público: "De repente o cara pode achar que estão abusando dele sexualmente,só que através de música erótica!" Sim, erotismo é como eles definem as guitarras afiadas e bateria quebrada das músicas de macaco!

Então é a vez de Gram e sua música dos gatinhos (lembra do clipe?).

Quem fecha a noite são as meninas do Lazy Moon, que apesar dos problemas pra chegar à Sampa (passagens canceladas, viagem de carro, estrada fechada pelo MST, e ausência de uma das guitarristas Priscila) estão loucas pra ver os cuiabanos tocarem, conforme contou Issaaf, baixista da banda. Ela ainda diz que, olhar pro lado e não ver a Pree (guitarra) vai ser estranho, mas que vão fazer Bruno Kayapy dançar. Prisicila não pode viajar, então, o guitar hero do Macaco vai ocupar o lugar dela, neste e no show do próximo domingo em Mogi das Cruzes.

Além disso, os dj's André Pomba (Grind/Dynamite), Tatá Aeoroplano (Jumbo Elektro), Tati, Valentim (Outs) e Finatti (Dynamite/Zap'n'roll), o próprio, agitam a noite.
Rola também distribuição de revistas Dynamite e sorteios de cd's, livros, dvd's e ingresos para o Campari Rock, que acontece amanhã.
Os ingressos saem a R$ 10,00, e a balada começa às 23h.

::: posted by Espaço Cubo at 17:59

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Quinta-feira, Abril 06, 2006

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Expresso Cubo de Bandas: Netunos!


Por Jaqueline Gentilin
da Imprensa EC





Essa banda do Rio de Janeiro mistura a clássica surf music dos Beach Boys com coisas mais modernas, e também influenciadas pelo surf, como Weezer e Man or Astro-man? Aquele som do começo dos anos 60, relembrado sempre em "Sessões da Tarde" com muito Hawaii, Califórnia, longboards, garotões de bermudas e camisas floridas arrasando garotinhas de penteados monumentais e biquínis de bolinhas.

Tudo isso muito bem relembrado com músicas originais e divertidas de quatro caras, sendo eles: Carlos Alexandre (voz e guitarra base), JP ( guitarra solo e vocais), Tito (baixo) e Cid (batera). Já tiveram outra formação e tudo começou mesmo em 1999, quando Carlos "redescobriu a paixão pela surf music e decidiu montar uma banda do gênero".

Nesta atual formação, que data de Fevereiro de 2000, Tito foi o primeiro a entrar e mais recentemente JP,que explica: "O Carlos e eu éramos tipo"camaradas de night"... e sempre curti o som dos Netunos... um dia papo vai, papo vem... descobri que o J.P. teve que sair da banda e me ofereci pro posto.... "De lá pra cá, eles vêm cativando cada vez mais fãs por onde passam".

No momento, estão lançando o primeiro Cd oficial "Alto- Mar" e antes já lançaram um CD-demo, produzido pelo músico Tony Garrido e duas outras fitas demos.

Dentre os vários shows que já fizeram, teve destaque a participação no Primeiro Campeonato Mineiro de Surf, em Novembro de 2000, só com bandas de surf music, realizado em Belo Horizonte, MG e também estiveram no Sexto Goiânia Noise, na famosa Goiânia Rock City. Em Abril de 2001 e em Outubro de 2002, na LOUD!, festa quinzenal que acontece no Cine Íris, e mais recentemente, no HUMAITÁ PRA PEIXE, "o maior Festival de música independente do Rio de Janeiro", onde foram apontados pela imprensa como uma das promessas do evento e fizeram, segundo crítica e público, "um dos shows mais empolgantes da história do Humaitá Pra Peixe".

Pra 2006, pretendem tocar muito, divulgar o Cd, participar de muitos festivais, poderem mostrar seu trabalho em cidades que nunca foram antes... "Enfim, fazer o que se convencionou chamar de trabalhar o disco", diz Carlos.

Quanto à cena independente do Rio eles dizem que ... "É bem longe do ideal. Há coisa de três, quatro anos havia mais locais fazendo shows, o que certamente atraía um maior público. Hoje em dia carecemos de mais lugares, e são poucos os que realmente oferecem uma estrutura legal pras bandas". E em relação ao Circuito Fora do Eixo... "Achamos fundamental para expansão e consolidação da cena independente. Muito, muito válido e digno de aplauso!"

E o que andam ouvindo ultimamente? "Cabaret, Lasciva Lula, Stellab,Djangos...bandas do Rio e Supergrass, Sondre Lerche, Magic Numbers, Burt Bacharach, The Ponys...Nada Surf, Beach Boys (claro) e non-rock-music: Jazz, música clássica..."

Nesta semana mesmo Netunos se apresenta na Odisséia e Loud! , já divulgando o cd que está a venda no site www.netunos.com.br , na comunidade do Orkut "Netunos" e no fotolog dos rapazes, www.fotolog.com/netunos. Agora, é só ouvir o som dos rapazes no site, porque fazer todo mundo dançar,segundo eles mesmos, é a praia deles. Aloha!

::: posted by Espaço Cubo at 14:08

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Quarta-feira, Abril 05, 2006

especial
Nada: comunicação pós-moderna?


por Talyta Singer
da Imprensa EC



uma das ilustrações do Nada #4

O Nada, é uma revista e-mail, mas como se auto-define é 'compêndio pró-diminuição da produção excessiva no trabalho'.
É bem simples, você se cadastra e começa a receber a publicação via e-mail, todas às quartas-feiras.

Já rolaram quatro edições, todas cheias de dicas de sites, novidades musicais, gracinhas e ilustrações bem legais. O objetivo da Nada é "levar aos assinantes um monte de caminhos pra se divertir enquanto se informam sobre assuntos nem sempre tão acessíveis." segundo André, seu criador.

As colunas não fixas, "se der na telha de mudar, tirar fora uma seção e criar uma nova, tudo bem. O que importa é ter um recheio divertido e mostrar isso despretensiosamente." contou André, diretamente da lan de um hotel de São Paulo, já que ele é de Curitiba.

Essa semana, por exemplo, rolou entrevista com Lovefoxxx, vocal do Cansei de Ser Sexy, resenha do The Character´s Scrapbook de Lou Barrow, e muito mais..

Legal! A informação é rápida, atualizada e chega a quem quer. Mas porquê não montar um blog, um e-zine, ou qualquer coisa do gênero?
O André responde: "O e-mail foi a maneira mais fácil de chegar até as pessoas e de começar a distribuição sem perder muito tempo com desenvolvimento de ferramentas de atualização e outras questões chatas da internet. Além disso percebi que a coisa começou a se reproduzir por bipartição. Todo dia chegam dúzias de novos e-mails pedindo pra serem cadastrados. Aí ficou assim mesmo."

André sozinho reúne, edita, formata e faz as entrevistas e resenhas. Mas agora com o sucesso (?) do Nada, começaram a chegar dicas e ajuda de amigos. O que é muito bom, já que, se a proposta é interatividade e liberdade de criação, um monólogo ia ficar logo cansativo, né!?

Mesmo assim, André quer manter o Nada como um e-mail, "até explodir meu servidor!", com a palavra o criador.

Se você ficou curioso sobre o Nada, acesse : www.essmusic.co.uk/nada, ou mande logo um e-mail para presidentedonada@gmail.com
No mais só vendo o e-mail!

Mas só pra lembrar, essa semana nada de Nada, como dizia o e-mail, é que o tempo do André está meio corrido, já que, além de presidente do Nada, ele é da banda THE ESS.
Pra saber mais sobre a banda (já que sobre o André foi difícil!):
www.myspace.com/rockismysoul
Comunidade no Orkut
Eles fazem shows em São Paulo esta semana, quinta dia 06 na Milo Garage e sexta-feira na Funhouse.

::: posted by Espaço Cubo at 18:08

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Domingo, Abril 02, 2006

coluna
Pitaco: The Melt e Maurício Osaki falam de do clipe do HTS


por Talyta Singer
Imprensa EC



Esse é Hang The Supertars, que terão o vídeo decupado por aqui!

Depois de duas semanas sem aparecer por aqui, Pitaco voltou, com tudo aquilo que você sempre quis falar daquela banda, mas ninguém tinha perguntado!

Esta semana, assistimos ao vídeo clipe "Evil Machine" do Hang The Superstars.
A banda lançou sua primeira demo em 99 e de lá pra cá, eles já tocaram em vários festivais e tem o trabalho bem reconhecido, apesar de não terem site, nem fotolog, nem músicas novas.
No dia 08 de abril, eles tocam na festa de a1 ano da Beacid (selo goiano) e dia 13 de abril gravarão a participação deles no Gordo Freak Show da MTV.

Pra saber mais sobre o Hang:
Trama Virtual, comunidade do Orkut, e dá pra comprar os cds da banda.

Tá, vamos ao vídeo agora.
Ele foi idealizado por Fredé, baixista do Hang e realizado pelo Núcleo 12 de Produções Independentes e Faculdade Cambury
Você pode baixar o clipe nesta página: http://rapidshare.de/files/16252172/Evil_Machine_-_clipe.avi.html
Quando a página abrir, desça a barra de rolagens e escolha 'free', outra página será aberta, aguarde a contagem regressiva de 30 segundo, então, vai aparecer um código, que você digita e consegue o link pra baixar o clipe! Ufa!

Convidamos os cuiabanos do The Melt, e o cineasta Maurício Osaki pra falarem sobre o clipe.



Esse é o The Melt!

The Melt, na verdade, ficou aqui representado por Fornalha (baixo) e Júlio (batera). Parece que tinha rolado uma treta entre os moços com o Wesley (vocal/guitarra) antes da entrevista.. enfim, outra estória.
Sexta-feira a noite, eles tocaram no Cachorrão, além de estarem gravando um cd novinho com 12 faixas. É esperar pra ver!
Enquanto isso tem The Melt aqui:
www.fotolog.com/the_melt
www.tramavirtual.com.br
www.myspace.com/themelts
http://www.freewebs.com/the_melt
bandasdegaragem.uol.com.br/hotsite/index.php?id_banda=1963

E aqui, falando sobre o clipe Evil Machine entre brincadeiras, um Fornalha apaixonado e algumas alfinetadas:

Impressões gerais:
Júlio: Acho que, tecnicamente, só faltou um pouco de sincronia. O roteiro é bem o que eles querem, tipo uma coisa bem trash.
Fornalha: Eu amei! Uma coisa bem simples e que mostra que eles são toscos e rock'n'roll. Pra mim as coisas mais fodas estão na simplicidade. O começo ficou bem cine prive e começa num bar. Quer coisa melhor?

Idéia central:
Júlio: Eu consegui captar um nível de sarcasmo erótico trash ali!
Fornalha: Eu acho que é pra falar pras mocinhas que é muito perigoso tomar um porre e sair por aí andando pelas ruas sozinhas. (risos)

Melhor parte:
Júlio: A idéia do cara passar uma frieza na hora de enquadrar a mina e depois se mostrar o contrário é louca. O homão fez a casa cair!
Fornalha: E o mais foda é que na hora que ia ficar bom, o cigarro dele acaba e ele deixa a mina lá. Fumante de merda! Também sou, mas não faria isso.

Nem tão bom assim:
Júlio: Gostaria de vê-los ( a banda) tocando um pouco mais. E gosto de coisas sem muito roteiro também.
Fornalha: O clipe ficou massa, só faltou mostrar mais a Eline (vocal), minha amigona, gosto dela bragarái.

Desvio rápido de assunto:
Nas imagens em que a banda aparece, os rostos deles ficam cobertos por caveirinhas. O que vocês acham?

Júlio: Eu gosto muito de videoclipes onde dá pra sacar quem é. Slipknot que se foda!
Fornalha: E High School tabém.
Júlio: É, esses têm máscara.

Edição, figurino, cenário. E aí?
Júlio: Gostei da mescla de efeitos, bem diversificado, mas, continuo achando que faltou um pouco mais de sincronia entre som e imagem. O figurino tá bem escrachado.
Fornalha: Cenários mais simples impossivel e imagens de show. E a teta do barbudo?
Júlio: Foda! Ainda de all starzinho e calça esgarçada!

Vocês acham que um clipe como este estimula outras bandas a produzirem?
Júlio: Uma idéia ótima, estamos até pensando no nosso, na verdade, eu estou.
Fornalha: Um vídeo tosco não quer dizer que seja um vídeo ruim. É tosco por causa da simplicidade, atinge o público mais rápido, sem delongas, é rock e pronto!

Recado pro Hang?
Fornalha: Primeiramente eu adoro o Hang, somos amigos e adorei comentar o clipe deles. Escolheram bem, tosco comentando vídeo tosco! Esperamos esses putos no Calango e chamem a gente pra ir pra Goiânia!
Júlio: To no aguardo deles também.É rock!


Quando Tudo Formiga, primeiro curta de Maurício Osaki

Maurício Osaki é cineasta da ECA - USP, gosta de Nirvana, Pearl Jam, Strokes, Radiohead e Belle & Sebastian. Está usando uma música da Violins de Goiânia na edição de um documentário. Quando Tudo Formiga, seu primeiro curta foi premiado no Festival de Brasília, selecionado para vários festivais, entre eles, o Festival de Biarritz na França, Festival de Gramado e o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá de 2004. Primavera, seu segundo trabalho, está em de finalização, e no portfolio da Zoi Filmes (www.zoifilmes.com.br) você pode assistir um trecho. Além disso, Maurício trabalhou na produção do longa Cinema, Aspirinas e Urubus de Marcelo Gomes.

O que o Maurício achou do clipe:
O banda tenta extravasar cores libertárias para sua música "Evil Machine". Logo no inicio um bar, um cara mau e uma garota nada indefesa, encontram-se tomando umas biritas, a bebida (será essa a maquina do diabo?), ou seja, o que for, leva a garota a uma viagem alucinante fugindo de um maníaco sexual ou quem sabe fugindo de seu próprio dia entediado rumo ao seu destino incerto e sem compromisso como gostariam os punks, indies e afiliados.

A bela imagem fria e truncada desta mulher de vestido vermelho quente lembra ironicamente a garotinha indefesa da Lista de Schindler. A parte desta imagem o clipe segue entre uma linha "trash" referindo-se a programas como Hermes e Renato, com seus personagens de barba mal feita e fazendo cara de vilão de filme mudo, e uma referencia cinematográfica(?) a filmes cult como Laranja Mecânica, na cena em que a garota é torturada com imagens e sons da própria banda..

Apesar de, bem cuidado tecnicamente, a receita de imagens pulando, filtros de todos os tipos e todas as cores fazem o clipe mais almejar um lugar na MTV do que mostrar algo fora do padrão.

Agora é com você, diz o que você achou do vídeo aqui nos comments!


::: posted by Espaço Cubo at 16:31

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