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Terça-feira, Maio 30, 2006

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coluna
Expresso Cubo de Bandas: Zumbis do Espaço!

Por Jac Gentilin
Imprensa EC



Num imaginário de quadrinhos, filmes de horror, ficção científica e cowboys do inferno a banda Zumbis do Espaço(SP) vem desde 1996 conquistando fãs pelo país inteiro com seu show nervoso e autêntico, que brinca com influências do punk rock, metal, country e rockabilly/psychobilly e letras em português de arrepiar (literalmente).


Os sorridentes aí são os Zumbis do Espaço!

Em 2001, acompanharam a turnê brasileira de Marky Ramone and the Intruders, quando surgiu o disco ao vivo, "O Mal Nunca Morre" e lançaram na Europa a coletânea dos 3 primeiros álbuns, chamada "Spiele des horrors". Em 2003 vem "Somente Esta Noite: Aberrações ao Vivo", o segundo ao vivo, durante o tradicional show de Halloween em São Paulo.

Em 2004 gravaram "Aqui Começa o Inferno", um álbum mais maduro e no consagrado estilo Zumbis de ser e ainda utilizaram músicos convidados e instrumentos não convencionais no roque, como o banjo, o dobro e o slide guitar nas músicas mais country.

O horror show dos Zumbis também se estende para outras artes. No audiovisual, já fizeram dois clipes, "A marca dos três noves invertidos" em 2004, "Luxúria no coração" em 2005, além de trilha sonora do filme "Crônicas de um Zumbi adolescente". Mas antes disso tudo, já tinham se aventurado na telinha, quando há alguns anos atrás fizeram um show polêmico com go-go girls fazendo strip-tease no palco. Estas cenas estão num filme pornô (é isso aí mesmo, pornô!) chamado "Os Malditos", lançado pela Redfire.

Quer mais atitude e insanidade nesse show-de-horrores tão Zumbis?! Ainda este ano,foi lançado o DVD "Muito além do Inferno", com a presença ilustre de Zé do Caixão.



No momento os caras estão em turnê e vão tentando conciliar a rotina de cada um com os muitos shows que vão surgindo. Daqui uns dias tocam em São Paulo na casa Belfiore, em Campo Grande e logo depois aterrissam em Hell City.

E qual a expectativa pro show em Cuiabá dia 17 de junho? Direto do inferno, os cowboys do espaço avisam:

"A galera de Cuiabá pode esperar um show pesado e muito agitado, com músicas de todos os nossos discos. Estamos ansiosos pra tocar aí pela primeira vez. Hell City rules!"

Tenho certeza que nossos amigos vão se sentir em casa.

Os Zumbis são: Gorgoyle (baixo), Tor (voz), Hank Alien ( Guitarra) e Zumbilly ( bateria).

Pra conhecer melhor e ouvir, acesse:
Site da banda!
Mp3s!
Fotolog Zumbis!

E você que é fotologger e está afim de divulgar o horror-show, só entrar no fotolog.com/espacocubo e ter acesso ao flyer do evento que rola já no dia 17 de junho!

E até a próxima! (Se sobrevivermos...)

::: posted by Espaço Cubo at 11:57

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Segunda-feira, Maio 29, 2006

matéria
Fotografia no Independente: A arte além dos cliques.

por Ariane Laura
Imprensa EC



A cultura alternativa envolve muito mais que músicos, produtores e festivais, no processo de auto-gestão. Uma profissão que também merece destaque na cena são os fotógrafos. Eles preenchem blogs, sites, jornais com material que marca um histórico da cena, permitindo que esta fique registrada. Fotografia é muito mais que um simples clique...

Para falar um pouco mais sobre o assunto, conversamos com o fotógrafo que acompanha de perto a cena da nossa capital, Vinicius Mania, o "Vini". Natural de Londrina, ele recebeu uma proposta de trabalho e está em Cuiabá há dois anos e meio.


Esse com cara de mal é o Vini, no meio de Ricardo, da Revoltz,
Astronauta PInguim e Daniel Belleza, respectivamente


Ele nos contou como começou a carreira, por que e quando se interessou por fotografia e sobre os trabalhos que desenvolve atualmente.

Influências
Estimulado pelo pai, Lotho Mania, fotógrafo amador, Vini nos disse que começou a se interessar por fotografia quando estava na faculdade de jornalismo, em 1997. Nessa mesma época ele ganhou uma máquina fotográfica de seu pai, modelo 'rebel-g canon', parecida com a que ele trabalha atualmente, padrão digital.

Na faculdade fazia ensaios variados, mas o mais comum era fotografar colegas e viagens. No grupo de amigos tinha dois colegas que também se interessavam muito por fotos e então começaram a trocar experiências.

Trajetória
Apesar de odiar aparecer em fotografias, ele admirava aquelas de revistas, que eram muito bem feitas. Então, para não aparecer em fotos, decidiu aprender a fotografar. Ainda nos revelou que começou a fotografar shows de rock para poder assistir no palco, pois não gostava de curtir com pessoas pulando do seu lado e gritando nos seus ouvidos. Bela saída, não?! rs..

Fuzzly, Lazy Moon, Macaco Bong, Revoltz, The Melt, Zefirina Bomba, Daniel Belleza, Irmãos Rocha, Ludovic, Los Porongas, Madame Saatan, Camundogs, Johnny Suxxx, essas são apenas algumas bandas que já foram clicadas por Vinicius. Além de acompanhar de perto o trabalho da banda cuiabana Vanguart.

Além de fotografar shows, ele trabalha como free-lancer em um dos jornais de grande circulação de Cuiabá e ainda realiza outros trabalhos. Paralelamente, tem projeto de lançar um livro em parceria com seu amigo, Renato Reis. Também fotógrafo da cena independente, Renato, que atua mais especificamente no Pará, já clicou a Eletrola e atualmente vem registrando o trabalho da banda Madame Saatan, também de Belém, no Pará.

O projeto do livro ainda está em andamento, esperando aprovação. A proposta é que a obra reúna o mais representativo arquivo de Renato e Vini, nesses anos de registros do universo da música independente.

Extras
No próximo mês, junho, Vini percorrerá o país de norte a sul, passando de Brasília a Porto Alegre. Disse que pretende invadir algumas escolas de fotografia, consultar mestres e universitários. E revelou que trará em sua bagagem equipamentos para a produção de material fotográfico revolucionário para o mundo da moda, do design e principalmente do rock, diferente de tudo que Hell City já viu.

Já quase no fechamento dessa matéria, Vini ainda nos revelou que daqui a alguns meses ele terá um estúdio e um novo site. Sem maiores comentários sobre o assunto, Vini disse apenas: "o resto conto na volta".

Então tá, quando o Vini voltar a gente divulga no blog sobre as novidades trazidas pelo fotógrafo oficial da cena de Hell City. Assim como o novo estúdio e o novo site, prometidos para breve.

+mais
Devido a essa reformulação, o site do Vinicius saiu do ar por enquanto, mas quem quiser conferir seu trabalho enquanto as novidades não chegam, basta clicar www.flickr.com/photos/vinimania

Acesse também o fotolog do Madame Saatan pra conhecer um pouco do trabalho de Renato Reis:
www.fotolog.com/madame_saatan

::: posted by Espaço Cubo at 17:05

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Quinta-feira, Maio 25, 2006

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workshop
Sydnei Carvalho "dá aula" em Cuiabá

por Ney Hugo
Imprensa EC





Essa semana (no dia 23) rolou no Sesc Arsenal workshop de guitarra com o instrumentista brasileiro, de nível internacional, Sydnei Carvalho. Pela primeira vez em Cuiabá ("as pessoas aqui são muito gentis"), o músico aproveitou o palco do teatro do Sesc não somente para dar um espetáculo, mas também para conversar amigavelmente com guitarristas de todas as idades que estavam ali presentes. Indo além da técnica, Sydnei também abordou no evento as outras características que formam um bom músico. Citando o filósofo Platão, o guitarrista falou sobre "educar a alma com a música".

No meio da conversa, Sydnei executava temas de seu mais recente álbum, Intensity, gravado em parceria com Alex Martinho e vencedor do Prêmio Dynamite de Música Independente - Melhores de 2004 (chamado então de Prêmio Claro de Música Independente, devido ao patrocínio da empresa de telefonia).

Se dispondo a responder perguntas da platéia, o guitarrista "explicava" cada música, demonstrando o funcionamento do set de pedais, das técnicas utilizadas e falando um pouquinho mais sobre o processo de composição, o que inclui o mecanismo da guitarra de sete cordas, além de efeitos como chorus, Wha, simulador de caixa Leslie e alternância entre vozes limpas e saturadas.


o set

Espirituoso e muito bem humorado, Sydnei Carvalho divertia a platéia, presenteando com camisetas e métodos de estudo aqueles que respondiam corretamente perguntas sobre o universo da guitarra.

No workshop, o guitarrista ainda apresentou as inovações da cordas NIG e das guitarras Crafter que deverão ser lançadas ainda esse ano.

No final da senhora aula do guitarrista convidado, rolou ainda apresentação do trio de Jazz Brazil Ebinho Cardoso, Sidnei Duarte e Alex Teixeira. Como se não bastasse, Sydnei Carvalho ainda fez uma participação especial (ou seria o inverso?) no show do trio.

O evento contou com o apoio em assessoria técnica da VOLUME - Voluntários da Música, uma das frentes de atuação do Instituto Cultural Espaço Cubo.

Ligado à filosofia, o trabalho de Sydnei Carvalho e Alex Martinho (o cd Intensity) tem como base o estudo dos textos de Jacob Boehme, H.P. Blavatsky, Max Heindel, Platão, entre outros. Todos os arranjos, temas e até os "climas" trazem a marca da filosofia na essência de sua composição.

Pois é, interessante é apelido!

Para saber mais sobre o guitarrista que casa música e filosofia na guitarra de sete cordas, acesse www.sydneicarvalho.com.br. O site é bonitão, fala bastante sobre o cd, tem transcrições, galeria de fotos e um montão de coisas mais...

Fertilize essa idéia!

::: posted by Espaço Cubo at 17:44

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Quarta-feira, Maio 24, 2006

coluna
O Paradeiro do Pará

por Ivan Jangoux*
Especial à Imprensa EC





E ae ! Essa semana, aconteceu o inesperado : Fui a três shows de Rock - deve ser por isso que as noites belenenses foram tão chuvosas. Vi Turbo, Labirinto, Stereoscope e ION (sobre o qual já falei na semana passada). Belas apresentações, vários amigos tocando...Rock!

Há tempos eu não via tanta expectativa em volta de um show, como visto no do Turbo. Desde o tempo que o Eletrola acabou, todos esperam ver de novo o Camillo Royale, líder do grupo, novamente nos palcos. E isso aconteceu em grande estilo!

É meio complicado eu avaliar tudo que aconteceu, pois sou muito parcial ao Camillo. Além de ser um cara muito bacana, ele quebrou um galhão pro Stigma, quando precisamos. E tocando com ele há quase 1 ano, sei do potencial dele e das coisas que ele faz. Mas posso dizer que o show foi muito bacana: casa cheia, boa banda de abertura (O Labirinto, com seu som grunge), e muitos, mas muitos músicos da cena. E apesar da garganta inflamada do Camillo, dos problemas no som, deu pra perceber que houve um sentimento generalizado de satisfação do público.

As músicas da banda são meio power pop, mas com um quê a mais de peso, com guitarras altas e pesadas. Parafraseando o release da banda, suas letras falam de todos os "clichês" do rock, de uma forma direta e irônica : amor, namoradas, sentimentos, com destaque para o hino loser "Eu Sou Feio Mais Ela Gosta de Mim", que no show parecia causar uma grande identificação nos ali presentes, ao escutar os versos "Eu sou feio mas ela gosta de mim / não sou Giannechini, mas sou feliz". Foi uma grande noite... E sinceramente? Valeu todo o hype criado!

Mudando de assunto... uma coisa que me deixa meio apreensivo é papo de "associações", pois muitas já foram feitas por aqui, e nenhuma deu certo... A última tentativa foi a Pro-Rock, que tinha idéias legais, mas que acabavam virando blá,blá,blá, além de se saber que haviam muitos interesses pessoais, o que por muitas vezes atrapalhava o andamento da coisa. Mas tem uma associação nova que está, devagarzinho, mexendo com a cidade : A "Associação Cena Alternativa". Diferente da Pro-Rock, que tinha um foco muito político, a A.C.A, se mostra movimentando a cena de forma mais objetiva, com shows, trazendo bandas de fora, com ações - E tá dando certo! Afinal, não é com isso que uma cena cresce?

Muito maior que os shows grandes de bandas de fora que a associação está fazendo, são as chances que estão sendo dadas às bandas novas, que muitas vezes não têm onde começar a mostrar seu trabalho. E o bacana é que eles não só dão o espaço, mas também cobram e estimulam a profissionalização dessas bandas, assim, aumentando o nível das apresentações locais. Agora, eu confesso que não sei o motivo disso tudo estar dando certo. Porque as pessoas no poder não são de bandas, diferente da Pro-Rock? Porque o foco da associação está nas bandas de punk rock/hc/emo e afins, que geralmente se propõem mais a união ? Boa administração? Qual sua opinião sobre associações? Comente !

Ah, já ia esquecendo! A associação é responsável pela vinda do Switch Stance para cá, no show que segue abaixo.

Eventos da Semana:

Dia 26:
- Memorial do Rock, com Jolly Joker, Garagem 32 e Midríase.

Dia 27 :
- Balanço do Rock ao vivo na rádio Cultura, com Stigma, Delinquentes e Switch Stance.
- II Abunai Fest, com Switch Stance (Ce), Delinquentes, Bizzózzeros, Stigma, Aerolito, e mais 5 bandas no palco "Toca dos Ratos". Maurílio do Switch Stance ministrará workshop sobre a cena independente.
-Rock na proa, em Abaetetuba. Com Delinquentes, ION, Jolly Joker, Euterpia, Madame Saatan e La Pupunha. O evento continuará no dia 28.

*Ivan Jangoux é produtor musical e guitarrista da banda Stigma. Escreve às quartas para o blog do Cubo, sempre contando o que rola na cena rock do Pará


Fertilize essa idéia!

::: posted by Espaço Cubo at 18:59

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Terça-feira, Maio 23, 2006

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coluna
Expresso Cubo de Bandas : Cabaret!

Por Jaq Gentilin
Imprensa EC




"Roque é uma religião fundamentada em dois princípios: sexo e poder. Eu quero transar com a sua irmã, e você me idolatra porque eu consigo isso com uma guitarra na mão e maquiado. É simples, mas há quem prefira dizer que blá-blá-blá..." Isso mesmo, assim começa a banda Cabaret, do Rio de Janeiro, mostrando que não tem papas na língua quando é pra falar do espetáculo do submundo roque. O som é de muito peso e glamour, com influências de Led Zeppelin, Rolling Stones, Queen, Black Sabbath, T. Rex, David Bowie, Secos & Molhados e Cauby Peixoto. Nascida em 2004 das cinzas do que era a banda Glamourama, sofreu algumas mudanças musicais e até teatrais e renasce com a proposta de dar espetáculo. Era ser um choque contra a cultura elitista de um rock "sério", de um rock sem show visual. Na época havia bandas boas no Rio mas... "havia uma derivação meio grunge, meio indie... que era a de tocar com a roupa que se usa em casa, se comunicar pouco com a platéia e, em suma, divertir pouco."

Eles queriam mais. Queriam uma banda que se divertia tanto no camarim, se arrumando pro show, quanto em cima do palco. Isso podia tanto divertir ou chocar, dependendo da cabeça de quem visse.

Vindos de uma cidade cultuada pela diversidade e riqueza artística, eles deixam claro que os problemas e vícios enfrentados pelo roque independente é igual em qualquer parte do país; "A cena do Rio tem bastantes lugares pequenos, levados na raça pelas bandas e por alguns produtores abnegados. Na verdade existem vários Rios, que não se conectam. Tem o Rio das Lonas Culturais dos subúrbios, bastante fechadas para artistas novos, tem o Rio dos eventos de bandas cover da zona oeste e da zona norte,tem o Rio da Barra que produz mais bandas ligadas nas modas de rádio...e tem o Rio da zona sul, de onde vejo saírem bandas com mais vontade autoral, mas, onde o público parece pouco afeito a conhecer gente nova. O problema é que o público esperando grandes festivais, eventos maiores, que justifiquem gastar grana. O público do Rio considera que não tem tempo nem grana pra gastar com o independente. Fora a galera que pede descaradamente pra entrar na lista Vip, lista amiga, quando o evento já tem um preço justo e não está nem aí pro fato de que, se o músico der o VIP, ele perde dinheiro. O artista é visto como alguém que se dá um luxo de tocar às pessoas, como hobby".



O que eles esperam e querem fazer do cenário é que tudo seja mais valorizado, que haja uma mudança em relação à música em si, que se ouça mais música, que tanto o artista quanto o público mudem. Que não se espere o artista morrer para que seu trabalho seja valorizado. "Um artista independente morre todos os dias. Investe dinheiro, tempo e paixão diante de públicos que não o merecem, diante de um mercado fonográfico que não gosta de música e diante de uma imprensa acostumada a muita pressa e pouca curiosidade. Um artista luta contra isso tudo, contra os maus hábitos... Não cabe esperar que isso venha do mercado. Conseguimos ver isso como uma mudança de hábito do público partir de uma provocação do artista. O mercado está preocupado em não perder os últimos territórios que lhe restam, e isto cega os caras." E pra isso nasceu Cabaret, "gente querendo se divertir na frente de quem quiser se divertir. E esquecendo de que vamos brilhar, cintilar e morrer." (aqui a foto com legenda)

De 2004 pra cá eles têm feito apresentações, tocado em festivais como o Mada estes dias ainda, onde seu show foi considerado um dos dez melhores e chamando muita atenção Brasil afora. Também foram indicados ao Prêmio Dynamite, na categoria revelação Isso sem ao menos terem lançado um disco sequer. Mas eles não marcam bobeira e já estão com um disco pronto, "O Palco Não Pode Ser Pouco", pra ser lançado em julho ou agosto, que conta com 12 faixas, das quais algumas já podem ser encontradas online na tramavirtual e no site deles.



Este disco pode ser definido como um disco sobre a glória e a miséria de se ter uma paixão. Tem "Rockstar Baby", rock direto, pop, "sobre algo que a gente não vê mais no Brasil: a groupie decadente. Um sintoma de que, no rock nacional, até as fãs têm pouca paixão pelas banda, algo que gostaríamos de ver mais. Curiosamente, "Messias Pessoal" acaba virando um antídoto contra isso. A gente fala de pessoas com baixa auto-estima que acabam inventando paixões como se fosse garantir sua salvação na vida. Gente fica com uma pessoa uma noite, entra numa obsessão e, depois do pé na bunda, acha que a vida acabou e que nunca vai se endireitar na vida. "O Amor e a Guerra", quase gravada com Gauby Peixoto, "é a única canção de amor do disco. Fala de uma pessoa que ama, mas que acaba se tornando indestrutível por causa desse amor. Por fim, "Um Cadáver no Palco" é uma música inspirada no vocalista do Morphine, que teve um ataque cardíaco em pleno palco, na Itália... sobre um artista que morre no palco. E é justamente quando ele morre que a platéia resolve lhe dar atenção."

Cabaret é Marvel ,voz, Peter Glitter, guitarra, Myself Deluxe, baixo, e Sid Licious, bateria. Como diz no release: "Entendemos que a platéia quer sonhos e espetáculo, nós nos dedicamos a congelar juventudes por 1h30. Mas não vamos contar como. Não aqui."

Quer mais?
Fotolog da banda
Site da banda
Trama Virtual


Até!

::: posted by Espaço Cubo at 18:30

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Segunda-feira, Maio 22, 2006

especial
A passagem da Sedna por Rio Branco

por Phablo Pontes (baixista da banda)
Especial à Imprensa EC




Essa é a Sedna, que veio à Cuiabá no Grito Rock

A Banda Sedna saiu de Porto Velho na madrugada de sábado pra domingo (21 de maio), às 2:00 hr, pegando o vôo e indo pra cidade de Rio Branco no Acre, onde se apresentaria pela primeira vez num evento organizado pelo Selo Catraia Records e banda locais acreanas, chamado " Na Garagem" que é realizado na garagem sub solo do Mira Shopping.

Chegando em Rio Branco, a Sedna foi recebida no aeroporto pelo Daniel Zen (Catraia) e por 2 integrantes da Banda acreana Camundogs, o Aarão e o Gilberto. Fomos fazer um lanche e em seguida nos dividimos e nos hospedamos nas casas dos parceiros que buscaram agente no aeroporto. No domingo (21/05), dia do show, durante a manhã a gente deu uma olhada no local, que por sinal era bem diferente e inovador pra se fazer um show. Uma garagem sub-solo, espaço muito bacana.

Depois rolou o almoço e a tarde descansamos um pouco. Um pouquinho mais tarde rolou a passagem de som, que por sinal, foi perfeita. E ali mesmo já ficamos direto pro show. Antes da Sedna tocar, 2 bandas locais se apresentaram também: a Alfasia e a FarStar.

A Sedna subiu no palco por volta das 21:00 (hora local de rio branco) tocando durante 1 hora. A experiência de tocar em rio branco pela primeira vez foi muito satisfatória, o público foi muito caloroso e receptivo, nos receberam super bem e curtiram o show do início ao fim.

No final do show, recebemos elogios do próprio Daniel Zen e dos integrantes da Camundogs. A Sedna desceu do palco e foi correndo pro aeroporto, pois o vôo de volta pra porto velho tava marcado tão logo para as 23:00 hr.

Pena deixar o lugar tão cedo. Sedna sente saudades, Rio Branco!

::: posted by Espaço Cubo at 19:47

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Domingo, Maio 21, 2006

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especial
Pio Lobato, o Guitar hero do Pará!

Por Talyta Singer
Imprensa EC



O próprio

Pio Lobato, é guitarrista e gosta de Nirvana, technobrega, Zeca Pagodinho, merengue e outras bizarrices. Talvez, dessa salada de estilos tenha surgido o som peculiar, que mistura cultura pop com cultura popular paraense num ritmo quente e dançante.

Atualmente, além de fazer parte da banda Cravo Carbono, Pio está trabalhando em seu "Suposto Projeto" e na produção de um show com os mestres de guitarrada na Alemanha.

O Cravo Carbono é de Belém, assim como Pio e os projetos em que ele está envolvido. A banda já tem três cds lançados: Mundo-Açu, com 50 cópias, só pra imprensa em 1999, Peixe Vivo com 1000 cópias em 2001 e Com Córtex, ainda sendo prensado. A banda mistura ritmos regionais e poesia com baixo, guitarra e bateria. Vale a pena conhecer.

Mas, antes de integrar a banda, Pio já experimentava loops e música eletrônica com bases de guitarrada, um trabalho que começou em 93 e até agora não parou. "Ou seja, por um lado tem a tradição e no outro a experimentação", como define o guitarrista.

No começo ele usava um porta estúdio (gravador de 4 pistas com fita cassete!) e gravava várias camadas de guitarra sozinho. Foi quando, segundo ele, começaram a aparecer os convites irrecusáveis e ele precisou montar uma banda que pudesse se apresentar. Daí nasceu o "Suposto Projeto". Ele convocou alguns amigos para tocar e a coisa mudou de figura. Logo logo o primeiro cd do Suposto, "Café", estava sendo lançado.

As composições são de Pio, que às vezes, conta com a ajuda da banda que forma o Suposto Projeto. O combinado é que a última palavra seja dele, mas parece que a ditadura musical funciona bem. No Trama Virtual, existem bons exemplos de como essa experimentação funciona.

Ele ainda ressalta, que se sente mais livre para decidir como serão as músicas. Muito diferente do Cravo Carbono, onde as decisões são democráticas, ou do trabalho dos mestres de guitarrada, que é conceitual.



Esse projeto só não rendeu tanto por falta de estrutura. Pio conta que as gravações foram feitas no estúdio da Rádio Cultura, que é público: "Antes, eu tinha um computador, que não agüentou.".

No próximo mês, o projeto passa por Fortaleza, fazendo turnê por lá, e está rolando a produção do segundo disco, Esboço do Suposto, e logo mais deve sair um disco só com participações especiais, este, ainda sem formato definido.

Enquanto isso, Pio Lobato e os mestres de guitarrada vão para a Alemanha, tocar em Berlim à convite do Ministério da Cultura. O show deles em terras de Copa do Mundo é no dia 8 julho, e possivelmente, faz parte dos eventos culturais que acontecem antes e durante o campeonato mundial por lá.

E tem mais, assim como o La Pupuña, parente próximo, já que bebe na mesma fonte da guitarrada, Pio Lobato e Seu Suposto Projeto devem integrar o circuito dos festivais nacionais. Quem sabem não caem até por essas calorentas terras, né!?

Enquanto isso, pra saber mais:
Cravo Carbono: (link aqui)
Pio Lobato: (link aqui)
Mestres de Guitarrada no Orkut: (link aqui)
Pio Lobato e Suposto Projeto no Orkut: (link aqui também!)

::: posted by Espaço Cubo at 12:12

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Quarta-feira, Maio 17, 2006

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nova coluna
O Paradeiro do Pará

por Ivan Jangoux
Especial à Imprensa EC



Stigma, a banda do nosso novo colunista

Opa! A partir de hoje, vou estar escrevendo semanalmente um pouco do que rola na cena paraense. Mas antes de tudo, de forma breve, vou me apresentar : Sou guitarrista da banda Stigma e produtor musical (ou técnico de áudio, como preferir). Fui webmaster, redator e colunista do finado portal Norte ao Rock, e escrevia matérias para o também finado site Alternative Noise. Agora vou deixar de papo, e falar do que interessa : Rock !

Como produtor, eu tenho acesso ao trampo de muitas bandas, e duas me chamaram atenção, ultimamente : Aeroplano e ION.


Aeroplano, no Memorial do Rock

O Aeroplano, formado por ex-membros do In Vitro, mostra em suas músicas (e talvez seja o maior atrativo) uma vocação dançante. Com influências de bandas como Placebo e Stereophonics, a banda vem crescendo na cena com uma velocidade assustadora, fazendo excelentes shows no Cultura in Concert e no Memorial do Rock (ambos eventos que fazem parte da programação da Funtelpa/Rádio Cultura-PA), assim como no re-lançamento do Espaço Cultural Ná Figueiredo (que falarei logo a seguir). Seus dois vocalistas, Diego e Eric, acabam dando à banda uma espécie de dupla personalidade, com músicas ora sarcásticas, ora meiguinhas, que de uma forma ou de outra, são extremamente radiofônicas. Destaque para "Contra a Parede", canção presente em seu CD demo.


os Industriae Omnipotens Naturae

Já o ION, sigla de Industriae Omnipotens Naturae, é uma banda cuja influências vem de bandas como Rammstein e Ministry. Suas músicas, assim como o Aeroplano, possuem uma veia dançante (a única coisa em comum entre as duas bandas), e sua originalidade está na ousadia de misturar o som industrial com letras concretistas. De forma grosseira, imagine uma mistura inusitada de Arnaldo Antunes com Rammstein. Adicione isso a samplers, uma pitada de new wave, uma música em tupi, e você tem mais uma boa banda no país!


Além das bandas, como um último destaque, coloco a re-abertura do Espaço Cultural Ná Figueiredo. Este, que fora no passado um espaço para apresentações históricas de diversas bandas na cidade reabre as portas, desta vez com uma parceria com a operadora de telefonia móvel, Amazônia Celular, com uma novidade : os shows serão gravados e lançados em CD. A pauta do ano para os eventos, semanais, esgostaram em menos de 15 dias.

É isso ai, até a próxima!


Confira também alguns dos próximos shows na cidade:

- 19 de maio - Memorial do Rock, com Ion, Coletivo Rádio Cipó e Stereoscope
- 20 de maio - Turbo e Labirinto, no Café com Arte.
- 26 de maio - Memorial do Rock, com Jolly Joker, Garagem 32 e Midriase.
- 27 de maio - II Abunai Fest, com Switch Stance (CE), Stigma, Aerolito, Delinquentes, Bizzózzeros e mais 5 bandas no palco "Toca de Ratos".
- 27 e 28 de maio - Rock na Proa, em Barcarena, com Delinquentes, Jolly Joker, Madame Saatan, A Euterpia e ION.
- 2, 3 e 4 de junho - Fest Rock Pará + bandas locais, como segue :
- 02 de junho - Aeroplano,Jolly Joker, Avens, Coletivo Rádio Cipó
- 03 de junho - Johny Rockstar, Stigma, Crashdown e Kaymakan
- 04 de junho - Evil, Delinquentes, Álibi de Orfeu, e Sevilha, além dos convidados Trio Manari e Gabi Amarantos


Fertilize essa idéia!
Pode ser aqui, na comunidade do orkut!
ou aqui, no fotolog!

::: posted by Espaço Cubo at 20:12

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Terça-feira, Maio 16, 2006

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coluna
Expresso Cubo de Bandas: Multiplex!

Por Jaqueline Gentilin
Especial Imprensa EC





Pra quem vai além do roque e curte um bom som dançante e divertido, conheça Multiplex, "O som que devasta", trio paulistano eletro misturando roque, disco e muito glamour. E, além de qualquer rótulo, um som moderno e afinado com a realidade das noitadas de São Paulo e de qualquer outra cidade que tenha uma noite interessante.

Formada em 2003 , de cinzas de projetos e formações anteriores, por Leandro Cunha, vocais e programações, Maurício Fleury, guitarras,sintetizador e programações, e Bruno Palazzo, sintetizador, baixo e programações, a banda vem se destacando em shows por todo o sudeste brasileiro e são consagrados nas baladas alternativas underground se São Paulo.

Ainda em 2003 lançaram o single "Discomplique", já mostrando uma influência eletropop a lá Daft Punk e Japan, e que trazia um remix para a canção-título,com a máxima "Valor é dinheiro, e eu só falo oi, se você acenar primeiro" , além da original "Zumbido", velvetiana mistura de glam rock com Cabaret Voltaire, e ainda uma cover de "Native Love", clássico Hi-NRG da transformista Divine. Interessante?



Fica melhor ainda com o segundo cd single duplo "Moderno", lançado recentemente. "O disco vem dividido em duas partes, com três remixes diferentes da faixa título. Uma eletrônica suave à la Todd Terry do Fê Pinatti, parceiro da Karine Alexandrino e parte do coletivo paulistano Bojo, e mais dois do Kronk, "banda sensação do circuito club da cidade, sendo um dançante, pesado e soturno, e outro bem rock´n´roll, com pitadas de Joy Division". "Zumbido" vem em versões hard techno (cortesia do DJ Pedro Angeli), e electro-orquestral. Há ainda um remix do Visavis para uma faixa chamada "Cassino", e uma inédita, a pungente "Particularidades", onde neurose, Duran Duran e raps histéricos contribuem para formar uma música perspicaz, antenada e dançante. E isso é pop brasileiro!

O disco 2 acaba com uma barulhenta versão para "I'm Waiting For The Man", do Velvet Underground, "electro-bowie para os angustiados e instáveis dias de 2006", segundo a revista Beatz.

Pra uma cena nova como a nossa e inexperiente no estilo de som dos garotos, como será que funciona toda essa mistura?
Segundo Leandro, "rola às vezes uma estranheza inicial, mas durante o show as pessoas percebem que estão diante duma coisa que presta e dançam, geralmente, (risos)... elas percebem que a gente ama pop music..."

e completa sobre a cena em SP:
"acho bem diversificada, o que por um lado ajuda, mas de outro atrapalha porque acho que segmenta um pouco a coisa... veja, na minha opinião não são os roqueiros contra os eletrônicos ou coisa que valha, mas sim nós todos contra os pagodeiros e sertanojos do mundo.... então acho que não importa muito se a gente usa bateria eletrônica ou acústica, mas sim de termos um imaginário em comum. A maioria das pessoas que eu conheço gosta deletrônica e de rock, nós só estamos juntando as partes de que gostamos, os rocks legais e a eletrônica digna."



Pra 2006, querem mais é cumprir a agenda lotadíssima de shows, como agora neste sábado, no Sesc Pompéia, e gravar o álbum..."talvez saia ainda mais um single antes do álbum, acho legal esse lance de lançar singles com inéditas e remixes", adianta Leandro.

Por falar em show, eles garantem um espetáculo, no qual, além de conferir o som, pode-se constatar a cores toda a influência visual que o trio traz, num ecletismo à la David Bowie, Elvis Presley e outras brilhantinas.

E de onde vem essa influência?
"A influência pode ser qualquer coisa que seja bela, como filmes dos anos 30, 50, rockabillys, operários londrinos, uma pessoa que passa na rua. Tudo o que for bonito", explicam, dizendo que o que pretendem com isso é passar beleza e verdade para as pessoas. "E mostrar que você pode ser livre em vários níveis."

Pra ver isso, você pode acessar ao Multiplex no: You Tube
e conferir a banda ao vivo e em cores em "Zumbido Live".

Pra ficar por dentro e conhecer melhor essa particularidade , acesse:
www.tramavirtual.com.br/multiplex
www.myspace.com/multiplexbr
www.multiplex.mus.br
www.fotolog.com/multiplex

Até a próxima!

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Segunda-feira, Maio 15, 2006


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cobertura
O primeiro Festvag

por Ney Hugo
Imprensa EC





Na última sexta feira rolou em Cuiabá a estréia do Festvag, um festival que se tornará anual, segundo a organização. Contando com as bandas Lazy Moon, Kayamaré, Revoltz, Hátores, Vanguart e Engenheiros do Hawaii, o evento, com início marcado para as 20:00, só começou mesmo bem mais tarde, lá pelas tantas. O fato é que desde o princípio houve um tratamento diferenciado para com as bandas do palco 2 (Lazy Moon, Kayamaré, Revoltz, Hátores e Vanguart), em relação à banda do "palco principal", os Engenheiros do Hawaii. A começar pelo som, que foi passado apenas com o Lazy Moon já tocando. O desleixo passou também pela seleção equivocada dos equipamentos componentes do palco 2. Na verdade, só o fato da separação dos palcos, com a gritante diferença de sonorização e estrutura, já constituía a falta de respeito para com as bandas cuiabanas. Como a própria apresentação já dizia, havia uma "atração nacional". E não era o Vanguart e nem o Revoltz.


Mariana, do Lazy Moon, banda que abriu o Festvag

Tal preocupação dedicada ao palco 2 prejudicou maciçamente a primeira apresentação (atrasadíssima) da noite, a das meninas do Lazy Moon. Com uma referência de som ruim devido à baixa estrutura do palco, as meninas apresentaram um show beeem diferente daquele do Lançamento do Jovens Arteiros, no Cuiabá Skate Park, no dia 29 de abril. Se continuar assim, as princesinhas indie do rock scene podem acabar carregando um fardo bem chato pra uma banda: a instabilidade.

Em seguida, o Kayamaré comunica que só teriam tempo de tocar três músicas. Pra não atrasar os Engenheiros, a organização apressou os shows das bandas cuiabanas, optando pelas três canções de cada uma. A decisão foi tomada e imediatamente passada às bandas quando o evento já tinha começado e o Lazy Moon já estava no palco. Quanta agilidade!

Depois de 15 minutos morninhos de pop-reggae, quem apareceu foi o Revoltz, tentando esquentar o clima, colocando alguns pezinhos (e algumas cabeças) pra dançar. Um pouquinho mais tarde (pouquinho mesmo!) veio o Hátores, com seu pop-cover-chorão-sugado-linkin-park-style. Impressionante como tem banda que sai de casa pra gastar o tempo de palco tocando covers e mais covers. Mais impressionante ainda é presenciar alguns indivíduos amando muito tudo isso. Trash!

Pra salvar a noite, teve Vanguart. Deu pra esquecer um pouquinho que aquele era o palco 2, que o equipamento e a estrutura eram bem inferiores à do palco principal, essas coisas...
Show de banda grande, bonito!

Um pouquinho antes de encerrar o show, o Vanguart, na pessoa do vocalista Hélio Flanders, agradeceu o público. Aliás, parte dele, aquele que estava curtindo na frente do palco e não os que esperavam os Engenheiros na área vip. "Espero que esses minutos de bandas do palco 2 tenham valido mais que o Engenheiros pra vocês", finalizou.


O palco principal e a "atração nacional"

Já no show da "atração nacional", palcão, cortinas, estrutura, luzes, som pressão. E um sujeito loiro, de moicano, cantando e encantando uma pequena multidão. Sabe quando você assiste aqueles documentários sobre algum país asiático e vê um sujeito bizarro desafinando uma melodia chaaata e sendo aclamado por muitos? Então, a impressão era essa.

Com cerca de 20 minutos de show, resolvi esperar pelo próximo Festvag, desejando o mesmo palco para todas as bandas. Se dois palcos, ao menos mais estrutura e atenção. Talvez mais tempo, talvez mais organização, talvez mais planejamento...
Essas coisas...

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Segunda-feira, Maio 08, 2006

especial
Último dia de MADA


por Ney Hugo
da Imprensa EC



Tantra com Marcelo Bonfá

A última noite do Festival Música - Alimento da Alma foi a mais cheia dos três dias, o que era de se esperar dum sábado. Com elementos como o (hard) rock dos cariocas do O Sete e o rock'n'roll anos 60 com visual retrô dos Filhos da Judith, rolou também o som do Ímpar, de Belo Horizonte, combinando "a energia do rock e a acessibilidade do pop" com vocais cativantes. Com um clipe que já participou da Mostra Senhor F de clipes independentes, a banda recentemente entrou na programação da MTV. O vídeo da música A+B pode ser assistido na página do Ímpar no site Tramavirtual. No início do terceiro dia do festival, teve ainda o show da Tantra, uma banda formada por ex-músicos da lendária Legião Urbana, entre eles, o baterista Marcelo Bonfá.


Lovefoxxx do CSS e o público

Em seguida, aconteceu um dos shows mais esperados da noite, o do Cansei de Ser Sexy. Com um público de internet já bastante familiarizado com as músicas, não foi difícil para a banda fazer um show com muita participação da galera. Tamanha interação deixou o CSS tão à vontade que saíram até piadinhas como "É Natal, estamos em dezembro!". Mas ok, os potiguares nem se importaram com a reprodução do trocadilho que eles já estão tão acostumados a ouvir.

Em seguida rolou o agitadíssimo show do Relespública. Tocando pela primeira vez no MADA, a banda colocou o público pra pular e dançar logo na primeira música. Foi um dos shows mais alegres de todo o festival. Principalmente quando na execução de "A minha menina", hit dos Mutantes regravado pelo Relespública. Foi mais um show digno de um grande "aaahhh" geral quando no anúncio da saideira. Ao término do show, o Reles saiu do palco deixando saudades.

O show seguinte foi o do Moptop. Mesmo debaixo de chuva, o público do MADA mais uma vez prestigiou as bandas independentes do festival. O indie rock meio retrô da banda fez os mais próximos do palco esquecerem da chuva. O curioso é o nome da banda ser derivado do cabelo dos Beatles(!). O corte de cabelo que caracterizou a imagem do rock inglês no inicio dos anos 60 se chamava Moptop.


Gabriel do Moptop

Assim que terminou o show do Moptop, a parte da frente do palco ao lado já estava tomada por um público ansioso a gritar "Seu Zé, Seu Zé!". Como única atração local do sábado, a banda retribuiu a atenção do público "liquidificando" rock, samba e, principalmente, regionalidades. Daí a menções a Antônio Conselheiro, Oxossi, Iemanjá, etc. Também debaixo de chuva, a banda fez um pedido aos céus: "ô São Pedro, o MADA já lavou a alma. Pára de mandar água". O santo da máquina do tempo não atendeu a solicitação, mas pra compensar, o público embelezou ainda mais o espetáculo com o balé de inúmeros guarda-chuvas coloridos, dançando por cima da multidão. No show rolou ainda uma versão de "Cotidiano" de Chico Buarque, em versão Seu Zé, pra delírio do público, que a essa hora já levantava até uma bandeira gigante com a imagem da banda, quase do tamanho daquelas de estádio de futebol. Com seus riffs pesados e batidas nordestinas, o Seu Zé foi uma das bandas que mereciam um tempinho a mais no festival.


Seu Zé sai aclamado do Festival.

A última banda independente a tocar no MADA foi a Banzé, de São Paulo. Com o som bem dançante, o show teve pouca participação do público no começo. Mas na medida que a coisa foi esquentando, isso foi mudando. O show contou ainda com a participação de Fábio Elias, vocalista e guitarrista da Relespública na música Tempo Certo.

Na sequência, vieram os shows de Nando Reis e os Infernais e Biquini Cavadão. O primeiro bem morninho e o segundo "power", mas cheio de discursos demagogos e reproduzidos e covers de Nirvana, Engenheiros do Hawaii, Red Hot Chilli Peppers, Green Day, Maskavo, White Stripes, Legião Urbana e até Queen e "Cotidiano", de Chico Buarque, numa versão muito inferior à do Seu Zé. Sobrou!


esse é o MADA

Nessa hora legal mesmo foi aproveitar as outras atrações do festival, que contava com uma mini-praça de alimentação que agradava a todos os gostos. Era superpizza dum lado, Acarajé do outro, churrasco no meio, estação do crepe mais ao fundo. Outro recurso legal era o dos telões que exibiam as imagens do show que estava rolando em tempo real. Ainda mais ao fundo da Arena do Imirá, rolava o Eletromada, com DJs provenientes de Pernambuco, São Paulo, Ceará, Paraíba e do próprio Rio Grande do Norte. Havia também uma tenda onde foram instaladas várias banquinhas que vendiam ornamentos artesanais, camisetas, CDs. Vários selos independentes estavam ali representados, entre eles o DoSol(www.dosol.com.br) Records e a Mudernage(www.mudernage.com.br), ambos de Natal. Havia também estandes de tatoo e uma banquinha rasta, onde a galera ouvia reggae e jogava pebolim.

Isso tudo na areia da praia, ao lado do mar. Como os shows quase sempre acabavam próximo ao amanhecer, ficava a oportunidade de se ver o nascer do sol, brotando de dentro do oceano. Isso tudo depois da satisfação de ter assistido vários shows legais, com direito a intensa participação do público natalense. Fracassada a chuva que tentou desanimar o festival. Foi de lavar - e alimentar - a alma.

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Domingo, Maio 07, 2006

especial
Segunda Noite de MADA

Por Ney Hugo
Imprensa EC



Segunda noite do Música - Alimento da Alma (Sexta-feira, 06 de Maio) começando um pouco mais tarde e livre da ameaça de chuva pesada, como a da noite anterior. Sob esse cenário, os acreanos dos Los Porongas abriram a noite de shows da sexta feira. Senhora abertura. Na primeira música, o público ainda tava meio ali parado, curioso com o que estava acontecendo. Mas a partir da segunda, todas as camisetinhas da Pitty já podiam ser vistas se movimentando no beat dos Porongas.


Diogo, Los Porongas

Além dos potiguares conquistados pela banda, na platéia do show estavam também alguns acreanos acompanhando os Porongas. Até bandeira do Acre rolou na platéia. No meio do show, o vocalista Diogo Soares ainda fez um mini-discurso a respeito do Circuito Fora do Eixo - inclusive recitando parte do "Manifesto Fora do Eixo", de sua autoria - arrancando aplausos do público.
Antes de chegar até Natal, o Los Porongas tinha dado uma passadinha em Brasília, onde se reuniram com Fernando Rosa, O Senhor F, e discutiram a respeito do lançamento (para breve) do cd da banda pelo Senhor F Discos. Depois de Volver(PE) e Superguidis(RS), os acreanos devem ser a próxima aposta do "enciclopédia do rock", Fernando Rosa.

Após os Porongas, quem apareceu no palco logo ao lado foram os Automatics, prata da casa, apresentando um rock-indie-psicodelic-bubble-gum. Formado em 2002, o Automatics é uma banda que tem lançado uns trabalhos gravados interessantes. Além de terem participado da coletânea "Nasentocas vol. 4", do fanzine eletrônico pernambucano Nasentocas, o grupo lançou ainda um cd triplo, intitulado "More Senseless". O interessante é que a temática do álbum foi dividida nos três discos, sendo um acústico, um elétrico e um com experimentações eletrônicas. No fim das contas, o cd tinhas 33 músicas no total. Outro trabalho legal nesse sentido foi o lançamento de um cd dividido com outra banda, no caso, a pernambucana Mellotrons . Mas essa versatilidade não ficou tão exposta assim no palco do MADA. Faltou um pouquinho de pressão no show dos caras.

Pressão que pôde ser sentida no show do Revolver , também prata da casa. Ficou claro ali que o Revolver era uma das bandas bem esperadas da noite. Pouco antes do show começar, o palco vazio já estava com a parte da frente generosamente ocupada pelo público.


Revolver, umas das bandas esperadas da noite

E logo na primeira música, o meio rock'n'blues da banda já animava (e muito!) os potiguares. Mais uma vez se via o apoio que o público de Natal dedica às boas bandas locais. Com uma temática muito divertida, a banda proferiu frases como:
"Essa é a nossa música de trabalho, pra todos os safados e safadas que estão aí" (antes da execução do hit "Cafajeste")
"Vamos beijar na boca, porra!" (antes de uma mais baladinha)
"A gente vai tocar uma música pra tirar a roupa" (enfim...)

Após a pré-catarse proporcionada pelas dancinhas do público do Revolver, rolou o show dos gaúchos do Reação em Cadeia. Pertencente ao casting da Deck Disc, a banda tem um show muito bem estruturado, como não poderia deixar de ser. Já a proposta... é uma reprodução de Creed meio ajustada ao pop rock brasileiro.


Reação em Cadeia

O show seguinte foi do Cabaret, banda carioca selecionada para o MADA através das seletivas Laboratório-Pop, escolhidos pelo júri especial e pela votação popular. A banda já chegou mostrando quem era desde o visual. Imaginem um Mick Jagger ainda mais andrógino. Era Marvel, vocalista do Cabaret. E carioca, ainda por cima. Perfeito!
O legal é que o nome Cabaret gera toda uma versatilidade a respeito. É como disseram no palco: "Nós somos a banda Cabaret e ficamos sabendo que aqui nós somos a banda puteiro. Adorei!"
Com influências que vão de Rolling Stones a Cauby Peixoto, a banda apresentou um show muito quente no começo, com uma quedinha de temperatura no final. Mas no último momento, a quentura voltou às areias da Arena do Imirá. Na execução da última música, algo como "deixa o cadáver no palco", a banda gritava coisas como "Palmas e vaias. Vocês são todos uns animais". Mais nenhum animal vaiou nada, a banda foi é muito aplaudida. Principalmente quando Marvel desceu no meio do público, e ficou ali por um tempo assistindo
ao show da própria banda.


o aquecimento Glam do Cabaret

A cama estava armada para o que viria em seguida. Foi a conclusão da pré-catarse. Daniel Belleza e os Corações em Fúria estavam possuídos (no mau sentido) como sempre. Foi um show raivoso. Com fúria. E com corações. Corações esses personificados nos pirulitos que Belleza atirava ao público, "doando" seu coração aos potiguares. No show ainda foi apresentada a resposta a "aonde estão as flores da sua cabeça", música do primeiro álbum dos Corações em Fúria. Essa música de resposta estará no próximo cd da banda, em fase de produção. Um acontecimento bem legal no show dos glam rockers foi a participação especial do "guitar hero" Bruno Kayapy em "A Caixa". Outra participação legal foi a do jornalista Humberto Finatti nos backing vocals de "Amor de Morte".
No final do show, Daniel Belleza e os Corações em Fúria tocaram "Frevo Mulher", de Zé Ramalho. Em Corações em Fúria Style, evidentemente. E, com todo mundo cantando junto, Daniel não resistiu e desceu no meio da galera, sendo carregado, arranhado, puxado e amado por aqueles seres. Não teve marca de caco de vidro na barriga, como no Festival Calango. Mas de arranhões...


DBCF

Antes das atrações headliners, rolou ainda show com Os Bonnies, mais uma banda local bem aclamada. Com influências do rock'n'roll e do Rhythm and Blues, a banda apresentou seu som reconhecido como rockabilly potente, daqueles que animam qualquer festa. Mas no palco do MADA, o show não correspondeu tanto assim ao esperado.


potiguares do Os Bonnies

No fim da noite, o público do MADA ainda presenciou shows de Pitty e Cachorro Grande, com destaque para o último. Show profizaço e muito alto nível.

Uma decepção na noite de sexta foi a ausência da banda Zefirina Bomba. Infelizmente Acabou não rolando o "noisecoregroovecocoenvenenado" nos palcos do MADA. Pena!

Bem, logo mais a gente posta o que rolou no último dia do Música Alimento da Alma no Sábado.
Até!

::: posted by Espaço Cubo at 19:22

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Sábado, Maio 06, 2006

especial
Primeira noite de MADA

por Ney Hugo
Imprensa EC



Nessa quinta feira, nas areias do Imirá, em Natal, teve início o Festival Música - Alimento da Alma- ou MADA, para os íntimos. E Ney Hugo, editor deste blog e baixista do Macaco Bong, conta tudo o que rolou por lá no primeiro dia de show.


Os paraenses do Coletivo Rádio Cipo

A primeira banda a se apresentar foi o Coletivo Rádio Cipó, do Pará. Assim que foram anunciados e pisaram no palco, os paraenses tiveram que interromper o show por um motivo inesperado: Chuva! Justo na praia, justo no MADA e logo na primeira banda. Após alguns (longos) minutos de ventos chatos que insistiam em jogar a água na direção dos equipamentos, o show foi retomado. Bem energéticos, por sinal, o Coletivo Rádio Cipó anunciou que o rock iria rolar mesmo na chuva!

A banda também chamava a atenção pela qualidade de elementos no palco. A formação composta por guitarra, baixo, bateria, percussão, e vocais com megafone logo atraiu o público, que preferiu abandonar por uns instantes as tendas eletrônicas pra ver/ouvir o que estava rolando no palco. Em poucos instantes, a chuva nem ficou pra ver a participação especial de Mestre Laurentino, um simpático senhor que mandou ver numa harmônica de boca e cantou "Loirinha Americana". Em meio a batidas de eletro-reggae, Coletivo e Mestre Laurentino conquistaram o público, arriscando tímidos passos de dança. Tamanha interação acabou gerando o famoso "aaahhh", que o público sempre solta quando uma banda legal anuncia a saideira.

O interessante do Coletivo Rádio Cipó é que a banda vem com um viés mais coletivo, como o próprio nome sugere. No cd dos caras figuram várias participações especiais, como o compositor de carimbó (um ritmo nordestino) Mestre Bereco, a também compositora Dona Odete e o próprio Mestre Laurentino. Pela formação do Coletivo, já passou também o músico Pio Lobato, famoso guitarrista experimental paraense. Tantas formações caracterizam bem o ideal da banda: "o Coletivo é uma banda aberta".. Como novidade futura, a banda promete o lançamento de um dvd, que contará com extras (aê!) e cenas de outros shows. Assim que for lançado, a gente anuncia por aqui, claro!


Montgomery

Os shows que aconteceram em seguida foram os das bandas Zerooitoquatro e Montgomery. Duas bandas locais bem conhecidas dos potiguares.

A quarta banda da noite foi a única cuiabana do festival, o Macaco Bong. Esse eu até que assisti do palco (rs..). O público reagiu bem ao show, mesmo com um princípio de chuva no ar. Mas pra saber melhor, rola acessar o diário de bordo do Macaco Bong . E saiu uma matéria bem legal também com
Bruno Kayapy, "o guitar hero", no Laboratótio Pop.


Esse é o Neguedmundo

Logo após o show do Macaco, rolou no palco do lado, um show que misturava rap, black music, demais elementos do hip hop, etc. Tratava-se do Neguedmundo, com sua "Música de Preto". Um pouquinho atrapalhado pela chuva, que dessa vez desabou definido sobre as areias do Imirá. Mas só no começo. Em pouco tempo, os potiguares já estavam lá na frente do palco, alucinados, curtindo os grooves e as batidas afro-eletrônicas de Neguedmundo, o que surpreendeu o cantor. O interessante é que o músico, agora em projeto solo, já participou de outras bandas em Natal, entre elas, o Agregados FDR. O mais novo projeto de Neguedmundo, intitulado "Música de Preto" encontra-se em fase de pré-produção. O músico já conta com um material inicial na mão, que contém algumas MP3s, release e contatos, o que dá uma préviazinha do que será o cd, além de mais informações adicionais sobre o projeto. Ótima mídia!

Assim que for lançado, Neguedmundo pretende divulgar o seu trabalho por aí afora, passando por outras regiões além do nordeste, como sudeste e centro-oeste. Seria uma dica legal pro Festival Consciência Hip-Hop, que rola em Hell City. Aê CUFA Cuiabá, olho em Natal!


Volver, diretamente de Recife

Em seguida, vieram os pernambucanos do Volver, com seu show "power" como sempre. show também bem dançado, com direito a rodinhas soft no meio do público. Com show novo, músicas novas e formação nova, a banda fez seu terceiro show com o novo baterista, Zeca. Após um show de estréia, o baterista fez seu segundo show já no Abril pro Rock em Recife e o terceiro já no MADA, em Natal. Que responsa, hein?!

Quanto à importância de já estrear em shows de grande porte, Zeca ressaltou o tamanho do MADA: "Esse festival tem uma estrutura fantástica. Creio que esse seja o maior festival independente do país hoje". Zeca também adiantou que, já com as músicas novas (são 8 prontas), o Volver deve lançar 3 singles ainda esse ano. Cd mesmo só no ano que vem.

Pós Volver, outra banda nordestina fez a cabeça do público do MADA. Tratava-se do DuSouto, formada por um power trio de baixo, guitarra, bateria, acompanhados de um DJ. Fazendo uso de elementos do eletro-samba, o grupo tem uma temática interessante. A banda é DuSouto, "porque do solto é que é do bom". Outro motivo são os sobrenomes do baixista Paulo Souto e do DJ Gabriel Souto, respectivamente tio e sobrinho.

A banda tem toda uma concepção artística ligada a programações de audiovisual, além da música eletrônica. Tudo derivado de trabalhos paralelos dos músicos da banda, com experiência em design gráfico, edição de áudio, etc, o que, segundo o baixista Paulo Souto, torna a banda completamente independente, pelo menos, no processo artístico, já que, na distribuição do cd, a banda conta com a parceria do selo Nikita Records, que foi responsável pela participação de uma música do DoSouto (Ie Mãe Jah) no famoso jogo Fifa Soccer, juntamente com cerca de outras 30 bandas do mundo todo. Pela segunda vez no MADA - lançaram o cd no festival em 2005 - o DuSouto apresentou ainda no show um telão com todo tipo de imagens, seqüenciadas com a música. Show completo. Foda!


rap nordestino do Agregados Família do Rap

Na sequência, um grupo de rap. O Agregados Família do Rap. Formado por um DJ e vários MC's, o grupo apresentou um show com muita presença. Rap de alto nível, com peso. Um fator louvável do Agregados é a identidade que o grupo tem. É rap nordestino, com sotaque. Honesto, sem reproduzir aquele comportamento infame de sugar os grupos de rap paulistas.

Interessante também é a receptividade do público do festival com a galera do Agregados. Agitados, dançando e cantando as letras juntos, a multidão deu ainda mais gás ao show. Percebe-se em Natal um forte apoio por parte do público para com as bandas locais, que retribuem com qualidade no palco. Recíproca verdadeira e funcional. Um dos refrões do Agregados repetia um "ôsh", tradicional expressão de espanto, tipicamente falada pelos nordestinos. O festival inteiro repetia o "ôsh", junto com o grupo. De arrepiar...

É interessante também ver grupos de rap se apresentando em festivais de tradição rock. Sobre isso, o MC Alexandre Taurus contou que esse foi um processo construído vagarosamente. "Essa já é a terceira vez que tocamos no MADA. O pessoal percebe o nosso esforço, correria e ganhamos o respeito dos músicos da cidade pelo fato de fazermos rap com diversos arranjos". Tendo um clipe gravado (que de vez em quando rola no Yo MTV) o Agregados FDR chegou a ser referência para novos grupos de rap, formados por jovens em trabalhos com a Central Única das Favelas (CUFA).

Na correria do rap independente, o Agregados hoje está em processo de
produção do segundo cd, que deve sair em meados de julho, pelo "Touro de Raça", um selo de rap que já atingiu a auto-gestão. O prometido é que o cd saia com várias influências da cultura africana, grooves de percussão regional, talvez samplers de poetas nordestinos, etc...

Depois do show do Agregados, rolou ainda shows com Pavilhão 9 e O Rappa, pra delírio final do público do MADA.

Ainda tem dois dias de show e claro, estaremos na cobertura! Até!

Quer saber mais sobre o MADA?
+ www.dynamite.com.br - Primeira noite de MADA
+ www.senhorf.com.br - Volver de Recife no MADA

::: posted by Espaço Cubo at 17:26

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Quarta-feira, Maio 03, 2006

coluna
Expresso Cubo de Bandas: Rockassetes!
Por Jaqueline Gentilin
especial Imprensa EC


Com um visual bem sessentista de franjinhas, costeletas, terninhos e gravata, a Rockassetes de Aracajú garantem um roque dançante e animado bem 70's com forte influência rockabilly e pop, na melhor combinação "rock + fita cassete" dos bons velhos tempos.
Os garotos já estão na estrada há 6 anos, mostrando que brincadeiras descompromissadas de moleques podem sim virar um projeto de vida.



Tudo começou com os irmãos Bruno e Leo Mattos, respectivamente vocais,guitarra e bateria, junto com a guitarra de Rodrigo de Freitas. Depois de algumas mudanças, a formação atual é os irmãos Mattos e João Mello no baixo e vocais. Mas sempre rola temporadas de participações especiais, como a de Marcos Moura, guitarrista, que já fez parte oficial da banda e hoje participa de shows em São Paulo e turnês.

Os sergipanos moram há 8 meses na capital paulista "Plano que já estava na nossa cabeça desde 2003" diz Leo. Quanto a essa experiência toda... "Com certeza as coisas ficam mais fáceis em sp. Aracaju tem muita banda boa mas a cidade não oferece muito...é bem parado,então só de sairmos de lá, já é uma grande atração pras pessoas que ainda estão lá...e os que sabem da nossa vinda...sempre falam "como é longe..." Aqui em SP as coisas acontecem a todo instante,sempre há algo rolando e conseguimos estar em contato com coisas que só sabíamos por televisão. Há pessoas que se interessam em construir alguma coisa pra banda aqui". Mas ressaltam que "Só de estar aqui as coisas não vão chegar até a gente. Temos que correr atrás de toda maneira e principalmente, ir a outras cidades fazer shows, divulgar o nosso trabalho, buscar ser conhecido de alguma maneira em outros locais. Mas acho que comparado ao local de onde viermos aqui é ideal pra nos instalarmos".

Falando em divulgar o trabalho, a banda está com uma agenda lotadíssima para os próximos meses, como a Mini-tour , que já está rodando o Nordeste (com Marcos Moura), passando por Bahia, Sergipe e Alagoas agora em Abril. Em maio, show pelo Centro-Oeste, em Brasília, Goiás , Mato Grosso e também em Minas Gerais. De volta á São Paulo ainda em Maio, farão um festival com Prof.Mauro, que é responsável pela produção da banda agora, nos dias 05 e 07 e show na Funhouse dia 24 com Capim Maluco (SP).



Além disso, há projetos para a gravação do programa Banda Antes da MTV, e estão terminando o single "As flechas", que será lançado pelo Senhor F ainda em Maio.
Pra finalizar, eles dão suas sugestões de bandas promissoras, entre elas estão o Macaco Bong e Vanguart (MT), Snooze e Plástico Lunar (SE), Druques e Os Skywalkers (SP).

A gente aqui em Hell City espera mesmo conhecê-los em breve mas por enquanto conheça mais sobre os Rockassetes nos links....
www.rockassetes.mus.br
www.tramavirtual.com.br/rockassetes
www.fotolog.com/rockassetes

Até a próxima!

::: posted by Espaço Cubo at 21:56

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Segunda-feira, Maio 01, 2006

entrevista
Giulia Medeiros, Quatorze anos, produtora cultural. E Jovem Arteira!
por Issaaf Karhawi
Imprensa EC


Rolou nesse final de semana a matinê do Rock na volta dos Dragsters. Os meninos que ficaram seis meses em estúdio readaptando seu estilo voltam agora à ativa. Quem se encarregou da organização do show de recomeço dos garotos foi Giulia Medeiros, ou simplesmente Caju, essa que já se envolve com a cena independente e cultural há três anos.


Giulia Medeiros, a Caju

Confira a primeira entrevista da produtora-mirim:


Com apenas quatorze anos você vem se entregando há tempos à organização cultural. Qual foi sua primeira experiência de produção na cena independente?
Com onze anos decidi montar um grupo teatral independente com amigos, que se apresentaria em lugares comunitários de Cuiabá. O início foi complicado graças a pouca credibilidade dada pelos nossos pais. No entanto a idéia saiu do papel e apresentamos "O mágico de Oz" diversas vezes em locais como o hospital do Câncer e Lar da Criança. Esse ano o teatro volta encenando uma peça de Péricles An'arckos (ator e escritor do Teatro Fúria). A partir daí me interessei mais pela produção cultural. Depois do teatro cuidei da edição dos flyers do evento de lançamento do Asthenia, não rolou a produção da banda por me achar ainda muito nova pra isso mas foi daí que tudo começou.

Quanto ao Projeto Jovens Arteiros, como funciona?
O projeto visa incentivar jovens a partir dos 13/14 anos que se interessam pela arte de alguma forma, seja pelo teatro, música, dança, literatura, cinema, etc. Com o projeto abrimos espaço para exposição desses trabalhos, como aconteceu no sk8 Park, sábado passado, que no meio daquele evento rock'n'roll rolou uma exposição de fotos. É bom quebrar esse paradigma de que eventos de rock e lugares freqüentados por roqueiros só podem amparar e receber esse tipo de cultura.

O evento "Volta dos Dragsters" teve apoio da iniciativa privada, como foi conquistado? Quem, além, apoiou/incentivou o projeto?
Então... A idéia do organizar o evento foi minha e do Mikhail (frontman do Asthenia) conversamos com o Bruno (vocalista do Dragsters) e ele achou a idéia bem bacana! Começamos a correr atrás de tudo e o Mikhail teve que me abandonar no meio do caminho graças ao corre-corre do colégio. Continuei mesmo assim e com apoio da Lenissa Lenza do Espaço Cubo que passou minha idéia pro papel e deu o pontapé inicial em tudo. Consegui os apoios de patrocinadores apresentado a idéia do projeto e o próprio projeto em si. A Cultura Inglesa, M.O arte e mídia, a Casa das Molduras, Gráfica Print, todos apoiaram de alguma forma e isso fez com que a minha idéia começasse a andar. No meio das boas notícias veio a confusão da prefeitura não liberar o espaço para funcionar depois das dez, o que quase me fez desistir. Mas os meninos dos Dragsters conseguiram arranjar um jeito e deu certo!

E o que podemos esperar da Caju Medeiros produções daqui pra frente? Mais eventos? Encaminhamento do Jovens Arteiros? Parcerias, enfim. Conte!
Depois do evento realizado quero seguir com o Jovens Arteiros até encontrar alguém, jovem de preferência, para dar continuidade pois tenho que estudar e estou participando do núcleo de produção do Cubo Mágico. E talvez, mais tarde vou produzir alguma banda, quem sabe os Dragsters mesmo. Vamos ver.

::: posted by Espaço Cubo at 17:47

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