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Sexta-feira, Junho 30, 2006
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institucional
projetos do Calango
Calango In Vídeo
por Talyta Singer
Imprensa EC
Pelo segundo ano consecutivo, o audiovisual marca sua presença no maior evento de artes integradas do estado. É o Calango in Vídeo, que surgiu no ano passado como uma mostra de vídeos, ganhando mais corpo esse ano e já começando nas próximas semanas, com oficinas.
Objetivando impulsionar a produção audiovisual em Mato Grosso, para este ano, o Calango in Vídeo selecionou 5 instituições onde serão aplicadas as oficinas. São elas: o MST, o Sintep, a CUFA (Central Única das Favelas) e duas escolas da rede pública. Cada uma dessas instituições terá 4 pessoas participando das oficinas que serão duas, uma de ficção e outra de documentário.
A organização fica por conta do Próxima Cena, núcleo de audiovisual do Espaço Cubo, em parceria com alguns produtores independentes que, além das oficinas vão organizar também uma mostra livre de vídeos. As inscrições serão abertas nos próximos dias no site www.calangoinvideo.zip.net, que ainda está em construção, mas terá todas as informações sobre as inscrições e sobre o andamento do projeto.
E mais, no Calango na Mesa, círculo de debates que acontecerá nos mesmos dias do festival, o Calango in Vídeo, reunirá profissionais, estudantes, amadores, e curiosos em torno das perspectivas que surgem para uma nova etapa do audiovisual mato-grossense.
Então, aguardem. Logo mais, o Calango in Vídeo, vai preparando um roteiro, pra colocar seu nome nas telas do Festival Calango.
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Quinta-feira, Junho 29, 2006
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institucional
projetos do Calango
Língua de Calango
por Angélica Almeida
Imprensa EC
Danilo Fochesatto, coordenador do Língua de Calango
Continuando a ministrar informações sobre as Artes Integradas no Festival Calango, falaremos hoje sobre o Língua de Calango, que participa pela primeira vez do festival e vem para instigar a literatura dentro do mesmo.
O Língua de Calango estará presente nas escolas (assim como a maioria das outras artes) trabalhando com a distribuição de material impresso selecionado pelo Coletivo Arcada Dentária, que para quem ainda não conhece ai está: www.coletivoarcadadentaria.blogspot.com
Mais sobre o Língua de Calango e o Coletivo segue abaixo, numa breve entrevista com Danilo Fochesatto, um dos idealizadores do projeto.
Você poderia falar um pouco em como surgiu a idéia do Arcada Dentária?
Bem, foi uma alternativa que encontramos para dar vazão ao material e iniciar uma divulgação de escritores jovens e desconhecidos da região, além de tecer uma rede de relacionamento inicialmente virtuais com outros "coletivos" que tem a mesma pretensão. desde o principio - que não foi num passado tão distante - já idealizamos o coletivo mais como uma forma de captação de atenção. Como ambições temos a de lançar livros com os colaboradores/membros. Se possível através da criação de uma editora que teria o coletivo como uma espécie de selo. Trocando em miúdos, a gente quer que quando pensem em literatura jovem, que pensem na gente. Agora, se isso é pretensão demais nós não sabemos.
Com o projeto do festival calango, vocês iriam estar adentrando as escolas e divulgando, chamando os jovens interessados e que ainda não sabem da existência do coletivo à participar? Falando um pouco sobre a nossa literatura? Como funcionará?
Durante o calango na escola levaremos uma espécie de zine do coletivo com um pequeno apanhado de textos que já foram postados. Quanto a entrada de novos membros/colaboradores: o espaço é livre para pessoas de qualquer lugar do país. Podem postar como membros (o que implica um maior compromisso) ou como colaboradores (aqueles que estariam disponibilizando textos esporadicamente). Prevemos reuniões mensais para discussões literárias e apreciação de textos postados.
O que você acha dessa iniciativa de levar literatura jovem, aos jovens carentes da mesma?
Acredito que seja uma atividade que deveria ser feita desde muito antes. Algo como a introdução da cultura ao livro e a leitura desde, vamos ver, a quarta série. Assim não teríamos problemas com adolescentes que não se interessam pela leitura e conseqüentemente a ignoram por completo. Mas pode-se dizer que o coletivo não vem com essa idéia de fomentar a leitura. Se ele vem pra servir pra alguma coisa, é para mostrar que temos jovens de potencial aqui. O que não deixa de ser um incentivo a leitura. Só que do meu ponto de vista, isso seria um "efeito secundário".
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Quarta-feira, Junho 28, 2006
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institucional
projetos do Calango
Prévias Classificatórias
Por Talyta Singer
Imprensa EC
Há mais ou menos 50 dias do festival, os projetos Calango estão à toda. Como você pode acompanhar aqui no Cubo de Ensaio essas atividades acontecem em datas e locais diversos e integram a programação do Festival Calango.
Desde o ano passado, são realizadas as Prévias Classificatórias com as bandas que ainda não tem material gravado. Assim, a participação no festival fica mais acessível, além de descentralizar os eventos culturais, já que em cada prévia, os outros projetos do Calango estarão por lá, interferindo e criando um ambiente de encontro entre as outras artes e a música.
Este ano, serão realizadas quatro prévias, todas em locais estratégicos da cidade. O objetivo é simples, mostrar o som das bandas mais novas para outros músicos, público e produtores, divulgando assim, como estão as coisas em cada cena específica.
Pra anotar na agenda: as prévias acontecem nos dias 22 e 29 de julho e 05 e 12 de agosto em locais que vamos divulgar em breve.
O processo de inscrição das prévias inclui duas reuniões onde as bandas encaminham release, fotos e letras de três músicas à comissão organizadora e de quebra agendam um ensaio de consultoria e recebem todas as informações necessárias. Datas e locais dessas reuniões logo serão divulgadas, por enquanto, as bandas interessadas, podem entregar o material no Espaço Cubo, que fica na av. Presidente Marques, 240 no Centro, ou enviar um e-mail pro espacocubo@gmail.com.
Lembrando que durante os shows das prévias, um júri estará analisando as bandas, segundo alguns critérios, a saber: arranjo, letra, timbragem, performance, profissionalismo em palco, estrutura técnica e musicalidade de cada integrante e do conjunto e figurino. Para isso, a comissão de júri é formada por uma pessoa de cada uma das áreas a seguir: produção musical, jornalismo musical, artes cênicas, literatura e figurinista.
Sempre valendo premiação. O primeiro colocado abre uma das noites do Festival Calango, o segundo, grava um EP no Estúdio Cubo de Gravação e o terceiro recebe um pacote de 16 horas de pré-produção no Estúdio Cubo de Ensaio.
Então, é isso. Logo, logo, mais e maiores informações sobre as prévias que vão transformar Hell City na Cidade das Artes. Yeah!
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Terça-feira, Junho 27, 2006
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institucional:
projetos do Calango
Comunicalango
por Alfa Canhetti
Imprensa EC
Depois do Calango na escola chegou o dia do Comunicalango, cumprindo o calendário especial da semana que apresenta os projetos paralelos do festival mais quente do país, o Calango. A idéia central desse projeto não é se focar exatamente no Calango, mas sim, continuar após o evento. Além de tudo, esse é o projeto que mais se relaciona com os outros. No caso do Calango na Escola, por exemplo, quem leu ontem pôde conferir que ela está lá, junto. Mas pra facilitar a compreensão e tirar as nossas dúvidas, decidi entrevistar o coordenador do projeto Comunicalango, Ney Hugo.
Qual o objetivo do projeto já que ele tem como meta se prolongar quanto a data do festival Calango?
O objetivo é a formação de quadros que possam atuar ativamente mesmo passada a atuação do projeto nas escolas e passado o festival calango. Hoje temos uma cena independente brasileira cada vez mais ascendente. É importante que os futuros agentes culturais, sejam esses músicos, artistas plásticos, videomakers ou jornalistas, entendam que há a perspectiva de trabalhar com aquilo que se gosta... Como diria o Anderson Foca, da Dosol, de Natal, "a melhor coisa é poder capitalizar o que você faz por prazer"
O Calango na Escola é o projeto que vai levar o Calango para dentro das escolas! Um pouco redundante mais é exatamente isso. Explique um pouco desse projeto.
Bem... eu já expliquei na matéria de ontem aqui no blog... rs. Mas o projeto consiste basicamente no estreitamento da relação artista-aluno... Daí a estar levando banda, exposição de fotografia e moda, audiovisual e etc pra dentro das escolas.
E como o Comunicalango e o Calango na Escola vão atuar juntos?
O calango na Escola já é um projeto que vem acontecendo nas edições passadas do festival. O Comunicalango faz sua estréia agora em 2006 (aê!). Achamos uma ótima a idéia de aproveitar a presença de um projeto já existente dentro das escolas para levarmos pra lá as perspectivas da comunicação alternativa...
Além da "parceria" com o Calango na Escola o Comunicalango flerta também com o Calango na Mesa, o ciclo de debates que acontecem às vésperas do festival reunindo produtores, jornalistas, músicos daqui de Cuiabá e de todo o Brasil. Os temas abordados serão: Auto Gestão de Projetos de Comunicação Alternativo (gestão financeira; formação e gestão de quadros), Ocupação de Espaços Midiáticos (crescimento e expansão - penetração em novas mídias); Produção e Distribuição de Conteúdo Fora do Eixo.
O objetivo do projeto num todo é: ministrar duas diferentes oficinas sendo uma de internet (blog) e outra de impresso (zine) nas escolas. Promover debates de Comunicação com representantes do tema, esclarecer aos participantes quanto ao jornalismo cultural alternativo, agregar comunicólogos em potencial e distribuí-los em cada segmento (escrita, audiovisual, etc) de acordo com cada perfil, além de oxigenar e potencializar a cobertura do Festival Calango, realizada então por esses jovens.
Bom! Agora que todos conhecem o tal projeto, que tal participar?
cubocomunicacao@gmail.com
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Segunda-feira, Junho 26, 2006
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institucional:
projetos do Calango
Calango na Escola
por Ney Hugo
Imprensa EC
Vanguart, no Calango na Escola 2005
Estamos a apenas 50 dias do Festival Calango. O Festival cuiabano, que está inserido no calendário nacional como um dos mais importantes do país, traz consigo o caráter de artes integradas. Ou seja, o Calango é um festival que não se restringe exclusivamente à música, tendo abertura também segmentos como audiovisual, artes plásticas, literatura, entre outros.
Essa semana o blog apresenta pra você cada um dos projetos que compõem o Festival Calango. Começando pelo Calango na Escola.
Seguinte galera, o Calango na Escola é um projeto de incentivo à cultura, que acontece dentro das escolas selecionadas a cada ano.
Mais: O incentivo é dado à produção da cultura alternativa, ou seja, diferente daquela outra centralizadora e exclusivista, aquela mesma que beneficia só alguns, deixando milhões de músicos, escritores, jornalistas, artistas plásticos e videomakers em potencial a ver navios.
Visando a inserção dessa cultura alternativa nas escolas por onde passa, o Calango na Escola tem o objetivo de estreitar a distância artista-aluno.
Como?
Com ações como o já tradicional Concurso de Redação, além de apresentação de bandas do circuito dentro das escolas.
Outra proposta é realizar nas escolas inscrições para as prévias do Calango, facilitando a vida das bandas formadas nos colégios.
E não pára por aí... no programa também estão inclusos Concurso de Desenho e trabalhos como Exposição de Fotografia, que consistirá numa mostra amadora de fotos de jovens artistas de Cuiabá. Outra novidade é a exposição relacionada a Moda. Os artigos são variados, indo desde camisetas a vestidos de boneca.
As coordenadoras do projeto, Thaís Sagin e Ísis Shibasaki contaram ao blog um pouquinho mais do Calango na Escola. Confira:
O Projeto Calango na Escola oferece apenas a oportunidade de se acompanhar a evolução da arte juvenil em nosso Estado. Para tanto, estaremos organizando nas escolas mostras de fotografia e moda, distribuição de zines literários, concursos de redação e desenho, intervenções de arte de rua, cine-debate, além de apresentações de bandas.
No entanto, o estreitamento entre aluno e artista é algo que não só depende do projeto e suas possibilidades, mas principalmente da abertura que cada jovem dará às manifestações apresentadas.
O projeto, portanto, vem como instrumento de divulgação e com intuito de tocar cada estudante, abrindo os olhos para mundos antes desconhecidos.
Tendo em vista a interação com os outros projetos que compõem o festival, o Calango na Escola flerta também com o Calango in Vídeo, visando a representação do audiovisual nas escolas. Para tal, será realizado um documentário simples, no qual os alunos responderão a questionamentos quanto a alguns temas.
Através do Calango na Escola serão realizadas também oficinas de zine e comunicação alternativa via internet. Mas isso o blog explica melhor no post de amanhã, que apresentará o projeto Comunicalango.
Até!
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Quinta-feira, Junho 22, 2006
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coluna
O Paradeiro do Pará
por Ivan Jangoux, de Belém (PA)
Especial à Imprensa EC
Belém - PA
Belém é uma cidade estranha... Há 6 anos, quando comecei a tocar em banda os shows eram escassos, toscos e mal-produzidos. Eu mesmo produzi uns shows assim - toscos, porém saudosos. Apesar de rústicos, o público ia em massa, vibrava e ouvia-se até gritinhos histéricos das meninas, quando as bandas tocavam suas baladas favoritas. Foi nessa época que o Rock Contra a Fome teve público de 2 mil pessoas - infelizmente, algo que eu duvido que aconteça tão cedo.
Hoje os shows estão melhores, super-produzidos, as bandas estão mais profissionais, mas tem que torcer pra todos os elementos estarem a favor do show : Não chover, não ter jogo do Remo nem do Paysandu (Credo!!!) no dia, ingresso barato, não ter NENHUM outro show, nem mesmo de outro estilo, torcer pra Gaby do Technobrega não aparecer em Belém... E mesmo se tudo isso acontecer, pode ser que não dê gente.
Por que eu falo isso ? Nas últimas 3 semanas, vários shows deixaram de bombar por motivos inexplicáveis. Um, foi a vinda do Switch Stance pra Belém. Produzido pela Associação Cena Alternativa, teve uma estrutura de show grande, 10 bandas locais divididas em dois palcos, workshop... e mesmo assim o público foi, digamos, fraco, diante do que se esperava. Outro show que teve um público abaixo do esperado foi o Ressaca Fest: Com bandas que, há 4 anos atrás, levariam 400 pessoas à casa de show, deu pouco mais de 130 pessoas. Tá certo, o show foi muito doido, mas mesmo assim... é de brochar!
A única explicação que eu vejo, e mesmo assim acho ela incabível, é o preço dos ingressos. Inflacionados, bem aquém do que os Paloccis da vida conseguiriam, os ingressos subiram, de 2000 pra 2006, em R$2. É, eram 3, agora é R$5. Isso me deixa P da vida: Recebo diariamente uma cacetada de SPAM de bandas de todo o Brasil, cobrando R$10, 15, até 20 pra shows. E na boa, se isso acontecer isso em Belém, vai dar ninguém. E não se tem uma resposta exata do porquê disso. O povo daqui não valoriza a produção cultural local? Muitos dizem que sim; Falta de grana, menor renda? Talvez, mas é normal ver pessoas que não entram em shows pra usarem a grana pra comprar bebida e afins.
Aerolito
Mas, voltando aos shows, os mesmos foram bem legais. No Switch Stance, Delinquentes mostrou seu hardcore-crossover, Aerolito mostrou seu showzaço de screamo (uma das melhores bandas do estilo do Brasil.. lembrem desse nome!), Crashdown, com seu grunge cada vez mais porrada e o Stigma também fez um show bem legal;
No Ressaca Fest, logo de início, uma cacetada de New Metal, pra quem gosta, com Kisen, Avens e Evil. A última, mostrou algumas músicas novas já disponíveis em seu fotolog para download. Na sequência, com shows encurtados devido a hora, Jolly Joker, Stigma e Aeroplano, que fizeram shows pra menos gente, mas que não deveram nem um pouco em energia, principalmente a última citada, que demonstrou descontração e uma performance que lembrou a cena de Seattle dos anos 90.
Aeroplano
Graças a minha revolta com isso, hoje vou destacar duas bandas independentes de fora daqui: O Anttena, e o Magnificência. Este último, é uma banda de Speed Metal Melódico (acho que foi assim que me definiram essa banda) de Goiânia. Cara, trampo nota 10 dessa banda! Músicas muito bem trabalhadas, músicos muito bons - destaque para o batera que impressiona até quem não tá nem aí pra metal ou não entende do instrumento.
Os produtores de metal daqui, e do resto do Brasil todo deveriam prestar mais atenção neles, em vez de toda vez trazer "a banda de metal mais conhecida da Grécia" ou afins, como acontece de costume. A banda ainda não tem CD, pois tá emperrada no mesmo $problema$ das bandas do resto do Brasil, mas em breve, deve sair algo deles. É só ficar ligado!
Já o Anttena, é uma banda mineira que DIFICILMENTE vai ficar no independente por muito tempo. O grupo, formado por integrantes do finado Old Shoe Box, banda que tentou seguir os passos do Diesel/Udora, voltou e deu guinada diferente em seu trabalho. Agora, com letras em português e um som meio voltado pro hardcore melódico, a banda apresenta um trabalho BEM mais interessante do que todas as bandas desse estilo que causam um bafafá imenso na mídia, com guitarras trabalhadas, arranjos que saem do lugar comum e letras que nem toda estrofe possui uma rima simples.
Seu EP, que até agora não foi lançado oficialmente, possui 5 músicas, todas gravadas em um notebook da banda, que transformava em estúdio qualquer lugar onde eles estivessem. Destaque para a linda canção "Nem melhor, nem Igual", na qual a banda se acalma, pega os violões, e falam sobre seu amor perdido.
Até a próxima...se não chover!
links:
Magnificencia : www.magnificencia.com
Anttena :www.anttena.com.br
Delinquentes : www.fotolog.net/delinquentes
Aerolito : www.fotolog.net/aerolitorock
Crashdown : www.fotolog.net/Crashdown
Jolly Joker : www.fotolog.net/jollyjoker
Evil : www.fotolog.net/bandaevil
Avens :www.fotolog.net/avens
Kisen : www.fotolog.net/avens
Stigma : www.stigmaonline.net
Aeroplano : www.fotolog.net/aeroplanorock
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posted by Espaço Cubo at 19:57
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Segunda-feira, Junho 19, 2006
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cobertura
Zumbis do Espaço
Por Ney Hugo
Imprensa EC
Como sabem, esse fim de semana em Hell City rolou o tão esperado "horror show" com os Zumbis do Espaço. Além dos Zumbis, apresentaram-se também as bandas The Melt, Lord Crossroad, Fuzzly e Macaco Bong.
A primeira banda a se apresentar foi o The Melt, que não decepcionou. O Garage Grunge Rock executado pelo power trio mostrou algumas melhorias em relação a shows anteriores. A guitarra de Karnero tá mais definidinha, mais "entendível". Durante a performance, a banda ainda arriscou algumas partes instrumentais. Mas, mesmo com melhorias, o som do The Melt ainda continua um pouco sujo demais em algumas partes. E, nesse caso, "sujo" não é sinônimo de "distorcido".
Em seguida veio a Lord Crossroad, esperada por seu público cativo que sempre se faz presente, dançando, pedindo e cantando as músicas da banda por toda a apresentação. Show pesado, com pegada, e muito visual naquele palco. Como sempre.
Destaque para a guitarra blues'n'roll de Caio, cada vez melhor; e também para a garota que virou atração ao subir no palco e ficar lá por um bom tempo dançando e divivindo o microfone com o vocalista Charlinho.
A terceira banda na noite a ocupar o palco foi o Fuzzly com seu stoner rock de graves saturados. Show um tanto quanto morno... uma pena para a atração principal, os "headliners" do evento. Headliners, na visão dos próprios, claro!
Fuzzly
Deve ter sido um imenso prazer para o The Melt, o Lord Crossroad, o Macaco Bong e principalmente para os novatos Zumbis do Espaço ter tocado com uma banda grande como o Fuzzly.
Mas enfim.. palco liberto(!), chegou a vez dos Zumbis do Espaço mostrarem porque são reconhecidos nacionalmente no cenário musical. Antes mesmo do show já era possível ver perambulantes pelo América Café Bar ostentando um 666 e o nome "Zumbis do Espaço" em suas camisetas. Durante, o que se viu foi uma banda fazendo um som nervoso e um público com um talento para a formação das tradicionais rodinhas. Horror Show, Hell City... um inferninho!
E a galera ainda cantava junto as letras de clássicos como "A Marca dos 3 Noves Invertidos, "Satan Chegou" e principalmente o hino "Espancar e Matar".
E, como não poderia deixar de acontecer, rolou sim um cover de Ramones. A música tocada foi a tradicional Blitzkireg Bop ("hey ho. Let´s go!").
Fechando a noite ainda teve o show do Macaco Bong. A pena de tudo foi que o público, em sua maior parte, já nem estava mais no América's quando a banda se posicionou pra começar o show.
Público ali ou não, o Macaco só provou (mais uma vez!) que faz jus a todo o reconhecimento que já recebe da cena alternativa nacional e daqueles olhinhos atentos sincronizados nos acordes soados ali no palco. (*)
Macaco Bong (ilustrativa)
Depois de assistirem a todos os shows da noite, os próprios Zumbis, apontaram a diversidade de estilos como o fator que mais curtiram no evento de sábado o que contrasta com a maioria dos locais que tocam, onde as bandas convidadas são sempre as de punk rock.
Aqui foi diferente...
Trazendo clássicos de seu imaginário de filmes, quadrinhos e livros de terror e ficção científica, a banda aterrissou em Cuiabá, e fez um "inferninho" com seu "horror show".
Foi o dia em a "City" ficou um pouquinho mais "Hell."
(*) Texto sobre o Macaco Bong por Issaaf Karhawi, também da Imprensa EC.
Fotos: Acervo das bandas
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posted by Espaço Cubo at 23:09
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Sexta-feira, Junho 16, 2006
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coluna
Expresso Cubo de Bandas: Os Pazuzus
Por Jaqueline Gentilin
Imprensa EC
Os Pazuzus não surgiram. Sempre existiram, seguindo uma linha atemporal e infinita do tempo e espaço. O grupo tem o nome "Pazuzu" em associação ao demônio ícone da mitologia suméria que representa o deus dos ventos Sudoeste, é todo mistério e incerteza sendo preciso usar mais que pensamentos lineares para defini-los, já que na língua universal e original de "Sigma Draconis", não exista ao menos tradução literal para a palavra "linear".
Ingênuos? Nem um pouco. Afirmam já terem perdido muito tempo divulgando seus verdadeiros interesses por aí e que não tratam mais desse assunto publicamente, mas prometem revelá-los no momento mais propício,quem sabe. O que se tem notícia é de que eles estiveram num processo de hibernação por muitos anos por motivos maiores que eles, e, devido a apresentações "incendiárias" pela cena carioca. Mas isso não importa, já que estão agora em sua melhor formação e as músicas novas estão muito melhores que as antigas. Então, se for mistério a cautela na divulgação em esfera pública de informações de alta periculosidade, eles são sim, misteriosos. Além da influência de horror, que se deu em função de, até algum tempo atrás, em vez de saírem para se divertir com futilidades aos finais de semanas como fazem a maioria dos humanos modernos, ficavam trancafiados em seus headquarters acompanhando programas como "Sábados de Sci-Fi" e "O Ataque dos Filmes B" que retratavam de forma extremamente fiel o cotidiano deles naquela época.
O que se sabe ao certo é que, o grupo carioca faz um som instrumental surf music do espaço com boas melodias e apelo pop, usam macacões como uniforme e além do quarteto de instrumentistas, um personagem trajando uma camiseta com o a frase "Coisa Ruim" faz ás vezes de demônio, múmia e do próprio Pazuzu , além de cantar certa vez e cuidar dos efeitos e falações pré-gravadas entre as músicas, e também se jogar no meio do público. Quanto aos macacões a explicação é a seguinte: "Eles se tratam, efetivamente, de capacitores biocibernéticos fotossensíveis. Basicamente,eles captam a energia de fontes artificiais de luz (como holofotes e flashes de máquinas fotográficas) e transformam isso em habilidade musical para Os Pazuzus. Acredite em mim, já fizemos alguns shows sem os trajes e os resultados foram desastrosos. Vale também deixar claro que as tais roupas funcionam em relação de total intrisidade com seus respectivos donos através de chips invisíveis implantados em nossos cérebros. Logo, caso algum engraçadinho pense em se apoderar de um deles, não conseguirá desfrutar de sua funcionalidade e, na melhor das hipóteses, ficará apenas vestido como um idiota", garante Delphyus 7J, baixista.
Pouco a pouco, então, o mistério vem sendo revelado. A começar pelas energéticas apresentações desde o lançamento do recente "A Maldição do Surf Sumério", gravado em 2005. Além da sinistra faixa-título, o disco também conta com temas sugestivos como as caóticas "La Diabolica" e "There's A Pazuzu In My Garage", as dançantes "Tropical" e "A Dança do Surfista Fantasma", a emocionante "Os Olhos Sangrentos da Mãe Madrid" e uma novidade inusitada para o repertório : "Reversão do Ônus da Maldição Através de Narrativa Transcrita Implicitamente num Cântico de Amor", a única faixa cantada (algo até então inédito) do disco que, apropriadamente, teve o nome reduzido a R.O.M.A.N.T.I.C.A, e explica Delphyus 7J, "Bom, como tudo no mundo d'Os Pazuzus, esta música tem um significado oculto de vital importância para o bem fluir da máquina suméria. Sob uma ótica mais desatenta, a letra em questão pode se tratar de um mero desabafo amoroso-niilista camuflado em uma melodia que beira o pop apelativo. Em suma, quase o mesmo que "Ana Júlia" representa para o Los Hermanos, guardadas as devidas proporções (afinal, seria covardia afirmar que eles já chegaram ao nosso patamar musical). O que somente os olhares mais aguçados, contudo, são capazes de perceber é que o título da música é na verdade uma sigla que significa Reversão do Ônus da Maldição Através de Narrativa Transcrita Implicitamente num Cântico de Amor. Os mais perspicazes notarão que dos 2'41" aos 2'55" de sua execução são proferidos versos que pouco têm a ver com o restante da letra. Pois bem, justamente neste intervalo de tempo que está a grande chave desta questão. Trata-se de uma oração árabe que tem o intuito de reverter o caos produzido na faixa "A Maldição Do Surf Sumério". No fim das contas, tudo gira em torno do equilíbrio."
Tudo bem , toda essa mistura com certeza garante um som único atrativo.
O ano de 2006 começou pra eles em abril com o lançamento da demo em Belo Horizonte, e já em maio fizeram um clipe pra música "A Dança Do Surfista Fantasma" . Pro segundo semestre, estão com uma série de shows marcados no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de planos para o lançamento de um split em vinil e o início da gravação do CD novo para o fim do ano, para o qual já têm cerca de 20 músicas novas prontas. Mas claro, tudo isso faz parte de um projeto maior a ser posteriormente divulgado, que prevê nesta primeira instância, a "doutrinação gradual de mentes e conquista de novos seguidores". É só esperar pra ver.
Os Pazuzus são: Pazuzu - Voz/DJ/MC/Programações, Delphyus 7J - Baixo, Mr. Jones - Guitarra, Mútiro - Guitarra e Dimas, o Rei das Rimas - Bateria.
Pra quem ficou curioso, acesse, conheça o som, veja o clipe e seja mais um novo seguidor!
"A dança do surfista fantasma", Clipe aqui!
Mais áreas de mídia da banda:
Site oficial
Trama virtual
My space
e Fotolog
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Quinta-feira, Junho 15, 2006
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coluna
Pitaco no Zumbis do Espaço!
Por Alfa
Imprensa EC
Os Zumbis do Espaço
Pois é, a coluna mais falada do blog depois de posar numa revista goiana e servir de exemplo para meios de comunicações, está de volta. Quem assina o Pitaco, agora é Alfa, não mais Talyta Singer. Mas podem continuar aguardando por seda rasgada e pau quebrado do mesmo jeito!
Inaugurando a volta do Pitaco foi colocada em pauta a banda Zumbis do Espaço, que está nesse sábado, 17 de Junho bota os pés em Hell City!
Para opinar sobre os caras foram convidados o Nettü Regert da banda Enmou de Vilhena (Rondônia) e os cuiabanos do Dragsters.
Dá uma lida e vê se você também pensa como eles no quesito Zumbis do Espaço.
Primeiro as visitas; com a voz Nettü Regert...
Esse é o Neto!
Você já foi a algum show do Zumbis?
Não, ainda não tive a oportunidade.
Quanto a abordagem que eles fazem em sua letras? Usando a temática de quadrinho e terror, o que acha?
Eu acho muito interessante essa forma de expressão, essa temática abordada com eles. As letras te remetem a filmes e livros de terror, ficção científica, quadrinhos e são bem estruturadas, divertidas. É bem original, se tratando de bandas brasileiras, disso tenho certeza. Foram praticamente os "pioneiros" aqui no Brasil desse tipo de som.
O Zumbis acabou de lançar um dvd o que já é um diferencial na cena independente. Isso faz com que eles se destaquem nesse meio?
Com certeza, o Zumbis é uma banda com mais de dez anos de carreira, um público fiel e já estava na hora de lançar um material em vídeo da banda. Destaque eles já têm em seus shows muito elogiados, e agora com o material em DVD torna possível o acesso de mais pessoas a essa banda.
Alguma música deles em especial?
"Carcaça de um outro alguém", "Espancar e matar", "Mato por prazer", "Nos braços da vampira" (clássica!), "A marca dos 3 noves invertidos" , entre outras, impossível citar só uma...
Entendo.
E "caminhando e matando"? É bem parecida com "Espancar e Matar". Eu curto demais!
Pois é, tem essa também. Já ouviu aquela versão, não sei se é deles, "Cemitério maldito", tirada de uma musica do Ramones?
Ah, já ouvi sim e é deles também. Ótima!
No mais o Zumbis está concorrendo ao prêmio Dynamite, eles tem alguma chance? Qual(is) banda(s) teria mais chance que eles?
O Zumbis do Espaço pela própria história que tem dentro do independente para mim já se torna "favorito" facilmente. Como se trata de votação na internet, que é meio traiçoeira, na minha opinião, vai ter um "embate" feio no quesito melhor álbum punk rock / hardcore, já que tem outros indicados de peso como o DoD, DFC é uma das bandas mais intrigantes que conheço, Merda!
E também vale citar a Periferia S/A cujo disco de estréia é muito f*. Mas acredito que estão disputando em condições iguais de qualidade, embora em estilos diferentes.
Quer falar mais alguma coisa antes de encerrar a entrevista?
Gostaria de acompanhar o show do Zumbis aí em Cuiabá, mas não vai dar, fica para a próxima. E quem gosta de filmes de terror, ficção científica e curte rock com personalidade não deve perder esse show.
Algum recado para a banda?
Que venham para Rondônia qualquer dia desses, e parabéns pelo trabalho! Sorte no show em Hellcity, local apropriado para um show dos Zumbis do Espaço, não acha?
Mais que apropriado, uma união perfeita. Pena daqueles que não forem...
Eu não vou... Já me sinto penalizado. (risos)
Agora, os Dragsters:
Da esquerda pra direita: Lauro, Tuio, Broog e Bruno
Sobre desenvolver letras engraçadas com temática de quadrinhos e terror, o que acham?
Lauro: Acho massa, tanto que era fã da banda antes. Hoje já não ouço mais, mas ainda acho massa.
Tuio: Cara, eu só ouvi uma música deles até hoje... Mas gostei sim!
Broog: Aa idéia é legal... Pode ser um bom diferencial.
O que esperam do show?
Lauro: Espero que seja massa. Nunca fui a show de alguma banda que eu curto de verdade. Hoje em dia não tenho mais o costume de ouvir, mas já gostei muito.
Tuio: Eu espero coisa boa também... É legal ver bandas de fora vindo pra cá pra analisar desde o som e suas influências até como se comportam no palco...
Broog: Espero que eles gostem de Cuiabá, né?!
Bruno: Idem.
Tuio: É isso também.
O zumbis acabou de lançar um DVD o que já é um diferencial na cena independente, isso faz com que eles se destaquem nesse meio?
Lauro: Não sabia dessa, mas acredito que sim. É um diferencial bom!
Broog: Na verdade, qualquer coisa que possibilite aos fãs conhecerem melhor a banda se faz relevante sabe...
Alguma música em especial?
Lauro: "Espancar e Matar"
Broog, Bruno e Tuio: Não
Aqui a galera não conhece muito o som dos caras, será que vão curtir?
Broog: Aqui a galera curti qualquer coisa que faz a cabeça mexer ou que está na MTV 24h por dia. Vão!
Algum recado pros caras?
Lauro: Um abraço meu.
Bruno: "Vamos torcer pelo Brasil domingo contra a Austrália!"
Lauro: Fala pra eles verem o show do Fuzzly
Bruno: E do Macaco Bong, BRASIL!
Broog: Que não percam as bandas!
Tuio: Que não percam o show do Macaco!
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Quinta-feira, Junho 08, 2006
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coluna
O Paradeiro do Pará
por Ivan Jangoux
Especial à Imprensa EC
Sabe quando a gente sente um alívio depois que algo rola? Assim que estou me sentindo agora. Essa semana foi o Fest Rock 2006, festival que de rock não teve tanta coisa, mas que de "punk" teve muita coisa. Cara, até vi o Roupa Nova tocar Avril Lavigne. Quer algo mais punk que isso ?
Evil
foto: Alexandre Nogueira
Mas quem acha que esse ano foi só subir lá, tocar, receber o boró e ir embora, tá enganado. Na quarta-feira, dois dias antes do início do evento, eu e Iza (minha namorada e vocalista do Stigma) fomos dar umas entrevistas para a TV Liberal, e lá encontramos com representantes das bandas Delinquentes e Evil. Íamos com o intuito de sugerir algo, e por coincidência, o assunto que rolava lá era o mesmo que tinhamos em mente: OMB. Assim como no resto do Brasil, aqui eles não fazem nada, e pior, não queriam fazer acordo para as bandas pagarem suas carteiras e ameaçavam impedi-las de subir ao palco - oportunistas, eles sabem que o Fest Rock é o único cachê significativo do ano, e é nessa hora que vem cobrar! Bem, por sugestão de uma advogada conhecida, resolvemos tentar ir ao ministério público para tentar forçar a OMB a fazer um acordo. E meio que deu certo...
Com representação das bandas Stigma, Delinquentes, Aeroplano, Crashdown e Evil, após 6 longas horas de espera, foi arrumada uma conversa com uma promotora, e logo, arranjou-se uma conversa com o presidente da OMB. O que ficou claro, é que tem muito mais mentiras do que achávamos nessa história toda. Várias mentiras dos próprios funcionários de lá, que passam por cima das ordens do presidente, e mentiras de fora, que infelizmente eu tenho que ficar de bico calado, por falta de provas.
Bem, resumindo, conseguimos o que ninguém tinha conseguido antes: um acordo bem legal, que permitiu as bandas tocarem, e facilitou o pagamento das anuidades e carteiras. Isso não é o ideal, ninguem quer ter essa obrigatoriedade ainda, mas a recomendação que ficou foi de todos tirarem a carteira, pra ter razão na hora de contestar. E a lição que ficou é que, de representação política, não temos nenhuma. OMB? Associação? Pff...
Jolly Joker
foto: Ricardo Proença
Com autorizações na mão, sexta começou o rock. Eu confesso que não pude ir - pela manhã, peguei uma porrada que arrebentou toda a frente do meu carro, e sem ele, ficou difícil ir a Arena Yamada, que fica a cerca de 30km de onde moro. As bandas que tocaram foram Aeroplano, Avens, Rádio Cipó, The Ways e Jolly Joker. Pelas informações que obtive, esta última foi o que mais levantou o público. A banda de metal, que já tem mais de dez anos, agora mostra ao público um lado diferente, com composições em português, e claro, com seu antigo anti-hit "Suck my Dick and Die".
No sábado, chegou a vez de eu tocar. Frio na barriga, a hora não passava... Apesar de estar "acostumado" (o Stigma, junto ao Garagem 32, é a única banda que está no evento pelo 3º ano seguido), tocar numa estrutura dessas sempre impressiona.
Dividimos o palco local com Johny Rockstar (um power pop que lembra bastante Weezer, formado por membros do finado Eletrola), Crashdown (banda grunge que tem uma veia bem Helmet-iana) e Kaymakan (reggae). O que posso dizer é que o evento levou menos gente que no ano passado, mas as pessoas que foram estavam mais empolgadas em ver as atrações locais. E isso foi bem bacana, pois como músico, senti que isso ajudou na performance.
Stigma
foto: Alexandre Nogueira
Quanto aos shows, destaco o do Stigma, que apesar de vários problemas técnicos, surpreendeu a muitos, que estranharam o "peso" e a animação do palco - uma das surpreendidas, foi Sammliz, vocalista do Madame Saatan. A mesma fazia cobertura pela TV Norte, e ressaltou que parecia outra banda, bem diferente daquela com canções melancólicas de antes.
Johnny Rock Star
O outro destaque de sábado vai para o Johny Rockstar. Apesar da banda existir a mais ou menos um ano, nunca tinha visto um show deles, mas era bastante curioso devido a polêmica criada em torno da banda. Formada por membros de várias bandas de destaque em Belém (Madame Saatan, Suzana Flag e o Eletrola), ouviu-se no início que a banda era só de "estrelas".
Mas o que vi no palco foi bem diferente: nada de estrelismo, mas sim músicos bons e boas canções, lembrando muito Weezer, Superdrag, essas coisas, Eliezer e cia. mandaram um bom show, mas que ainda gera comentários do público, que espera a mesma energia de palco que o Eletrola passava. A banda promete CD pro 2º semestre.
No 3º dia, mudou tudo! Pra quem achava que o público estava fraco, isso foi um tapa na cara: Mais de 20 mil pessoas na Arena (aparentemente o dobro do 1º dia), e muita, mas muita atenção para as bandas locais. Vi parte dos shows pela TV, e senti um público completamente louco com a apresentação das bandas.
Delinquentes
foto: Ricardo Proença
Tocaram Evil (New Metal, nova banda mas já com muita qualidade), Sevilha (reggae-pop-carimbó), Álibi de Orfeu (Banda da época áurea do rock paraense, com nova formação e novo som) e Delinquentes, que fez um show destruidor. A última, já com 20 anos de estrada, enlouqueceu o público com seu hardcore - ou crossover, como Jayme Katarro, vocalista, define - A platéia, insana, até tentava subir no palco, algo jamais visto nesses festivais que rolaram por aqui!
Segundo quem tava lá, o show deles foi o melhor de todos, inclusive das bandas nacionais, que decepcionaram - o que já era esperado. Um exemplo, é o Los Hermanos, que fez um show pra até quem é fã reclamar que deu sono. E não é a primeira vez que a banda toca com essa postura aqui... Também pudera: É difícil alguem se animar com shows de bandas que a cada seis meses estão aqui. O Falcão do Rappa já deve ter até uma conta com a Tacacazeira mais próxima!
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Segunda-feira, Junho 05, 2006
cobertura
1º CPA Rock Concert
por Alfa
Imprensa EC
Esse fim de semana rolou em Hell City o 1º Cpa Rock Concert, com a presença das bandas Miguelitos NSD, Livre Arbítrio, N3Cr e Lopez. Só que, devido a intempéries, uma delas não tocou. Confira o que rolou, na cobertura de Alfa, da Imprensa EC. E aproveite pra saber um pouquinho mais sobre as bandas e suas respectivas opiniões a respeito de alguns assuntos.
Miguelitos NSD
Porque a idéia do violino?
Thomas: Ah.. eu não sei! Me chamaram e eu entrei.
Danillo: é uma segunda guitarra.
Quais são as referências para o uso do violino?
Danillo: cara, curtimos música clássica.
Thomas: Paganini, Vivaldi.
Fiquei sabendo que vocês estavam em estúdio gravando uma demo, e aí, como é que tá?
Guilherme: a gente tava e não tava, se sabe como é que é, vestibular final do ano.
Danillo: estamos finalizando quatro músicas.
Em relação à cena local, o que vocês tão achando?
Guilherme: acho que deveria ser unida essa cena. Essa coisa de metaleiros pra um lado e, ah! Se sabe... deveria juntar todas as vertentes do rock. É uma vergonha isso! Vote em mim(risos)
Emerson: deveria ter mais incentivo do governo.
E Calango? Vão se inscrever pra prévia?
Danillo: Sim senhora.
O que estava marcado pra as 20horas começou às 22:45, com aproximadamente 100 pessoas no local. Miguelitos NSD começou com uma musica instrumental. Explorando muito o pedal duplo e o violino. Alguns covers como Enter Sandman, Fear of the Dark e é claro, Saint Seiya (clássico tema de abertura do desenho animado Cavaleiros do Zodíaco), fizeram uns gatos pingados balançarem a cabeça. É.. público extremamente desanimado. Com uma hora de show, Miguelitos NSD terminam com Symphony of Destruction, do Megadeth.
"Bom... os equipamentos não condiziam com o som e nem com o estilo de musica. Batera ficou legal, o baixo 'dava' pra ouvir, e o violino uma merda. O vocal ficou tranqüilo. Os cubos estavam velhos e rachados, mas a iluminação tava boa" .
Danillo, guitarrista do MNSD.
Miguelitos NSD
www.fotolog.com/miguelitos_
Livre Arbítrio
A quanto tempo a banda existe?
Acho que a uns 2 anos e meio.
Quais são as influencias da banda?
Nossa... Muitas. Catedral, Legião Urbana, Cássia Eller.
Quais são os projetos da banda?
Já temos um cd acústico e já vamos começar a gravar no estúdio.
O que vocês acham da cena local?
Gratificante. Dá oportunidade para as bandas, Cuiabá está crescendo!
Começaram com "Será" do Legião Urbana. O vocal leal! Oh yeah, fiel. Mas os timbres das guitarras não condiziam uma com a outra. Ficou estranho. Apresentaram em 30 min.
Lord Prole
Há quanto tempo a banda existe?
Aproximadamente 2 anos.
O que a banda tem feito?
Ah, só compondo, ensaio e tocando.
Depois das prévias do Calango ano passado, a banda deu uma sumida, por quê?
A gente decidiu dá uma parada pra ficar mais em estúdio e compondo.
O que vocês acham da cena independente local?
Bastante fraco, deveria ter uma unificação das bandas. Essa desintegração por estilo de musica só faz a cena diminuir.
Vão participar da prévia do Calango esse ano?
Provavelmente sim.
No meio da primeira musica a banda pára. A corda do baixo arrebentou, pra ver a energia em que a banda entrou. Riffs trabalhados, uma ótima presença de palco, todos sem camisa!
N3Cr
Há quanto tempo a banda existe?
1 ano
Onde a banda já se apresentou?
Rock Dog e eventos do nosso bairro, Cristo rei.
O que acham da cena independente local?
Muita facção e hipócrita, em termos.
E quais serão as próximas apresentações da banda?
Vamos tocar no Cueio Limão e estamos organizando uma tour pelo interior do estado. Rondonópolis, Sinop, campo Verde e Mutum. Ah, e vamos pra Campo Grande com a Panela. E final do ano a gente grava nossa demo.
1:30 da manha. Lugar já com poucas pessoas. Mas foi quando vi a galera balançar a cabeça. Covers como "Papai Noel Filho da Puta" fez com que houvesse até um rodinha punk, principalmente depois de "bom é quando faz mal", do Matanza.
Mas o final da apresentação não foi uma coisa muito agradável. Em plena 2 da manhã, quando já estava declarado a saideira, Rodrigo Lopes exigiu que a banda saísse do palco para que a banda dele, Lopes, se apresentasse. Mas mesmo assim, N3Cr tentou resistir, mas os equipamentos foram desligados. Houve um bate boca e todo mundo foi embora. Nem N3Cr terminou a apresentação e nem Lopes subiu no palco.
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Domingo, Junho 04, 2006
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institucional
Como Participar do Calango
por Luciano Régis
Imprensa EC
Ah, o Calango
Uma das grandes dúvidas para as bandas novas da cena independente é como participar dos festivais. Mas o processo é mais simples do que muitas pessoas pensam.
No caso do Festival Calango basta a banda enviar o seu material, CD, clipping, release, etc. para a sede do Espaço Cubo e a curadoria do festival analisará e entrará em contato com as bandas selecionadas. Esta análise avalia o aspecto musical e o aspecto político. "A banda pode ser muito boa tecnicamente, mas se não estiver contextualizada no cenário independente não tem porque ela tocar no Calango", afirmou Bruno Kayapy, um dos curadores do Festival.
Faltando pouco mais de dois meses para o Festival Calango, já passaram pela análise da curadoria mais de 50 materiais de bandas independentes de todo o Brasil.
Algo curioso que tem acontecido é o aumento do envio de materiais das bandas da região sudeste, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, em relação ao ano passado. Isso é curioso, pois esta região, teoricamente, se encontra no Eixo, o que mostra que o "mercadão" nesses centros estão saturados e o crescimento da produção e da circulação em outras regiões torna-se uma via inevitável para quem pretende exercer atividades culturais sem se submeter a "grande" mídia e as gravadoras multinacionais. O que também reforça o caráter menos geográfico e mais político e de "estado de espírito" que compõe Circuito Fora do Eixo.
A curadoria do Festival Calango ainda está em fase de pesquisas e análise de bandas e pretende, nesta 4º edição, agregar o maior número de vertentes da cena rock possível, e com os materiais que já chegaram, a diversidade de vertentes estará garantida. Tem de Rock'N'Roll a Eletro Rock.
A banda que tiver estiver interessada em tocar no Calango é só enviar o material para a sede do Espaço Cubo, situada na Av. Presidente Marques, nº 240 - Centro CEP 78045-175, Cuiabá MT.
Lembrando que as bandas de Mato-Grosso que não forem participar das prévias, mas querem participar do calango também precisam enviar os materiais. As inscrições vão até o dia 15 de Julho e o festival terá a participação de 48 bandas de todo Brasil. Mais informações pelo e-mail espacocubo@gmail.com ou pelo telefone 3322-6834.
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posted by Espaço Cubo at 11:47
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Sexta-feira, Junho 02, 2006
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entrevista (rapidinha)
Espaço Cubo e Fora do Eixo representados no Porão do Rock
por Luciano Régis
Imprensa EC
Começa hoje a nona edição do Festival Porão do Rock, em Brasília, DF. A equipe do Espaço Cubo está bem representada lá, pelos produtores Pablo Capilé, Lenissa Lenza e Marielle Ramires. Os três concederam uma rápida entrevista a Luciano Régis, da Cubo Comunicação, falando a respeito da importância da participação em festivais como o Porão.
Confira..
Luciano: Qual a expectativa quanto à participação no maior festival com bandas independentes do país?
Marielle: Bem, aquisição de knowhow, já que se trata de um festival de excelência em termos de organização. Pra nós, que estamos já a todo vapor no processo de pré-produção do Calango, participar do Porão tende a contribuir pra esse processo de concepção da produção... em suma é isso lu. Num viés político, temos que ressaltar a reunião da ABRAFIN que acontecerá lá.
Pablo: Sempre bacana participar dos festivais independentes pelo país. Principalmente o Porão que é um centro de difusão de teconologia operacional, tanto em estrutura quanto em gestão de pessoas. Além disso, participaremos da reunião da ABRAFIN e ecoaremos a voz dos foras do eixo em mais um grande evento.
Luciano: Já tendo mapeado quais os produtores e formadores de opiniao que estarão no festival, quais as pautas de debate com os representantes do Circuito Fora do Eixo?
Pablo: Cara, vai muita gente, velho. Representantes de festivais de todo o pais, entre eles Bananada, Goiania Noise, Varadouro, Demo Sul, Campeonato mineiro de surf, Senhor F festival, Mada, Abril Pro Rock , Do sol... entre outros. E as pautas são diversas, mas canalizam no mapeamento da cadeia produtiva nacional e na viabilização da estrutura para o crescimento dessa cadeia.
Lenissa: além da reunião da ABRAFIN
Luciano: Vocês como 3 produtores, 3 representantes fora do eixo e, principalmente, 3 comunicadores, realizarão também a cobertura do festival, certo?
Lenissa: então... Exatamente isso. A gente consegue ser multi - analisar toda a estrutura, o gerenciamento de equipe, representar festivais independentes para a discussão, fazer cobertura de vídeo e jornalistica... ou seja, estamos aproveitando melhor.
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posted by Espaço Cubo at 18:34
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