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Segunda-feira, Julho 31, 2006
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especial calango
Subtera, a intolerância quanto ao futuro da raça humana
esse é o subtera
Subterrâneo!
Talvez seja essa a característica que melhor defina a banda Subtera, do Paraná. Formada em 2000, sob as cinzas da extinta "Core", a banda faz um som com velocidade e muito, mas muito peso. As letras são ácidas e "intolerantes quanto ao futuro da raça humana e os horrores criados por ela", como diriam.
A proposta é voltada à denúncia da total descrença perante o mecanismo de injustiça que perpetua a ruína humana, constituindo assim uma tradução cética de um mundo consumido pela inconsciência e discórdia.
Waldner - Fazemos um som intenso, com intenção de soar intenso, forte agressivo e alarmante. O som tem que dar suporte as letras, não fazer som pesado só por fazer, tem que ter uma idéia. Gostamos de tocar o som que tocamos, não nos preocupamos em seguir estilos ou de dizer que tocamos esse tipo de som ou aquele tipo. Não sei como vão ser os próximos discos do Subtera, pode vim mais rápido ou totalmente lento, temos que nos sentir cada dia mais livre para compormos o que sentimos. Não nos prender a segmentos ou rótulos. Vemos nossa arte assim.
(entrevista cedida ao site www.metalvox.com.br)
making off do clipe "acid rain"
discografia
A banda tem três Cds lançados. O primeiro deles, intitulado "Discord" foi lançado pelo selo, distribuidora e produtora brasileira "Tumba Records". Como resultado desse trabalho - 8 músicas de track list - o Subtera participa de shows e festivais no Brasil e por países como Paraguai, Argentina e Bolívia, realizando uma mini-turnê pela América do Sul.
O segundo, "Nothing and Death", lançado pelo selo "Morte Pacífica" foi gravado no Estúdio TNT, de propriedade da própria banda. Sucesso de crítica, o álbum faz surgir um clipe para a música "R.I.P. Mankind". Na época, o Subtera totaliza mais de 40 shows em 11 estados.
No ano passado, o que veio foi "Apocalypsed", uma coletânea de 10 músicas, considerado o melhor e mais bem produzido álbum de estúdio da banda. Esse terceiro disco já é lançado pelo próprio selo do Subtera, o "Deserto Music"
Uma curiosidade na carreira do Subtera é que, em meados de 2002, os caras foram convidados a participar de um tributo a uma lendária banda mundialmente conhecida: O Motorhead. Para participar do cd, produzido pelo fã-clube oficial da banda no Brasil, foram convidadas também bandas como Torture Squad, Funeratus, Ratos de Porão, Krápulas, entre outras.
O Subtera está prestes a se apresentar em Cuiabá. Incluídos na programação do Festival Calango, a banda encerra a noite de sexta feira, após os shows de Madame Saatan(PA), Fuzzly(MT), Zagaia(MT)...
Noite pesadam hein..
Promete!
Pra quem tiver a fim de ir dando uma sacada na banda antes do festival, o Subtera disponibiliza em seu site vários vídeos de apresentação, além do videoclipe da música "R.I.P. Mankind".
Acessa aqui, ó: www.subtera.com.br
Metal de qualidade vindo à Hell City!
Aproveita, hein..
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posted by Espaço Cubo at 14:15
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Sexta-feira, Julho 28, 2006
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especial calango
Sangue Seco e seu punk Rock no Calango!
Por Kleber Santos
Imprensa EC
Esses são os caras do Sangue Seco
Aí pessoal violento de Hell City, outra banda furiosa pra vocês! Dessa vez a Sangue Seco de Goiânia que virá ao Festival Calango para tocar no primeiro dia de festival (sexta-feira - 18 de Agosto), a quarta banda da noite.
Os caras fazem um som matador, digamos, um bom punk rock daqueles pra ligar o seu radinho no talo balançar a cabeça e acabar com tudo. Os temas das músicas são dos mais variados, desde o anarquismo ao anti-clericalismo, humor negro, destruição e muito mais (muito mesmo). Caos!
A guitarra pesada junto da bateria e o baixo formam uma combinação fulminante. Parece até uma marreta pesada tentando invadir sua cabeça de qualquer jeito. E como se toda essa loucura não fosse suficiente tem a combinação perfeita dos vocais que abusam de suas cordas (vocais, claro) e destrem tudo, literalmente.
A banda é: Bocão - Bateria
Flávio Calango - Baixo
Guga Valente - Guitarra
Eduardo, O Inimigo do rei - Vocal
Se ainda achou pouco. Os caras liberaram algumas informações e responderam nossas perguntas! Dá uma conferida no resultado:
EC - Como foram chamados para participar do calango ?
SC - Desde o início da banda, nós sempre batalhamos muito para participar de shows e festivais, seja através do EP "DEMO" ou através do site. O Pablo Capilé gostou do trabalho, conversou com o João Lucas - na época da Beacid - e nos escolheu como uma das bandas que sairia de GoiâniaTown para Hell City, no Calango.
Já participaram de um evento como o calango? E se sim, qual ?
SC - Sim, já participamos de festivais como o Hardcore na Falange Inimiga, com o Mukeka di Rato, Gabba Gabba Hey com o Tequila Baby. Festa Punk com o Garotos Podres, e o Bananada 2005 com uma pancada de bandas loucas! No patamar do Calango acreditamos que tenha sido o Bananada mesmo, porque os outros eram festivais menores.
EC - E Por que montaram a banda ?
SC - Era montar a banda ou comprar um fuzil e matar muita gente em nossos empregos. (risos). Falando sério, a banda é nosso hobby mais sério, nossa forma de desestressar, de botar os nossos demônios pra dançar fora das nossas cabeças.
o Guita Guga Valente, prazer!
Como surgiu o nome SANGUE SECO ?
SC - O primeiro nome da banda era Vulva Dentada, por isso tem uma frase em "Não Religião" que nos referimos a esse termo. Vulva Dentada é um pesadelo psicanalítico, mas achamos o nome muito forte, muito mais forte do que o que queríamos. Então numa conversa pelo MSN, eu e o Guga discutíamos nomes e surgiu a idéia de uma espécie de pó de sangue, e seria uma brincadeira entre "pó de sangue" e "pode sangue". A conversa foi evoluindo e brincamos que já tinha muito "sanguinho novo" no rock, com gente tentando inventar coisas novas, e nós somos todos caras casados (quer dizer, o Flávio é solteiro, mas é pai) e com seus devidos empregos, não queremos inventar nada de novo, só fazer o velho punk rock que ouvíamos em nossa adolescência, lá na Idade Média. Então não éramos sangue novo, nós somos Sangue Seco.
Agora conta tudo que eu não te perguntei e que o pessoal deve saber sobre a banda!
Dia 18 de agosto vamos pra Hell City. Cuiabá vai agüentar o barulho nervoso que fazemos e estamos com gosto de sangue na boca, porque já estamos a um bom tempo sem tocar, sem fazer shows. Estamos com fome de palco e queremos destruir tudo, vamos ver se nossos corpos sedentários e alcóolatras aguentam, porque realmente vamos ao limite.
Esse ano tem tudo para ser outro ano inesquecível para o SANGUE SECO, porque pretendemos gravar nosso CD cheio e porque vamos tocar no Calango - de tanta história e comentários e prestígio. Além de podermos tocar, vai ser massa poder encontrar tanta gente boa, tantas bandas furiosas e poder fazer muito tumulto. Encontrar o povo do Loaded, dos Coveiros, do Fanrock, do Dynamite, do Trilobita, e os loucos-furiozzos do Espaço Cubo, que tanto apoio já nos proporcionaram, isso não vai ser um marco pra banda, vai ser uma cicatriz!
Além disso, na próxima semana vamos colocar na inFernet uma gravação de um ensaio nosso, com a música que vem sendo muito loki nos shows - "Eu quero que você morra!".
Agora é o Calango! Aguardem e divirtam-se. Ou desvistam-se!
Para quem quiser ouvir Sangue Seco, vai lá no site da banda no www.sangueseco.cjb.net e vai decorando as letras pra gritar junto com a banda.
Quem quiser entrar na comunidade do Sangue Seco no orkut, o endereço é esse aqui! e quem quiser conhecer o site do fã-cluve dos caras (sim, um fã-clube!) entra aí, ó: http://fcss.ztukz.cjb.net
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Quinta-feira, Julho 27, 2006
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especial calango
Expresso Cubo de Bandas: The Dead Rocks!
Por Angélica Almeida
Imprensa EC
Banda de surf music instrumental 50's, formada em 2002 por Johnny Crash na guitarra, Marky Wildstone na batera e Billie the Tiki no baixo. Em quatro anos de carreira "a banda vem com a mesma proposta sonora e procurando cada vez mais estar expandindo seu som para todos espaços possíveis aonde a música pode ou não estar" diz Johnny. Estão aí se destacando bastante, tocando em turnês internacionais, participando de festivais nacionais, programas de tv, campeonatos, sendo indicados por revistas e jornalistas e recebendo bastante elogios... Ufa!
Em 2005 lançaram o CD International Brazilian Surfs, onde procuram mostrar um pouco de cada estilo e diferentes formações que a surf music pode ser encontrada, além de um split em vinil.
"Para 2006, The Dead Rocks está preparando muito mais surpresas para seus fans, como o lançamento do EP Tiki Twist que deverá conter 4 faixas inteiramente exclusivas que deverão ser apresentadas em primeira mão, e com motivo de muita satisfação, para o público de Cuiabá" , além de um estupendo DVD contendo a apresentação no ultimo Bananada festival, e outros momentos históricos.
Quanto aos méritos do CD, foi indicado como o melhor disco do ano por importantes jornalistas da Folha de São Paulo, e também como melhor álbum instrumental pela revista Dynamite. Recebeu quatro estrelas do guru da surf music mundial, dum site americano, Phil Dirt, o qual comenta sobre o som da banda: "Não me lembro de ter ouvido muitos sons como esses desde os anos 60".
Fizeram uma turnê pela Europa em 2005, tocaram na França, Alemanha, Itália e Bélgica, mostrando o trabalho para 30 cidades diferentes em 30 dias!! Sobre a turnê Johnny diz:
"Em todos os lugares que passávamos, éramos muito bem recebidos pelo público local. Além disso, tivemos o prazer de estar tocando juntos com grandes nomes da surf music, da punk music e do rock' n roll.".Participaram de importantes festivais como o Bananada (citado ali em cima), em dois anos consecutivos (2005 e 2006), do Primeiro Campeonato Mineiro de Surf, em Belo Horizonte e do Ruído festival, no Rio de Janeiro. Agora, eles vem sentir o calor de Hell City, tocam no Calango no primeiro dia e comentam:
"Estar num festival é sempre um momento muito importante, não só para quem tá tocando, mas também para quem está acompanhando, como sempre a expectativa é muito grande e esperamos fazer uma grande apresentação para o público de Cuiabá. Até o momento, todo o pessoal da organização do Festival tem mostrado toda a competência possível para estar realizando um mega-festival como esse. Estão todos de parabéns pelo trabalho e esperamos contribuir para tudo isso!".
Ficaremos então ansiosos, esperando por esse show! Pra anotar aí: Sexta-Feira (18 de Agosto), no Festival Calango - Estacionamento da UNIC - às 23:30: The Dead Rocks(SP)!
E ah, eles lançaram a nova versão do site, gente! Tem um monte de coisa legal sobre a banda, e sobre tudo que diz respeito a surf music em geral também!
"é para todo mundo acessar e se integrar lá"
Então, sigam o recado deles e acessem!: www.deadrocks.com.br
E por hoje é só!
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Quarta-feira, Julho 26, 2006
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coluna
O paradeiro do Pará
por Ivan Jangoux
Especial à Imprensa EC
O grande Mestre Laurentino
Cidade vazia, calor infernal, e pouca coisa rolando na cidade. Belém nas férias de julho é um marasmo só, e quem quer sair disso, tem que recorrer a outras localidades ou aceitar o vazio, pegar um livro, um DVD, aquele balde de pipoca e se contentar em esperar agosto, que promete muito.
Não sou muito de ir a coisas que não são relacionadas ao rock, mas nos ultimos fins de semana, dei uma visitada a duas coisas muito legais: A exposição de Camille Claudel, uma esculturista que teve seu trabalho muito ligado ao Claude Rodin, seu mestre e marido; e uma mostra de cinema iraniano, trazida por um embaixador do Irã em visita a belém.
Engraçado como a cidade nunca recebia esse tipo de coisa, e de repente, num piscar, faz parte do circuito cultural de coisas diferentes e legais do país. Se alguma dessas exposições, ou qualquer outra, passar pela sua cidade, vá dar uma visitada que é bem legal, com muitas coisas bonitas que, mesmo pra quem não é muito ligado nisso como eu, se torna no mínimo um excelente entretenimento.
Eu não sei, nem gosto de escrever muito sobre minha banda, o Stigma, pois é muito difícil ser imparcial, pelo menos pra mim que gosto muito e que junto à Iza, sou o único membro original. Mas que seja... Finalmente lançaremos o single Secrets, originado de uma longa viagem que fizemos a São José do Rio Preto-SP ano passado. Decidimos viajar para procurar um estúdio à altura do que queríamos fazer, gravamos 14 músicas por lá, e acima de tudo, aprendemos muita coisa. O resultado, por enquanto é esse single, que com 6 músicas (3 versões da música Secrets, e mais 3 "sobras") visa mostrar uma prévia do CD completo, que ainda está sendo finalizado e deve sair entre agosto e setembro.
Como eu disse, nessa viagem, aprendemos muito e cheguei a uma conclusão: Não importa pra quê, se você tem uma banda, viaje!
Viaje para tocar, para gravar, ou simplesmente para se divertir com seus amigos (afinal, você num tá numa banda cheio de gente que você odeia, né?). Você amadurece, conhece os integrantes melhor, percebe seriedade dos mesmos em relação ao trabalho, e na pior das hipóteses, viaja. Pode parecer idiota isso que tô falando, mas só se tem uma noção real disso, depois que se faz. E nesse marasmo todo que tá julho, não custa nada!
Costumeiramente, a Funtelpa/Rede Cultura está fazendo nessas férias a sua programação de verão. Porém, diferente dos outros anos, uma ênfase grande à criação REGIONAL (em Caps mesmo) foi dada, o que tirou o apelo que tinha a muitos e de certa forma "popularizou" (vulgarmente) o evento. Várias bandas com temáticas regionais, uma ou outra de rock, uma outra coisa diferente...
Engraçado, que em outros verões, os eventos criados pelas mesmas, eram deveras interessantes, acontecendo em praias, com uma grande diversidade de gêneros - até virava um evento importante em nível nacional, pelas peculiaridades do mesmo. No entanto, parece que esse ano a coisa esfriou: Depois de um anúncio de mudança do evento de Algodoal para a Ilha do Marajó, parece que os gastos feitos no Terruá Pará (evento que levou um grupo de músicos a São Paulo a alguns meses) tornaram impossível a realização dessa festança, o que é uma pena!
A Euterpia
Voltando ao evento, alguns destaques: Como feito a um tempinho já, esses eventos da Cultura sempre trazem a tona algumas coisas meio esquecidas. Dessa vez pelo menos é uma banda boa e promissora, que atua na cena, A Euterpia. Diferente do que o nome sugere, essa ligação com o regional (o nome euterpia vem do nome científico do açaí, euterpe oleraceae), o grupo é muito mais que isso, misturando rock, jazz, samba, música flamenca, mpb e até um tico de música local, que somados a perfomances teatrais e poesia, dá ao público um show bem interessante. A banda tem uma demo, acredito eu que esgotada, assim como está preparando um CD full.
Gabi Amarantos
Além de A Euterpia, vejo como destaque o Alibi de Orfeu, por ser a única banda de rock no evento; o Arraial do Pavulagem, que vulgarmente vou chamar de uma espécie de "Olodum marajoara", com muitos seguidores que acompanham esse grupo na praça da República aos domingos; Pinduca, o rei do caribó; Alguns mestres da guitarrada, como o Mestre Laurentino; E a Gabi Amarantos, que um dia ainda vai esculpir uma estátua em homenagem ao Miranda: desde que o mesmo veio aqui e adorou o tecno-brega que a mesma inventou, o estilo deixou de ser motivo de chacota e vergonha, passando a ser cool;
Cravo Carbono
Obviamente, algumas omissões, dentre elas o Cravo Carbono, que liderado pelo guitarrista Pio Lobato, iniciou esse movimento de sofisticação do carimbó, guitarrada e afins. A banda anda meio sumida, mas e aí ? É muito bacana. Quem quiser dar uma sacada, procure no google o trabalho da banda, com destaque para Max Marex e Ver-O-Peso.
Ah, já ia esquecendo: a banda ficou entre as finalistas do concurso/festival trama Universitário!
Enfim, segue a programação :
A Euterpia
Adamor do Bandolin
Álibi de Orfeu
Almirzinho
Arraial do Pavulagem
Bob Freitas
Carimbó Uirapuru
Dona Onete
Gabi Amarantos
Jaafa Reggae
Kaymakan
La Pupuña
Lucinnha Bastos
Mestre Laurentino
Metaleiras da Amazônia
Nilson Chaves
Pinduca
Sevilha
Soladas do Pará
Toni Soares
Trio Manari
Tubas da Amazônia
links:
- Cravo Carbono: www.cravocarbono.weblogger.terra.com.br
- Stigma: www.purevolume.com/stigma
- Informações sore o festival Cultura de Verão: www.portalcultura.com.br
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Terça-feira, Julho 25, 2006
cobertura
"Rock Tour Independente" faz parada em Natal e marca a Prévia do Festival DoSol
por Renata Marques
Especial à Imprensa EC
DBCF em Natal
Seis bandas dentro de um ônibus cruzando quase todo o Nordeste para fazer nove shows. E toda essa maratona sendo registrada para virar um programa de TV. É! Estamos falando do Bandas Antes - MTV Rock Tour Independente. Neste fim de semana (23/07) a parada foi em Natal, no Do Sol Rock bar, na Ribeira. O terceiro show da tour foi marcado por casa cheia e muito rock, além de ser a contagem regressiva para a segunda edição do Festival Do Sol.
No palco, Daniel Beleza e Corações em Fúria (SP), Rock Rocket, Ecos Falsos, Vanguart (MT), Faichecleres (RS), Zeferina Bomba (PB) e Allface (RN). "Em "todos os lugares que vamos, tocamos com uma banda da cidade, justamente para integrar a cena independente, fortalecer a cena local e dar visibilidade a outras bandas já que os shows vão fazer parte de um programa nacional de TV", revela Bruno Montalvão, idealizador e produtor do projeto Rock Tour Independente.
Sobre a negociação com a MTV e a busca de parceiros nessa empreitada, Bruno adianta: "Aprovar o projeto com a MTV foi fácil, eles logo compraram a idéia do programa. A parte mais difícil foi fechar o contrato entre a produtora (Marginal produções), patrocinador (conseguimos uma permuta com Itapemirim) e a emissora".
Antes de chegar a Natal, a "trupe" já havia feito uma escala em Recife e João Pessoa. Sobre os dois shows anteriores, Bruno comenta:
"É perceptível a diferença da cena nos locais por onde a gente já passou. Em Recife encontramos um público vibrante, visceral, uma galera que chega junto; João Pessoa me surpreendeu, até agora foi o melhor show com casa cheia e um público interessado em conhecer os trabalhos das bandas. Além de ter bandas locais com potência, com bons trabalhos .. mas a cena lá ainda é tímida .. De uma maneira geral sinto (como sergipano) que falta no Nordeste um banda prestigiar a outra, chegar mais junto, fortalecer o segmento".
Vanguart de novo
Hélio Flanders, do Vanguart
Vindo à "terra poti" pela segunda vez Hélio, vocalista do Vanguart (MT), acha que a cena nordestina é muito receptiva ao trabalho das outras bandas: "a gente se sente muito à vontade". Ele fala sobre as experiências do Vanguart, que também tocou no Festival Mada 2005:
"Voltar a Natal está sendo muito bom. Durante esse ano a banda amadureceu, já participamos de outros festivais, estamos mais calejados da estrada.. chegar aqui e reencontrar pessoas e ver que elas reconhecem seu trabalho... isso dá mais prazer de tocar". E sobre a tour ele acrescenta: "Essa turnê está sendo muito especial! Primeiro porque as bandas já se conheciam e estamos tendo a oportunidade de fazer juntos um projeto pioneiro. Depois, por essa energia da construção, do feeling.. da cena independente".
O cansaço não atrapalha a "zoação", as brincadeiras, sons e a diversão dos rapazes que já estão viajando a mais de sete dias, só durante essa turnê. "Cuecões, corredor polonês .. coisa entre amigos (risos)", revela Montalvão.
Indagado sobre o maior desafio da tour, ele responde: É fazer o show acontecer! Se adequar ao som e a estrutura disponível em cada lugar. Afinal é um festival itinerante e organizar tudo isso em apenas um palco e não perder muito tempo na troca é complicado
Primeira etapa
Mas quem pensa que o Rock Tour Independente e o programa Banda Antes - MTV é o inicio e o fim dessa empreitada está enganado. "A turnê é a primeira etapa de um projeto grandioso. A idéia é fazer um mapeamento da música brasileira. Não queremos apenas receber material. Queremos chegar em todas as regiões brasileiras pra saber o que está sendo produzido, sentir e tocar junto", almeja Montalvão.
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Segunda-feira, Julho 24, 2006
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cobertura
Primeira Prévia do Calango
Pela Imprensa EC - cubocomunicacao@gmail.com
A primeira prévia do Calango foi nesse Domingo, 23 de Julho, no Museu do Rio lá no Porto. A noite começou com um público, digamos que, grande. Convidados pelos apresentadores Carol Capellani e Arthur Bruno, um tanto quanto nervosos em suas primeiras frases, subiu ao palco a primeira banda da noite: Sheldra. Quanto a performance dos rapazes deixou milhares de pontos de interrogações vagando pelo ar. Som bastante eclético (digamos assim) indo do rock ao pop ao reggae. Ainda haviam dois vocalistas dividindo o palco o microfone e a imaturidade ali em cima. Enquanto um fazia seu show, o outro perdido, não dançava, não cantava, enfeitava o palco. Mas impossível deixar de lado as duas belas vozes ali. Afinados e casados!
É. Começou!
Zenfim, a terceira colocada da noite
Logo em seguida subiu ao palco a banda Zenfim. Com 3 anos de formação, um público já fiel e apenas um ensaio gravado os caras mostraram posicionamento bacana no palco, interração idem com o público além de instrumentistas bem casadas e vocal bom. Fizeram juz ao 3º lugar!
Anhangá, a quarta colocada da noite
Terceira banda foi a famosa Anhangá. Foram dezenas de pedidos na comunidade do Espaço Cubo no Orkut para que a banda estivesse no Calango. Fizeram o esperado, melhor guitarra da noite, sem dúvidas, e vocal bastante afinado. Os garotos conquistaram um 4º lugar e voltam pra repescagem. O show foi aquele "bom pra balançar a cabeça" diriam.
Aoxin foi a quarta banda da noite e a primeira com público grudado na frente do palco assistindo ao show dos garotos. Como disse o guitarrista Luiz Paulo "É muito bom você terminar um show e todos te aplaudirem, ver a galera pulando, curtindo aquilo que você está fazendo!".
O Aoxin já se apresentou vezes na cidade também. São donos de um ScreamEmo, novidade no quesito independente, em Hell City. O bacana são os dois vocalistas da banda, ambos afinados (e gritados!), além disso, casam bonito no palco, se encontram, encaixam. Não só eles mas a banda toda tem uma postura de banda grande ali em cima. Malhando em estúdio, eles prometem! E ah, voltam também pra repescagem depois de abocanhar um 2º lugar!
Aoxin, segunda colocada da prévia
Quinta banda da noite foi a Big Trip. Pra quem esperava um show bacana depois daquele no Projeto Jovens Arteiros se decepcionou. Faltou vontade, a parecer, e profissionalismo. Mas mesmo assim, um tantinho mais de ensaio faz dela uma banda boa de verdade! Sorte.
Sexta banda da noite, Rhox. Mais uma vez o público se fez presente, ali na cara do palco. A banda já tocou no Grito Rock desse ano e em diversos eventos da cena cuiabana. Fácil notar que já tem bastante intimidade com o palco. O show fluiu naturalmente. Som profissional, guitarras ótimamente trabalhadas, cada um no seu caminho, som totalmente coeso. Mereceu o primeiro lugar! "O festival Calango é importante, mas deveria abrir mais espaço pra banda daqui, tá muito dilatado pras bandas de fora, aqui tem muita banda boa." É, notamos Lázaro!
Rhox, a grande vencedora já certa pro Calango!
Vez de Galeria no palco. Sétima banda. Ouvidos já cansados da maratona pré-calango. A banda deixou um tanto a desejar. Falta o básico mesmo, déficit em bandas iniciantes.Nada que ensaios não resolvam, claro.
Última banda da noite, antes da convidada Macaco Bong, foi Sagaz. Os rapazes já pensam em como a prévia beneficiará a banda "Além de divulgar nosso trabalho, vão gravar uma demo que é muito bom pra colocar no trama. Um veículo a mais de divulgação. Ah! Ainda vão tirar fotos nossas, é uma boa oportunidade pra Sagaz.". Pena foi que a chance de tudo isso só nas prévias mesmo, a banda não se classificou em nenhuma posição!
Ah, vale lembrar que quem decidiu a posição das bandas no ranking das "4 mais" foram quatro jurados selecionados pelo Espaço Cubo. Um deles o Marcelo de Londrina(PR), produtor do Festival Demosul. O rapaz está aqui na cidade a convite da SeMus - Semana da Música - para o debate do Fora do Eixo e ainda pode selecionar as bandas da primeira prévia! "Eu recebo em média 400/500 cds por ano para o DemoSul mas é muito diferente poder ver o trabalho das bandas ao vivo. Dá pra conhecer bem melhor as cenas de cada cidade. E poder participar da prévia é muito gratificante. Uma carta de crédito que recebo do Espaço Cubo, confiança recíproca."
A noite acabou com a convidada Macaco Bong. Deve ter ficado aquele desejo no ar "quero ser como esses caras quando sair das prévias!"
E ainda tem mais prévia pra quem perdeu a primeira. As outras três acontecem no Verdinho - Cpa (30 de Julho), IPASE - Várzea Grande (05 de Agosto) e Espaço Silva Freire - Coxipó (12 de Agosto), todas às 17h. E lembrando que para as bandas afim de entrar para o Calango mas sem material, ainda dá para se inscrever nas prévias encaminhando um email para previascalango@gmail.com com release + fotos + três letras de autoria da banda! As inscrições vão até o dia 29 de Julho!
A listagem de bandas publicamos depois assim que estiverem definidas. Fique de olho e já vai se preparando pro Calangão!
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Sexta-feira, Julho 21, 2006
entrevista
João Lucas, o Johnny Suxxx
por Alfa Canhetti e Issaaf Karhawi
Imprensa EC
João Suxxx ou Johnny Lucas?
Estamos a menos de três dias para a SeMus (Semana da Música) e para quem ainda não teve a coragem de dar uma checada na programação do evento com certeza não sabe que no dia 25 de Julho, terça-feira acontece a Reunião Fora do Eixo no Museu do Rio às 16:30 h. Para tal, alguns dos representantes do selos que integram o circuito foram convidados para a Semana da Música.
Um dos produtores convidados do Fora do Eixo para a reunião do Circuito é o João Lucas da Fósforo Discos de Goiânia. Segue a mini entrevista concedida à equipe EC.
EC - Então João, Você vem para a hell city participar da reunião do circuito fora do eixo, certo?
Certo, mas quero acompanhar de perto também todas as atividades da semana musical.
EC - Rola algum evento como a Semana da Música aí em Gyn?
No meio alternativo não rola nada igual. Às vezes rolam workshops ou oficinas isoladas, mas nada grande como é aí na Semana da Música.
EC - Como vê a qualificação dos músicos da indie scene (nacional) mesmo?
É muito importante que com o crescimento da cena e festivais, as pessoas envolvidas na cena passem a dar importância também para a qualificação musical. Mesmo uma banda de punk rock, que tem uma proposta menos pretenciosa tem que se qualificar um mínimo para se apresentar.
EC - E quanto ao Fora do Eixo, que importância você enxerga nessa reunião pré-festival Calango na SeMus?
Então.. Será um momento bom para colocarmos em prática asssuntos que a gente sempre conversa no msn. Os produtores mantêm um certo contato e planejam ações pelo msn e listas, mas nada se compara a esse tipo de reunião. O envolvimento é bem maior além de ser um bom momento de fecharmos assuntos importantes. Organizar as idéias. O que adianta muito pro Calango, facilitando. Quando rola um festival grande é muita correria.
EC - Quantos aos shows, está empolgado pra ver algum em especial?
O do The Melt, o do Macaco, do Pata, Vanguart, Lazy (risos). Vai ser um ótimo aquecimento para o calango!
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Quinta-feira, Julho 20, 2006
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especial
Programação Oficial do Calango 2006!
Por Issaaf Karhawi
Imprensa EC
Esse ano o Festival Calango completa quatro anos! Foi em sua terceira edição que o festival ganhou maior notoriedade em todo o circuito nacional atingindo um público de 18 mil pessoas, reunindo 48 bandas de diferentes estados do país.
E como nada na cena pode parar, esse ano o festival chega com novo formato. A primeira mudança foi o adiamento de sua data para um mês a frente do habitual, tudo para que a estrutura e funcionamento pudessem andar no eixo como o planejado. Depois foi o número de projetos paralelos ao Calango que cresceu abraçando outras áreas da cultura alternativa. Quais são eles hoje? Diversos; ComuniCalango, Calango na Escola, Calango in Video, Calango Encena, Calangol, Calango Verde, Calango na Mesa, Língua de calango e Plasticalango.
Mudança veio também na sede do Calango. Dessa vez quem abriga o projeto é a Universidade de Cuiabá, UNIC. E segundo Pablo Capilé do Instituto Espaço Cubo a mudança ocorreu pois a UNIC estava/está bastante disposta a ser parceira da cena independente, abrindo as portas para eventos. A UFMT continua fazendo parte do Calango tanto que, o Calango na Mesa acontecerá por lá mesmo. E além de tudo, a estrutura da UNIC está a frente do que a UFMT oferece para o Festival Calango fazendo com que esse ano o salto nessa área seja enorme e no mais, a cultura independente é levada também para outra universidade da cidade.
Para que tudo isso aconteça são 50 pessoas trabalhando na produção de distintos setores do Festival oferecendo um trabalho de ponta para todos os fãs de boa música, músicos mesmo, baladeiros e afins do nosso estado assim como para as 44 bandas dos 15 diferentes estados do Brasil que desembarcam na Hell City ao lado de 40 produtores de todo o país e 27 Jornalistas dos principais veículos especializados da cena nacional.
O preço para a entrada desse ano é R$5 mais um livro, livros esses que farão parte de uma biblioteca comunitária depois do festival.
Mas se você não se aguenta mais de curiosidade, toma aí a programação quentinha :
Primeiro Dia, 18 de Agosto
Subtera (PR)
01:30 Subtera(PR)
01:00 Fuzzly(MT)
00:30 Borderlinez(SP)
00:00 Madame Saatan(PA)
23:30 The Dead Rocks(SP)
23:00 Zagaia(MT)
22:30 Johnny Sux n Fucking boys(GO)
22:00 The Uncle Butcher(SP)
21:30Coveiros(RO)
21:00 Chilli Mostarda (MT)
20:30 Enne(MG)
20:00 Sangue Seco(G0)
19:30 Rockassetes(SE)
19:00 **
18:30 **
Segundo Dia, 19 de Agosto
Astronautas (PE)
01:30 Astronautas(PE)
01:00 Vanguart(MT)
00:30 Ludovic(SP)
00:00 Macaco Bong(MT)
23:30 Pelebroi Não Sei(PR)
23:00 Revoltz(MT)
22:30 Los Porongas(AC)
22:00 Porcas Borboletas(MG)
21:30 Sapatos Bicolores(DF)
21:00 The Melt(MT)
20:30 Mezatrio(AM)
20:00 Asthenia(MT)
19:30 The Bonnie Situation(SP)
19:00 Regra Zero(RJ)
18:30 **
18:00 **
Terceiro Dia, 20 de Agosto
Graforréia Xilarmônica (RS)
01:30 Graforréia Xilarmonica(RS)
01:00 Lord Crossroad (MT)
00:30 Superguidis(RS)
00:00 La Pupuña(PA)
23:30 Caximir(MT)
23:00 Monno(MG)
22:30 Lazy Moon (MT)
22:00 Trilobita(PR)
21:30 Dragsters(MT)
21:00 Brinde (BA)
20:30 Sinestesia(TO)
20:00 Lucy and the Popsonics(DF)
19:30 Unknown Project(SP)
19:00 **
18:30 **
18:00 Marakadage(MT)
Os horários marcados com ** sinalizam o espaço reservado para as bandas vencedoras das prévias. Que por sinal, teve as inscrições prorrogadas até o dia 29 de Julho para as bandas interessadas na disputa ao vivo. Serão quatro diferente locais: Museu do Rio (23 de Julho, Domingo agora!), Verdinho (30 de Julho), IPASE (05 de Agosto) e Espaço Silva Freire (12 de Agosto), sempre às 17h.
E já está mais que na hora de fertilizar, sim, essa idéia!
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Quarta-feira, Julho 12, 2006
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coluna
O Paradeiro do Pará
por *Ivan Jangoux
Especial à Imprensa EC
Daniel Belleza e Samliz, do Madame Saatan
Tirando os shows de Rock, como disse em uma coluna passada, Belém é uma cidade previsível. Nunca acontece nada de novo, os lugares para sair sempres são os mesmos e parece que as pessoas nunca mudam. A novidade, talvez, é uma previsibilidade que ameaça cutucar o meio rock...
Em setembro, deve rolar um festival bem legal, o primeiro do tipo, em Belém. Promovido por uma nova produtora local, a Dançum Serasgum, deve trazer algumas das principais bandas independentes do Brasil à Cidade das Mangueiras. Os eventos dessa galera já proporcionaram ao público paraense shows de diversas bandas de fora, como Moptop, Bois de Gerião, Los Pirata, Nervoso e Wander Wildner. A bola da vez foi Daniel Belleza e os Corações em Fúria, que levaram à loucura aqueles presentes no evento.
Como abertura, o evento teve a participação de Delinquentes e Madame Saatan. O último, que vem sendo a sensação do rock paraense dentro e fora do estado, mesmo com alguns problemas no som, fez um bom show, já mostrando algumas músicas do novo CD.
show do Madame Saatan
Confesso, é difícil escrever sobre o Madame Saatan, pois seus shows são previsíveis - mas um previsível legal: fãs enloquecidos, muita energia e carisma por parte da vocalista Sammliz. Ultimamente, o que não vem sendo previsível é a nova safra de composições da banda, que mostram uma personalidade diferente desde a saída do guitarrista Zé Mário, que parecem se voltar mais para o Metal Amazônico descrito no release da banda ao invés do metal roots - se posso assim dizer - que era evidente no 1o disco demo da banda (que pode ser baixado na íntegra no site da banda na Trama Virtual!).
Confesso que eu sou meio crítico a esse lance de rock+ritmo regional, pois parece que desde que o Miranda veio aqui e gostou, tudo que sai tem que ter algum elemento de guitarrada, carimbó, zouk ou algo do gênero. Mas pra banda, que sabe dosar a utilização desses ingredientes, a fórmula vem funcionando muito bem.
Em seguida, rolou a apresentação do Delinquentes. Já não é a primeira vez que falo do grupo nesta coluna, mas não é por acaso: Desde que a banda se reformulou, parece que ganhou vida nova, com mais profissionalismo, mais energia e um tchã de modernidade que vem atraindo muitos fãs até mais jovens do que a banda, que completou vinte primaveras em 2006. Fãs pogando, berrando e gritando o novo hit Vagamundo, já é algo comum nos shows do Delinquentes. E no 2o semestre, vem CD!
Voltando ao show do Daniel Belleza... usando as palavras de muitos, foi insano. Provavelmente um dos shows mais rock 'n roll já acontecidos na cidade - rock 'n roll na sua mais pura essência, como vimos nos DVDs de nossas bandas favoritas.
A noite ainda contou com algumas curiosidades: Um fã subiu ao palco e puxou uma música que não estava presente no set-list; e a participação do Camillo Royale, ex-Eletrola, atual Turbo, e que toca comigo ainda no Stigma. Se existe algum rockstar em Belém, é o Camillo!
belleza e camillo
links
Madame Saatan: www.madamesaatan.com
Delinquentes: www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=45660
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cobertura
fora do eixo
PMW Rock Festival(TO)
por Ney Hugo
Imprensa EC
fotos: Renato Reis
Nesse fim de semana teve Festival Fora do Eixo rolando no Brasil. O cenário dessa vez foi a precoce Palmas, capital do Tocantins. A cidade, de apenas 17 anos de existência, foi a sede da segunda edição do PMW Rock Festival.
O festival, além de valorizar a cena local dando espaço a várias bandas tocantinenses, contou também com bandas independentes de outros estados, como Goiás, Minas Gerais, Pará, São Paulo, entre outros...
A primeira noite de festival (a sexta feira, dia 7 de julho) teve início com três bandas tocantinenses, a Praist, o Lord Fantasy e os garotos "hardcore" do Meu Xampu Fede.
A quarta banda da noite foi a primeira a realmente esquentar o festival. Actemia, de Goiânia, com sua riqueza melódica e literária juntou à frente do palco o até então disperso público do festival. Interessante o dualismo no som dessa rapaziada. É ao mesmo tempo zen, calmo, pesado e nervoso. Seria possível?
Provaram que sim..
O curioso é como a banda foi formada. Éveri e Reginaldo (ambos violão e voz, do Actemia) se inscreveram no XXI Festival SESI de Violeiros e MPB, em 2002. Mas era preciso uma banda para a execução das músicas. Formado o conjunto, a música "Obrigado por Nada", composição de Reginaldo, foi a vencedora do Festival. Nascia então a Actemia.
Actemia, de Goiânia
Depois da banda goiana, o palco do PMW recebeu o Boddah Diciro, outra banda do Tocantins. Formada por Roberto (guitarra e vocal), Sâmia (guitarra e vocal), Fernanda (baixo) e Maria Eugênia (bateria), a banda chama a atenção pelo fato da cozinha feminina provar que mulher toca som porrada, sim senhor.
Chama atenção também a pegada (precisa!) da baterista Maria Eugênia, uma fera de apenas 16 anos.
Outro fator interessante desse pessoal é o caráter de auto-gestão que carregam. O EP da banda, contendo 5 músicas, foi gravado no próprio home studio do Boddah Diciro. Nos dias de festival, a banda ainda montou sua própria banquinha, onde, além do seu próprio, também vendiam o CD da Meu Xampu Fede, outra banda gravada no Home Studio do Boddah Diciro.
Olhaí a banda nova de jovens do Tocantins já se estruturando com o que pode vir a ser um selo. Interessante também que a Boddah Diciro Corporation tem o Artes Boddah, um empreendimento responsável por arte gráfica, como conceito de encarte, fotos, logos, etc.
Boddah Diciro(TO)
Voltando ao festival, depois dos promissores Boddah Diciro, rolou ainda a elogiadíssima apresentação do Macaco Bong(MT), com seu Instrumental Erótico, seguida da autêntica Baba da Mumm-Rá, banda de trash(!)-metal(?) tocantinense que chama a atenção pelo figurino e pela atitude escrachada.
Baba da Mumm-Rá(TO), rasgando "Os Travessos"
A noite seguiu com mais banda tocantinense. Críticos Loucos foi quem antecedeu a apresentação do Enne(MG). Senhora apresentação, diga-se. Show profizaço, pesado e lindo; Guitarras altas, climão e belas melodias que encantaram o público do PMW. Um dos melhores shows do festival.
Enne(MG)
Pós Enne, sobem ao palco os paraenses do Madame Saatan, encerrando a primeira noite de festival. Outro show louvável, com peso e swingue, unindo o metal à regionalidade paraense. Foda!
Madame Saatan, de Belém(PA)
No segundo dia, o PMW Festival concorreu com uma tal de festa do orkut, que acontecia em Palmas, com shows com bandas de axé e uma Val Halla, que não é aquela famosa banda de metal feminino.
Novamente com bandas tocantinenses na abertura, o festival seguiu com apresentações de Corel e Essência de Horácio. Em seguida, veio o Technicolor, de Goiás e o Clamor, banda tocantinense de Araguaína, que leva "as palavras de Deus", via underground. O meio preferido é o trash-metal, cantado por Rawlisson, batera da banda. Mas também rolam outras ondas, como levadas de crossover.
Em seguida, veio o Capotones, do DF, com seu psychobilly de altíssimo nível. Rápido, pesado e dançante. Outra banda que conquistou Palmas.
Na noite, ainda rolou show com o Bang Bang Babies, banda do impagável Pedrinho, de Goiânia. Interessante como as bandas de Goiânia, mesmo novas, já apresentam qualidade em fundamentos básicos como timbragem, efeitos, dinâmica... Fruto de 11 anos de Noises e Bananadas.
Na sequência, Queen Evil veio no caminho oposto. Banda com muita técnica, mas ainda com pouca musicalidade. Mas tem potencial, é só questão de tempo.
Caminhando para o final, o festival foi sendo palco de mais apresentações marcantes. Mandrake, de São Paulo, fez um show belíssimo, apresentando um pop rock de diversas outras influências, como Hendrix, Neil Young, Pearl Jam e Rock Brazuca dos anos 80.
Mandrake(SP)
O interessante é que a banda participa também do selo paulista Engenho, que atua no incentivo do mercado independente do interior do estado de São Paulo.
Para saber mais: www.engenho.art.br
Dando prosseguimento às apresentações marcantes do festival, o Sinestesia mostrou porque é a banda mais comentada do estado do Tocantins. Som flutuante, muita guitarra e efeitos, bagunçando os sentidos. Sinestésico!
Sinestesia(TO)
No calendário oficial do festival estava inclusa a banda Sangria, da Bahia. Mas, devido a uma fratura no braço de um dos integrantes, a ida da banda para Palmas foi inviabilizada. Solução? Madame Saatan de novo, oras.
E tome mais um show porrada, com o peso e swingue já familiares ao público do PMW, e uma jam no final. Macaco Bong(MT), banda que havia se apresentado na noite anterior, subiu mais uma vez ao palco e dividiu o peso com o Madame. E tome improvisos de guitarra e voz em blues metal.
A Jam Band "Macaco Saatan"
Pra fechar a noite, e o festival, nada melhor que Rollin' Chamas, a famosa banda goiana que faz uma festa no palco. Literalmente! Com direito a churrasco, truco e tudo o mais. Se apresentando pela primeira vez no estado, a banda deixou os tocantinenses boquiabertos com tamanha "comédia". Carinho retribuído pelo vocalista Fall, que repetia incessantemente a expressão "Palmas para Palmas!".
Rollin' Chamas, agitando Palmas
Fato é que o PMW ainda está em sua segunda edição, e como tal, o festival apresenta algumas pequenas falhas de produção que acabaram acarretando em perda de uma boa parte do público alvo. Segundo os próprios, o festival foi realizado em período de férias e num local de difícil acesso à maioria dos consumidores de festivais rock.
Diferentemente do que rola na maioria dos festivais brasileiros, o PMW foi realizado em um único palco, o que aumenta o tempo de intervalo entre uma banda e outra.
Mas o festival acerta na escolha das bandas, e em sua consolidação como movimentador do Circuito Fora do Eixo. No fim de semana, o que se viu em Palmas foi a plena integração de bandas de vários estados que integram o circuito, tais como Mato Grosso, Goiás, Pará, o próprio Tocantins e até o interior de São Paulo.
Semente plantada!
E ansiedade pro terceiro PMW...
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Terça-feira, Julho 11, 2006
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artigo
E o Rock de Rondônia agoniza!
Por Vinicius Lemos, da FanRock(RO)
Especial à Imprensa EC
Não, não é nenhuma previsão catastrófica sobre o rock local. Não é também uma crítica sobre bandas. Muito menos sobre produtores e pessoas ligadas ao rock rondoniense, mas sim, uma mera e triste constatação do que está acontecendo aqui no nosso Estado.
Depois de um 2005 primoroso, onde descobrimos e fizemos alianças com várias cenas, vários shows independentes, dois festivais, festas e festas com trabalho autoral e só para citar algumas bandas independentes que vieram por esses ares; Autoramas, Ludov, Cachorro Grande, Porongas, Mezatrio, Vanguart, Choldra, Chipset Zero, Casulo etc.
Assim, logo após um ano que pareceu que tudo deu certo, com um Beradeiros acontecendo e unindo a sua parte da cena, com o Madeira virando um festival maior do que imaginávamos, o fanrock surgindo e trazendo bandas, a festa do Casarão dando tudo certo. O Rock in Jipa aumentando de tamanho, o Rock in Rua acontecendo com banda de Porto Velho, bandas pipocando de todos os lugares, e o que pensávamos que iria acontecer era que 2006, seria bem melhor do que o ano perfeito de 2005, simplesmente pelo fato de ter mais experiência, mais contatos, maior intercâmbio.
Ledo engano. Tudo está devidamente dando errado no presente ano. Mesmo num estado com bons talentos e ótimas bandas, o rock verdadeiramente agoniza. O Madeira foi o primeiro a sentir o baque, saindo do seu mês de maio para virar alvo de promessas e lendas de quando acontecerá, sendo uma incerteza para todos. O Beradeiros, inteligentemente colocado em agosto, para não bater com chuvas e outros eventos, sofreu também e agora vai pra novembro. O Casarão também sofre o seu baque e é adiado, para se Deus quiser, setembro. E nada de shows de rock com bandas de fora, nada de intercâmbio e nenhuma notícia de alguma luz no fim do túnel.
E o interior segue da mesma forma. O Rock In Jipa, da cidade de Ji-Paraná, com problemas não somente de patrocínios, mas de um local que agrade o público, tenha bom apelo e facilidade de acesso. O Rock in Rua, de Vilhena, que almejava aumentar de um dia para dois, sofreu com perdas de patrocínio e outros problemas, e passou de julho, para quiçá agosto.
É, parece que a bruxa está realmente solta. Tudo dando errado, rumando para uma direção que não se previa e que até o momento não se encontra soluções. Explicações existem muitas, porém sempre num sentido amplo, como a falta de público, a falta de apoio, o escasso tempo entre eventos, a época de chuva, a falta de local e assim por diante. Na verdade, são todos esses e cada um individualmente no seu momento e ocasião.
Triste mesmo. Olhar para o horizonte e não ver melhoras, e ou possibilidades de melhorar a curto ou médio prazo. E assim, no bonde do independente que assola o Brasil inteiro, Rondônia e o seu rock vão ficando para trás, infelizmente.
a alegria de Rondônia
Para não dizer que tudo é horrível, vale a pena comemorar alguns fatos isolados, como a maioridade da banda Sedna, com tour por estados do Brasil e concorrendo ao prêmio Dynamite. A organização do metal que tem feitos bons eventos com bons públicos. O Beradeiros por si só, que apesar da falta de vento para o rock, insiste em assoprar para fazer a coisa andar. As boas novidades como Made in Marte e A Fábrica. O intercambio que todas as bandas estão se preocupando em fazer. A Ultimato indo tocar em Goiânia. A liderança da Tatudikixuti em Jipa. A Scrooff em tour pelo interior. Ufa! Parece muito, né. Entretanto, ainda é pouco de uma cena que merece muito mais.
Realmente o rock de Rondônia merece muito mais do que está recebendo, não vou atacar culpados, que são muitos, mas ao menos vale a pena lamentar, pois do lamento se faz o pranto, que acaba por conseguir sensibilizar para a reflexão própria para cada um. E, assim, através dessa, quem sabe não melhora um pouco, cada qual fazendo ainda mais por si e por todos.
Vale a pena é torcer, correr atrás, assistir os poucos e raros shows que tem, comprar os ingressos no preço justo, incentivar, e outra vez, torcer muito para que seja somente uma doença passageira de uma criança que acabou de nascer e que vai poder crescer e voltar a sorrir, saltitante, com boas bandas mostrando o seu trabalho lá fora, em vários estados brasileiros.
Como torcer não custa nada, vai assim, o meu texto em forma de lamento, para cada qual refletir e ver o que pode fazer. É pouco, mas é algo. Agora faça a sua parte também e vamos ver onde isso tudo acaba.
Se você é de Rondônia e quer opinar sobre, escreva-nos: cubocomunicacao@gmail.com
Matéria também veiculada no www.fanrock.com.br
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Sábado, Julho 08, 2006
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cobertura
Calor no inverno sulista: Vanguart em Florianópolis, 06/07.
Por Fernanda Dutra, de Florianópolis(SC).
Especial à Imprensa EC
Vang. em Floripa por Felipe Benatto
Florianópolis é destino de férias de muitos cuiabanos. A ilha, capital de Santa Catarina, conta com mais de cinquenta praias e um verão cheio de baladas e gente bonita.
Mas não, não é verão, é inverno. E quando chega a estação mais fria do ano, já não há turistas na cidade. A ilha esvazia e sobram os barrigas-verde, como são chamados os florianopolitanos. A noite de ontem, em que o Vanguart tocou pela primeira vez na ilha, estava fria. Mas o bar Drakkar é pequeno, como são os espaços alternativos na cidade, é aconchegante.
O primeiro show foi de uma banda do estado, de Balneário Camboriú. The Lenzi Brothers já tinha tocado na Universidade Federal duas semanas atrás e não tinha muito me agradado. A banda de Camboriú faz aquele rock, bom, mas já muito gasto e conhecido. Inocente, cantou sobre a garota dos sonhos que não vê novela nem lê revista de fofoca. Agitou alguns passinhos da platéia, não muito lotada.
A próxima banda era a minha conterrânea, Vanguart. Desde fevereiro, naquele show fantástico no teatro do Sesc Arsenal, não os via. Estava ansiosa. Afinal, cinco meses sem ver os vangs é muito: ele evoluem e crescem e mudam de mês em mês.
O show começou com as velhas conhecidas: Hey Yo Silver e Rainy Day Song. Os amigos daqui à minha volta, vibraram. Estou me sentindo em Cuiabá, diziam eles, mesmo sem conhecer nossa cidade quente.
A próxima foi Cachaça, música que está prestes a sair em clipe na MTV. Sobre a escolha desta e não do hit Semáforo, o vocalista Hélio Flanders me disse: "Não queremos ficar marcados por uma única música. E Semáforo é uma música muito forte, é a nossa melhor". Lembrei das várias bandas de uma música só: Extreme e sua famigerada More than words, Los Hermanos, que até hoje é perseguido por Anna Júlia, Sugar Ray e sua Every Morning. Concordo, Hélio.
Seguiram-se Just to see your blue eyes see, Miss Universe e Los Chicos Ayer, que devem estar no próximo álbum, prometido para setembro. Serão 14 músicas em português, espanhol e inglês. Aliás, abandonar o inglês? "Never, never", diz Hélio.
Nunca tinha visto um show do Vanguart fora de Cuiabá. Em Florianópolis, onde a música alternativa local é fraca, Vanguart era um nome desconhecido. Como a platéia do Drakkar é fixa, poucos tinham ido para ver a banda cuiabana. E foi interessante perceber como, ao longo do show, a platéia foi conquistada. Já em Semáforo, oitava música, muitos estavam em pé, dançavam, tietavam, tirando fotos. Dois covers foram tocados, Dig a Pony, de Beatles, e Femme Fatale, de The Velvet Underground.
Já no final do show, ouvia na platéia gritos pedindo "a gaita, a gaita, a gaita", que veio logo em seguida no último trem expresso. Last Express Blues encerrou o show em grande estilo. Pronto. Sem mais saudades de Cuiabá, estou em casa.
Sobre o futuro da banda, Hélio conta os planos de ter um lugar fixo na capital paulista no próximo semestre. Sem deixar a Hell City, claro. Vida de ponte aérea. "Ninguém nunca acreditou na gente". Humildade à toa.
Sapatos Bicolores foi a última a se apresentar. A banda brasiliense já tinha seu público garantido e fácil, fácil, fez todo mundo dançar. Mas já ao fim do show, a casa esvaziava rápido. Em dia de semana, no inverno de Florianópolis, não é fácil.
Desde que me mudei, há dois meses, não fui a um show de rock. Florianópolis não tem espaço para bandas alternativas e, duvido, tem público para tal. Mas é com a vinda de bandas influentes de fora que se conseguirá melhorar o cenário atual.
Sorte aos vangs na turnê pelo Nordeste. E voltem sempre.
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Quinta-feira, Julho 06, 2006
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coluna
Pitaco: Johnny Suxxx n' The Fucking Boys
Por Alfa Canhetti
Imprensa EC
os próprios!
Essa edição do Pitaco separou a banda Johnny Suxxx n' The Fuckin Boys para ser alfineta (ah, nem foi!) por outras estrelinhas da cena alternativa nacional. São elas Eline, backing vocal do Hang The Superstars e a baterista Juliane do Lazy Moon. Além das duas rasgando seda pra banda dos garotos ainda rola entrevista com o João Lucas o responsável pela Fósforo Records ou se preferir o Johnny Suxxx mesmo.
Tá esperando o quê? Leia!
Com a voz, Johnny Suxxx.
O Johnny Suxxx ou João Lucas
O Johnny Suxxx surgiu no ano passado e já é bastante conhecido, como explica?
Ah... Johnny suxxx foi formada para ser uma super banda (risos)!
Como foi formada?
Eu resolvi ter uma banda. Eu era produtor da BEACID, atual Fósforo Records. Sempre organizei shows, trabalhei com bandas e nunca tive uma banda decente. Então decidi montar uma com o pessoal que eu achava legal e que me identificava pessoalmente e musicalmente. E que eram gatinhos também!(risos)
E de hell city... O que achou?
Nossa, além do maravilhoso clima (Eu adoro calor), gostei muito do pessoal. Tem pessoas que converso bastante no MSN. Sem contas as bandas, gosto muito de Vanguart, Macaco Bong, Lazy Moon e Fuzzly! E acho a Talyta Singer mó sexy!(risos)
E os próximos projetos da banda? Quais são?
Eu tenho novidades pra contar. A gente está em estúdio terminando as gravações do nosso primeiro Álbum que será lançado pela Fósforo Records. O álbum se chama "The Bright Side of the Moon" e terá 10 faixas. Produzidas por Gustavo Vasquez (aquele mesmo que tocou baixo no Grito Rock com os Rockefellers e agora toca no MQN) no Manicomial Studio (dele mesmo!)
E aquela presença de palco teve muita repercussão aqui. É sempre daquele jeito como foi no Grito Rock?
Nossa... Aí tava muito calor, então estava mais propício... Agora a gente tocou no Porão do Rock e a Paty Get (Sei lá como escreve o nome dela) disse que eu parecia uma bicha louca no cio! Tem base? Não é por aí... (risos). E lá(DF) fazia bastante frio, eu estava com o shortinho... Por isso fiquei preso. O palco também era grande e foi mais complicado e mesmo assim ela disse que parecia uma bicha louca no cio. Se ela tivesse visto o de Cuiabá... (risos) O shortinho que eu uso até hoje foi criado e feito aí em Cuiabá no hotel Abudi! Estava eu e a Eline do Hang no quarto e ela deu a idéia por causa do calor. Eu já ia tocar com uma calça de couro e ela chegou "você vai derreter", na hora veio a idéia do shortinho e até hoje não abandonei!
Tem previsões pra próximo show aqui?
A gente tá doido pra ir para o Calango! Se convidarem estaremos aí!
Agora sim, entrevista com Eline falando sobre a banda Johnny Suxxx n' The Fuckin Boys, e algumas curiosidade sobre a intimidade que rola entre essas duas bandas goianas.
essa é a Eline do HTS
Você já deve ter ido a vários shows dos caras, em relação ao som, notou alguma diferença entre um e outro?
A diferença está no nível alcoólico deles!(risos) Não tem diferença no som, mas na maneira como tocam e com dão "pinta" em cima do palco.
Johnny te entregou como figurinista dele na apresentação aqui do Grito Rock, de onde surgiu a idéia do shortinho?
No Grito eu e o João Lucas ficamos no mesmo quarto do hotel, ele já estava com essa idéia do shortinho, queria um lance Guns n' Roses mas meio na dúvida ainda. Peguei a calça dele e cortei até mais curto do que ele queria!(risos) E ficou legal, ele sempre usa nos shows e cada dia mais curto! Chic demais!
Aí em Goiânia, como é a relação de Hang the Superstars com Johnny Suxxx n' The Fuckin Boys?
Eles tocaram no lançamento do nosso cd aqui, o HTS curte o som deles. Eu, particularmente, adoro ver eles tocando; a Joana (João) dando pinta, o Hélio sem camisa, o Douglas se contorcendo, o Lux e sua jaqueta de couro, e o Edson rebolando (baixista novo, ainda não conheço bem) e o som é do caralho! Muito bom mesmo!
E quanto ao show aqui em Cuiabá, segundo o Johnny foi o lugar propício - Hell City - concorda com ele?
Cuiabá é Hell City, além do calor claro, a cidade é massa porque o público é louco, a cachaça é louca, as bandas são loucas, aí nego dá baixa, vomita, pira, bom demais! Inferno Rock'n Roll!
Quer deixar algum recado pros caras?
Gravem logo um disco! Joanaaaa! tá boa?
E por fim, Juliane do Lazy Moon dando sua opinião.
e essa a Juliane da Lazy Moon
Aquela apresentação no Grito Rock foi a primeira que você assistiu? Já conhecia os caras e o som?
Sim, no grito foi a primeira vez que eu os vi. Quando Lazy Moon foi pra Gyn, foi a primeira vez que tive contato com o João Lucas também. Ele até fez uma participação numa de nossas músicas! Cantou Boys Don't Cry ao lado da Sara. O som deles eu ainda não conhecia.
Agora, e sobre aquela performance aqui, afinal de contas foi algo... ahn... Um tanto quanto inovador! Lembra do baixista o tempo todo por trás do Johnny? Aquilo sim deu uma repercussão. Tem algo a comentar?
Foi empolgante demais. Excitante. A banda toda, né? Não só o baixista.
A relação banda entre Lazy Moon e Johnny Suxxx n' The Fuckin Boy, como é?
Mantemos contato via msn. É boa, acho. A gente se diverte ao vivo. Tocamos em Goiânia a convite deles.. e fomos maravilhosamente bem acolhidas!
Do som em si, o que acha? Afinal de contas Johnny Suxxx n' The Fuckin Boys não é só performance. Acha que tem que melhorar algo? Imagina o vocal único de Johnny cantando letras em português, daria certo?
É um som que não me deixou ficar parada. A mistura da música com a performance dos meninos é muito foda. Melhorar? Todos deveriam ser ousados no modo de se vestir que nem o João é. Pra agradar o público, né. Eles cantando em português? Acho que seria massa. Ameaçador e sensual ao mesmo tempo.
Quer deixar algum recado pro Johnny e seus meninos?
Eles são gostosos(risos). E espero vê-los logo!
Não conhece a banda? Para ouvir o Johnny Suxxx and The Fucking Boys, é só acessar!
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posted by Espaço Cubo at 19:46
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