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Sábado, Setembro 30, 2006

artigo
Efeito Calango em Rondonópolis



por Marcelo Siqueira
da banda Maracadaje





Em dezembro de 2004 surgem uns figuras na beira do Rio Vermelho com uns instrumentos, até então, muito incomuns para os costumes de Rondon City. Alfaia, caixa de guera, xequerê... é o maracatu. Isso mesmo, em plena Cidade do Nome do Marechal Rondon. Em plena atmosfera sonora do sertanejo. Era Daniel Baier, Jean e mais os chegados que apareciam na hora e muita gente parava para olhar. Eis que surge Karola Nunes e logo vem a idéia de fazer um som além da percussão. As cordas aparecem no universo do batuque e aí começa uma verdadeira busca de músicas nada convencionais em bares rondonopolianos,
mas que são verdadeiras pérolas da MPB, como Xote das Meninas, e nomes que consagram o Brasil afora. Exemplos? Gonzagão, Alceu... tudo isso na mistura de ritmos carregados de brasilidade: baião, igexá, maracatu... som de terreiro. É o Marakadaje. Banda que até então tinha tantas mil dificuldades de encontrar espaço pra tocar na cidade.

Aos poucos... Karola, Jean, Marcelo e Bruno conseguem imprimir o ritmo da batucada com cordas nos poucos lugares em que os ouvidos aceitam novidades sonoras. Marakadaje fez shows em Primavera do Leste e até um cortejo de maracatu na zona rural da Vila Paulista. Mas tudo ainda era muito amador. Mesmo todo o cachê que entrava era tudo para comprar instrumentos, equipamentos para o palco, noites intermináveis de ensaios, músicas de autoria própria... apesar de tudo isso... a desvalorização dos donos de bares era enorme. A banda crescia musicalmente... os cachês diminuíam consideravelmente.

A vontade de desfazer do grupo crescia. Os melhores shows sempre eram os de menor ou nenhum cachê: UFMT. Lá.... o público pede a presença da banda em qualquer evento. Os organizadores colocam a banda por último para segurar o público. Estava aí, até então, a chama que fazia a banda seguir sempre certa, mesmo que na contramão, ou seja, não entrar em modismos ou então mudar repertório. Ninguém do grupo queria carregar a alcunha de ¿banda de bar¿. A gravação do CD surge de uma cobrança de quem vai aos shows e, claro, uma auto-cobrança. Tudo muito difícil, dinheiro escasso... De novo um certo desânimo volta a rondar. Até que antes mesmo do meio do ano começa a ser divulgada a quarta edição do Festival Calango. Por que não mandar uma demo?

Mas... a banda havia acabado apenas gravar a terceira faixa. Como podia mandar um cd com três músicas... foi. Deveria mandar também release e foto de divulgação. Marakadaje não tinha nada disso. Pela vontade e requisito para participar do Festival... lá estávamos mais uma vez correndo atrás. E aos poucos fomos percebendo que a banda começaria aí uma nova fase. Uma nova identidade. Uma nova idéia: levar a sério o que estávamos fazendo. Buscar o tal profissionalismo que tanto se apregoa e hoje é imprescindível para se inserir no cenário da música independente.

E quando saiu a lista dos selecionados para tocar no Festival... lá estava a única banda do interior de MT. Domingo, 18 horas, Marakadaje... primeira banda. "Caramba, vamos tocar no mesmo dia do Graforréia". E mais uma vez estávamos na dúvida: E agora? Temos que comprar mais instrumentos, acabar de gravar o cd, ensaiar mais.... Era o pensamento de todos. E mais exigências apareciam: rider técnico (Que porra é essa?), mapa de palco... tudo também novidade pra gente.

E lá fomos nós correr atrás disso tudo. Em um mês estava tudo nas mãos, mandamos para o Festival. E foi aí que percebemos o quanto demos um salto enorme, o quanto o Marakadaje cresceu profissionalmente. O que era uma simples banda pra tocar entre amigos, apenas mostrar ideais, ou então tirar uma grana pra pagar os custos como cordas, pele, couro, gasolina para transportes... hoje já existe um mapa de palco decente, um rider técnico profí, camisa da banda com logomarca e tudo, CD Demo, graças ao Festival hoje quando se digita o nome Marakadaje no Google é possível vê-lo em vários sites de tudo quanto é canto do país, e existe uma produtora, que também faz contatos para shows. Foi o efeito Calango. Que não parou por aí. Com a banda mais conhecida... começaram a surgir mais espaços para a cultura (os mais céticos podem até dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra).

No Casario, espaço cultural da cidade, agora toda terça é destinada aos músicos da noite tocarem o ¿nada convencional¿ que a gente tanto insistiu no começo. Por lá aparecem também poetas que declamam ao microfone trabalhos de própria autoria. E todo domingo a prefeitura monta um palco e coloca duas bandas de rock como atração, mas que são seguidas depois de performances de DJs (sim, nem tudo é ¿O¿ paraíso). Bandas essas, antes desmotivadas por não terem lugar para tocar, hoje se deleitam com um palco e uma boa estrutura de som. Muitas dessas bandas viram e souberam do Marakadaje no Calango.

Algumas estavam paradas e voltaram a cena. Cena que hoje revitaliza graças ao projeto do poder público, graças a quem aposta no trabalho autoral, graças a quem não se entrega, mesmo estando numa cidade em que o espaço para bandas que cultuam as músicas próprias fica cada vez mais restrito. Tem a Bruxa do 72, Triburbana, Bildebone¿s, Arte Primeira... grupos contemporâneos do Marakadaje, muita gente boa que poderia muito bem também estar no Calango, e que, com certeza, hoje tem onde mostrar trabalho na cidade. É o festival independente que faz girar toda essa cadeia produtiva, mas que muitas vezes esbarra na falta do profissionalismo e principalmente na preguiça. Na tal da ¿inhaca¿, aquele lance de ficar esperando acontecer e não colocar a mão na massa. O negócio é parar de reclamar, nunca pensar em se tornar uma "major" (pq desse jeito, na idéia de copiar o que faz sucesso hoje a banda só se fode) e meter as caras. Viva a música independente! Vida longa aos festivais! Que tudo isso mostre que a música brasileira é muito mais do que se toca nas rádios! Que essa força seja capaz de abrir os olhos das gravadoras! Marakadaje na área!


Marcelo Siqueira é percussionista e autor de algumas letras da banda
Marakadaje, de Rondonópolis, região sul de MT



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Segunda-feira, Setembro 25, 2006

fora do eixo
Vaca Amarela - Segunda Noite


por Ney Hugo
Cubo Comunicação



Macaco Bong no Vaca
foto: Adriana Oliveira


A segunda noite do Festival Vaca Amarela sofreu uma pequena mudança na programação. Com a ausência da banda Picolé de Nervos, quem se apresentou na abertura do festival foi a Gloom (GO), uma banda formada por uma pá de meninos e meninas. Misturando os instrumentos clássicos do rock com adendos como teclado e saxofone, a moçadinha tem público cativo, toca Los Hermanos, e convence.

Durante o show ainda rolou uma participação especial dos "Gloometes", amigos da banda que ensaiaram uma dança e um figurino específico pra apresentação. Formada por garotos na faixa de idade de 13 a 15 anos, o Gloom mandou ska, hardcore... Sem cerimônia, subiu lá e tocou. Ponto pra eles.

Outra banda goiana que chamou a atenção do pessoal foi a Perfect Violence. Segundo, João Lucas (Johnny Suxxx, Fósforo Records, e organizador Vaca Amarela) "foi uma das bandas novas que nos supreenderam".


Technicolor
foto: Vítor Decibélica


As bandas goianas do festival mandaram ver com os bons shows de Sórdido, Pelúcias, Yglo, Technicolor e o Violins. Com destaque para o último. Mesmo com o vocalista Beto Cupertino não alcançando notas em alguns trechos (ato falho pelo qual se desculpou), o Violins manteve a tradição de shows emocionantes. Os shows da banda são sempre "sentidos".

Outra surpresa agradável do festival foi o Bang Bang Babies(GO). Melhores e mais entrosados, a banda fez um dos shows que mais cativaram o público goiano. Rock quente!

A noite teve ainda o show do Macaco Bong. Estávamos de volta à Goiânia, depois de um ano (tocamos no Noise 2005). Foi interessante ver como as pessoas de lembravam da apresentação do ano anterior. Durante o show, a reação da galera foi a melhor possível. Com direito a pedido de bis, participação especial de Luís Maldonalle (grande guitarrista goiano) e coro ("Ma-ca-co, Ma-ca-co") no final do show.

Mais tarde, rolaram ainda mais shows com bandas goianas já conhecidas do público. O Valentina e o Johnny Suxxx and the Fuckin' Boys. Em casa, à vontade, e com os convidados satisfeitos, o óbvio: ótimos shows! E o redundante no texto: público goiano apoiando nervosamente.

Fechando o festival, o show do Ludovic(SP). Os caras haviam saído de São Paulo às 6 da manhã e acabado de chegar no festival (de van!). O que parece mentira pra quem assitiu o show. Mesmo com o público reduzido, final de festival e mesmo após horas de viagem, o de sempre: sincero, viceral e foda.

Fazendo seu primeiro show fora de São Paulo depois do lançamento do disco novo, a banda era mais uma que voltava a Goiânia depois de um ano pós-noise. E quem ficou até aquele horário pra ver, era porque se lembrava muito bem.

Outros momentos interessantes do pós-festival, no momento da desmontagem dos equipamentos foi a entrevista com o Macaco Bong feito pelo "psicopata" Júlio, baterista do Ludovic. Júlio ainda cantou um rap em inglês, de sua própria autoria e que bota Dr. Dre no chinelo.

Tudo registrado pela Cubo Comunicação e pela Próxima Cena, na cobertura do festival, em breve a ser conferido na Web Radio e na Web Tv Fora do Eixo, no Portal Loaded-e-Zine (www.loaded-e-zine.com).

::: posted by Espaço Cubo at 18:20

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Domingo, Setembro 24, 2006

fora do eixo
Festival Vaca Amarela - Primeira Noite


por Ney Hugo
Cubo Comunicação




Na noite de sexta rolou (22/09) em Goiânia a primeira noite do Festival Vaca Amarela, organizado pelo selo/produtora Fósforo Records. Lembrando que a Fósforo surgiu há alguns meses e já vem se inserindo na movimentação Fora do Eixo, distribuindo bandas em parceria com a Cubo Discos e participando do circuito de festivais com o Vaca Amarela.

Já em sua quinta edição, o Festival, que na primeira contou unicamente com bandas de Goiânia, veio em 2006 com 4 bandas "gringas": Porcas Borboletas(MG), Rogério Skylab(RJ), Macaco Bong e Ludovic.

Após os shows de Sapo Verde e Woolloongabbas, ambas de Goiânia, um dos destaques da primeira noite foi a banda Sangue Seco(GO), que recentemente se apresentou no Festival Calango, em Cuiabá. Em Goiânia, a banda apresentou seu hardcore nervoso, pra um público curioso que começava a preencher o espaço, o Clube Social Feminino.

O vocalista da banda, Eduardo Mesquita (o Inimigo do Rei), se apresentou com a logo do Portal Loaded-e-Zine (www.loaded-e-zine.com) estampada no peito, na camiseta. Segundo Eduardo, são louváveis iniciativas como essa, de comunicação alternativa e de movimentação Fora do Eixo.

Outra banda goiana de destaque foi o Lake, apresentando uma onda pesada, com vocais melódicos (no melhor sentido da palavra). Bem tocado. Banda massa, diria; com exceção dos momentos em que soa Creed. Em entrevista a banda se mostrou um tanto quanto insatisfeita ao não-comparecimento do público local, mesmo com a aparição de Rogério Skylab pela primeira vez em Goiânia.


Casa Bizantina
foto: Vítor Decibélica


O Festival teve ainda a participação da banda goiana "Casa Bizantina", um pop rock bem tocado, com passagens de riffs dançantes a la "Michael Jackson das antiga".

Em seguida rolou o showzaço do Porcas Borboletas(MG), que já fazem do centro-oeste uma quase residência. Esse ano a galera já se apresentou duas vezes em Cuiabá. No show do Vaca, particularmente foi foda. Execução impecável, performance vistosa, criatividade e bom humor.


Porcas Borboletas
foto: Adriana Oliveira


O mais interessante no show do Porcas, no entanto, foi a participação do público goiano. Em músicas como "Lembrancinha" (aaahh, se eu pudesse escolheeerrr), e Cerveja (Amoorr, acabou a cervejaa), o público todo cantou junto as letras das músicas. E em determinado momento, nem cantavam junto, simplesmente tomavam conta do show e entoavam sozinhos as canções (diria hinos?) do Porcas.

Pós Porcas, rolou ainda "Mersault e a Máquina de Escrever" - qualquer semelhança com "Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta", da Bahia, não é mera coincidência. Nem pelo nome, nem pela sonoridade e nem proposta. Lembra muito o samba-rock-MPB-baiano. Sem a mesma qualidade, claro.

Outro show que chamou a atenção na noite do Vaca foi o do Pétala Mecânica. Mais pelo visual, do que exatamente pelo som e apresentação. Vê-se que começa a surgir a banalidade no indie-glam-rock-brazuca. A preocupacação excessiva com estétiva visual faz ressurgir Bowies "Frankstein-Stardust". O som? Meio Manson, meio Maldita. Lembrou um pouco também o Queen Evil, de Palmas(TO).

Pra fechar a noite, mais duas apresentações marcantes. A do "Chapéu, Cerveja e Frustrações", banda que botou realmente o público goiano nesse clima de "breja e frustration". O vocalista "cowboys rockers" é Pablo Kossa, organizador do Vaca Amarela desde a sua primeira edição. Sobre a quinta, que rola agora em 2006, Pablo afirma estar satisfeito com a inserção do festival no Circuito Fora do Eixo e revela ansiedade pela atração que viria em seguida:

"Tá massa. Bacana ver que um público legal compareceu. Vamos esperar aí o Skylab", completou.

Pablo Kossa se referia ao que viria em seguida: o ícone Rogério Skylab. O cantor/compositor/literato/filósofo/funcionário do banco do brasil já é há anos consagrado na cultura alternativa brasileira como detentor de uma das mais honestas e criativas propostas. Pra quem não conhece, uma dica pra se lembrar: Rogério Skylab é aquele coroa malucão que vez ou outra aparece em programas como o do Jô Soares e é autor do clássico "Matador de Passarinho".

E o show em Goiânia, que começou um pouco frio, se aqueceu à medida que o tempo passava (e na medida certa). O público goiano parecia ainda um pouco tímido nas primeiras canções executadas por Skylab e banda. Passada as vexes, o que se viu foi um festival entoando variadas canções. E Skylab possuído por si mesmo, no palco. Tem energia, o cara.


foto: Adriana Oliveira

Em entrevista posterior, Skylab contou à Cubo Comunicação como enxerga o processo da música independente hoje no Brasil.

"A nova música brasileira não está no Rio, não está em São Paulo. Muito menos na MTV. Você pega Goiânia, um festival como esse ou como o Bananada... é por aí que passa a nova música'.

Sobre a cena do Rio de Janeiro:
"Mas tem um problema, às vezes os próprios festivais independentes levam sempre as mesmas bandas do Rio. O pessoal acaba pensando que as únicas bandas de lá são Matanza e Autoramas".

Sobre a carreira, Rogério coloca que já está no "Skylab VI" e vai só até o "Skylab X".

"O cara tem que saber a hora de parar. É igual jogador de futebol. Você vê aí... Chico Buarque e Cetano Veloso já deveriam ter parado há muito tempo. Eles não aprenderam com os Beatles e os Sexys Pistols; eles não apredenderam a parar. Cara, o último álbum do Chico Buarque é completamente sem propósito".

Na entrevista, Rogério cita ainda o Festival Demosul, que acontecerá em Londrina(PR) esse ano e é conhecido como o maior Festival do interior do país. Também integrado no Circuito Fora do Eixo, o Demosul desse ano conta com bandas como Porcas Borboletas(MG), Trilobita(PR), e Macaco Bong, representando Cuiabá.


Lembrando que a Cubo Comunicação e a Próxima Cena estão captando imagens e sons, registrando o Vaca Amarela e gravando entrevistas com bandas, produtores e demais envolvidos direta e indiratamente com o festival. Esse material poderá ser conferido em breve nos programas Fora do Eixo (Web Radio e Web Tv), hospedados no Portal Loaded-e-Zine (www.loaded-e-zine.com).

Amanhã postamos como foi o segundo dia. Até lá!!

::: posted by Espaço Cubo at 23:37

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documentário
Festival Calango no Multishow já disponível no You Tube!

por Issaaf Kahawi
Especial à Imprensa EC




Muito foi comentado aqui no blog quanto a exibição de trechos do festival Calango nos dois últimos programas do site Trama Virtual exibido todos os domingos (18h) no canal MultiShow, mas com certeza bastante gente só ficou na leitura mesmo.

Bem, isso até agora! Como o esperado o programa já está no You Tube. Nele o internauta pode encontrar tanto a parte um, quanto a dois do bloco "Visitando a Cena" que mostra trechos de shows (The Melt, Sapatos Bicolores, Vanguart, Porcas Borboletas e muitos outros) assim como entrevistas com os músicos presentes no festival (Daniel Belleza, Sammliz, Rockassetes, Graforréia Xilarmônica...) e com o "cabeça" de todo esse processo, o produtor cultural Pablo Capilé.


E pra quem prefere a mordomia do pc mesmo, lá vão os links:

Parte 1
Parte 2

::: posted by Espaço Cubo at 23:23

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Quarta-feira, Setembro 20, 2006

Decibélica
Músicos elegerão melhores




Por Luciano Regis
da Imprensa EC


Até pouco tempo quando se falava de música em Goiânia (GO), o senso comum, já pensava naquelas obras ¿sertanojas¿. Mas para quem não é tão alienado sabe que Goiânia tem uma cena alternativa como poucas do Brasil, pois o número de talentos por metro quadrado é formidável, é até difícil saber quem é o melhor.

A Revista DeciBélica, que continua na sua política democrática, está realizando uma votação pelo orkut para eleger os melhores músicos (Guitarrista, Baterista, Baixista e Vocalista) de Goiânia para ser montada uma "banda de uma noite", que tocará em um evento realizado pela revista ainda esse ano. O nome e o estilo dessa "one-night band" (banda de uma noite) serão decidido pelos próprios músicos, e os vencedores terão o seu trabalho divulgado em uma matéria especial na edição de Novembro da DeciBélica.

Os pontos que os "eleitores" devem observar são: Estilo, Competência, Carisma, Técnica e Originalidade, votação se estende até o dia 1º de Outubro e o endereço para votar é http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=15238528 . Lembrando a todos que essa primeira etapa é só para músicos goianos. Mas o editor da revista, Beto Wilson, já está entrando em contato com produtores de outros estados para promover esta premiação nas demais localidades.

::: posted by Espaço Cubo at 23:11

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Sexta-feira, Setembro 15, 2006

paradeiro do Pará
Mudanças em bandas após o Se Rasgum

por Ivan Jangoux
Especial à Imprensa EC



André Coruja, (agora ex) baixista do La Pupuña

Há alguns dias atrás aconteceu em Belém(PA) o festival Se Rasgum no Rock, que contou com bandas representantes do Circuito Fora do Eixo - tais como Vanguart(MT), Los Porongas(AC), Madame Saatan, La Pupuña apenas pra citar algumas - e foi um marco forte na cena da cidade. Tão forte que algumas mudanças estruturais acabaram acontecendo em algumas bandas.

Quanto a isso, o correspondente de Belém, Ivan Jangoux, nos conta quais foram as rupturas e deixa no ar as possíveis consequências:

Então, parece que o Festival serviu como uma espécie de marco em algumas bandas: Suzana Flag e La Pupuña (ou La Popunha, como diria Carla Lamarca da MTV) perderam seus baixistas enquanto o Avens deu uma "pausa". Nesta última, o vocal Gileno foi para São Paulo estudar música. Essa banda é uma das últimas da "minha geração". Junto com o Caustic e o Stigma, o Avens era uma das figurinhas mais carimbadas em rockadas a uns 4, 5 anos, e uma das últimas bandas com músicas em inglês daqui do Pará.

Quanto ao Suzana Flag, os mais fofoqueiros (Eu não sou não hein!) já diziam que Hélder não queria participar do Festival Se Rasgum no Rock com o grupo, e sim só com o JRS e o Telesonic. Agora ele deixou a banda de vez, o que será um BAITA destaque, já que ele, junto de Joel, eram os compositores da banda. Já o La Pupuña, seu baixista, dono de estúdio e dono do Pupuña-móvel, a Kombi colorida do grupo, deixou a banda. Por que? O motivo dado no blog do próprio foi ele não se enquadrar mais no grupo (ou sei lá o que...). Agora é esperar pra ver o que vai acontecer com cada uma das três bandas. Até a próxima!

link:
blog do André Coruja


::: posted by Espaço Cubo at 17:54

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Quinta-feira, Setembro 14, 2006

Hell City
Lazy Moon no Top 100 da Trama Virtual



por Ney Hugo
Imprensa
foto: Renato Reis, de Belém (PA)


Mais uma banda cuiabana acaba de entrar em (ainda mais) visibilidade no Tramavirtual, atualmente o site mais utilizado pelas bandas independentes para divulgação do trabalho, através de fotos, release e MP3. Semana passada, o Lazy Moon já havia entrado em destaque no site pela conquista do "joinha", um atributo dado pela equipe da Trama às bandas que vem tendo uma maior visibilidade, seja pela qualidade do som, número de downloads de Mp3, etc.

Agora, a aparição da música "freakshow dancer" entre as 100 mais baixadas do site prova a repercussão que o Festival Calango dá às bandas de Cuiabá. Nesse semana também o Lazy Moon foi uma das bandas que rechearam o programa da Tramavirtual no canal pago Multishow, que realizou a cobertura do Festival; o que com certeza deu um upgrade no número de downloads de MP3s cuiabanas.

Além do joinha e do top 100, o Lazy Moon tá até hoje lá na capa do site como destaque.

Para mais, acesse: Tramavirtual

::: posted by Espaço Cubo at 17:35

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Terça-feira, Setembro 12, 2006


DROPS

Imprensa EC

O que andam aprontando esses arteiros?!
por Kléber Santos
Imprensa EC



um dos trabalhos dos Jovens Arteiros
foto: Issaaf karhawii


Jovens arteiros:
"Um projeto que veio para marcar o início de uma nova era de arteiros/artistas, aqueles que se falam de amor, estão realmente amando, que se falam de ódio, estão efetivamente odiando ou quando falam da vida, estão literalmente vivendo! Uma arte verdadeira e pensante, singela, porém extravagante".

Jovens arteiros é um Projeto organizado pela arteira Giulia Medeiros, conhecida também como Caju.

O Projeto Jovens Arteiros veio para aprimorar a arte juvenil abrindo espaço para que possam expor seus pensamentos, incentivar nossos jovens de hoje a produzir.

Resumindo é uma porta para jovens, de preferência até 18 anos, exporem seus trabalhos, sem descriminações ou recriminações.

Uma entrevista com a organizadora "Caju" para mais informações e alguns esclarecimentos!


Repórter: Caju, quais são as frentes/projetos do Jovens Arteiros no momento?
Bom, após um tempo parados para concretizarmos nossas idéias e coloca-las em prática, eu juntamente com a Talita Marimon (nova integrante), prevemos uma nova etapa dos Jovens Arteiros para o começo do mês de Dezembro, um dia pluricultural que contará com grupos de dança, grupos de teatro, exposições tais como curtas metragens, artes plásticas, fotografia, banco de textos, camisetas artísticas, e etc, toda essa mistura em um só lugar. Nossa meta é que mais pra frente façamos um mês em que todos os sábados aconteçam uma edição do nosso evento em diferentes lugares de Cuiabá. Para isso, precisamos conquistar nosso público e patrocinadores.

Repórter: Quais foram eventos, exposições, que já foram organizados pelo Jovens arteiros, conte-nos um pouco sobre eles.
O "Jovens Arteiros" é um grupo recente, já realizamos um evento de "reestréia" da banda Dragsters no Cuiabá Skate Park, o evento teve início às 18:00 e terminou às 22:00! Alcançamos um público em torno de 300 pessoas (muito mais do que o esperado), tivemos uma exposição de fotografias, banquinha de venda de discos e estreamos 2 bandas, além de qu,e com a grana do lucro ajudamos a banda Dragsters na gravação de suas músicas.

Participamos também do Festival Calango com uma tenda do nosso projeto instalada no local. Havia banco de textos, exposição de fotografia, exposição de artes plásticas e camisetas artísticas (todos trabalhos produzidos por Jovens de 13 a 19 anos). Iríamos organizar também o Calangol (partida de futebol entre as bandas que participaram das previas do Festival Calango) mas infelizmente isso não dependeu apenas da gente, não conseguimos como forma de patrocínio a locação de uma sede para a realização de tal evento a tempo. É difícil acreditar, mas as pessoas ainda têm muito preconceito quando falamos em "evento alternativo". Após a realização de alguns eventos futuros, pretendemos nós mesmos patrocinar o proximo Calangol.


Repórter: Como que eu faço pra participar de algum evento, se eu quiser organizar uma exposição com minhas obras de artes, textos, poesias...?
Temos o nosso email para contato: jovensarteiros@gmail.com
E meu telefone : 9983 6226
Qualquer pessoa que tiver vontade de expor o seu trabalho, seja ele qual for dentro do meio cultural, é só entrar em contato com a gente.


Repórter: Jovens Arteiros também faz parte do Espaço cubo ou é uma frente separada?
O Espaço Cubo é um dos grandes incentivadores do nosso projeto, nos apoiou de tal forma que seremos sempre gratos a isso.. Mas os Jovens Arteiros é um grupo independente.



audiovisual
3º Trash - Mostra Goiânia de Vídeo Independente




Alguns anos atrás, lá em 1999, aconteciano Martim Cererê a primeira TRASH - Mostra Goiânia de Vídeo Independente. Não tendo caráter competitivo, a mostra permitia que qualquer trabalho audiovisual fosse inscrito. A surpresa: dezenas de vídeos e sessões super-lotadas caracterizaram a voz e vez que o evento dava aos cineastas.

A segunda edição aconteceu seis anos depois, em 2005, contando com vídeos inscritos de diferentes estados brasileiros. Sem ter que esperar mais seis anos, rola agora nos dias 15, 16 e 17 o 3º Trash.

Nessa edição de 2006, ao lado do veterano videomaker catarinense Petter Baiestorf, o convidado especial e homenageado do evento será Ivan Cardoso, um dos principais nomes da geração super 8 na década de 70 e diretor de clássicos como "O Segredo da Múmia" e "As Sete Vampiras", o carioca Ivan Cardoso dará uma palestra acerca de sua obra, oferecerá um workshop com vagas limitadas e ainda fará a estréia local de seu novo longa (após quase 15 anos), "Um Lobisomem na Amazônia".

O projeto traz ainda apresentação com bandas de rock, na noite de sábado (16/09).

A Mostra é uma idéia de Márcio Jr e produzida pela Monstro Discos, selo de Goiânia.

Para saber mais detalhes, acesse o site: www.mostratrash.com.br

::: posted by Espaço Cubo at 15:16

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Sexta-feira, Setembro 08, 2006

DROPS
Imprensa EC


democracia
Escolha a capa da Próxima Decibélica

por Luciano Régis
Imprensa EC


A democracia não é só representativa ela também é Participativa, e revista Decibélica da o exemplo neste conceito.



Grandes idéias surgem de cabeças malucas. E uma das grandes sacadas de um veículo de comunicação independente surgiu da cabeça do Beto, editor da Revista Decibélica que está fazendo eleição para a escolha da nova capa da revista.

Pra quem não sabe, a Decibélica é de Goiânia e tem distribuição gratuita. Grande parte da primeira e segunda edição da revista foram distribuídas nas oficinas de zine realizada pelo Comunicalango em instituições públicas de ensino de Cuiabá. A terceira estava disponível na banquinha fora do eixo, no Festival Calango

Quanto à escolha da capa da quarta edição, Beto diz que é importante "jogar" a responsabilidade na mão do público, pois dessa maneira é possível enxergar o que não conseguimos ver.

Mas o fato da revista ser editada em Goiânia não influencia favoravelmente a escolha das próprias bandas da terra do pequi?
Beto responde: "Eu seria cínico se dissesse que Goiânia não influencia. Mas não pelo fato de a revista ser editada aqui, somente: tem outros fatores, como a quantidade de público e a fidelidade dele à Goiânia Rock City (comunidade do orkut do rock goiano) que tem mais de 6000 membros. Gente que acessa aquilo ali diariamente, que dá idéias, que enche o saco, que opina, que responde, que desabafa. A partir do momento que faço uma eleição dessas por orkut, sei que isso pesa".

Essas eleições da capa da revista não serão constantes, elas ocorrem somente umas três vezes por ano (a revista tem publição mensal, e nas outras edições, a revista estará escolhendo bandas que estão tendo algum destaque na cena independente.

Até o momento as bandas que estão na frente na votação são Rockassetes(SE) e Jonnhy Sux And The Fuking Boys. Mas ainda há tempo para reverter essa situação, pois a votação se estenderá até o dia 13 de setembro e o endereço para votação é a comunidade no orkut: www.orkut.com/Community.aspx?cmm=15238528

Só lembrando aos Vang maníacos que na edição do mês passado eles foram a banda da capa, ou seja, se forem votar, vote em outra. Não é por nada, mas é sempre bom avisar.


novidade
Portal Dynamite e o Arquivo do Rock Brasileiro

por Luciano Régis
Imprensa EC




Já conhecido dos internautas, o Portal Dynamite está com um novo projeto: a criação de um Arquivo do Rock Brasileiro. A intenção é resgatar todos os materiais produzidos nas décadas de 50, 60 e 70, sendo eles, discos, fitas cassetes, fitas de rolos, vídeos, revistas, jornais, fotos, peças de vestuário ou qualquer outro tipo de material que retrate essas três décadas de Rock'n'Roll.

Além de serem digitalizados e disponibilizados no site www.arquivodorock.com.br, os materiais que forem doados serão expostos no Museu da Imagem e do Som em São Paulo. A participação dos leitores neste projeto é fundamental, pois uma das formas de conseguir um amplo acervo é com a doação ou empréstimo dos materiais desta época.

Para mais informações de como ajudar é só entrar em contato pelo e-mail curadoria@arquivodorock.com.br ou pelo telefone (11) 3064-1197.

Outra forma de colabora deste projeto é participando da Criação do Logo do Arquivo do Rock Brasileiro. Na premiação para o dono da logo escolhida estão inclusos 10 CD's da lojinha da Dynamite e mais o direito de participação na escolha dos estagiários (remunerados) que serão responsáveis pelo monitoramento do acervo, que acontecerá em sete cidades brasileiras.

Aos interessados: mandem a logo até o dia 10 de setembro para o endereço eletrônico arquivo@arquivodorock.com.br. Para mais informações acesse o site www.dynamite.com.br.

O Projeto Arquivo do Rock Brasileiro é financiado pela Lei Rouanet e pela Petrobrás.


comunicação alterna
Espaço Cubo recebe materiais impressos

por Ney Hugo
Imprensa EC




Por onde passa, o Espaço Cubo tem sido referência em alguns quesitos, tais como a comunicação alternativa. Como tal, vem recebendo alguns materiais - impresso, online, rádio - de conteúdo bem interessante produzido em prol da comunicação da cena independente brasileira. É sobre um desses materiais que a gente fala hoje, a revista Jukebox.

Originada no Rio de Janeiro, a revista (daquelas de bolso) vem com a proposta de trazer informação, diversão e arte. Com uma linguagem irônica e divertidíssima, a publicação brinca de falar sério o tempo todo. E conta também com quadrinhos. Muitos deles e dos mais variados estilos: tem retratação de universo rocker teen, crônicas em formato hq, e claro, quadrinhos humorísticos (não poderia faltar!).

O bacana também é que, além dos quadrinhos, a Jukebox traz também matérias sobre cenário indie nacional e internacional. A edição entregue à Cubo Comunicação - "quase o número 1" - traz a cobertura do Siren Music Festival, realizado em Nova York e uma matéria com o Wry, banda brasileira/londrina de british rock, distribuído no Brasil pela Monstro Discos, de Goiânia.

Outro fator interessante da revista é a preocupação com o segmento. São várias as reportagens e artigos a respeito dos avanços e novidades da produção de quadrinhos brasileira.

Curiou, né?!

A Revista tem sido distribuída na porta de eventos no Rio de Janeiro e já está nos planos do pessoal a distribuição extra estado e região. Já vem tarde!

Enquanto a revista ainda não chega por aqui, rola dar uma acessada no fotolog: www.fotolog.net/revistajukebox. Tem também uma entrevista bem bacana no site Sobrecarga, pra quem quiser saber ainda mais sobre a publicação HQ/Rock/Independente.
Acesse!

ps. Você de qualquer lugar do Brasil que possui zine, revista, ou qualquer outro tipo de material online ou impresso envie para a Cubo Comunicação.

Endereços:
- cubocomunicacao@gmail.com

- Rua Presidente Marques, 240, Centro. Cuiabá-MT
Cep: 78045-175



novidade
Primeira edição do Newsletter Lazy Moon
(ou jornalzinho, se preferir)

por Ney Hugo
Imprensa EC




Fácil, prático e rápido. Assim as Lazy definem a nova maneira que encontraram de divulgar as "boas novas" a respeito da banda. Com um banco de emails oriundo dos próprios contatos, o "news" vem com 4, das tais boas novas.

A saber:

1) Gravação do segundo EP, pela Cubo Discos
2) Lazy Moon é destaque no Trama Virtual e ganha o cobiçado joinha
3) Lazy Moon aparece em mini-matéria-apresentativa na Revista Decibélica
4) A comunidade da banda no orkut atingiu o número de 400 participantes

Você que não faz parte dos contatos e não recebeu o newsletter, jornalzinho, zinezinho online - ou qualquer outro substantivo no diminutivo que queira usar - basta não ficar triste e enviar um email para bandalazymoon@gmail.com. Nesse quesito, elas são bem submissas. É só mandar o email que recebe o feedback, imediatamente.

Bela iniciativa essa das lazygirls, buscando alternativas além dos usuais blogs, fotologs, youtubes e afins. A idéia de newsletter nem é lá tão nova assim. Mas são poucas as bandas que se antenam e hoje fazem uso desse tipo de comunicação via internet.

A rede taí, gurizada... é só saber explorar pra divulgar sua banda, seu zine, seu coletivo...

::: posted by Espaço Cubo at 16:28

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Quarta-feira, Setembro 06, 2006

cobertura
Coquetel Molotov transpira moda e música

por Renata Marques
Especial à Imprensa EC
fotos: João Ferreira




Por baixo, o mangue; por cima, o asfalto, que atravessa rios e pontes. Pontes que ligam a cidade, que conduzem as pessoas. Um grupo, um duplo, um triplo, um único. A terceira edição do Festival Coquetel Molotov, em Recife, conseguiu reunir no nordeste um grande público em torno de moda, cinema e música internacional, com a facilidade da Internet.

Realizado no teatro da UFPE, a terceira edição do festival Coquetel Molotov ofereceu pluralidade na feira cultural: música com representantes de selos do nordeste e do sudeste (Peligro, Mudernage, Xubba Musik, Fábrica de Estúdios e Amplitude), leitura (Fanzine Lado[R], HQ's e a revista Giro Cultural) e moda com uma forte tendência retrô e a presença marcante de estilistas pernambucanos e suas próprias confecções (Varal, Tresfulanas, Brechó de Bolinha). Entre as criações, até surgiram contestações científicas ("Não! ao rebaixamento de plutão") e brincadeiras políticas nas camisetas e adesivos bem humorados ("Vendo meu voto, tratar aqui!") de um grupo de artistas de Olinda.

Independência e Multifuncionalidade


O pessoal do Zine Lado[R], de Natal(RN), um dos participantes
dos stands do festival


Essa mistura de assuntos, temas e canais deu cor, tom e forma ao festival, que ainda trouxe rodas de conversas sobre empreendedorismo cultural, Ordem dos Músicos x Liberdade Artística, mídias e, claro, música, do Brasil e do mundo.

"Acho louváveis essas discussões, no entanto falar empreendedorismo cultural e ordem dos músicos é chover no molhado, não é mais nenhuma novidade. A pauta agora é o que é e o que faz um festival independente?"-, questiona Marcelo Toledo, estudante do curso de História da UFPE.

"Independente de quê? já que estamos aqui pra ouvir bandas fora do circuito comercial, mas pra isso precisamos da colaboração das grandes corporações para viabilizar o evento?!", completa já deixando a pergunta no ar.

Discussões(?) à parte, a multifuncionalidade do festival estava presente até mesmo nos espaços. A mesma sala de exibição dos curtas-metragens na programação da tarde, à noite vibrava ao som das guitarras distorcidas do genuíno rock brasileiro. Destaque para a banda paulistana Debate: "um rock desgovernado, onde cada idéia faz parte de um grande discurso sonoro", definem os próprios integrantes.

Música para ouvir


Móveis Coloniais de Acaju(DF)

Música no teatro. Um lugar inusitado pra se dançar rock, mas um bom lugar para apreciar os experimentalismos das bandas. Se em alguns shows brasileiros como Móveis Coloniais de Acaju (DF) e as Backing BallCats Barbis Vocal's (PE), a brecha entre os assentos era pequena para a euforia do público, as cadeiras foram um bom refugio para ouvir com atenção o beatbox inacreditável do Spleen(França) e a melodia angelical de timbres infantis das duas irmãs Cocorosie(EUA).

Fechando o festival um deleite para olhos e ouvidos: os cinco integrantes da banda instrumental de Chicago, Tortoise que mais pareciam dez em cima do palco tal a amplitude da música - mostrou a combinação de rock e programações eletrônicas sofisticadas, tudo sincronizado com projeções psicodélicas. Sem dúvida, hipnotizante!

Nos dois dias de eventos mais de 16 grupos, entre eles 4 internacionais, se apresentaram nos palcos do Coquetel Molotov. A descentralização da música internacional do eixo Rio-São Paulo é o diferencial do Coquetel, que começa a despontar como um novo pólo do circuito, antenando o Nordeste brasileiro com o que está sendo produzido e ouvido nos palcos undergrounds do mundo.

A verdade é que poucos shows internacionais chegam por aqui, e Recife, com o Coquetel Molotov está quebrando essas fronteiras invisíveis e escancarando moda e atitude.

::: posted by Espaço Cubo at 16:38

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Terça-feira, Setembro 05, 2006

Circuito Fora do Eixo
Se Rasgum no Rock coloca o Pará definitivamente na rota dos grandes festivais o pais!!


por Pablo Capilé
do Cubo Planejamento



Catarse coletiva: Todos juntos no palco do Se Rasgum!!

Foram três dias históricos, elétricos, viscerais, um verdadeiro marco para a cultura alternativa do Pará. O Festival Se Rasgum no Rock terminou neste domingo jorrado de sangue. Sangue proveniente das veias de cada um destes guerrilheiros, que lutam incansavelmente pela difusão do cenário local por todo o país.

É o caso de Marcelo Damaso um dos coordenadores da Dançum se Rasgum, produtora que deu uma nova cara e oxigenou definitivamente o mercado independete do Para, é o caso de Marcel Arede que em suas andanças pelo Brasil acompanhando o La Pupuña (que diga-se de passagem é a única banda independente que toca de terça a domingo e sempre com cachês muito bacanas), participou da fundação do Circuito Fora do Eixo e não cansou de publicizar as maravilhas da cena paraense. É o caso de Renato Reis, grande fotografo que também tem rodado o país, clicado os momentos mais apoteóticos de festivais de diversas regiões. É o caso do grande Sidney Pereira, jornalista de mão cheia, que auxilia diretamente na circulação de bandas paraenses e já publicou inumeras matérias com bandas e produtores de todo o país, em jornais impressos de grande circulação no Pará, um legitimo produtor de conteúdo fora do eixo. É o caso da doce Sammliz e a trupe do Madame Saatan, que só a Cuiabá já veio duas vezes, e exala a simpatia característica do povo paraense. É o caso de vários outros guerreiros que dia a dia tem colaborado com o crescimento da cadeia produtiva da região.


O mito Wander Wildner derretendo no Se Ragum!

Todo esse sange jorrado foi coroado com uma Carnificina proporcionada pelo espetacular público paraense. Voou carne pra cima de todas as bandas, carnes de todos os tamanhos e tipos, carnes das mais variadas cores. Todas temperadas com os mais belos arranjos e melodias da cena independente nacional.

O Vanguart chegou a Cuiabá chocado com o Pará. O Diogo Soares do Los porongas só faltou chorar enquanto nos relatava as maravilhas do Se Rasgum. Paulo Lins era só sorrisos ao falar da apresentação do Mezatrio. Foda!!! Estréia com o pé direito! Parabéns à todos que peitaram as dificuldades, quebraram paradigmas, romperam barreiras e finalizaram em grande estilo mais esse delicioso banquete da música independente.

::: posted by Espaço Cubo at 03:47

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Sexta-feira, Setembro 01, 2006

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coluna
O Paradeiro do Pará

por Ivan Jangoux
Imprensa EC


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Contagem regressiva para o primeiro festival independente grande a rolar no Pará: O Serasgum no Rock. Mais de 30 bandas, algumas já figurinhas carimbadas de festivais pelo brasil a fora, uma pá de bandas locais, e muitos produtores e jornalistas de fora. Era o que o Pará precisava para crescer no brasil, e no próprio Pará.

Eu diria que o festival é no mínimo uma aventura. E não é por que o festival vai rolar no Parque dos Igarapés, uma espécie de clube com espaços naturais, cabanas e tudo (ou quase tudo ehhehe) que se pode imaginar de algo na região amazônica.

Quem lê minha coluna sabe o que rola em belém NA REAL: público inconsistente e que, independente da qualidade do evento e de todas as condições serem positivas para um baita evento, às vezes simplesmente não vai e não se interessa. E esse é o medo de todos nesse festival - de repente um imenso investimento, uma estrutura imensa, atrações bombásticas, e um público aquém do esperado (ou do necessário). Já pensou na broxada que isso pode dar na cena?

Como conversava com o Ney Hugo, do Macaco Bong e do Espaço Cubo, a cena é bem promissora, com muitas bandas que PRECISAM sair daqui. E essa cena pode vir a se tornar algo como Goiânia, Cuiabá, porém precisa de coolaboração do público, uma profissionalização dos produtores (Chega de produtores-namoradas-de-gente-de-banda!) e por que não, utopicamente falando, uma união maior dos músicos? Ah há! Tem até bandas arriscadas a não tocar nesse festival por que um dos músicos "Não QUER". Deu pra sacar o drama?

Mas, enfim, bora torcer que seja bacana e voltemos a papear sobre o que vai rolar de legal no festival: Além de Cachorro Grande, Mundo Livre S/A, Wander WIldner, Los Porongas (AC), Vanguart (MT), vão rolar as bandas locais, com destaque para Madame Saatan, Delinquentes, ION, Aeroplano, a banda do que vos fala, Stigma, e Johny Rockstar, que vai fazer meia dúzia de shows no evento (tô brincando.. eles vão servir de banda base pro Wander, vão tocar, e ainda vão tocar como "Telesonic").

Ainda vai ter uma mesa-redonda com realizadores de grandes festivais como Paulo André (Abril Pro Rock), Pablo Capillé (Festival Calango) e Rodrigo Lariú (Algumas pessoas tentam te f****), além de jornalistas como Alex Antunes (Folha de S. Paulo), Alexandre Matias (Bizz) e Adriana Alves (Revista da MTV) e figuras indispensáveis para o debate: Ná Figueredo, Ney Messias e Ismael Machado.

Claro que algumas coisas são questionáveis, como a presença da já citada Telesonic, que só fez UM show, e a ausência de bandas como Evil, Crashdown, Aerolito, Vinil Laranja... grupos com muito mais público e bagagem musical. Mas não se pode ter tudo, né ? Eu to torcendo "di com força" para que o festival dê certo e que futuramente, ele possa ter a grandiosidade de um Goiânia Noise.


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Waldemar Henrique

Esse fim de semana que passou, fui a uma mostra de canto da Escola de Música da Universidade Federal do Pará. É incrível como existem talentos escondidos, e talentos que deveriam estar nos palcos. Pessoas criativas, com belas vozes..enfim! Uma pena o resultado ter sido controverso : O papo no backstage era que a vencedora só teria ganho devido a ser aluna da EMUFPA. Ralado né? Mas acontece..até demais.

Mas foi legal! Minha noiva participou, cantando uma versão rockeira e sombria do clássico da MPP "Uirapuru" do compositor paraense Waldemar Henrique (procurem conhecê-lo), eu toquei com ela e com a banda base da casa, que tinha como "chefe" o Ziza Padilha. Cara, que músico! Sou fã desse cara, mesmo que ele não toque o mesmo que eu. É o músico que faz as coisas difíceis parecerem fáceis. Sua esposa, a cantora Dayse Addario, foi uma das organizadoras do evento. Assim como Ziza, o tanto que ela se doa, que ensina, dá dicas, passa todo seu conhecimento, é impressionante.

Também nesse fim de semana, rolou o último show do A Gosto pro Rock, evento organizado pela produtora "Rock'n Roll beibe", que produz bandas como o Madame Saatan e Johny Rockstar. Tocou o Stigma, o Turbo e o Jolly Joker, e pela 1a vez o som estava legal no Mormaço. Apesar do público um pouco pequeno, como em todas as noites, o evento no todo foi uma ótima sacada, uma vez que circuitos como esse é o que falta na noite de Belém, em vez das trocentas bandas cover que ocupam todas as casas e que chamam o maior público.

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Cara, eu detesto falar de política. Detesto mesmo. Na hora do almoço, meu pai sempre puxa algum papo que me embrulha o estômago. Mas outro dia, eu tava passando pela Duque de Caixas, uma grande Avenida da cidade, que atravessa uns 2, 3 bairros, e no meio de uma obra bem legal, o enlargamento da via, acabou-se por cometer um crime : quebraram parte de uma pista de skate, obra de um dos governos anteriores. Tá, eu achei muito legal ter mais uma via para trafegar na Duque, afinal o trânsito lá nem sempre é agradável (O trânsito de belém não é agradável. Além das ruas pequenas, muitos carros, muitos pilotos - por que motorista, é dificil aqui).


a pista destruída

Mas não havia necessidade de quebrar o complexo de pistas de skate, uma vez que na parte que ela fica, o trânsito já foi bem diluído. É o tipo de obra que só falta o selo de obra eleitoreira, assim como o túnel que vai ficar pronto no fim de setembro. E isso é muito chato, pois acaba prejudicando um grupo grande de pessoas, como a galera do HC e o pessoal do próprio skate. E pra onde esse pessoal vai ? Provavelmente pras ruas, atrapalhar o trânsito, e pro Centro Arquitetônico de Nazaré, uma bela praça onde fica guardada uma réplica da estátua de Nossa Sra. de Nazaré, a padroeira do Pará. Nisso eles não pensam.

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Pra finalizar, a lista de bandas do Serasgum no Rock :

Programação


DIA 1.09 (Sexta) - Açaí Biruta - 22h

01h - Wander Wildner (c/ Johny Rockstar)
00h15 - Buscapé Blues
23h30 - Nó Cego
22h45 - Turbo
22h - Aeroplano

Saiba mais sobre as bandas.

Dia 2.09 (sábado) - Parque dos Igarapés

22h - Cachorro Grande (RS)
21h30 - The Feitos (RJ)
21h - Madame Saatan
20h30 - Suzana Flag
20h - Los Porongas (AC)
19h30 - Cravo Carbono
19h - Mezatrio (AM)
18h30 - Stereoscope
18h - Norman Bates
17h30 - Johny Rockstar
17h - Álibi de Orfeu
16h30 - Telesonic
16h - Stigma

Saiba mais sobre as bandas.

Dia 3.09 (domingo) - Parque dos Igarapés

22h - Mundo Livre S/A (PE)
21h30 - La Pupuña
21h - Coletivo Rádio Cipó
20h30 - Sevilha
20h - Vanguart (MT)
19h30 - Superoutro (PE)
19h - A Euterpia
18h30 - Bazar Pamplona (SP)
18h - Delinquentes
17h30 - I.O.N.
17h - Jolly Joker
16h30 - Babyloyds
16h - Retalietory


site
www.serasgum.com

::: posted by Espaço Cubo at 17:39